Diário Contemporâneo realiza palestra sobre colecionismo

Share This:

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza nesta semana a palestra “Quanto impacta o colecionismo, o mercado, as galerias de arte e as políticas de Estado na carreira de artistas?”, que será apresentada por Nei Vargas da Rosa, fruto da sua pesquisa de doutorado em Artes Visuais no PPGAV/UFRGS. O encontro com o público será no dia 14, quarta-feira, às 19h, no Museu da UFPA, com entrada franca.

Segundo Nei, “o sistema da arte tem sofrido inúmeras alterações em sua lógica interna de desenvolvimento nas últimas décadas, apresentando atores antigos que renovam suas formas de atuação e práticas obsoletas são substituídas por novas estratégias que reorientam a produção, a circulação, a legitimação e o consumo da produção das artes visuais. O Estado, com suas políticas públicas, reorganiza e interfere no funcionamento e nas especificidades do mercado de arte”.

Amazônia, de Rodrigo Correia, premiado nesta edição.

O pesquisador irá analisar como que ficam os artistas dentro deste cenário marcado por um ambiente de hierarquias, interesses e disputas nem sempre artísticas. Além de observar questões como políticas públicas, mercado da arte e colecionismo.

.

COLEÇÃO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA

O Diário Contemporâneo formalizou, em 2016, a coleção de fotografias que vinha reunindo desde a sua primeira edição. São trabalhos em fotografia, vídeo, instalação e outras linguagens; aproximadamente 160 obras de mais de 40 artistas. Belém recebeu, através da ação do projeto, uma coleção de fotografia contemporânea que está sob a guarda das duas instituições públicas parceiras: o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e o Museu da UFPA.

A ação do Diário Contemporâneo, no sentido da formação de acervo, vai ao encontro das questões que serão debatidas a partir de pesquisas conduzidas por Nei. São elas: “Institucionalização de coleções privadas de arte contemporânea no Brasil”, na qual ele analisa a passagem do contexto privado para o público/privado de coleções de arte contemporânea; e “Perspectivas do Colecionismo de Arte Contemporânea”, inédita em âmbito nacional, onde ele faz uma imersão no procedimento colecionista de arte contemporânea, incluindo entrevistas com colecionadores de 17 estados do país.

.

NEI VARGAS DA ROSA

Doutorando em Artes Visuais no PPGAV/UFRGS, com pesquisa sobre a institucionalização de coleções privadas de arte contemporânea. Em paralelo, conduz a pesquisa Perspectivas do Colecionismo de Arte Contemporânea no Brasil, com Bolsa Pesquisador do Instituto de Cultura Contemporânea. Curador do ciclo de debates Dinâmicas do Colecionismo de Arte Contemporânea, na A Casa do Parque/SP. Organizou o dossiê Sistema da Arte no Brasil da Revista Ouvirouver/UFU. Compõe a Comissão Organizadora do Simpósio Internacional de Relações Sistêmicas da Arte. É associado ao The Internacional Art Market Association, pelo subcomitê Mercado de Arte e Colecionismo: Portugal, Espanha e Brasil.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza palestra com Nei Vargas da Rosa. Data: 14 de agosto, às 19h. Local: Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. Entrada franca. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br

[INSCRIÇÕES ENCERRADAS] Inscrições abertas para oficina com Claudia Tavares

Share This:

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abriu inscrições para a oficina “O Som da Imagem” que será ministrada pela artista carioca, Claudia Tavares, nos dias 12 e 13 de agosto, das 14 às 18h, no Museu da UFPA. As inscrições são gratuitas e serão feitas somente pelo no site www.diaricontemporaneo.com.br. O requisito para participação é ter conhecimento básico de fotografia.

Colateral, de Sonia Góes, trabalho que será apresentado na oficina.

Segundo a facilitadora, “a oficina propõe estabelecer uma diferença entre projeções de fotografia e projeções audiovisuais pela apresentação de trabalhos onde o som é agente potencializador da narrativa visual apresentada. O objetivo principal é pensar na relação de complementaridade, justaposição e simbiose entre imagens e sons”.

Claudia Tavares integra a mostra “Interseções, 2010/2019” com o vídeo “Mãe Gentil”, no qual apresenta um desenho da bandeira do Brasil em um tanque de água corrente. “A aquarela vai lentamente se desfazendo, desaparecendo levada pela água. Um som estranhamente distorcido. Trechos do Hino da Independência do Brasil em rotação alterada, prolongada e esticada alternados ao som da água. A dissolvência se torna uma ideia de muitos sentidos no atual momento brasileiro”, explicou.

Com carga horária de 12 horas, a ação formativa é destinada aos fotógrafos interessados em explorar mais o som como agente fortalecedor das experimentações visuais.

A ARTISTA

Claudia Tavares utiliza as linguagens da fotografia e do vídeo, em geral com pensamento instalativo que propõe o convívio das imagens técnicas com objetos, desenhos e cadernos de artista. É doutora em Processos Artísticos Contemporâneos pelo Instituto de Artes UERJ, Mestra em Artes pela Goldsmiths College, Londres e em Linguagens Visuais pela Escola de Belas Artes, UFRJ.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo inscreve para oficina com Claudia Tavares. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br. Vagas limitadas. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Exposição do Diário Contemporâneo abre hoje no MUFPA

Share This:

Ontem (06), o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inaugurou a primeira parte da mostra “Interseções, 2010/2019” com trabalhos premiados, selecionados e convites da curadoria. Hoje, é no Museu da UFPA que será aberta a exposição na qual todos os artistas convidados das edições anteriores do projeto estarão reunidos em uma coletiva. A programação será às 19h, com entrada franca.

Miguel Chikaoka. Salvaterra, PA – 1994

“O MUFPA vem dedicando-se, a partir de 2012, exclusivamente à mostra individual do artista convidado de cada edição. As exposições foram produzidas especialmente para o projeto, por meio de pesquisa nos acervos dos artistas e contou, ao todo, com nove fotógrafos atuantes no Pará que apresentaram seus trabalhos de 2010 a 2018. A mostra ‘Interseções, 2010/2019’ comemora os dez anos do projeto no MUFPA, reunindo trabalhos que pertencem, em sua grande maioria, ao segmento da Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia, abrigado neste museu”, explicou o curador do projeto, Mariano Klautau Filho.

A valorização da fotografia paraense ocorreu de maneiras diferentes ao longo destes dez anos de projeto, como na primeira edição, em que dois artistas foram homenageados, Cláudia Leão e Dirceu Maués.

Fotógrafos de outros estados como Miguel Chikaoka, que veio de São Paulo e Janduari Simões, nascido na Bahia, também já exibiram suas poéticas. Não interessa a origem, o que importa são as narrativas construídas por eles no Pará, sua atuação e relevância para a memória e imaginário do nosso estado.

Mas é claro que os nascidos na terra também têm seu espaço, assim como os da edição inaugural, Luiz Braga, Walda Marques, Jorane Castro, Geraldo Ramos e Flavya Mutran também apresentaram através do projeto recortes inéditos dos seus arquivos.

No ano em que comemora uma década de atuação, o Diário Contemporâneo traz todos eles de volta em uma coletiva que não se apresenta como retrospectiva, mas como uma outra leitura das suas visualidades. “O recorte proposto revelou o encontro interessante entre retrato e paisagem, figura e fundo. Ambos os gêneros e modos de percepção se dinamizam nas interseções entre uma fotografia de origem documental transferida – por contaminações – para uma estética cinemática”, finalizou Mariano.

ENCONTROS COM ARTISTAS

Os artistas premiados nesta edição Danielle Cavalcante, Julia Milward e Rodrigo José participarão de uma conversa com o público amanhã (08), às 19h, no Museu do Estado do Pará. Já na sexta-feira (09), o encontro será com os selecionados Bruno Zorzal e Claudia Tavares, no mesmo horário e local. Ambas as programações têm entrada franca.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre exposição no MUFPA hoje. Data: 07/08, às 19h, no Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo abre exposição comemorativa hoje

Share This:

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia comemora, em 2019, uma década de atuação e inaugura hoje, às 19h, no Museu do Estado do Pará, a primeira parte da mostra “Interseções, 2010/2019”, que reúne trabalhos dos artistas premiados, selecionados e convites da curadoria. A programação tem entrada franca.

Geografia de nós dois, de Daniele Cavalcante, artista premiada na X edição do Diário Contemporâneo

A mostra exibirá os trabalhos premiados de Daniele Cavalcante (CE), Júlia Milward (RJ) e Rodrigo José (PA). Além dos selecionados André Parente (PA), Bruno Zorzal (ES), Ceci Bandeira (PA), Claudia Tavares (RJ), Coletivo Amapoa (SP), Daniela de Moraes (RS), Felipe Fittipaldi (RJ), Francine Lasevitch (RS), Gui Christ (RJ), João Paulo Guimarães (PA), Márcio Vasconcelos (MA), Maria Baigur (BA), Maria Vaz (MG), Paulo Coqueiro (BA), Pedro David (MG), Priscilla Buhr (PE), Rodrigo Pinheiro e Ton Zaranza (RJ).

Os artistas Ana Mokarzel, Danielle Fonseca, Fernanda Grigolin, Flávio Araújo, José Diniz, Keyla Sobral, Letícia Lampert, Marise Maués, Mateus Sá, Paula Sampaio, Renan Teles, Tiago Coelho e Tuca Viera também exibirão seus trabalhos no espaço como convites da curadoria.

Júlia Milward, Renomes. Artista premiada na 10ª edição.

As inscrições para a edição comemorativa bateram o recorde. Foram 585 dossiês enviados de diferentes partes do país. Os trabalhos foram analisados por Heldilene Reale, Octavio Cardoso e Isabel Gouvêa. 

 

PREMIADOS

Nascida em Fortaleza, Daniele Cavalcante levou o Prêmio Diário de Fotografia com o projeto “Geografia de nós dois”, uma investigação que ocorre na cidade de Caucaia, no Ceará, após a construção da Companhia Siderúrgica do Pecén. São fotografias e um vídeo que nos levam a refletir sobre cultura e distâncias. “A trajetória pretendida tem como alvo, aspectos que ecoam na construção de um pensamento não apenas de caráter etnográfico mas também na experiência sensível, onde além de observar as relações sociais, espaços urbanos e arquitetônicos da região, são levados em conta signos que indicam fenômenos da globalização, internacionalização e transnacionalidade”, explicou a artista.

A carioca Júlia Milward venceu o Prêmio X Diário Contemporâneo. Em “Renomes”, a artista nos mostra que existem inúmeras formas de fazer uma mulher desaparecer e uma delas é através do sobrenome. “Na série apresento fotografias retiradas das colunas sociais brasileiras dos anos 50 e 60, onde os rostos estampados das abastadas mulheres aparecem acompanhados das legendas que as nomeiam: Sra. Embaixador Luiz Bastian Pinto, Sra. Conselheiro Paulo Paranaguá. Trocam o nome próprio pelo status do bom casamento, se curvam para o outro perdendo, assim, a própria identidade”, contou.

O paraense Rodrigo José conquistou o Prêmio Diário do Pará com seu ensaio “Amazônia”, no qual traz questionamentos acerca do imaginário e das relações mediadas por imagens. “A partir de uma perspectiva urbana de um ser que habita a cidade, e que a partir de uma experiência de deriva dentro de um contexto da Amazônia contemporânea, busco ir na contraprodução das imagens que exaltam o ‘belo’ e ‘exótico’ sobre o tema Amazônia para assim questionar e desconstruir um imaginário prévio”, disse.

 

ARTISTAS CONVIDADOS

No ano em que comemora uma década de atuação, o Diário Contemporâneo traz de volta todos os artistas convidados das edições anteriores em uma coletiva que não se apresenta como retrospectiva, mas como uma outra leitura das suas visualidades. Esta é a segunda parte da mostra “Interseções, 2010/2019” que será aberta amanhã (07), às 19h, no Museu da UFPA.

Amazônia, de Rodrigo José Correia, premiado nesta edição

ENCONTROS COM ARTISTAS

Os artistas premiados nesta edição Danielle Cavalcante, Julia Milward e Rodrigo José participarão de uma conversa com o público no dia 08 de agosto (quinta-feira), às 19h, no MEP. Já no dia seguinte (09), o encontro será com os selecionados Bruno Zorzal e Claudia Tavares, no mesmo horário e local. Ambas as programações têm entrada franca.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre exposição hoje. Data: 06/08, às 19h, no Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Visitação escolar têm opção de agendamento prévio

Share This:

Intitulada “Leituras conscientes, nas entrelinhas do Brasil”, a ação educativa deste ano atua nas exposições da 10º edição, que têm visitação aberta até setembro no Museu do Estado do Pará e Museu da UFPA. Os professores que queiram levar as suas turmas podem solicitar o agendamento das visitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br ou nos telefones 4009- 8695 e 98146-2506, de segunda a sexta, no horário de 10 às 15h. As solicitações estão sujeitas à disponibilidade de agenda. Após o cadastramento de informações no site, todos os pedidos serão respondidos por email ou telefone.

Visitação escolar. Foto: Irene Almeida

Qualquer grupo que se organize pode realizar um agendamento prévio da sua visita. Além disso, todo e qualquer visitante também encontra suporte na equipe de mediadores.

A ação educativa é de grande necessidade dentro da democratização cultural. E é de suma importância para o projeto a formação do olhar crítico a partir da arte.

Anualmente, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem um cuidado na hora de formar a sua equipe de educadores, pois são eles que recebem os mais diversos públicos nos espaços dos museus. Com coordenação de Dairi Paixão, a equipe é constituída por estudantes universitários de diversas áreas. Eles participaram de um minicurso com dinâmicas de encontro, leituras sobre arte-educação em espaços culturais e mediação cultural, além do conhecimento das obras e artistas desta edição. Antes de terem a oportunidade de colocar o público em diálogo com os trabalhos, “eles foram convidados a inventar as suas próprias narrativas de mediação e refletir sobre o lugar da mediadora e do mediador nessa interlocução com os diversos públicos”, explicou Dairi.

A ação educativa tem compromisso com a formação de cidadãos de pensamento crítico, abertos ao diálogo, diversidade e colaboração. Temáticas contemporâneas debatidas na formação de mediadores “trouxeram, à luz da consciência, a reflexão sobre os temas que estão nas entrelinhas do país, além dos atravessamentos proporcionados pelas imagens e trabalhos selecionados. Tudo isso para conhecer as histórias que não são contadas e questionar um imaginário prévio diante de questões como feminicídio, racismo, territórios, identidade e Amazônia, por exemplo”, acrescentou.

Foi a partir desses questionamentos que foram preparadas as propostas educativas para a composição do tabloide anual do projeto. Este material servirá de suporte durante as visitas e acompanhará os professores na volta a sala de aula.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

X Diário Contemporâneo inaugura exposições em agosto

Share This:

O mês de agosto inicia com a abertura da 10ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O vernissage será no dia 06, às 19h, no Museu do Estado do Pará e no dia seguinte (07), às 19h, no Museu da UFPA, será aberta ao público a segunda parte das exposições. A visitação da mostra Interseções, 2010/2019 segue até 29 de setembro.

O projeto se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

Bruxos e Curandeiros_ A Magia Bantu entre África, Cuba e Maranhão. Foto: Marcio Vasconcelos

A décima edição é um encontro renovado das experiências curatoriais dos anos de 2010 e 2014. Na edição de estreia o mote foi Brasil, Brasis e o projeto fez o convite para pensar o país e as identidades contemporâneas que o constituem. Já em 2014 a temática livre trouxe a maior diversidade de trabalhos e propostas artísticas.

Heldilene Reale, Octavio Cardoso e Isabel Gouvêa foram os integrantes da comissão de seleção deste ano e juntos viram 585 dossiês com trabalhos de diferentes partes do país.

NO MEP

A mostra do Museu do Estado Pará exibirá os trabalhos premiados de Daniele Cavalcante (CE), Júlia Milward (RJ) e Rodrigo José (PA). Além dos selecionados André Parente (PA), Bruno Zorzal (ES), Ceci Bandeira (PA), Claudia Tavares (RJ), Coletivo Amapoa (SP), Daniela de Moraes (RS), Felipe Fittipaldi (RJ), Francine Lasevitch (RS), Gui Christ (RJ), João Paulo Guimarães (PA), Márcio Vasconcelos (MA), Maria Baigur (BA), Maria Vaz (MG), Paulo Coqueiro (BA), Pedro David (MG), Priscilla Buhr (PE), Rodrigo Pinheiro e Ton Zaranza (RJ).

A convite da curadoria do projeto, os artistas Ana Mokarzel, Danielle Fonseca, Fernanda Grigolin, Flávio Araújo, José Diniz, Keyla Sobral, Letícia Lampert, Marise Maués, Mateus Sá, Paula Sampaio, Renan TelesTiago Coelho e Tuca Vieira também exibirão seus trabalhos no espaço.

.

NO MUFPA

No ano em que comemora uma década de atuação, o Diário Contemporâneo traz para uma exposição todos que foram artistas que foram os convidados das edições anteriores.

Cláudia Leão, Dirceu Maués, Miguel Chikaoka, Luiz Braga, Walda Marques, Janduari Simões, Jorane Castro, Geraldo Ramos e Flavya Mutran retornam em uma coletiva que não se apresenta como retrospectiva, mas como uma outra leitura das suas visualidades.

PROGRAMAÇÃO

Os artistas premiados nesta edição Danielle Cavalcante, Julia Milward e Rodrigo José participarão de uma conversa com o público no dia 08 de agosto, às 19h, no MEP. Já no dia seguinte (09), o encontro será com os selecionados Bruno Zorzal e Claudia Tavares, no mesmo horário e local.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre exposições em agosto. Datas: 06/08, às 19h, no Museu do Estado do Pará e 07/08, às 19h, no Museu da UFPA. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Arte e educação em debate no minicurso de formação do educativo

Share This:

Antes de abrir suas exposições, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia dedica um tempo no seu calendário para formar a sua equipe de mediadores culturais. São eles que receberão os mais diversos públicos no Museu do Estado do Pará e Museu da UFPA. Este ano, a ação formativa ocorreu nos últimos dias 18, 19 e 20 de julho, no Museu da UFPA.

Com a coordenação de Dairi Paixão, a ação educativa desta edição é intitulada “Leituras conscientes, nas entrelinhas do Brasil”. Conversas com a artista Ceci Bandeira, selecionada nesta edição; com o curador do projeto e leituras coletivas foram destaques da programação.

Turma do minicurso de formação de mediadores culturais. Foto: Irene Almeida

 

Durante os encontros, os participantes leram textos como o Arte para uma cidade sensível, de Brígida Campbell, no qual a artista fala sobre arte, retomada e ressignificação do espaço urbano. Imagem, reprodução e mensagem. Na contemporaneidade, as cidades estão cheias de imagens que querem se comunicar a todo o momento. “O que você vê no seu caminho?”, “O que a cidade apresenta a você?”, “Como você dialoga com a cidade?”, “Quais são essas imagens?”, foram algumas das indagações trazidas por Dairi. “Os grupos que a gente recebe são de pessoas que já vêm contaminadas por um excesso de imagens. Então, é pensar como a nossa palavra pode ajudar eles a encontrarem caminhos naquilo que já está posto”, acrescentou.

O artista Lucas Negrão foi mediador cultural na 7ª edição do projeto e decidiu atuar novamente neste ano. “Eu disse para mim mesmo que eu precisava ter essa experiência de novo, porque ela é muito intensa”, afirmou.

Os trabalhos que integrarão as mostras da 10ª edição foram debatidos pelos participantes. O mediador cultural é muito importante para a democratização da arte, pois ele realiza um papel de escuta e provocação.

Mariano Klautau Filho, curador do projeto, conversa com os participantes. Foto: Irene Almeida

A arte traz vários questionamentos e um novo encontro com o curador do projeto será marcado para quando as mostras já estiverem montadas pois, segundo Mariano Klautau Filho, “às vezes, quando os trabalhos já estão prontos, um aciona uma coisa no outro e eles entram em um diálogo que nós nem sequer tínhamos pensado”.

Ao final, uma avaliação coletiva do processo foi realizada. “Eu encaro isso aqui como um grupo de estudos sobre mediação cultural. Acho isso muito bom do Prêmio ter este espaço para pensar a importância da mediação e fico muito preocupada em como pode ter gente produzindo arte sem pensar no lugar do educativo”, observou Dairi. “Em poucos lugares a gente consegue ter essa abertura para falar de assuntos tão tocantes”, finalizou Fernanda da Vera Cruz, participante do minicurso.

O PROJETO

Em 2019, o Diário Contemporâneo comemora uma década de atuação. Ele se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

RETROSPECTIVA – 2018: Realidades e representações

Share This:

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realizou em 2018 a sua 9ª edição. “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”, temática escolhida, teve como objetivo selecionar e premiar obras que propusessem uma reflexão ampla sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão histórica.

Toda produção artística está ligada ao seu tempo e aos seus autores, sendo assim uma expressão histórica desde já. Por mais que a fotografia tenha alcançado o patamar de arte, abraçando a ficção, ela nunca deixou de ter relação com o mundo real. O que mudou foi a forma de se relacionar. O que antes tinha a obrigação de ser a cópia fiel da realidade, hoje se apresenta como um recorte dela, um olhar, uma possibilidade sensível que convida para ao diálogo.

Os artistas narram o mundo em que vivem. Ao acolher as diversas ideias, grupos e debates, o projeto reforçou a potência da arte em resistir e de se fazer presente no que estar por vir.

Terrane, de Ana Lira, artista selecionada

O JÚRI

Rosely Nakagawa, arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP/SP, integrou a comissão de seleção. Ela tem especialização em Museologia (USP) e em Semiótica da Comunicação (PUC/SP), além de atuar como curadora independente. Rosely inaugurou a programação da 9ª edição do com a conversa “Trajetória da curadoria de fotografia brasileira”, na qual falou sobre seu trabalho com os artistas da fotografia e sobre a valorização da atividade curatorial como um campo de reflexão sobre arte.  Ela ainda realizou o workshop “O livro como território de criação”.

Walda Marques também fez a seleção dos trabalhos. Ela iniciou na fotografia em 1989, nas oficinas de Miguel Chikaoka, trabalhou com maquiagem para teatro e televisão e, em 1992, fundou o estúdio W.O. Fotografia, em parceria com Octavio Cardoso. Walda foi a artista convidada da 4ª edição do projeto.

A mestre e doutora em Artes Visuais pelo PPGAVI do Instituto de Artes da UFRGS, com pesquisas sobre arquivos fotográficos e compartilhamentos de imagens via web, Flavya Mutran, finalizou a banca.

ARTISTA CONVIDADA

Flavya Mutran, que atualmente é professora do Departamento de Design e Expressão Gráfica na Escola de Arquitetura da UFRGS, em Porto Alegre (RS), onde vive desde 2009, foi a artista convidada da 9ª edição.

Redes, tecnologia, globalização. A internet se tornou uma grande enciclopédia virtual e a artista mergulhou nela em pesquisas que tem como foco desde a figura humana até o “apagamento” desta. Flavya apresentou trabalhos conhecidos como EGOSHOT, BIOSHOT e DELETE.use reunidos na mostra “Lapso”.  Além disso, o público pôde conhecer mais sobre os seus processos em uma conversar realizada no Museu da UFPA.

Dá série DELETE.use. Foto: Flavya Mutran

PREMIADOS E SELECIONADOS

Pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia apostou na residência artística. Dois dos seus três prêmios foram concedidos neste formato.

O paraense Ionaldo Rodrigues conquistou o Prêmio Residência Artística São Paulo com a sua pesquisa “C Nova Feira”. Ele propôs uma instalação com fotografias que registram uma feira na Cidade Nova fotografada por alguém a serviço da Companhia de Habitação do Estado (COHAB). Memória, patrimônio, esquecimento e política foram trabalhadas em suas poéticas.

O paulista Ricardo Ribeiro levou o Prêmio Residência Artística Belém. Seu trabalho vencedor, “Puxirum”, é um projeto iniciado em 2016 e tem lugar em São Pedro, uma comunidade de 120 famílias nas margens do rio Arapiuns, oeste do Pará. Suas imagens proporcionaram uma sensação de vida em suspensão, por acontecer. Uma exploração deste tempo e espaço tão frequentemente habitados pelo ribeirinho e tão fugaz para a maioria dos demais.

O artista plástico paulista Edu Marin Kessedjian teve a sua instalação áudio-fotográfica “Abrigo” contemplada com o Prêmio Diário Contemporâneo. O trabalho faz referência à vida que acontece nos hotéis de alta rotatividade do ‘centro novo’ de São Paulo. São espaços baratos, no geral ocupados apenas por algumas horas, pelos motivos mais variados.

Foram selecionados ainda Ana Lira (PE), André Penteado (SP), Camila Falcão (SP), Élcio Miazaki (SP), Emídio Contente (PA), Fernando Schmitt (RS), Fernando de Tacca (SP), Gabriela Lima (RJ), Ivan Padovani (SP), João Castilho (MG), João Paulo Racy (RJ), José Diniz (RJ), Marcelo Kalif (PA), Marcílio Caldas Costa (PA), Marco Antonio Filho (RS), Maurício Igor (PA), Natasha Ganme (SP), Paulo Baraldi (SP), Pedro Clash (SP), Roberto Setton (SP), Sérgio Carvalho (PI), Thiéle Elissa (RS) e Tiago Coelho (RS). A convite da curadoria do projeto os artistas Armando Sobral (PA), Brenda Brito (PA), Lívia Aquino (CE) e Renata Aguiar (AM) também exibiram seus trabalhos no museu.

Na abertura da exposição também foi lançado o catálogo da coleção de fotografias do projeto.

VIDEOARTE

A novidade da edição foi a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto da artista e professora Elaine Tedesco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dentro da exposição ainda houve a sessão “Ao lado dela, do lado de lá”, trazendo vídeos contemporâneos de mulheres artistas. A oportunidade de circulação trazida pelo Diário Contemporâneo permitiu a difusão das obras dos artistas e favoreceu o ambiente de reflexão sobre o vídeo.

Elaine também participou de uma conversa com o público de Belém. Em “Audiovisual Sem Destino – um projeto de vídeo no Brasil” ela falou sobre a estruturação do edital nacional que busca mapear o que se está pensando e produzindo em videoarte no país.

A saga do Herói (2016), de Lívia Pasqualli, que integra a mostra AVSD

 

AÇÕES

Intitulada “Tempo para duvidar: por uma formação de espíritos livres”, a ação educativa da 9ª edição teve a coordenação de Rodrigo Correia. Ele convidou a fotógrafa e pesquisadora, Cinthya Marques, para realizar a curadoria educativa do projeto e o minicurso de formação de mediadores.

Em parceria com a Associação Fotoativa e o Projeto Aparelho, o projeto realizou a oficina “Um convite para [o] olhar”, com as crianças do Porto. Pelas ruas do entorno elas foram fotografando o que mais gostavam no lugar onde vivem. Duas saídas fotográficas foram realizadas, além de uma exibição particular do que foi produzido. O resultado foi compartilhado com o público em uma exposição dentro do mercado integrando o Projeto Circular Campina Cidade-Velha

Os artistas premiados na edição com as residências artísticas, Ionaldo Rodrigues e Ricardo Ribeiro, além de Lívia Aquino e Marisa Mokarzel, suas respectivas tutoras, participaram de uma conversa com o público de Belém sobre todo o processo.

A fotógrafa e artista visual pernambucana, Ana Lira, foi uma das selecionadas e, a convite do projeto, ministrou uma oficina para o público de Belém. “Entre-frestas” promoveu uma reflexão sobre os circuitos de criação, pensando no cotidiano como espaço de construção permanente. Ana também realizou a roda de conversa “Narrativas em presentificação: um diálogo com o projeto Terrane”, na qual contou sobre seu trabalho e história de vida, situando o público em seus percursos artísticos e pessoais que são constantemente entrelaçados.

A fotografia é uma ferramenta para evidenciar situações sociais e trazer questionamentos sobre a complexidade do contexto vivido. Foi com esse pensamento que o projeto convidou o professor Leandro Lage para debater “Imagem, Política e a Sobrevivência do Desejo”.

INSPIRAÇÃO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inspirou pelo segundo ano consecutivo os estudantes da Escola de Ensino Médio e Fundamental Cornélio de Barros, do bairro da Marambaia, a contarem suas próprias histórias através da fotografia.

A 2ª Mostra Fotográfica “Retratos em Preto e Branco” contou com a participação de 70 estudantes do 1º ano do ensino médio e do 9º ano do ensino fundamental, dos quais 30 foram selecionados para expor no Teatro Estação Gasômetro. A iniciativa veio a partir de uma proposição do professor de artes José Carlos Silveira depois das visitas às exposições do Diário Contemporâneo.

O PROJETO

Em 2019, o Diário Contemporâneo comemora uma década de atuação. Ele se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

RETROSPECTIVA – 2017: O olhar para o retrato

Share This:

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realizou em 2017 a sua 8ª edição. Depois de voltar-se para a Coleção de Fotografias no ano anterior, o projeto retornou ao formato de edital. “Poéticas e lugares do retrato”, temática escolhida, teve como objetivo destacar obras que propusessem um diálogo com as práticas e poéticas do retrato, desde a sua configuração tradicional até as experiências e representações que pudessem expandir os seus lugares e significados enquanto ação artística.

A grande novidade da edição foram os dois prêmios no formato de intercâmbio. Um artista de Belém fez residência artística em São Paulo e um artista de fora da capital paraense fez em Belém.

“Doce Obsessão Vol. 2”, de Hirosuke Kitamura

O JURÍ

A comissão foi formada por Alexandre Sequeira, mestre em Arte e Tecnologia pela UFMG, doutorando em Arte pela mesma instituição e professor na Faculdade de Artes Visuais da UFPA.

Camila Fialho, pesquisadora independente em Artes, também integrou o júri. Ela, que é a presidente da gestão atual da Associação Fotoativa, é formada em Letras e mestre em Literatura Francesa, além de ter especialização em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural.

Isabel Amado, curadora e especialista em conservação, foi o terceiro nome escolhido. Desde 2000 ela dirige a empresa Anima Montagens, especializada na organização e na manutenção de arquivos e acervos de fotografia. É sócia da Galeria da Gávea, especializada em fotografia brasileira contemporânea, e mantêm um escritório em São Paulo especializado em fotografias vintage. Isabel abriu a programação formativa do projeto com a fala “Fotografia e o Circuito da Arte: entre o museu e a galeria”.

ARTISTA CONVIDADO

Geraldo Ramos exibiu no Museu da UFPA um novo olhar sobre a sua produção que documenta a região amazônica. O recorte inédito apresentou fotografias produzidas em película, preto e branco, cromo e digital. “Interiores” foi o nome da mostra que se destacou como uma incursão por décadas de paisagens, pessoas, ritos, florestas e cultura popular.

O título partiu de uma característica muito forte no trabalho de Geraldo que é o mergulho, muitas vezes intimista, na visualidade do interior do estado. O jornalista com formação em artes visuais, ainda realizou um bate-papo sobre sua trajetória, processos e apresentou ao público alguns dos trabalhos quem vem desenvolvendo.

 

Painéis em Cametá. Foto: Geraldo Ramos

PREMIADOS E SELECIONADOS

João Urban ganhou na categoria “Prêmio Diário Contemporâneo” com o ensaio “Tu i Tam, poloneses aqui e lá”, sobre imigrantes poloneses no Paraná e que busca semelhanças na Polônia. As imagens exibidas tiveram a característica de apresentar os mesmos personagens fotografados com até 24 anos de diferença, entre 1980 e 2004. João realizou ainda a conversa “A presença do retrato na fotografia documentária”, em que apresentou mais detalhes do trabalho premiado.

Hirosuke Kitamura, que levou o “Prêmio Residência Artística em Belém”, apresentou dois vídeos. “Doce Obsessão Vol.1” veio de uma vivência em Guaicurus, bairro de grande prostituição em Belo Horizonte e “Doce Obsessão Vol.2”, que mostrou um pedaço da vida de uma personagem transexual da mesma região.

Guido Couceiro Elias era calouro do curso de Artes Visuais da UFPA quando ganhou o “Prêmio Residência Artística em São Paulo”, mostrando que a sensibilidade artística é algo que está presente desde jovem. Sua série fotográfica, “Vivaz”, veio de um desejo particular de registrar a própria família, focando em seus integrantes mais idosos e nas relações destes que convivem juntos há mais de um século.

A “Conversa com os Residentes”, da qual participaram Hirosuke e Guido, além de seus respectivos tutores, Alexandre Sequeira e Lívia Aquino, foi o momento em que eles puderam dialogar com o público sobre as experiências, deslocamentos e percepções.

Os artista selecionados na edição foram Alex Oliveira (MG), André Penteado (SP), A C Junior (RJ), Emanoela Neves (PA), Filipe Barrocas (SP), Francisco Pereira (MG), Gui Mohallem (MG), Gringo ColetivoGui Christ e Gabi Di Bella (SP), Hans Georg (RJ), Isabel Santana Terron (SP), Janaina Wagner (SP), Juliana Jacyntho (SP), Keyla Sobral (PA), Leticia Ranzani (SP), Marcelo Costa (SP), Mirian Guimarães (SP), Pedro Silveira (MG), Renata Laguardia (MG), Rodrigo Linhares (SP), Sara Alves Braga (MG), Silas de Paula (CE), Victor Galvão (MG) e Viviane Gueller (RS).

Outra novidade foi a participação de Lucas Negrão, Suely Nascimento, Pedro Sampaio, Miguel Moura e Tarcisio Gabriel na mostra final do projeto na condição de participações especiais, como estímulo à produção de jovens artistas no estado do Pará.

Foto: Alex Oliveira

AÇÕES

Cinthya Marques e Rodrigo Correia coordenaram a ação educativa daquele ano, intitulada “Olhar e ser visto: práticas educativas na poética do retrato”. Este também foi o nome do minicurso que eles fizeram para a formação de mediadores.

A oficina “Fotografar a Fotografia” foi ministrada por Lívia Aquino. Voltada para a pesquisa e reflexões teóricas sobre a imagem fotográfica, a ação formativa usou como pontos de partida para os debates dois textos, um do artista Robert Smithson e outro do escritor Italo Calvino.

Filipe Barrocas lançou seu livro “O corpo neutro” acompanhado de uma leitura feita por Ruma de Albuquerque e Oneno Moraes.

 “Fora do Lugar – Oficina de Fotografia Contemporânea” foi ministrada pelo fotógrafo e artista visual, Alex Oliveira. Ela contou com aulas técnicas e práticas de fotografia, produção fotográfica e artística processual, exercício de curadoria e uma exposição fotográfica coletiva através da técnica lambe-lambe, como forma de intervenção urbana.

“O Retrato e o Tempo” foi a oficina ministrada pelo professor de artes visuais, desenhista e fotógrafo, Valério Silveira. A partir da temática da edição, a ação formativa proporcionou um diálogo sobre o retrato e suas práticas, usando a interpretação do tempo como elemento prioritário para a discussão e produção da imagem.

O projeto também realizou uma programação especial para as crianças integrando o Projeto Circular Campina-Cidade Velha, com atividades de desenho e pincel de luz.

O curso “O corpo ao limite. Fotografia, cinema e práticas extremas contemporâneas” foi ministrado pelo professor e pesquisador franco-português, Samuel de Jesus. Ele abordou a questão da fisiognomonia e o pensamento de que é possível ‘medir’, em sua época, o indivíduo em função das suas supostas características físicas.  Samuel também realizou leituras de portfólio.

A palestra “Diálogos sobre Artes Visuais e Amazônia(s)”, do professor e pesquisador John Fletcher, encerrou a programação. Ele elencou eventos, artistas e obras para propor uma compreensão sobre modos de vida e estéticas articuladas na e para as Amazônias, fazendo também um panorama da história artística de Belém.

MOSTRA ESCOLAR

O grande destaque de todos os anos é sempre o trabalho realizado junto às escolas. Quase seis mil alunos tiveram a experiência de poder se envolver com as obras da edição. Os estudantes do 1º ano da E.F.M. Profº Cornélio de Barros, do bairro da Marambaia que, na ocasião, visitavam as mostras do projeto pelo quarto ano consecutivo, ficaram inspirados no que viram. Eles realizaram suas próprias imagens com fotos de familiares e amigos, o que resultou na “I Mostra Fotográfica Retratos em Preto e Branco”, realizada na escola.

O PROJETO

Em 2019, o Diário Contemporâneo comemora uma década de atuação. Ele se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

RETROSPECTIVA – 2016: A Coleção de Fotografias

Share This:

A edição de 2016 do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia teve como destaque a constituição oficial da Coleção de Fotografias do projeto. Não houve edital de seleção e toda a atenção foi especialmente dedicada à Coleção que veio sendo formada desde 2010.

Desde o início da sua atuação, o Diário Contemporâneo sempre buscou ser mais que um prêmio. Assim, Belém recebeu por meio da ação do projeto, uma coleção de fotografia contemporânea que está sob a guarda das duas instituições públicas parceiras: o Espaço Cultural Casa das 11 Janelas e o Museu da UFPA.

Arquitetura do Esquecimento, de Daniela de Moraes

Integram o acervo trabalhos em fotografia, vídeo, instalação e outras linguagens produzidos por 44 artistas de todas as regiões do país. São eles: Carlos Dadoorian (SP), Luiz Braga (PA), Coletivo Garapa (SP), Ilana Lichtenstein (SP), Lívia Aquino (SP), Lucas Gouvêa (PA), Daniela Alves e Rafael Adorjan (DF e RJ), Emídio Contente (PA), Wagner Almeida (PA), Marcio Marques (SP), Renan Teles (SP), Ricardo Hantzschel (SP), Alex Oliveira (BA), Diego Bresani (DF), Yukie Hori (SP), Francilins Castilho Leal (MG), Ivan Padovani (SP), Ionaldo Rodrigues (PA), Rafael D’Alò (RJ), Randolpho Lamonier (MG), Pedro Clash (SP), Daniela de Moraes (SP), Dirceu Maués (PA), Felipe Ferreira (RJ), Guy Veloso (PA), Júlia Milward (RJ), Marco A. F. (RS), Marise Maués (PA), Marcílio Costa (PA), Pedro Cunha (CE), Tom Lisboa (PR), Tuca Vieira (SP), Véronique Isabelle (Canadá), Alberto Bitar (PA), Ana Mokarzel (PA), Janduari Simões (BA), Jorane Castro (PA), Miguel Chikaoka (SP), Octavio Cardoso (PA), Roberta Carvalho (PA), Walda Marques (PA), José Diniz (RJ), Mateus Sá (PE) e Péricles Mendes (BA).

MOSTRA ESPECIAL

A mostra especial “Belém: Ressaca, Heranças” teve a cidade e seu espaço urbano como objeto de reflexão em um momento histórico, pois 2016 foi o ano em que Belém completou seus 400 anos. A proposta da curadoria aos artistas participantes foi pensar a cidade criticamente tendo como referência a estrutura física e simbólica de alguns de seus patrimônios arquitetônicos em processo de transformação. Trabalhos de Alexandre Sequeira, Ana Mokarzel, Coletivo CêsBixo, Luiz Braga, Martin Perez, Paula Sampaio, Walda Marques e Wagner Almeida integraram a exposição.

Belém, Pará, Brasil. Cidade. Palacete Faciola, Martín Pérez, UY e Cecilia Moreno, RN. Artista convidado da 7ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. 10/03/2016. Foto: Martín Pérez.
Palacete Faciola. Foto: Martín Pérez.

BIBLIOTECA

A parceria entre o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o Museu da UFPA e Tenda de Livros, projeto da artista Fernanda Grigolin resultou no lançamento da biblioteca da Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia.

Constituída por 50 livros de quase 40 autores, ela tem como algumas das características a diversidade de produções e origens, equidade entre os gêneros, publicações independentes, livros de fotógrafos iniciantes e consagrados, além de resultados de pesquisas dentro das universidades.

Fernanda teve a oportunidade de realizar um bate-papo com o público de Belém sobre isso, na ocasião também houve o lançamento do livro Recôncavo e a distribuição do Jornal de Borda.

A artista curitibana que vive entre Campinas e São Paulo também realizou a oficina “A fotografia no livro em três ações: produzir, editar e circular”, de acompanhamento de projetos de livros com ênfase em fotografia.

DIÁRIO CONTEMPORÂNEO NAS ESCOLAS

A oficina “Experiência do Olhar”, realizada por Irene Almeida com assistência de Rodrigo José, foi realizada nas escolas da rede pública. Os alunos conheceram a Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia e a proposta da edição, compartilharam suas ideias a partir do que viram e construíram câmera obscuras em ações que trabalharam a fotografia como fator de descoberta. As ações formativas foram realizadas na Escola Municipal Rotary, Escola E. de E. Fundamental e Médio Professor José Alves Maia e na Unidade Pedagógica São José, localizada na Ilha Grande, na parte insular do Município de Belém.

Belem, Pará, Brasil. Belém. Pincel de Luz, oficina sobre fundamentos da fotografia para crianças do ensino fundamental na Escola Rotary Foto: Janduari Simões/Diario do Pará. 14.03.2016
Foto: Janduari Simões

AÇÕES

Cinthya Marques, coordenou a ação educativa da 7ª edição. Ela realizou o minicurso “Trajetórias educativas: por um olhar em expansão” no qual norteou questões essenciais para a formação do debate sobre o tema, além da proposição de percursos educativos para as visitas em prol da sensibilização do olhar a partir das obras do acervo.

“Horizonte Reverso” foi a oficina realizada por Dirceu Maués. Nela, os integrantes tiveram acesso ao processo de criação do fotógrafo, discutindo a relação com os dispositivos tecnológicos e participando da construção das câmaras obscuras.

Um convite para investigar a si mesmo. Assim foi o workshop “Na direção do Medo”, com o artista mineiro Gui Mohallem que instigou os participantes a darem um mergulho interior em busca de suas dificuldades e medos e, por meio de uma produção imagética, se aprofundarem em direção às suas questões mais internas. Os trabalhos mais recentes de Gui também foram tema de uma conversa informal do artista com o público.

Shenyang, China. Foto: Eugênio Sávio

Na era da imagem digital, a oficina “Fotojornalismo em tempos de transformação”, com o fotógrafo mineiro Eugênio Sávio, veio debater os novos dilemas da profissão. Além disso, Eugênio realizou um bate-papo no qual falou sobre seu trabalho como fotojornalista, produtor cultural do projeto Foto em Pauta e curador do Festival de Fotografia de Tiradentes.

A última oficina ficou a cargo da fotógrafa paraense Walda Marques. “Self-me” trabalhou o autorretrato como forma de autoconhecimento e construção de narrativas sobre si.

Palestras sobre os museus e rodas de conversas com Guy Veloso, Janduari Simões, Jorane Castro, Miguel Chikaoka, Alexandre Sequeira, Veronique Isabelle, Ana Mokarzel, Walda Marques, Octavio Cardoso, Pedro Cunha, Rosangela Britto, Marisa Mokarzel, Mariano Klautau Filho, Ionaldo Rodrigues, Wagner Almeida, Jorge Eiró e Geraldo Teixeira encerraram a edição. O lançamento da publicação “Fotografia Contemporânea Amazônica – Seminário 3×3”, de Sávio Stoco, artista e pesquisador de Manaus e a palestra “Velho ou antigo?”, de Jussara Derenji, diretora do Museu da UFPA, foram destaques da programação.

O PROJETO

Em 2019, o Diário Contemporâneo comemora uma década de atuação. Ele se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.