Diário Contemporâneo abre inscrições para oficina com Ana Lira

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A fotógrafa e artista visual pernambucana Ana Lira foi uma das selecionadas na 9ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e, a convite do projeto, ministrará uma oficina para o público de Belém. “Entre-frestas” visa promover uma reflexão sobre os circuitos de criação, pensando no cotidiano como espaço de construção permanente. A ação formativa ocorrerá de 03 a 07 de julho, das 16 às 20 horas. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até dia 28 pelo site www.diariocontemporaneo.com.br. As vagas são limitadas.

Foto: Ana Lira

A experiência de formação foi pensada para ser compartilhada com fotógrafos, artistas visuais, designers, ilustradores, arte-educadores, estudantes, pesquisadores e qualquer pessoa que tenha interesse em desenvolver seus processos criativos.

Segundo Ana, “por meio de vivências e discussões, o meu objetivo é colaborar na investigação de trajetórias criativas individuais e coletivas dos participantes. Isso inclui tanto debruçar um tempo sobre si mesmo e as iniciativas que consideram interessantes em suas caminhadas, quanto observar com mais cautela projetos sem conclusão, rascunhos, ideias vagas e outras formas de produção abandonadas. Revisão de processo criativo como estratégia para criar novas rotas”, explica.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  • Processo de criação I: uma reflexão sobre percursos individuais
  • Revisão de percurso como ferramenta de trabalho
  • Processos Inacabados I: identificando projetos possíveis
  • Processos Inacabados II: estratégias de articulação de projetos a partir de rascunhos de ideias
  • A produção de imagem como experiência de articulação de processo
  • Diário Gráfico e o espaço de elaboração da pesquisa
  • A criação como prática de reflexão territorial
  • Criação, redes e articulações
Processo da oficina. Foto: Ana Lira

SOBRE A ARTISTA

Ana Lira é especialista em Teoria e Critica de Cultura e, nos últimos anos, também desenvolveu trabalhos de pesquisa independente, curadoria e projetos educacionais articulados com projetos visuais. Atualmente desenvolve a pesquisa do projeto Terrane (selecionado no 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia), uma narrativa visual construída com as mulheres pedreiras do semiárido brasileiro, a partir da experiência da Casa da Mulher do Nordeste.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo promove oficina com Ana Lira. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br até 28 de junho. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Exposições do 9º Diário Contemporâneo não terão visitação nesta sexta-feira (22)

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia informa que as mostras da 9ª edição, abrigadas no Museu do Estado do Pará e o Museu da UFPA, estarão fechadas nesta sexta-feira (22).

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A visitação ocorrerá normalmente no final de semana.

Confira o horário de funcionamento:

Museu do Estado do Pará
° Sábado e domingo – 09 às 13h

Museu da UFPA
° Sábado e domingo – 10 às 14h

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo promove Conversa com os Residentes

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Em 2017, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia concedeu dois dos seus prêmios no formato de residência artística. A aposta em uma experiência de formação e reflexão foi tão positiva que, em 2018, o conceito foi mantido. Os artistas premiados nesta edição, Ionaldo Rodrigues e Ricardo Ribeiro, além de Lívia Aquino e Marisa Mokarzel, suas respectivas tutoras, conversarão com o público de Belém sobre todo o processo. O encontro será no dia 21 de junho, às 19h, no Museu do Estado do Pará, com mediação de Mariano Klautau Filho. A entrada será franca.

O paraense Ionaldo Rodrigues foi para São Paulo e teve a artista e pesquisadora, Lívia Aquino, como tutora. Ele conquistou o Prêmio Residência Artística São Paulo com a sua pesquisa “C Nova Feira”, na qual apresenta um material fotográfico que conta um pouco da história local.

Edição de imagens na residência artística em São Paulo. Foto: Ionaldo Rodrigues

Durante o seu período de residência ele, a partir do convite de Lívia, participou de atividades formativas como aulas, curso e encontros de grupos de acompanhamento de produção e pesquisa. “Nesses encontros eu pude falar e mostrar um pouco o ‘C Nova Feira’ e outros trabalhos meus. Tive uma mediação crítica muito produtiva sobre os trabalhos e também escuta e troca sobre a produção de outros artistas”, conta.

Paralelo a esses momentos, o artista iniciou um trabalho a partir do arquivo/biblioteca da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A – EMPLASA, fonte de pesquisa e referência a qual chegou ainda durante a produção de ‘C Nova Feira’. “No acervo físico da EMPLASA pude trabalhar com a reprodução fotográfica em macrofotografia de relatórios e planos diretores como fonte documental e espaço de investigação de sentidos entre palavra/imagem. A pesquisa desse material me levou a outro acervo, aos números da revista semanal Visão publicados durante a década de 1970, e disponibilizados pela biblioteca da ECA/USP. O acompanhamento desse trabalho e a edição em curso (nas fotos) está sendo feito com a participação da Lívia. A ideia que combinamos para conversa no Prêmio é o compartilhamento desse processo de produção/edição com as primeiras cópias de trabalho dispostas em uma mesa”, explica.

VIVÊNCIA EM BELÉM

Já o paulista Ricardo Ribeiro levou o Prêmio Residência Artística Belém e atuou na capital paraense tendo como tutora a curadora e pesquisadora, Marisa Mokarzel. Seu trabalho vencedor, “Puxirum”, tem lugar em São Pedro, uma comunidade de 120 famílias nas margens do rio Arapiuns, oeste do Pará.

Processos de reflexão na residência em Belém. Foto: Ricardo Ribeiro

“A residência foi excepcional e para mim veio num momento especial. Tendo concluído dois anos de trabalho de campo de ‘Puxirum’, eu precisava de tempo e foco para investigar o material produzido. Além disso, Belém se mostrou para mim uma cidade incrivelmente ativa do ponto de vista cultural. Vi e ouvi muita coisa boa e conheci pessoas incríveis, sempre dispostas a dar sua contribuição ao meu trabalho. Marisa Mokarzel, Paula Sampaio, Luiz Braga, Orlando Maneschy, José Viana e Marcone Moreira, meu ‘vizinho de residência’, são apenas algumas dessas pessoas que me ajudaram com o meu processo de criação. Isso sem falar, claro, no Mariano Klautau Filho, na Irene Almeida, no meu anfitrião, Milton Kanashiro, e todos na Fotoativa – eles verdadeiramente me conduziram pelas artes de Belém ao longo destes 40 dias”, comenta.

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A residência é uma forma de se apoiar e incentivar o desenvolvimento e a reflexão a partir das artes. “A troca entre artistas é fundamental. A arte não é uma ciência exata, não há certo e errado, nem verdades absolutas, é impossível aprender só pelos livros. A troca de experiências, percepções, conceitos e o ‘fazer’ são partes essenciais na formação de um artista e por isso a residência é tão importante – acredito muito nisso. Espero que o Diário Contemporâneo se fortaleça cada vez mais como um incentivador da formação de artistas comprometidos e que outras iniciativas semelhantes se espalhem pelo Brasil”, finaliza.

BANDEIRAS

Antes da conversa sobre a residência artística Lívia Aquino falará sobre “Viva Maria”, trabalho com o qual ela integra a exposição do MEP como convidada. Ele é uma citação direta à obra homônima de Waldemar Cordeiro, exposta na Bienal de Artes da Bahia de 1966, período da ditadura militar e que foi retirada pelo então governador Antônio Carlos Magalhães. “Cinquenta anos depois ela torna-se imagem frequente nas redes sociais associada a ‘canalhocracia’ escancarada no Brasil. O meu esforço é para mobilizar grupos distintos dispostos a costurar e conversar acerca de assuntos relevantes para os presentes, aquilo que pode ser de todos. Coser a palavra e ao mesmo tempo falar sobre quando somos feridos por ela – quando a canalhice é estrutural a ponto de respingar em todos nós”, explica a artista.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com os Residentes. Data: 21 de junho de 2018, às 19h. Local: Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

Os destinos do audiovisual em Conversa com Elaine Tedesco

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Artista e professora gaúcha, Elaine Tedesco, participou de uma conversa com o público de Belém. “Audiovisual Sem Destino – um projeto de vídeo no Brasil” ocorreu na última sexta-feira (08), no Museu da UFPA. A mediação foi de Mariano Klautau Filho, curador do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

Elaine Tedesco e Mariano Klautau Filho. Foto: Irene Almeida

No encontro, Elaine falou sobre o projeto Audiovisual Sem Destino – AVSD e as demais atividades que realiza como professora e pesquisadora. AVSD surge com o objetivo de catalogar pesquisas anteriores em vídeo (Estúdio 88 e Vagalume) e fomentar a nova produção. O Estúdio 88 vem das experimentações com videoperformance que ela realizou com outros artistas, em Porto Alegre, nos anos oitenta. Já Vagalume está relacionado à expor os vídeos experimentais produzidos por alunos, professores e artistas convidados dos cursos de Graduação e Pós-Graduação do IA/UFRGS. “É muito difícil olhar para o próprio material de muito tempo atrás”, observou Elaine.

Elaine Tedesco. Foto: Irene Almeida

A mostra Audiovisual Sem Destino vem de um edital nacional e reúne o que os artistas dos diferentes cantos do país estão pensando e produzindo em videoarte, conceito que por si só já traz à tona diversos debates. Sobre a escolha do título do projeto, a pesquisadora contou que “o nome vem carregado de irreverência, mas traz uma abertura para pensar o que a gente vive no agora”. Um circuito de conceitos que só ressalta o quanto é difícil delimitar a produção atual.

Em Belém, o segundo andar do Museu da UFPA recebe a retrospectiva dos trabalhos selecionados nas três edições anteriores (2014, 2015 e 2016). São 68 vídeos de diferentes temáticas e estilos apresentados sequencialmente em looping contínuo. Além disso, dentro da AVSD também existe a sessão “Ao lado dela, do lado de lá”, trazendo vídeos contemporâneos de mulheres artistas. “Foi uma curadoria carinhosa, porque eu já conhecia todas essas mulheres e queria muito mostrar o que elas estavam produzindo”, explicou. A mostra é dividida em quatro partes: vetores de outros trabalhos; registros de ações cotidianas; videoperformances e narrativas em vídeo.

Público no Museu da UFPA. Foto: Irene Almeida

A pesquisa deve ser encerrada ainda este ano, mas o desejo de Elaine é que a mostra continue. Uma outra pesquisa deve ocorrer para refletir sobre o que foi produzido, pensado e dito nesses 5 anos de projeto. Um olhar para o passado-presente do audiovisual. “Se debruçar sobre essa produção como um meio para perceber que destinos ela está tomando”, observou Mariano.

A imagem fotográfica está em trânsito com novas tecnologias, novas regras e novos diálogos. Sobre o convite do projeto e o intercâmbio realizado, Elaine disse, “gostei muito de ver a mostra como um todo e dessa conversa entre o Norte e o Sul, na qual quando nós estamos falando que fotografia não significa ser necessariamente uma imagem impressa tradicionalmente”, finalizou.

Público participando da conversa. Foto: Irene Almeida.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo aproxima crianças e adolescentes da fotografia

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Desde a sua primeira edição, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem o objetivo de estimular reflexões e debates a partir do contato com a arte. Os museus que recebem as mostras têm uma ação educativa totalmente pensada para as turmas escolares que as visitam. Além disso, o projeto tem expandindo a sua atuação para fora dos espaços expositivos.

No último dia 03, o Mercado do Porto do Sal recebeu a exposição “Um convite para [o] olhar” resultado de uma oficina homônima realizada por meio de uma parceria entre Diário Contemporâneo, Associação Fotoativa e Projeto Aparelho.

José Rosenildo foi um dos jovens que integrou o projeto no Porto do Sal e no último domingo exibia todo orgulhoso a foto que produziu. Foto: Irene Almeida

As crianças da comunidade produziram fotografias daquilo que mais achavam bonito no lugar onde vivem e tudo foi exposto em uma fotoinstatalação com câmaras obscuras que abrigavam histórias dentro e fora delas. “Eu gostei muito de ver a minha foto na caixa. Ficou muito legal e eu fiz umas fotos bacanas”, contou Talisson Tavares que em suas imagens mostrava desde uma garça voando no porto até um grafite de onça-pintada no muro.

Quinze crianças participaram da oficina e um mural com o retrato de cada uma delas foi feito. Era divertido se ver e reconhecer os amigos. Os próprios pequenos guiavam para apresentar suas fotos assim como fizeram com as facilitadoras durante a oficina. Dandara Ataíde nunca tinha tido a experiência de fotografar as ruas que vê diariamente. A câmara obscura também foi uma divertida novidade para ela. “Eu gostei muito de ver as fotos que fiz junto da caixa. Gostei da oficina, da experiência, de tudo”, disse.

A comunidade estava aberta à ação artística e se mostrou interessada em todo o processo. Parentes, amigos e outros moradores apareciam para ver o que estava acontecendo no Mercado e se surpreendiam com as produções das crianças.

“Foi uma das melhores coisas que já aconteceu aqui. Quando tem oficina todo mundo gosta. Eles aprendem e eu aprendo também”, comentou Dona Graça, dona de uma fruteira no box 2 do Mercado e que acompanhou de perto todo o trabalho realizado com as crianças.

Imagem feita durante a oficina feita pelo Diário Contemporâneo, Fotoativa e Coletivo Aparelho. Foto: José Roberto

DENTRO DOS MUSEUS

As exposições da 9ª edição seguem abertas e desde a sua inauguração os mediadores culturais atuam diariamente recebendo o público visitante. “Felicidade é trabalhar com o que se gosta”, afirmou Denise Sá que pelo segundo ano consecutivo repete a experiência de atuar na ação educativa do projeto.

“Tempo para duvidar: por uma formação de espíritos livres” é a proposta educativa desta edição e tem o compromisso com a formação de cidadãos de pensamento crítico e abertos ao diálogo entre arte e sociedade. A partir das obras, temáticas contemporâneas são debatidas com alunos e professores.

Os educadores que queiram levar as suas turmas podem solicitar o agendamento das visitas pelo site ou no telefone 4009-8695, no horário de 10 às 15h. As solicitações estão sujeitas à disponibilidade de agenda. Após o cadastramento de informações no site, todos os pedidos serão respondidos por email ou telefone.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo participa de ação no Porto do Sal neste Circular

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem o objetivo de ir além das exposições, ele busca ser um meio de formação e reflexão a partir da arte. Pensando nisso, o Prêmio, em parceria com a Associação Fotoativa e o Projeto Aparelho, promoverá neste domingo (03), das 09 às 17h, uma programação especial no Mercado do Porto do Sal, integrando o Projeto Circular Campina Cidade-Velha. A entrada será franca.

Facilitadoras e crianças do Porto do Sal. Foto: Irene Almeida

No último final de semana foi realizada a oficina “Um convite para [o] olhar” com as crianças do Porto. Com giz de cera, canetinha, lápis de cor e papel, cada uma delas confeccionou um convite para que as facilitadoras do projeto aceitassem conhecer o Porto do Sal pelo seu olhar. “A dinâmica começou com as crianças produzindo o convite com o qual nos convidavam a olhar o seu lugar de vivência. Elas nos levaram para conhecer o lugar delas e o que mais gostavam ali”, explicou Irene Almeida, do Diário Contemporâneo.

Confecção de convites. Foto: Anne Dias

Com as câmeras nas mãos os pequenos foram guiando pelas ruas do entorno do Mercado e fotografando o que mais gostavam no lugar onde vivem. Duas saídas fotográficas foram realizadas, além de uma exibição particular do que foi produzido. Ao verem as imagens projetadas, reconheciam amigos e parentes, além de compartilharem histórias sobre os cenários e personagens que integram as fotos. Cassiane, uma das crianças do projeto, “mostrava por cada lugar que passava as pessoas de afeto e os locais onde costuma brincar e correr com os amigos” comentou Mireille Pic, da Fotoativa.

As crianças do Porto do Sal são muito autônomas e encontram na biblioteca no Projeto Aparelho um espaço de convivência. “Aqui as crianças são vistas pelos adultos como seres completos que participam da sociedade local opinando e discutindo os mais variados temas com liberdade”, acrescentou Mireille.

Convite para o olhar. Foto: Anne Dias

Anne Dias, do Coletivo Aparelho, destacou a importância da parceria entre com o Diário Contemporâneo e a Fotoativa para potencializar as ações artísticos/culturais que são desenvolvidas na comunidade, sobretudo relacionadas a linguagem fotográfica. “As crianças e adolescentes são muito sensíveis às belezas e fragilidades do território. Elas encontram na fotografia uma oportunidade para expressar e problematizar o que veem e vivem nesse contexto”, disse.

O clic não era aleatório, mas sim já direcionado aos seus lugares afetivos. O resultado será visto neste domingo em uma exposição dentro do espaço do Mercado, com fotografias impressas e em projeção. Além disso, haverá contação de histórias pela parte da manhã.

Foto: Anne Dias

EXPOSIÇÕES

No dia do Circular, o Museu do Estado do Pará tem entrada franca e horário de funcionamento das 09h às 13h. Lá pode ser vista a exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”, que exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. No domingo a visitação é de 10 às 14h.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo participa de ação no Porto do Sal neste Circular. Data: 03 de junho, das 09 às 17h, no Mercado do Porto do Sal (Rua São Boaventura, s/n – Cidade Velha). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Horários de funcionamento neste feriado e final de semana

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Confira os horários de funcionamento dos museus e ações do projeto para este feriado e final de semana:

MUSEU DO ESTADO DO PARÁ

  • 31/05 (Quinta-feira) – Feriado de Corpus Christi – 09 às 13h
  • 01/06 (Sexta-feira) – 10 às 17h
  • 02/06 (Sábado) – 09 às 13h
  • 03/06 (Domingo) – 22° edição do Projeto Circular Campina Cidade-Velha – 09 às 13h. Entrada gratuita.

MUSEU DA UFPA

  • 31/05 (Quinta-feira) – Feriado de Corpus Christi – 10 às 14h
  • 01/06 (Sexta-feira) – 09 às 17h
  • 02 e 03/06 (Sábado e Domingo) – 10h às 14h

MERCADO DO PORTO DO SAL

  • 03/06 (Domingo) – 22° edição do Projeto Circular Campina Cidade-Velha – Exposição “Um convite para (o) olhar” – 09h às 17h. Entrada gratuita.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

O livro como território de criação em workshop com Rosely Nakagawa

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trouxe para Belém a curadora independente e pesquisadora, Rosely Nakagawa, para ministrar um workshop. “O livro como território de criação” foi realizado em dois dias no auditório do Museu de Arte Sacra.

Na ação formativa, Rosely conversou sobre o encadeamento de imagens e as suas formas de leitura, bem como a origem do papel. “O livro é uma possibilidade de difusão de pensamento, de ideias. Foi assim que ele nasceu”, disse.

Foto: Debb Cabral

Ao apresentar as formas de se construir o livro e como como o seu surgimento foi possível, a pesquisadora ressaltou que suportes de registro já existiam muito antes do livro e da própria escrita. Desde as pinturas rupestres até o papel, os participantes puderam perceber a demanda crescente por portabilidade e difusão de informações.

A produção do livro é um processo de construção de narrativa. “Quando a gente fala de ‘livro de artista’, é muito difícil encontrar na história do livro quando ele nasceu, porque fazer um livro já é uma arte. O livro já é uma obra daquele que a fez”, explicou. Envolve uma pratica consciente do projeto pelo artista que sente, planeja e busca conhecer as limitações e possibilidades desse suporte de trabalho.  “O que caracteriza um livro de artista não é ser um exemplar único, o que o caracteriza é o entendimento do processo de construção de sentido naquele suporte”, acrescentou.

Rosely debateu as dúvidas dos participantes sobre o que deve ser visto e o que deve ser preservado, além de questionar por quais motivos um projeto merece ser pensado no suporte do livro.

O segundo dia de atividades foi marcado por práticas manuais com papel, desde fazer um tsuru de origami até técnicas de costura de livros, leituras de portfólio, edição e criação de narrativas.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo promove conversa sobre videoarte no Brasil

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A artista e professora, Elaine Tedesco, desembarca de Porto Alegre em Belém para a conversa “Audiovisual Sem Destino – um projeto de vídeo no Brasil”. A programação ocorre no dia 08 de junho (sexta-feira), às 19h, no Museu da UFPA, com entrada franca.

Iniciada em 2014, a mostra Audiovisual Sem Destino – AVSD vem sendo uma oportunidade de apreciação da produção jovem de videoarte no Brasil. Ela é um dos tripés da pesquisa de mesmo nome coordenada por Elaine na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

A saga do Herói (2016), de Lívia Pasqualli, que integra a mostra AVSD

Segundo a artista, o encontro no MUFPA terá um “relato sobre a concepção e estruturação da pesquisa AVSD, projeto que propõe o compartilhamento de poéticas audiovisuais entre artistas e pesquisadores e que tem como objetivo estudar processos de criação e reflexão em videoarte. A pesquisa aborda as diferentes possibilidades de apresentação da imagem-vídeo, bem como as porosidades entre fotografia, vídeo, instalação e performance, perpassadas pela tecnologia e por técnicas rudimentares de produção de imagem”.

Assim como o Diário Contemporâneo, a mostra Audiovisual Sem Destino abre um edital nacional para receber trabalhos de diferentes cantos do país e não encerra suas ações na exposição. Mostras paralelas, seminários de pesquisa e performances compõem os eventos do projeto.

Sem título, de Fernanda Pujol, que integra a mostra AVSD

EXPOSIÇÃO

Em Belém, o segundo andar do Museu da UFPA recebe a retrospectiva dos trabalhos selecionados nas três edições anteriores (2014, 2015 e 2016). São 68 vídeos de diferentes temáticas e estilos apresentados sequencialmente em looping contínuo. Além disso, dentro da AVSD também existe a sessão “Ao lado dela, do lado de lá”, trazendo vídeos contemporâneos de mulheres artistas. A mostra é dividida em quatro partes: vetores de outros trabalhos; registros de ações cotidianas; videoperformances e narrativas em vídeo.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com Elaine Tedesco. Data: 08 de junho de 2018, às 19h. Local: Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

O pretexto da fotografia em conversa com Flavya Mutran

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A noite da última sexta-feira (18) foi marcada por uma “Conversa com Flavya Mutran”, artista convidada no 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, dentro da sua mostra individual “Lapso”, no Museu da UFPA. A programação teve mediação de Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Flavya Mutran na exposição “Lapso”. Foto: Irene Almeida

A artista iniciou sua fala contando sobre o contexto do seu trabalho nos anos 90 e no grupo Caixa de Pandora (formado por Cláudia Leão, Flávia Mutran, Mariano Klautau Filho e Orlando Maneschy). Ela destacou a importância do trabalho fundamental da Associação Fotoativa já naquela época. “Na primeira oficina da Fotoativa eu já senti uma atração muito forte pelo trabalho de laboratório”, disse.

Porém, seu interesse sempre foi para além da fotografia, esta era apenas o pretexto das suas investigações. Daí que o trabalho do grupo com a “fotografia construída” veio ao encontro das suas buscas. “Eu sentia vontade de fazer montagens que não fossem só fotográficas, queria experiências com a fotografia para além do suporte dela”, explicou. O grupo produzia trabalhos que não cabiam no que estava sendo produzido naquela época em Belém. Usavam o vídeo, a fotografia construída e manipulações de formatos. “Cada um tinha sua linha individual, seu processo de pensamento, mas a gente compartilhava muito um com o outro”, lembrou.

Flavya atuou muito com a fotografia no jornalismo, pois trabalhou como editora de imagens para assessorias de comunicação pública e privada. Segundo ela, “a série Quase Memória, por exemplo, é muito feita das sobras do filme jornalístico e de fotos minhas de família que estavam apodrecendo. Então, de certa forma, a jornalista sustentava a artista”. Após muitos anos na área da comunicação, o surgimento da especialização em artes visuais na UFPA a fez retornar o olhar para a pesquisa acadêmica e para o seu trabalho pessoal.

Na ocasião também foi distribuído o catálogo da coleção. Foto: Irene Almeida

O pretexto da fotografia e a necessidade de reflexão foram essenciais para a realização da exposição “Lapso”, que já vem das pesquisas de mestrado e doutorado da artista. “Na abertura da exposição eu vi coisas que, nas outras vezes que apresentei esses trabalhos, não havia percebido. Eu nunca havia mostrado desta forma, inclusive”, observou.

Ela apresentou as séries que compõem a mostra e trouxe os questionamentos: “como que as imagens estão circulando?”, “as imagens estão sempre associadas ao seu autor?”, “como que as pessoas se apropriam disso?”. Flavya comentou sobre o desaparecimento e o apagamento natural da história. A artista abraça a efemeridade e a obsolescência das imagens. “Lapso é assumir o erro, é um tempo de respiro”, finalizou.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.