Diário Contemporâneo encerra 8ª edição com nove mil visitantes e muitas conquistas

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A 8º edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia chegou ao fim com um balanço muito positivo. Um público de quase nove mil pessoas visitou as exposições, além disso, palestras, encontros com artistas e oficinas ampliaram a percepção da arte e fomentaram a relação entre o público e as obras. O júri composto por Camila Fialho, Isabel Amado e Alexandre Sequeira avaliou 390 dossiês de todas as regiões do país. Foram 3 artistas premiados, 23 selecionados e 5 participações especiais. Artista convidado desta edição, o fotojornalista Geraldo Ramos, apresentou seu olhar pela Amazônia e mostrou que a fronteira entre o documental e arte é cada vez mais fina.

Exposição dos alunos da escola Cornélio de Barros. Foto: Rodrigo Correia

A programação da oitava edição começou com a palestra “Fotografia e o Circuito da Arte: entre o museu e a galeria”, da curadora e especialista em conservação, Isabel Amado, que ressaltou a importância do colecionismo e da formação de um mercado para as artes.

Para formar a equipe que atuou na ação educativa do projeto, os coordenadores Cinthya Marques e Rodrigo Correia realizaram a oficina “Olhar e ser visto: práticas educativas na poética do retrato”, que capacitou os participantes. A sensibilização do olhar pôde ser trabalhada não só na visitação diária, mas também em ações direcionadas como a com as crianças do Projeto Aparelho e com o público do Projeto Circular Campina – Cidade-Velha.

Projeto Aparelho visita a 8ª edição do Diário Contemporâneo. Foto: Irene Almeida.

A semana da abertura das mostras foi marcada por uma intensa programação. Lívia Aquino realizou a oficina “Fotografar a Fotografia”; o premiado João Urban, a conversa “A presença do retrato na fotografia documentária”; os premiados com residência artística Hirosuke Kitamura e Guido Couceiro Elias e seus respectivos tutores, Alexandre Sequeira e Lívia Aquino, conversaram com o público sobre essa experiência; o artista selecionado Filipe Barrocas aproveitou sua vinda a Belém para lançar seu livro “O corpo neutro”; e o também selecionado, Alex Oliveira, realizou “Fora do lugar – Oficina de fotografia contemporânea”, que teve as imagens produzidas durante a ação, devolvidas a cidade no formato lambe lambe próximo aos locais de sua produção.

Outra oficina realizada foi “O Retrato e o Tempo”, ministrada pelo fotógrafo e professor, Valério Silveira, com uma metodologia que trouxe desde a história da fotografia até a sua técnica, sempre explorando o retrato, foco da 8ª edição.

O Museu da UFPA, que acolhe anualmente a mostra do artista convidado, recebeu Geraldo Ramos e o público para uma conversa, na qual o fotógrafo falou sobre a sua trajetória artística e relação com a Amazônia.

Conversa com Geraldo Ramos, artista convidado. Foto: Karina Martins

O corpo ao limite. Fotografia, cinema e práticas extremas contemporâneas”, ministrado pelo franco-português Samuel de Jesus encerrou a programação de cursos do projeto e apresentou as diversas referências e possibilidades que a arte contemporânea traz.

Já a palestra de encerramento foi “Diálogos sobre Artes Visuais e Amazônia(s)”, do professor e pesquisador John Fletcher, na qual, em conversa com o público e com a curadora e pesquisadora Marisa Mokarzel, ele debateu a visualidade amazônica e a necessidade de questionamento constante por parte do próprio artista. “Nós devemos a todo instante problematizar a arte e seus lugares”, frisou John.

INSPIRAÇÃO

O grande destaque de todos os anos é sempre o trabalho realizado junto às escolas. Quase seis mil alunos tiveram a experiência de poder se envolver com as obras desta edição. Os estudantes do 1º ano da E.F.M. Profº Cornélio de Barros, do bairro da Marambaia, que visitaram as mostras do projeto pelo quarto ano consecutivo, ficaram inspirados e realizaram suas próprias imagens, retratos em preto e branco de familiares e amigos que resultaram na ” I Mostra Fotográfica”.

Segundo José Carlos Silveira, professor responsável, “eles usaram o recurso que está sempre a mão deles, que é o celular, em uma sensibilidade em mostrar rostos, cada qual com a sua história”. A aproximação com o outro e tornar o contato com a arte um hábito foram alguns dos objetivos do trabalho, que mostrou que cada retratado tem uma história que merece ser compartilhada.

O celular, tido por muitos como um vilão, tornou-se um instrumento pedagógico. As fotografias produzidas foram expostas em uma sala destinada somente as artes, decorada pelos próprios alunos e que funciona também como um cinema.

Giovanna Lyssa, de 16 anos, contou que “foi muito interessante ver as fotografias e vídeos que mostravam a arte contemporânea. Quando saímos do museu e voltamos para a escola, o professor teve a ideia de fazer um trabalho conosco, nessa hora nem se pensava na exposição dos alunos, só no trabalho mesmo. Eu percebi que podemos fazer arte com coisas tão simples, isso mostra mesmo o talento das pessoas e hoje tem amigos meus que querem ser fotógrafos. Esse trabalho deu um gás na autoestima, pois nós pesquisamos além do que o professor passou em sala. Ver a exposição e o resultado me deixa muito orgulhosa”, finalizou.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trata-se de um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com ewww.diariocontemporaneo.com.br.

Palestra com John Fletcher encerra a programação da 8ª edição

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A visitação das mostras da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia teve seu encerramento no último domingo (02), mas antes disso o projeto realizou a última ação da sua agenda de convidados, com a palestra “Diálogos sobre Artes Visuais e Amazônia(s)”, do professor e pesquisador John Fletcher. A programação que foi realizada no dia 30 de junho, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, contou com a mediação de Marisa Mokarzel.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Diálogos Sobre Artes Visuais e Amazônia(s) com John Fletcher Nas Onze Janelas. 30/06/2017.  Foto: Irene Almeida.
Fotos: Irene Almeida

John fez um panorama da história artística de Belém, apresentando espaços expositivos que contribuíram para o fortalecimento do circuito artístico local, além de eventos marcantes como o 1º Seminário sobre as Artes Visuais na Amazônia, organizado pelo Instituto Nacional de Artes Plásticas (INAP), sob a direção de Paulo Herkenhoff.

Nomes como Valdir Sarubi, Claudia Leão, Luiz Braga, Octavio Cardoso, Miguel Chikaoka, Mariano Klautau Filho, Luciana Magno, entre outros, foram citados por ele ao traçar os contornos da cena paraense que estava de fortalecendo.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Diálogos Sobre Artes Visuais e Amazônia(s) com John Fletcher Nas Onze Janelas. 30/06/2017.  Foto: Irene Almeida.

Apresentando tudo isso, John questionou, “como a arte pode comunicar ou atingir melhor os sujeitos para promover uma transformação política nos dias de hoje? ”. A arte comunica questões que fazem parte do cotidiano amazônico, mas o que seria a visualidade amazônica e como ela permanece hoje? “Nós devemos a todo instante problematizar a arte e seus lugares”, acrescentou.

Os anos 70 e 80 foram marcantes para a arte paraense e atualmente, no contexto de crise política e econômica, o processo criativo e critico encontra-se cada mais necessário para manifestar uma resposta a isso e a uma espécie de modus operandi artístico que é refém do mercado.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Diálogos Sobre Artes Visuais e Amazônia(s) com John Fletcher Nas Onze Janelas. 30/06/2017.  Foto: Irene Almeida.

“Os artistas têm que estar abertos a perceber os furos nas suas próprias metodologias. Se não estamos questionando a produção artística, então o que estamos fazendo? ”, finalizou John.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

As práticas extremas contemporâneas em curso com Samuel de Jesus

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O professor e pesquisador franco-português, Samuel de Jesus, esteve em Belém para realizar a última ação formativa da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O curso “O corpo ao limite. Fotografia, cinema e práticas extremas contemporâneas” ocorreu nos dias 29 e 30 de junho, no auditório do Museu de Arte Sacra e compartilhou diversas referências artísticas com os participantes.

Fotos: Irene Almeida

Samuel abordou a questão da fisiognomia, que busca uma leitura do indivíduo através da sua face, ele ainda apresentou artistas que hoje reagem produzindo obras que desmistificam esse padrão, usado principalmente em situações como a da fotografia publicitaria, com o culto do “adequado” e do “belo”.

“As características externas do rosto não têm nada a ver com o funcionamento da psique”, explicou. Ainda assim, a fisiognomia, tida como método cientifico, inoculou-se na fotografia. Regras, proporções, sistematização, tudo em nome de uma legitimidade. “Apesar de criticada, a fiosiognomia invade o campo da fotografia, sobretudo na médica e na policial”, acrescentou. Nadar, por exemplo, passa a receber encomendas de fotografias destinadas aos dicionários médicos. Na investigação policial, a tentativa de leitura do rosto servia como forma de identificação e controle.

Porém, o instrumento de controle, tornou-se também um instrumento de fuga. A portabilidade das câmeras mudou a forma como o indivíduo se relaciona com a fotografia, agora usando-a mais intensamente como uma crítica à sistematização. A fotografia vai para a rua e deixa de privilegiar apenas as altas camadas da sociedade. Ela passa a dar visibilidade aos invisíveis.

“Muitos artistas vão levar o corpo ao limite, como uma superfície de investigação”, disse Samuel. A estranheza, o incomodo, a sombra da morte, a ambiguidade. Ao apresentar referências como Ticiano, Marc Ferrez, Leon Busy, Eugène Arget, Fox Talbot, August Sander, Alfred Hitchcock, Dorotea Lange, Otto Dix, Jeff Wall, Gina Pane, Gui Mohallen, David Nebreda, entre outros, o professor trouxe questões como “o que é uma imagem esgotada?”, “como definir o conotado da imagem?” e “o que se deseja falar?”.

Além disso, as duas tardes do curso foram dedicadas às leituras de portfólio, nas quais os participantes apresentaram séries e projetos em andamento, enquanto conversavam com Samuel e os outros sobre narrativas, suportes, curadoria e edição. “O portfólio serve para que o leitor tenha uma ideia mais nítida sobre a sua história”, finalizou.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

 

Selecionados para o curso com Samuel de Jesus

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“O corpo ao limite. Fotografia, cinema e práticas extremas contemporâneas”, com Samuel de Jesus, é uma ação do 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia que tem como objetivo incentivar e fomentar a educação e a pesquisa no campo da fotografia e das artes contemporâneas.

David Nebreda. Sem título. Série Autorretratos, 2001-2003

Confira a lista dos selecionados:

  • 1 Adan Bruno Costa da Silva
  • 2 Alberto Amaral
  • 3 Alesson da Silva Barros
  • 4 ALEX CARDOSO OLIVEIRA
  • 5 Aline Carneiro Bezerra
  • 6 Aline da Silva Lima
  • 7 Aline Rickmann Folha
  • 8 Ariádme Sarraf
  • 9 Bethânia da Cunha Salgado
  • 10 Camila do Nascimento Fialho
  • 11 Daniele Maria Lima de Oliveira
  • 12 Diego de Queiróz Barbalho
  • 13 Elena Modesto Assunção
  • 14 Eduardo César Costa Oliveira
  • 15 Fabio Lima Monteiro
  • 16 Galvanda Galvão
  • 17 German Felipe Tapia Riveros
  • 18 Heidy Evellyn Ferreira Bastos
  • 19 Helisama Mercês Lobato de Abreu
  • 20 Ionaldo Rodrigues da Silva Filho
  • 21 Janderson Costa Gonçalves
  • 22 Josianne de Almeida Dias
  • 23 Karla Rocha de Farias
  • 24 Maria Ceci Leal Bandeira
  • 25 LORENA MENA BARRETO RODRIGUES
  • 26 Luciano Rodrigues de amorim
  • 27 Marcelo Kalif
  • 28 MARIA DO SOCORRO CHUVA SIMONETTI
  • 29 Marise Maues
  • 30 MICHEL GUILHERME GOMES AMORIM
  • 31 MYRNA CASTELO REIS
  • 32 Shamara Christian A Fragoso da Silva
  • 33 Terezinha de Fatima Ribeiro Bassalo
  • 34 Thiago Guimarães Azevedo
  • 35 Ursula Bahia
  • 36 Wederson Miguel Lobato Moura

Oficina do Diário Contemporâneo exercitou a relação entre “O Retrato e o Tempo”

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O 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia ofertou ao público, no período de 05 a 08 de junho, mais uma programação formativa. A oficina “O Retrato e o Tempo”, foi ministrada pelo professor de artes visuais, desenhista e fotógrafo, Valério Silveira e contou com uma metodologia que instigava o olhar para si e para o outro.

Valério Silveira selecionou todos as pessoas que se inscreveram, seu único critério era que o participante gostasse de fotografia. Dessa maneira, a oficina foi amplamente democrática e teve a participação desde fotógrafos experientes até os iniciantes, que encontraram na ação formativa do Diário Contemporâneo o seu primeiro contato com os exercícios do fazer e da reflexão fotográfica.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Oficina O Retrato e o tempo com Valério Silveira, realizado durante a programação da VIII edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. 08/06/2017. Foto: Irene Almeida.
Foto: Irene Almeida

O professor apresentou um pouco do princípio da fotografia, sua história, relação com as outras linguagens artísticas e com a sociedade, além da democratização do fazer fotográfico com o advento da imagem digital e a portabilidade das câmeras.

Questões éticas como intimidade e respeito com o fotografado também foram debatidas. A fotografia é uma maneira de se aproximar das pessoas, se comunicar com elas, pois “quem retrata, também coloca um pouco de si na foto”, afirmou Valério.

Memória e o medo da própria imagem. O homem persegue o tempo. “Nós temos uma série de retratos nossos feitos ao longo da vida e aqueles nas imagens não são que somos, mas quem um dia fomos”, refletiu. A máquina fotográfica seria então uma máquina do tempo? Qual é o tempo da fotografia? Muita coisa acontece antes e depois do instante do clique. “A fotografia retira do tempo o que o tempo retira do homem”, acrescentou.

Com todas essas questões em mente, Valério propôs aos participantes retratar um colega, mas também permitir que ele o fotografasse. O retrato envolve a pose e o consentimento, é uma frontalidade que comunica.

“A vivência foi muito boa. Foi interessante poder fotografar outros colegas, treinar outras técnicas e aprender mais. O que eu preciso agora é praticar as técnicas que eu não domino, pois algumas eu quero dominar com a excelência que o Valério faz. Acho que partir daí as coisas possam mudar”, contou Úrsula Bahia, fotógrafa com mais de 20 anos de experiência na área e que participou da oficina.

Além da primeira, dedicada aos debates sobre a temática da oficina, foram duas tardes de produção e uma de seleção, em uma espécie de curadoria coletiva, na qual todos compartilharam as imagens produzidas, suas dificuldades, surpresas e relatos de experiências. “Toda fotografia reconstrói seus lugares e personagens, mais que tudo, reconstrói suas memórias”, finalizou Valério Silveira.

Foto: Beatriz Araújo
Foto: Elisa Bentes

VISITAÇÃO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

 SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia promove palestra com John Fletcher

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia encerrará a sua agenda de convidados da 8ª edição com a palestra “Diálogos sobre Artes Visuais e Amazônia(s)”, do professor e pesquisador John Fletcher. A programação será realizada no dia 30 de junho, às 19h, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, com entrada franca. A mediação será de Marisa Mokarzel.

Ponta d’areia, 1988. Foto: Luiz Braga

Segundo John, “a palestra buscará elencar eventos, artistas e obras para propor uma compreensão sobre modos de vida e estéticas articuladas na e para as Amazônias. Para tanto, vamos discutir algumas das bases conceituais da produção artística em Belém, como se deu o desenvolvimento, maturação e desconstrução destas bases conceituais, para, então, fornecer alternativas de compreensão sobre regimes de historicidades próprios, com seu fluxo de visibilização de culturas, de suas autenticidades e vitalidades”.

Investigações e um olhar crítico sobre as transformações artísticas nas múltiplas Amazônias será o foco do encontro com o público. A palestra antecederá o encerramento da mostra VIII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no dia 02 de julho, que tem como tema as “Poéticas e Lugares do Retrato”, e exibe desde o retrato tradicional até as experimentações que expandiram os significados dessa representação artística. Além disso, a mostra “Interiores” apresentou, nas fotografias de Geraldo Ramos, artista convidado, as diversas paisagens e pessoas que formam a região Amazônica.

SOBRE

John Fletcher é Doutor em Antropologia pelo PPGA/UFPA e Mestre em Artes pelo PPGArtes/UFPA. Durante o Doutorado, realizou estudos e pesquisas na Universidad del Cauca, em Popayán, Colômbia, com extensão nas cidades de Santiago de Cali e de Medellín (primeiro semestre de 2015). Possui pesquisa a qual envolve Arte Contemporânea Paraense, Teoria Antropológica, Antropologia Visual e Pós-Colonialismo. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Pará/UFPA, vinculado a Faculdade de Artes Visuais.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Palestra com John Fletcher. Data: 30 de junho de 2017, às 19h. Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão s/n – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

A Experiência da Residência: entrevista com Guido Couceiro Elias

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Estudante do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará, Guido Couceiro Elias ganhou o “Prêmio Residência Artística em São Paulo” nesta 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Durante mais de um mês ficou imerso na maior capital do país sob a orientação de Lívia Aquino e apoio do Condomínio Cultural.

Fotos: Guido Couceiro Elias

No Espaço Cultural Casa das Onze Janelas ele exibe “Vivaz”, sua série fotográfica premiada, que percorre retratos atuais e antigos da sua família, focando na memória, em seus integrantes mais idosos e nas relações destes que convivem juntos há mais de um século. Além disso, na sala do Laboratório das Artes podem ser vistas as suas produções mais recentes.

Diário Contemporâneo: A série premiada é bem intimista, realizada toda dentro de casa e o que você apresentou no Laboratório das Artes mostra uma vivência exterior pela cidade. Como você observa isso?

Guido: Acredito que isso se deu como uma necessidade minha em São Paulo, não tinha o aconchego do meu lar e tive que sair pra rua, voltar meu olhar para o externo, além do que lá eu era estrangeiro, tudo me fascinava. Agora, continuando esse exercício em Belém, vejo que foi muito importante me voltar para cidade. Consigo observar várias situações aqui que antes da residência eu não conseguiria.

Diário Contemporâneo: Você teve dificuldades? Quais foram?

Guido: Tive algumas sim. São Paulo é algo muito maior do que eu imaginava, eu não estava acostumado com algo tão grande, nunca tinha ido para lá. Algumas vezes me senti um nada naquela imensidão, tive crise de ansiedade e medo logo de princípio, mas aos pouco consegui lidar com aquilo tudo e aproveitar a cidade e o que ela proporcionava. No fim, fiquei apaixonado por São Paulo.

Diário Contemporâneo: Como se deu o relacionamento com a Lívia Aquino? De que forma se deu a sua vivência em São Paulo tendo ela como tutora?

Guido: A Lívia é uma pessoa incrível, foi muito proveitosa minha relação com ela em São Paulo. Ela é uma das pessoas em que me inspiro hoje em dia, uma pessoa extremamente inteligente, que me recebeu de braços abertos. Muito compreensiva, mas também muito provocativa. Com certeza essa vivência com ela me fez crescer e querer crescer cada vez mais.

Diário Contemporâneo: O que mudou em você depois da residência? E no seu olhar?

Guido: Eu mudei muito, parece que descobri uma outra parte minha. Minhas conversas com a Lívia, com Mariano, com a Irene e minha experiência em São Paulo me transformaram. Quero agora cada vez mais produzir, não só fotografia, mas escrever mais, estudar mais, experimentar outras linguagens, misturar linguagens como venho fazendo desde São Paulo, com textos e fotografias. A residência me abriu um leque de possibilidades que eu não considerava ou não enxergava.

Diário Contemporâneo: Como que você acha que essa experiência vai se manifestar nos seus próximos projetos?

Guido: Descobri uma diversidade libertadora, estou experimentando algumas coisas.

VISITAÇÃO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

[ENCERRADO] Inscrições abertas para curso com Samuel de Jesus pelo 8°Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abriu inscrições para o curso “O corpo ao limite. Fotografia, cinema e práticas extremas contemporâneas”, que será ministrado pelo professor e pesquisador franco-português, Samuel de Jesus. A programação ocorrerá nos dias 29 e 30 de junho, de 09 às 13h das 15 às 18h, no Auditório do Museu de Arte Sacra. As inscrições, que são gratuitas, serão realizadas até 25 de junho, via ficha de inscrição disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br. As vagas são limitadas.

David Nebreda. Sem título. Série Autorretratos, 2001-2003

A temática desta 8ª edição do Diário Contemporâneo é “Poéticas e Lugares do Retrato” e a proposta do curso de Samuel de Jesus irá aprofundar ainda mais os debates. Segundo ele, “o tema do curso tem como propósito maior a abordagem da questão da fisiognomonia, em relação às várias obras contemporâneas que vêm desmistificar, impossibilitar um certo pensamento utópico que buscou ‘medir’, em sua época, o indivíduo em função das suas supostas características físicas. Tudo isso em meio a um panorama iconográfico composto por representações de corpos que assombram, até hoje, numerosas obras fotográficas, cinematográficas ou ideográficas”.

A fisiognomia leva em conta as marcas do rosto como indicadores e registros da vida. A face seria, assim, uma exteriorização do que o indivíduo tem dentro de si. O rosto e a personalidade, uma leitura através da face. Conhecer o outro através de seus traços fisionômicos.

“Além disso, o curso discutirá e analisará certas figuras apresentadas ou entendidas como ‘antifisiognonômicas’. Serão assim examinados alguns exemplos que não se podem considerar apenas simples elementos de um catálogo ilustrativo de representações contemporâneas do corpo levado ao limite porque eles se constituem, de fato, enquanto lugares de experimentação que desafiam toda leitura normativa”, acrescentou.
Nessa metodologia, o curso tem como âmbito a oferta de duas palestras. A primeira será dedicada a questão da presença e da representação do sentimento da saudade na fotografia contemporânea e a apresentação do livro que apresenta a pesquisa sobre o tema. A segunda focará especificamente no tema descrito acima e que norteia a pesquisa desenvolvida por Samuel atualmente. O curso oferecerá igualmente duas sessões de ateliê prático de leitura de portfólio.

SOBRE

Samuel de Jesus possui graduação em Diplome National dArts Plastiques.DNAP – Ecole Supérieure des Beaux – Arts. Tours (1999), graduação em Artes plásticas / Téoria das artes pela Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne (1999), graduação em História das Artes – Universidade de Tours (Université Francois Rabelais) (1998), mestrado em Artes plásticas / Teoria das artes pela Universidade de Paris I, Panthéon-Sorbonne (2006) e doutorado em cotutela em Études cinématografiques et audiovisuelles – Universidade de Paris III (Sorbonne-Nouvelle) / Universidade Federal do Rio de Janeiro (2010), sob a direção de Philippe Dubois e de Consuelo Lins. Desenvolveu um pós-doutorado em artes plásticas, em torno da questão das práticas extremas do corpo nas artes contemporâneas, sob a direção de Sônia Salzstein Goldberg, na ECA/USP. Atualmente é Professor Doutor em História da Arte Contemporânea, na Faculdade de Artes Visuais da Universidade Federal de Goiás e coordenador da programação das artes visuais no Centro Cultural UFG.

AS EXPOSIÇÕES DO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo inscreve para curso com Samuel de Jesus. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br até 25 de junho. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Os interiores de Geraldo Ramos em conversa com o artista

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Seguindo a programação da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o projeto promoveu uma Conversa com Geraldo Ramos, artista convidado deste ano. O encontro ocorreu na noite de 07 de junho, no Museu da UFPA e teve a mediação de Mariano Klautau Filho e Madalena D’o Felinto.

Na ocasião, foram apresentadas imagens de Jean-Baptiste Debret, artista que em sua vasta obra retratou o cotidiano dos escravos e do Brasil Colônia. As gravuras, as pinturas e a etnografia permaneceram na memória e, de certa forma, influenciaram Geraldo Ramos. “Foi o início da minha vida fotográfica mesmo sem fotografar, apenas observando”, disse.

Fotos: Karina Martins

A motivação documental é uma forte característica do trabalho de Geraldo mas, como pode ser visto na mostra individual “Interiores”, o documento e ficção se cruzam constantemente.

Ele compartilhou imagens de sua infância, nas quais se viu também uma Belém que, em parte, não existe mais.  Como visto nos seus registros, a fotografia proporcionou a ele a aproximação com o outro e o compartilhamento de experiências.

Muitas das imagens que compõem a mostra individual são inéditas, pinçadas do arquivo do artista. “O arquivo é dinâmico, a todo momento nós estamos dando um novo sentido a ele”, refletiu Madalena.

O título escolhido para a exposição no Museu da UFPA também foi debatido. “A opção por usar a palavra interior no plural é para dar um sentido mais amplo, uma visão da paisagem geográfica e humana”, finalizou Mariano.

Confira a galeria:

 

AS EXPOSIÇÕES DO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com ewww.diariocontemporaneo.com.br.

A sensibilização do olhar no minicurso que formou a equipe da Ação Educativa

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia reservou, em abril, um final de semana inteiro para a realização do minicurso de formação da sua equipe de mediadores culturais. Intitulada “Olhar e ser visto: práticas educativas na poética do retrato”, a ação educativa, sob a coordenação de Cinthya Marques e Rodrigo Correia, aprofunda a discussão a respeito das “Poéticas e Lugares do Retrato”, tema desta 8ª edição do Projeto.

Os coordenadores iniciaram o encontro com uma proposta de olhar o outro. Lápis e papel foram distribuídos e duplas foram formadas. Os participantes conversaram sobre si, suas memórias, experiências e desejos. Ao final, uma pessoa desenhou a outra como a via depois daquele breve diálogo. Este foi o início do relacionamento daqueles que, desde o mês de maio, trabalham em equipe e convivem diariamente.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Olhar e ser visto: práticas educativas na poética do retrato. Formação de mediadores da VIII edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia sob a coordenação de Cinthya Marques e Rodrigo Correia. 22/04/2017. Foto: Irene Almeida.
Fotos: Irene Almeida

“O retrato é um estilo presente em diversos períodos da história da arte e seu uso é comum a todos aqueles que experimentam retratar a si e ao outro”, explicou Cinthya ao passear pelas outras linguagens, como a pintura, antes de chegar a fotografia.

De que forma se pode trabalhar as práticas educativas no cerne do retrato? Como fazer com que as discussões iniciadas nos expositivos sejam ampliadas para a sala de aula? Estas e outras questões foram debatidas em grupo e, ao final, foi compreendido que o caminho norteador para isso será promover a sensibilização do olhar.

Além disso, os textos “Retrato e Sociedade na arte italiana – ensaios de história social da arte”, de Enrico Costelnuovo; “O destino das imagens”, de Jacques Rancière e “Olhar e ser visto – a figura humana da Renascença ao contemporâneo”, de Teixeira Coelho, foram lidos e debatidos em conjunto.

A forma como a sociedade enxerga o retrato fotográfico também foi pautada, uma vez que esta tem certos rituais com a fotografia, que é guardada com todo o cuidado, exibida com orgulho e descartada de forma passional. “A fotografia acaba sendo a materialização simbólica daquele individuo retratado”, observou Rodrigo.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Olhar e ser visto: práticas educativas na poética do retrato. Formação de mediadores da VIII edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia sob a coordenação de Cinthya Marques e Rodrigo Correia. 22/04/2017. Foto: Irene Almeida.

As obras que integram as mostras da 8ª edição foram apresentadas aos participantes do minicurso. Múltiplos olhares, múltiplas reações. Curiosidade, surpresa, rejeição, inspiração e melancolia foram alguns dos sentimentos despertados quando eles se depararam com a poética do outro.

Lucas Negrão, que integra a exposição deste ano, na condição de participação especial, foi da equipe da Ação Educativa no ano passado. Sobre essa experiência ele comentou que “o mais interessante na mediação é a troca, o diálogo entre dois mundos, dois seres que se prestam a fazê-lo”.

Do minicurso nasceu a equipe que trabalha diariamente na ação educativa desta edição. Eles dão suporte ao público visitante e tem como apoio, durante a visitação escolar, as propostas e dinâmicas pedagógicas que integram o tabloide do projeto, provocando questões e possibilitando que esses alunos se vejam como protagonistas, refletindo sobre si e sobre o outro. Além disso, eles participam de ações especiais, como a ocorrida no ultimo domingo (04), durante o Projeto Circular Campina / Cidade-Velha.

VISITAÇÃO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com ewww.diariocontemporaneo.com.br.