Três perguntas para: Rodrigo José

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Por: Debb Cabral

Pelo segundo ano, além da individual do artista convidado, o Museu da UFPA recebe, também, uma coletiva que traz um recorte do que de novo está se produzindo na fotografia paraense. Veteranos e jovens fotógrafos apresentam ao público seus mais recentes trabalhos. A mostra “Pequenas cartografias (e duas performances)” acentua mais ainda a intenção do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia de valorizar e fomentar a cultura paraense.

“Primavera”, de Rodrigo José é um trabalho desenvolvido no ambiente interno de uma casa, em que as fotografias procuram investigar o lado afetivo de um lugar que estava em via de desaparecer. É uma série em que a fotografia trabalha como um vetor de descobertas que possibilita a reflexão de um universo particular.

Confira a entrevista:

Público observa as imagens de Rodrigo José durante a abertura da exposição. Foto: Irene Almeida

Debb Cabral – Primavera é uma época em que nem o sol e nem a sombra imperam. Como foi o processo de produção do teu trabalho para chegar nessa ideia?

Rodrigo José – “… é necessário sair da ilha para ver a ilha, que não nos vemos se não nos saímos de nós próprios…” trecho do livro “O Conto da Ilha Desconhecida” de José Saramago.
Foi isso o que senti (e pude talvez enxergar) quando passei um tempo longe de Belém, onde se deu o início de tudo. O trabalho não teve um processo de criação definido, ou tampouco questões conceituais, ele nasceu a partir de um necessidade de vida, foi emotivo e visceral.

Debb Cabral – Você participa de uma exposição que apresenta um recorte do que de novo está se produzindo na fotografia paraense. Como você observa isso?

Rodrigo José – Eu não me observo. Faço fotografia por que gosto, ou por que preciso, precisar num sentido de necessidade interior, talvez como uma necessidade existencial. Afinal, costumo dizer que me conheci mais através da fotografia do que em anos de terapia, rs.

Debb Cabral – Este ano o Prêmio está completando cinco anos. Como você o avalia?

Rodrigo José – Eu tenho acompanhado desde seu início, o tempo passou rápido demais, é um prêmio relativamente novo, mas que já possui sua notoriedade dentro do cenário nacional.
A “Mostra dos artistas premiados e selecionados”, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e as exposições “Cidade Invisível”, de Janduari Simões; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno; no MUFPA, seguem com visitação até o dia 22 de junho de 2014. A entrada é franca.

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