Diário Contemporâneo abre inscrições para oficina “Olhar de Brinquedo”

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Por: Debb Cabral

O programa de atividades do projeto educativo em espaços culturais vem sendo realizado durante as exposições do 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, desde o dia 22 de abril e seguirá assim até dia 22 de junho de 2014. Dentro desse programa, intitulado “Olhos de Assombro” é proposta a oficina “Olhar de Brinquedo” que tem como público-alvo professores e educadores de diferentes disciplinas que atuem na educação básica e entendam a imagem como meio de produção de conhecimentos. As inscrições são feitas até o dia 06 de maio através da ficha de inscrição disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br. O candidato interessado deverá informar qual turma deseja participar: Turma 1: 08 de maio, das 08 às 12h | Turma 2: 08 de maio, das 14 às 18h | Turma 3: 09 de maio, das 08h às 12h. A ação acontecerá no Museu da UFPA e as inscrições são gratuitas. Vagas limitadas.

O workshop de Ana Mokarzel também teve como público-alvo professores e educadores. Foto: Irene Almeida

A metodologia se desenvolverá a partir de um encontro com a apresentação do material educativo e artístico da 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia a fim de gerar conteúdo e/ou material a ser desdobrado em sala de aula que seja equilibrado ao que se propõem pelo projeto.

Dessa maneira. “Olhos de Assombro” surge com a intenção de olhar cada participante como experiência, afeto, caminho, sujeito. Para isso, foi planejado um percurso que se cruza ao da própria experiência fotográfica que precisa de diferentes tempos, como o de observação, envolvimento, click, expectativa, resultado, desdobramentos e de reinício infinito desse ciclo. Assim como o cruzamento com a fotografia enquanto objeto teórico, pois o Prêmio não está apenas preocupado em executar uma ação educativa sobre obras fotográficas, mas preocupado, inclusive, com as possíveis inferências provindas das experiências com o público e com as obras de forma única ou coadunadas entre as diferentes partes.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre inscrições para oficina “Olhar de Brinquedo”. Turma 1: 08 de maio, das 08 às 12h | Turma 2: 08 de maio, das 14 às 18h | Turma 3: 09 de maio, das 08h às 12h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Inscrições gratuitas pelo site http://www.diariocontemporaneo.com.br. Vagas limitadas. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

O tempo, o fluxo e a ação em workshop de fotografia com Fernando Schmitt

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Por: Debb Cabral

Corrida contra o tempo. Dar tempo ao tempo. Áureos tempos. No tempo do onça. Fechar o tempo. Lapso de tempo. Matar o tempo. Não ter tempo a perder. O tempo é cruel. O tempo não para. O tempo voa. Amarelados pelo tempo. É só uma questão de tempo. Só o tempo dirá. Tempo é dinheiro.

Quantos tempos tem o tempo?

Essa e outras questões nortearam a dinâmica do workshop “A fotografia no limite do tempo”, com Fernando Schmitt, que aconteceu no período de 22 a 25 de abril, no Instituto de Artes do Pará, pelo 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

Workshop "A fotografia no limite do tempo". Foto: Debb Cabral

“Cercar o tempo é uma tarefa inglória, vamos transitar acerca do tempo”, explicou Fernando logo no primeiro encontro com os participantes. Professor e alunos coletaram referências (textos, imagens, questões) acerca da relação pessoal e fotográfica com o tempo. A fotografia no seu limite buscou extrapolar as fronteiras entre as linguagens.

Fotógrafo paulista que teve a série “O menino” selecionada nesta edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Pedro Clash, que também participava do workshop, observou: “o tempo pra mim é uma mutação. O meu tempo, a minha preguiça, o meu clima, são determinantes na minha fotografia”.

O resultado do workshop foi uma coleção de projetos de experiências fotográficas. Desta vez, na ação formativa, buscou-se alinhar as ideias de um projeto fotográfico já existente, que cada participante trouxe e compartilhou com o grupo. Mais do que produzir as fotografias, a intenção foi a de olhá-las com mais calma e buscar compreender onde elas queriam nos levar. “Você pode pensar a fotografia como uma espera, de algo que se transforme em ato”, concluiu Fernando. Uma relação de fluxo e potência, de existir no tempo e nunca fora dele.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Bate-papo com Janduari Simões terá nova data para acontecer

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Devido a forte chuva da última quinta-feira (24), muitas pessoas ficaram impedidas de comparecer ao Museu da UFPA, para o bate-papo com Janduari Simões, artista convidado do 5° Prêmio Diário Contemporânea de Fotografia. O evento será remarcado e a nova data será divulgada em breve.

Lembramos a todos que a “Mostra dos artistas premiados e selecionados”, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e as exposições “Cidade Invisível”, de Janduari Simões; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno; no MUFPA, seguem com visitação até o dia 22 de junho de 2014. A entrada é franca.

Bate-papo com Janduari Simões nessa quinta-feira

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Por: Debb Cabral

Janduari Simões participa nessa quinta-feira (24) de um bate-papo com o público do Museu da UFPA, lugar que abriga uma exposição individual de seus trabalhos. Ele é o artista convidado da 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O evento acontece às 19h e tem entrada franca.

Nascido em 1949, em Itabuna, no interior da Bahia, Janduari Simões chegou a Belém em 1975, querendo viver a vida. Naquela época tinha uma câmera Pentax SP a tiracolo, era fotógrafo autodidata e aprendia muito do que sabe hoje devorando livros e revistas de fotografia. Entre as muitas indas e vindas de sua trajetória, se fixou na cidade, trabalhou para o Museu Paraense Emílio Goeldi e viajou muito pela Amazônia, pelas capitais e pelos interiores.

Seu trabalho autoral se desenvolve na área de pesquisa da cultura popular brasileira, as músicas, danças e atividades presentes nos múltiplos desdobramentos de nossa cultura.

Foto: Janduari Simões

Ele constituiu um grande acervo de imagens, de onde se destacam as produzidas no estado do Pará, que chamaram a atenção de Mariano Klautau Filho, curador do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, e resultou em um convite para ter uma mostra individual nesta edição. O encontro, nas palavras do fotógrafo “será um relato de experiência, falando sobre o começo de trajetória em Belém, ilustrado com fotos e paginas das publicações nas quais foi veiculado meu trabalho jornalístico, sem muita teoria acadêmica”.
A exposição reúne 50 fotografias. Em uma parte um recorte pontual de sua sensibilidade sobre o espaço urbano e as mutações que ocorrem na arquitetura, com um olhar atento para a estrutura formal das moradias, e as semelhanças que anulam o limite entre centro e periferia; do outro lado, um trabalho muito significativo e tocante: o registro da destruição da quadra que abrigava a Fábrica Palmeira, no final dos anos 70. A destruição marca também o nascimento de uma das maiores cicatrizes urbanas que Belém já produziu e que hoje tem o nome de “Buraco da Palmeira”.

Foto: Janduari Simões

Segundo Mariano, “as pessoas preferem ver os desenhos, rótulos, marcas dos antigos catálogos da Palmeira como se fossem bibelôs românticos e com isso poderem suspirar exercitando seu gozo nostálgico, mas não querem enxergar que houve um massacre de uma quadra inteira e que isso está relacionado hoje com o poder das construtoras e incorporadoras que continuam destruindo a cidade diante de gestões e institutos de patrimônio subservientes. As fotografias de Janduari vão muito além disso, e recolocam nesse contexto a invisibilidade de uma cidade, uma cidade que a gente não quer ver ou não consegue mais ver”.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: Bate-papo com Janduari Simões nessa quinta-feira. Data: 24 de abril de 2014. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

Fotografia paraense em destaque no Prêmio Diário Contemporâneo

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Por: Debb Cabral

Seguindo a programação de aberturas de exposições do 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o Museu da UFPA recebe, nessa quarta-feira (23), às 19h, duas mostras especiais: “Cidade Invisível”, de Janduari Simões, artista convidado desta edição; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com um breve resumo da nova produção fotográfica e artística do estado, através dos trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno.  A entrada é franca e a visitação seguirá até o dia 22 de junho.

Este ano, o artista convidado vem reforçar, mais uma vez, a necessidade de se construir um panorama da produção fotográfica no nosso estado. Janduari Simões nasceu no interior da Bahia, mas seu acervo se constitui, em grande parte, com imagens sobre cultura e o homem da Amazônia, sobretudo do Pará. Em “Cidade Invisível”, ele apresenta um questionamento sobre história, memória e patrimônio. Numa parte, um recorte pontual de sua sensibilidade sobre o espaço urbano e as mutações que ocorrem na arquitetura, com um olhar atento para a estrutura formal das moradias, e as semelhanças que anulam o limite entre centro e periferia. Onde, segundo o curador do projeto, Mariano Klautau Filho, “as fachadas de casas populares assumem uma conformação construtivista e os apartamentos projetados na era moderna da arquitetura se revelam na sua ocupação contemporânea uma assimetria, linhas irregulares e certo caos distantes do projeto inicial para o qual foram pensados”.

Foto: Janduari Simões

Do outro lado, um trabalho tocante, que foi realizado final dos 70, época em que a quadra que abrigava a Fábrica Palmeira estava sendo destruída, e marcando, então, o nascimento de uma das maiores cicatrizes urbanas que Belém já produziu, a qual hoje tem o nome de “Buraco da Palmeira”. “As imagens do Janduari dos restos da edificação da Fábrica Palmeira são melancólicas, e ao mesmo tempo são registros documentais de uma paisagem que ninguém (ou quase ninguém) fotografou”, conta Mariano, acentuando que “As pessoas preferem ver os desenhos, rótulos, marcas dos antigos catálogos da Palmeira como se fossem bibelôs românticos e com isso poderem suspirar exercitando seu gozo nostálgico, mas não querem enxergar que houve um massacre de uma quadra inteira e que isso está relacionado hoje com o poder das construtoras e incorporadoras que continuam destruindo a cidade diante de gestões e institutos de patrimônio subservientes”. Na sua observação, as fotografias de Janduari recolocam nesse contexto a questão da invisibilidade de uma cidade, cidade essa que muita gente não quer ver ou não consegue mais ver.

MOSTRA ESPECIAL

Pelo segundo ano, além da individual do artista convidado, o Museu da UFPA recebe, também, uma coletiva que traz um recorte do que de novo está se produzindo na fotografia paraense. Veteranos e jovens fotógrafos apresentam ao público seus mais recentes trabalhos. A mostra “Pequenas cartografias (e duas performances)” acentua mais ainda a intenção do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia de valorizar e fomentar a cultura paraense.

Marise Maués apresenta a obra intitulada “Nóstos”, composta por um vídeo, que teve como local de produção a ilha ribeirinha de Maracapucu Miri, localizada o município de Abaetetuba. “Sou egressa desse lugar, contudo aos dois anos fui levada juntamente com mais oito irmãos para a cidade, pois para minha matriarca era imprescindível à educação, a fim de nos garantir um futuro melhor. Apesar desse afastamento, sempre tive contato com os costumes e tradições ribeirinhas, seja pela ancestralidade ou por visitas em épocas de férias”, conta Marise. O trabalho mistura natureza e feminilidade.

Já o fotógrafo e historiador Michel Pinho expressa seu convite à reflexão, um questionamento sobre o estado da humanidade que beira barbárie, o qual legitimou e legitima a violência. “Patrimônio” é composto por fotografias que navegam entre a estética do lugar e o registro do patrimônio deixado pelos nazistas. “Descobri que a dor atravessa fronteiras e as edificações que antes serviam como apenas um estábulo, passaram a ser campos de extermínio. A proposta da exposição se encaixa nesse viés, falar de processos transnacionais questionar como a construção visual do nazismo ajuda-nos a compreender a dor que emana dos prédios, caminhos, banheiros e arames, muitos arames que lá e cá estão”, reflete Michel.

Primavera. Foto: Rodrigo José

“Primavera”, de Rodrigo José é um trabalho desenvolvido no ambiente interno de uma casa, em que as fotografias procuram investigar o lado afetivo de um lugar que estava em via de desaparecer. É uma série em que a fotografia trabalha como um vetor de descobertas que possibilita a reflexão de um universo particular.

“Flat – Volto para dormir todos os dias nas ruínas”, de Cinthya Marques, trata-se de uma série de fotografias que buscam retratar o ambiente que artista reside, a partir da linguagem ficcional, observando uma única perspectiva: a vista da janela de um apartamento, próximo a Avenida Presidente Vargas, centro comercial de Belém. “Assim como um estrangeiro, que ao chegar à nova cidade se depara com uma visão acerca do seu próprio mundo, pretendo discutir na série a sensação daquele que observa pela primeira vez uma nova paisagem ao seu redor, para falar sobre o primeiro olhar que lançamos no local em que se transita, aquele olhar sobre o novo, o diferente e o desconhecido”, conclui Cinthya.

“Flat - Volto para dormir todos os dias nas ruínas”, de Cinthya Marques
“Flat - Volto para dormir todos os dias nas ruínas”, de Cinthya Marques

No cotidiano de fotojornalista do jornal Diário do Pará, Marco Santos observou: “sempre tive uma certa paixão por composições que envolvem o que chamamos de sinistro. É uma sensação provocada pela escuridão e pela luz. Algo que revela de forma abstrata a existência e elementos, nas imagens”. Em “Sinistro”, vemos fotografias de situações arrasadas, mas que renovam a esperança com pequenas coisas, quase imperceptíveis.

Já no registro da performance “O silêncio ancorava as asas: ser pedra depende de prática”, da artista Luciana Magno, observamos imagens em que a força da natureza se impõem. O trabalho é uma reflexão sobre a vida e seu fluxo, a partir do lançar-se ao desconhecido.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: Fotografia paraense em destaque no Prêmio Diário Contemporâneo. Abertura: 23 de abril de 2014. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. Visitação até 22 de junho de 2014. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

Mostra do 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abre nessa terça

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Por: Debb Cabral

Em março, a comissão de seleção, formada por Alexandre Santos (UFRGS), Rubens Fernandes Junior (FAAP/SP) e Mariano Klautau Filho, depois de quatro dias intensos  escolheu os 30 artistas, dentre os 518 inscritos, que constituem um recorte do que mais instigante está se produzindo na fotografia contemporânea. Agora, o público poderá finalmente conhecer as obras escolhidas para essa 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. A “Mostra dos artistas premiados e selecionados” inaugura nessa terça (22), às 19h, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas. Com entrada  franca, a visitação seguirá até o dia 22 de junho.

Nascido em Belém, em 1970, e formado em Administração de Empresas, Alberto Bitar iniciou na fotografia em 1991, ano em que passou pelas oficinas de fotografia da Associação Fotoativa. Desde 1992 desenvolve ensaios pessoais, já tendo participado de diversas mostras nacionais e internacionais, além de integrar o acervo de museus e coleções.

Bank Blocs, de Alberto Bitar

É dele o Prêmio Diário do Pará, pelo trabalho “Bank Blocks”, numa referência ao termo Black Bloc, tática de protesto de rua de ação direta que começou na Alemanha da década de 1980, e que visa atacar prédios, carros e outros símbolos capitalistas como forma de reivindicar atenção para a sua causa. Fotojornalista do jornal Diário do Pará e com a vivência constante da redação, Alberto acompanhou a ação dos Black Blocs no Brasil, onde tomaram força durante os protestos de 2013, quando manifestantes foram às ruas em várias cidades do país em protestando, em sua maioria, contra o aumento na passagem do transporte coletivo homologado pelas prefeituras.

“Nos bancos, situados nesses lugares, encontrei algo diferente ao que estava acostumado nas paisagens urbanas que conhecia. […] A presença desse novo elemento não significa apenas que ali haviam acontecido embates e protestos anteriores. Aquilo não era simplesmente um remendo do resultado daquelas investidas, mas além de marcas ou símbolos do que havia ocorrido também seria uma tática de defesa aos ataques dos Black Blocs que ainda poderiam acontecer dali para frente, o que chamei de Bank Blocs”, observou Alberto.

Ume, da série Dedicatórias, de Yukie Hori

“Dedicatórias”, da artista visual e designer gráfico Yukie Hori (SP), é uma série de cinco crônicas de três ou duas imagens, tomadas entre 2008 a 2013 em viagens ao Japão. Segundo ela, “são imagens produzidas sem o comprometimento anterior ao registro de formar um ensaio fotográfico de tema definido, mas que recriam memórias, estabelecidas na revisita ao arquivo pessoal”, nesse momento também são percebidas as referências formativas da poética da autora. Este trabalho foi vencedor na categoria Prêmio Diário Contemporâneo.

“Não por acaso, minha pesquisa em desenvolvimento no mestrado no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da USP tem especial atenção às influências da arte e cultura japonesas na prática artística e a discussão da fotografia na esfera da Arte Contemporânea. Este portfólio dialoga, portanto, com essas questões”, acentua Yukie.

Diego Bresani: Série Ao Lado - Homens brigando na seca

Vencedor do Prêmio Diário de Fotografia, Diego Bresani (DF) é fotógrafo e diretor de teatro, formado em Artes Cênicas. Sua pesquisa atual constitui uma experimentação com as fronteiras entre a fotografia documental e a encenação, como na série “Ao Lado”, na qual o público observará que são cenas da vida cotidiana com as quais o artista se depara constantemente, flagrantes de um momento na vida de pessoas desconhecidas, feitos pela janela do carro ao se deslocar pela cidade. “Eu as vejo, as guardo em minha memória e depois volto ao seu lugar original e as reenceno usando outras pessoas, na maioria das vezes atores e atrizes. isolando-as assim, de seus contextos originais. A intenção é trazer de volta à vida momentos ordinários que seriam negligenciados se não fossem recriados. Quando estas imagens costumeiras são vistas de fora de suas cronologias originais, recriadas no tempo e desprovidas de informações extras, elas demandam do expectador que ele/ela imagine e crie seus próprios contextos para estes momentos, assim como o que as precedeu e o que as sucedeu. As fotografias das situações ‘realocadas’ se tornam então, provocações para novas histórias”, diz Diego.

Além dos premiados, estarão presentes na exposição, as obras dos artistas selecionados nessa 5ª edição, são eles: Alex Oliveira (BA); Amanda Copstein (RS); Toni Pires (SP); Carol de Góes (RS); Daniel Moreira (MG); Fábio Del Re (RS); Felipe Bertarelli (SP); Francilins Castilho Leal (MG);  Tom Lisboa (PR); Ionaldo Rodrigues (PA); Isabel Santana Terron (SP); Ivan Padovani (SP); Juliana Kase (SP); Juliano Menegaes Ventura (RS); Keyla Sobral (PA); Letícia Lampert (RS); Marcelo Martins de Figueiredo (MG); Marco A. F. e Eduardo Veras (RS); Marilsa Urban (PR); Marlos Bakker (SP); Nelton Pellenz (RS); Paula Huven (MG); Pedro Clash (SP); Péricles Mendes (BA); Rafael D’alò (RJ); Randolpho Lamonier (MG); e Victor Galvão (MG).

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: Exposição do 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abre nessa terça. Data: 22 de abril de 2014. Horário: 19h. Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão s/n – Cidade Velha). Entrada franca. Visitação até 22 de junho de 2014. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

Selecionados para o workshop “A fotografia no limite do tempo”

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ADAN BRUNO COSTA DA SILVA
ALEX GARCIA DE OIVEIRA
CAMILA AZEVEDO DINIZ
DEBORA CINTHIA RODRIGUES MONTEIRO
ELIZABETH GOMES
EMERSON DA COSTA COELHO JÚNIOR
EVERTON MAURÍCIO PEREIRA NASCIMENTO
FLAVIO AUGUSTO DA SILVA CONTENTE
HELDILENE GUERREIRO REALE
IONALDO RODRIGUES DA SILVA FILHO
MARIA CHRISTINA BARBOSA
MONIQUE HELENA DIAS BARROS
PAULO SÉRGIO DAS NEVES SOUZA
SANDRO DESTRO LIMA
TAIANE NOVAES DO CARMO
VICTORIA CORREA SAMPAIO
WALKIRIA ALMEIDA LOUREIRO
YAN FARIA DOS SANTOS

Divulgados os selecionados para 1ª etapa do Projeto Educativo

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Por: Debb Cabral

Os selecionados irão participar do mini-curso da Ação Educativa “Olhar Vagabundo” referente à exposição do V Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, a ser realizado no período de 09 a 12 de abril de 2014, com carga horária total de 16h.

A participação no mini-curso corresponde a segunda e última etapa de seleção as vagas de mediador cultural. Ele acontecerá no Museu da Universidade Federal do Pará (Av. Governador José Malcher, 1192 – Nazaré), no horário de 08 às 12h (quinta, sábado e domingo) e 14 às 18h (sexta). Nos quatro dias de encontro serão focados os seguintes temas: A Educação e o Espaço Cultural: Caminhos Mediados; Arte Contemporânea: entre linguagens; Fotografia e imagem; Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia mesclados por jogos, textos, vídeos e provocações a reflexão tanto ao contexto/processo que se constrói em torno das obras presente na edição de
2014 do Prêmio quanto as possibilidades de uma ação educativa consciente do seu papel frente à formação dos indivíduos, enquanto educação não formal.

É obrigatório que os selecionados confirmem sua participação até às 18h do dia 09 de abril de 2014 (quarta-feira), através do email premiodiario@gmail.com.

  • Confira abaixo os selecionados:

1. Alex Garcia de Oliveira
2. Ana Lúcia dos Santos Ribeiro
3. André Luiz Piedade Meiguins
4. André Vitor Silva Lima
5. Elton Galdino de Lima
6. Eric Jonas David Teles
7. Fabíula Tenório da Silva
8. Fernanda Pinto Mota
9. Jorge Costa Barbosa
10. Luciana Ramos do Carmo
11. Maitê Zara Gentil de Oliveira
12. Malu da Silva Santos
13. Mateus Monteiro dos Santos
14. Mayra do Socorro de Araujo Rodrigues
15. Paula Fernanda Silva de Almeida
16. Renan Gilberto Moraes Coelho
17. Samantha Rayssa Cunha da Silva
18. Sandra Regina Coelho da Rosa
19. Silvia Cruz Peixoto
20. Vanessa Malheiro Moraes

Inscrições para Workshop de fotografia com Fernando Schmitt abrem nessa terça

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Por: Debb Cabral

A Fotografia no Limite do Tempo é um curso que visa à pesquisa e a prática experimental da fotografia com o objetivo de explorar suas relações com o tempo. Ele compõe a programação da 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. A ação formativa acontecerá no período de 22 a 24 de abril, das 09h às 13h e 25 de abril, das 9h às 12h, no Instituto de Artes do Pará – IAP. Gratuitas, as vagas são limitadas e as inscrições acontecerão no período de 08 a 15 de abril, no site www.diariocontemporaneo.com.br. Os candidatos interessados devem ter conhecimento de fotografia, enviar currículo resumido e pequeno portfólio (em PDF) com no máximo cinco imagens em baixa resolução.

A metodologia do workshop misturará atividades de aula, grupo de estudos e ateliê de projeto. A cada encontro uma provocação orientará a intervenção inicial do professor, que acontecerá no formato de bricolagem de fragmentos: textos, filmes e fotografias.

Foto: Fernando Schmitt

Os participantes serão convidados a pesquisar e coletar outras experiências e a compartilhar seus próprios trabalhos compondo um grande painel de subsídios. Trabalhando com esse material o grupo será desafiado a projetar experiências fotográficas que poderão assumir vários formatos como imagens, textos, multimídias, plataformas de visualização, entre outros. O encontro final reunirá todas as experiências projetadas, numa espécie de coleção, para avaliar em grupo os resultados obtidos.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Fernando Schmitt é fotógrafo, graduado em Jornalismo e mestre em Comunicação Social, atua como professor de fotografia desde 1995. Coordena atividades de pesquisa no Grupo de Estudos e Criação em Fotografia do Ateliê Fotô. Participa como oficineiro do projeto Pontos MIS do Museu da Imagem e do Som de São Paulo. Possui trabalhos em acervos de instituições e coleções particulares.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

SERVIÇO: Inscrições para Workshop de fotografia com Fernando Schmitt abrem nessa terça. De 22 a 24 de abril, das 09h às 13h e 25 de abril, das 9h às 12h. Local: Instituto de Artes do Pará – IAP (Pça. Justo Chermont, 236, ao lado da Basílica). Inscrições gratuitas pelo site http://www.diariocontemporaneo.com.br. Vagas limitadas. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com.

Diário Contemporâneo abre seleção para Mediador Cultural

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Por: Debb Cabral

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia convoca os estudantes de Artes Visuais, Museologia e áreas afins que estejam interessados em trabalhar na mediação com o público durante as exposições da 5ª edição, que ocorrerão em Belém, no período de 22 de abril a 22 de junho, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas e Museu da UFPA.

O objetivo é proporcionar aos diversos públicos novas possibilidades de aproximação com as exposições apresentadas no projeto. Nas visitas agendadas ou não, os mediadores incitarão as pessoas a se expressar e saber comunicar-se artisticamente; articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão, ao entrar em contato com as produções artísticas.

Foto: Irene Almeida

“Olhos de assombro” é o nome do programa de atividades da ação educativa. Os mediadores atuarão em duas frentes de trabalho, tidas como dois olhares. O primeiro, “Olhar de brinquedo”, é voltado ao público de professores/educadores, desenvolvendo a partir de encontros uma apresentação do material educativo e artístico do desta 5ª edição, a fim de gerar conteúdo e material a ser desdobrado em sala de aula.

O segundo olhar, chamado de “Olhar vagabundo”, é voltado aos educadores dos espaços culturais e suas práticas/experiências transformadas em saber científico compartilhado.

Os horários e dias de expediente:

Vagas Período Horários
03 TER à DOM 09 às 13h
03 TER à DOM 13 às 17h
03 TER à DOM 10 às 14h
03 TER à DOM 14 às 18h

As inscrições se darão através do envio de currículo para o email  premiodiario@gmail.com, até dia 04 de abril de 2014. As vagas são limitadas.

Instruções: currículo anexado ao email. No título do email “nome – currículo”

Informações no site  www.diariocontemporaneo.com.br

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.