Público diverso e participativo na oficina “Olhar de Brinquedo”

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Por: Debb Cabral

Seguindo com o seu objetivo de formar multiplicadores, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia ofertou a oficina “Olhar de Brinquedo” que teve como público-alvo professores e educadores de diferentes disciplinas que atuam na educação básica. A oficina integrou o programa de atividades do projeto educativo “Olhos de Assombro”. A coordenadora da ação educativa, Adriele Silva disponibilizou três turmas, para que os interessados pudessem escolher a data e o horário que fossem melhor para eles.

Segundo Adriele, o curso, mesmo com a greve dos rodoviários que ameaçou seu processo, “foi bem produtivo e participativo”. Diversos motivos levaram os participantes a se inscreverem, além daqueles que foram “selecionados” a partir de alguma ligação com a educação, “uma pessoa participou desse momento pela curiosidade/vontade em investir no seu ‘hobby fotográfico’ e outra participou como pesquisadora, pois esta escrevendo seu trabalho de conclusão de curso e viu nesse momento uma oportunidade de pesquisar mais sobre processos de mediação educativa em museus. Essa relação foi fundamental para as discussões que buscamos provocar”.

Foto: Adriele Silva

Uma metodologia intuitiva e que levava em conta a si mesmo e o outro, sempre “fazendo relações entre sentimentos, lembranças e teorias fomos nos percebendo enquanto ‘seres de encontro’ e que esses encontros – pensando o papel do educador – também são responsabilidades competentes a profissão e acima de tudo as relações que criamos/alimentamos/estabelecemos com qualquer sujeito. A partir daí fomos passando por questões relacionadas a percepção de como podemos construir esses percursos/roteiros de viagens aos possíveis encontros que podemos ter com a arte. Então atravessamos a necessidade da busca por informações, da definição de objetivos que estejam ou não relacionados as instituições que cada grupo esteja ligado, da divisão de tarefas, da parceria entre os diferentes níveis de mediação para perceber esse processo como uma complexa rede de saberes/fazeres humanos em prol – nesse caso do nosso projeto – do artístico. E quando digo perceber essa complexa rede enfatizo a necessidade perceber criticamente o lugar do ‘espaço cultural’, da ‘escola’ e da ‘família’ nessa construção que é sensível, mas também é política, social, econômica, cultural e afetiva”, refletiu.

Foto - Adriele Silva

O lúdico também esteve presente, através de dinâmicas e uso de objetos como apoio, como conta Adriele, “fechamos o dia fazendo uma atividade de construção dessas redes a partir de uma pequena ‘fita de moebius’ que em um dado momento de entrelaça e cruza todos nós em um só emaranhado de fios banhados pelo desejo de sensibilização ao que nos constitui e ao que consequentemente também constitui o outro”.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

A “Mostra dos artistas premiados e selecionados”, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e as exposições “Cidade Invisível”, de Janduari Simões; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno; no MUFPA, seguem com visitação até o dia 22 de junho de 2014. A entrada é franca.

Três perguntas para: Alberto Bitar

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Por: Debb Cabral

Com o objetivo de oportunizar que o público conheça um pouco mais sobre a carreira, trajetória e trabalho selecionado dos artistas, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inaugura em seu site a categoria “Três perguntas para”, na qual será divulgada uma breve entrevista com um fotógrafo participante de qualquer uma das mostras.

A estreia será com Alberto Bitar, fotógrafo paraense que levou o Prêmio Diário do Pará dessa 5ª edição com o trabalho “Bank Blocks”.

Bank Blocs, de Alberto Bitar

Debb Cabral: O que é o “Bank Blocks”? Fala um pouco sobre esse teu trabalho que foi premiado nessa 5ª edição.

Alberto Bitar: Eu estava no Rio para a avaliação de um prêmio, e quando nós saiamos nos intervalos do julgamento eu comecei a perceber que vários bancos tinham na fachada o resultado do que tinham sido os protestos dos Black Blocks, eu percebi também, que vários deles apresentavam, nos tapumes, as cores características dos bancos e isso me chamou atenção. Eu comecei a fotografar isso meio que sistematicamente nos intervalos e, depois que terminou o julgamento, eu ainda fiquei mais uns dias no Rio e saí pra fotografar mais bancos já com a intenção de fazer esse conjunto de imagens.

Debb Cabral: Todo ano o Prêmio tem um tema que norteia as mostras, mas este ano não teve. Como foi trabalhar com o Não-tema?

Alberto Bitar: Os temas, eles te dão uma indicação, mas eles nunca te fecham completamente, esse ano, a única diferença é que não tinha essa indicação, era completamente livre. O que eu achei legal, o que eu gostei, é que essa era uma poucas das oportunidades que eu tinha de mostrar esse trabalho, se não fosse no Prêmio, eu não sei se eu teria outra oportunidade de mostrar.

Debb Cabral: Este ano o Prêmio está completando cinco anos. Como você o avalia?

Alberto Bitar: Ele tem uma carreira legal. Eu acho que o Prêmio está subindo, num acréscimo, a cada ano que passa ele tem mais procura, mais inscrições, ele está crescendo e eu acho que ele tem uma história bacana.

A “Mostra dos artistas premiados e selecionados”, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e as exposições “Cidade Invisível”, de Janduari Simões; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno; no MUFPA, seguem com visitação até o dia 22 de junho de 2014. A entrada é franca.

Janduari Simões fará palestra no Museu da UFPA

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Por: Debb Cabral

O público terá a oportunidade de participar na terça-feira (27) de um bate-papo com Janduari Simões, no Museu da UFPA, lugar que abriga a exposição individual “Cidade Invisível”, que apresenta série inédita de restos da Fábrica Palmeira, em 1975, e a grafia de fachadas populares e apartamentos no centro da cidade. Janduari é o artista convidado da 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O evento ocorre às 19h e tem entrada franca. A mediação será de Marisa Mokarzel.

Ele nasceu em 1949, em Itabuna, no interior da Bahia, e chegou a Belém em 1975, querendo viver a vida. Naquela época tinha uma câmera Pentax SP a tiracolo, era fotógrafo autodidata e aprendia muito do que sabe hoje devorando livros e revistas de fotografia. Entre as muitas indas e vindas de sua trajetória, se fixou na cidade, trabalhou para o Museu Paraense Emílio Goeldi e viajou muito pela Amazônia, pelas capitais e pelos interiores.

Foto: Janduari Simões

Seu trabalho autoral se desenvolve na área de pesquisa da cultura popular brasileira, as músicas, danças e atividades presentes nos múltiplos desdobramentos de nossa cultura. Ele constituiu um grande acervo de imagens sobre cultura e o homem da Amazônia, de onde se destacam as produzidas no estado do Pará, que chamaram a atenção de Mariano Klautau Filho, curador do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, e resultou em um convite para ter uma mostra individual nesta edição.

O encontro, nas palavras do fotógrafo “será um relato de experiência, falando sobre o começo de trajetória em Belém, ilustrado com fotos e paginas das publicações nas quais foi veiculado meu trabalho jornalístico, sem muita teoria acadêmica”.

A exposição reúne 50 fotografias. Em uma parte um recorte pontual de sua sensibilidade sobre o espaço urbano e as mutações que ocorrem na arquitetura, com um olhar atento para a estrutura formal das moradias, e as semelhanças que anulam o limite entre centro e periferia; do outro lado, um trabalho muito significativo e tocante: o registro da destruição da quadra que abrigava a Fábrica Palmeira, no final dos anos 70. A destruição marca também o nascimento de uma das maiores cicatrizes urbanas que Belém já produziu e que hoje tem o nome de “Buraco da Palmeira”.

Foto: Janduari Simões

Segundo Mariano, “as pessoas preferem ver os desenhos, rótulos, marcas dos antigos catálogos da Palmeira como se fossem bibelôs românticos e com isso poderem suspirar exercitando seu gozo nostálgico, mas não querem enxergar que houve um massacre de uma quadra inteira e que isso está relacionado hoje com o poder das construtoras e incorporadoras que continuam destruindo a cidade diante de gestões e institutos de patrimônio subservientes. As fotografias de Janduari vão muito além disso, e recolocam nesse contexto a invisibilidade de uma cidade, uma cidade que a gente não quer ver ou não consegue mais ver”.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: Janduari Simões fará palestra no Museu da UFPA. Data: 27 de maio de 2014. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática, Instituto de Artes do Pará  (IAP) e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo abre exposições e comemora marca de cinco anos

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Por: Debb Cabral

O feriado que precedeu a abertura das exposições da 5º edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia foi de trabalho intenso. A presença dos artistas premiados Diego Bresani e Yukie Hori; dos selecionados Rafael D’Alo, Letícia Lampert, Pedro Clash e Ivan Padovani de fora do estado, além dos fotógrafos paraenses foi fundamental para deixar uma marca no processo que é a realização de um projeto como o Diário Contemporâneo.

Foto: Irene Almeida

Os cinco anos de premiação, deixaram nos espaços expositivos obras que foram incorporadas aos acervos e, que agora tomam corpo como coleção. “Conversando com o Mariano e a equipe, chegamos à conclusão de que o Prêmio deveria permanecer no acervo da Casa de uma maneira mais significativa. Já que ao longo dos anos, das edições anteriores, o Prêmio generosamente cedeu a Casa as obras premiadas, e pensamos juntos na possibilidade de fazer com que dentro do acervo da Casa das 11 Janelas criássemos um fundo do Diário Contemporâneo. Eu acho que isso representa um ganho para a Casa e especialmente também, para o Prêmio, porque poderemos contar, futuramente, a memória do Prêmio”, comentou Armando Queiroz, diretor do Espaço Cultural Casa das 11 Janelas.

“A coleção Prêmio Diário vai abrigar não só a coleção que já viemos formando ao longo desses cinco anos, como também se tornar disponível para que os artistas possam nos oferecer obras. Essa ação, sem duvida, vai favorecer ainda mais a arte, uma noticia que nos agrada muito”, afirmou Jussara Derenji, diretora do Museu da UFPA.

Foto: Debb Cabral

O número recorde de inscrições e a formação das coleções nos espaços expositivos são o resultado de um trabalho constante, como observou o curador do projeto, Mariano Klautau Filho: “importante é chegar à quinta edição, e a gente chegou à quinta edição com muito esforço, mas também com um ótimo saldo positivo, porque o projeto tem sido comentado, discutido e está no circuito. Os 518 inscritos é o resultado disso, e também porque o projeto estabelece um dialogo com a produção brasileira, ganhando um respeito muito grande no circuito da arte, entre os artistas e pesquisadores de arte”.

A “Mostra dos artistas premiados e selecionados”, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e as exposições “Cidade Invisível”, de Janduari Simões; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno; no MUFPA, seguem com visitação até o dia 22 de junho de 2014. A entrada é franca.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Espaços culturais ficarão fechados devido greve dos rodoviários

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Informamos que o Espaço Cultural Casa das 11 Janelas e o Museu da UFPA, que abrigam exposições do 5° Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia se posicionaram a manterem-se fechados caso a greve dos rodoviários permaneça. Contudo, assim que a situação esteja resolvida será retomado o atendimento normal.

Carta aberta à população, em especial aos artistas, estudantes, professores e pesquisadores em arte de Belém

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O Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e o projeto Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia vêm manifestar o seu repúdio ao episódio ocorrido no Laboratório das Artes durante a abertura da mostra de selecionados e premiados da V Edição do Diário Contemporâneo no dia 22 de abril do corrente ano.

Seis estudantes do curso de Artes Visuais da Universidade Federal do Pará, que não representam o todo do curso e seus professores, arremessaram restos de comida na obra de uma artista selecionada para a mostra do referido projeto, no Laboratório das Artes, na tentativa clara de danificá-la. Em seguida, o grupo encaminhou-se para outro espaço do Museu onde se localizava o trabalho de outro artista também selecionado para mostra. Nesse momento o grupo foi interceptado por uma artista que se encontrava no local que, ao observar indignada o acontecido, decidiu questionar o ato cometido contra o trabalho artístico. Sem explicações e justificativas plausíveis o grupo interrompeu a continuidade do ato diante da informação de que câmeras de vídeo registravam os espaços expositivos.

Depois de analisar as imagens gravadas, a Casa das Onze Janelas, pertencente ao Sistema Integrado dos Museus e Memoriais da Secretaria de Cultura do Estado – como instituição pública, dedicada à produção contemporânea no Brasil e no Estado do Pará, e referência no norte do Brasil como espaço vivo para exposições e projetos no campo da arte – não admite comportamentos como os efetuados por tais estudantes, atitudes consideradas nocivas ao livre debate e à pesquisa em arte.

Como projeto artístico, o Prêmio Diário Contemporâneo de fotografia abrange mostras, oficinas, palestras, publicações e ações educativas em torno da produção no campo da fotografia, promovendo o intercâmbio entre a produção local e a fotografia brasileira produzida pelos jovens artistas. Como iniciativa privada, o projeto só é possível de ser realizado com as parcerias institucionais públicas como o Museu da Universidade Federal do Pará, a Casa das Onze Janelas e o Instituto de Artes do Pará.
O Diário Contemporâneo também não tolera o ato cometido pelos estudantes por entendê-lo, primeiramente, vergonhoso por se tratar de um ataque de artistas/estudantes de arte ao trabalho de outro artista. No mínimo, é constrangedor perceber a falta absoluta de razão e de inteligência por parte dos ofensores ao trabalho de um colega.

Em segundo lugar, tal ato fere princípios básicos no que se refere à compreensão do que seja arte como conhecimento e discussão crítica. Faltam nesses estudantes de arte o entendimento mais profundo e complexo sobre os campos do conhecimento sobre história da arte, sistema da arte, aprendizado da arte, crítica da arte, teoria da arte e filosofia da arte.

Fica a impressão que tais alunos não reconhecem o aspecto mais básico do lugar que eles ocupam em um sistema de conhecimento. Ocupar uma vaga em uma Universidade Federal no Brasil, país de grande miséria social, é ocupar uma voz ativa. É, principalmente, ocupar um lugar de poder. Mais importante que recusar o poder é conhecer as suas armadilhas e saber utilizá-lo de forma inteligente e crítica.

O ataque à obra da artista é um ataque ao trabalho de profissionais que buscam desenvolver a formação em arte em diálogo com todas as formas possíveis de prática da arte, seja no espaço das galerias e museus, assim como nos espaços públicos e, especialmente, refletindo abertamente sobre todas as materialidades possíveis incorporadas, absorvidas e reativadas pelo artista contemporâneo.

Exige-se, fundamentalmente, capacidade poética e consequência nos atos praticados em favor da arte. Macular a delicadeza de uma obra é um péssimo caminho rumo à impossibilidade de fala e escuta do Outro. Atacar a obra de um artista com restos de comida é definitivamente um ato autoritário. Será necessário chamar a inteligência de volta para reconquistar o respeito de sua comunidade e de seus pares no processo de discussão crítica que queremos e precisamos manter na cidade de Belém.

Armando Queiroz – Diretor da Casa das Onze Janelas

Mariano Klautau Filho – Curador do projeto Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

Diário Contemporâneo abre inscrições para oficina “Olhar de Brinquedo”

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Por: Debb Cabral

O programa de atividades do projeto educativo em espaços culturais vem sendo realizado durante as exposições do 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, desde o dia 22 de abril e seguirá assim até dia 22 de junho de 2014. Dentro desse programa, intitulado “Olhos de Assombro” é proposta a oficina “Olhar de Brinquedo” que tem como público-alvo professores e educadores de diferentes disciplinas que atuem na educação básica e entendam a imagem como meio de produção de conhecimentos. As inscrições são feitas até o dia 06 de maio através da ficha de inscrição disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br. O candidato interessado deverá informar qual turma deseja participar: Turma 1: 08 de maio, das 08 às 12h | Turma 2: 08 de maio, das 14 às 18h | Turma 3: 09 de maio, das 08h às 12h. A ação acontecerá no Museu da UFPA e as inscrições são gratuitas. Vagas limitadas.

O workshop de Ana Mokarzel também teve como público-alvo professores e educadores. Foto: Irene Almeida

A metodologia se desenvolverá a partir de um encontro com a apresentação do material educativo e artístico da 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia a fim de gerar conteúdo e/ou material a ser desdobrado em sala de aula que seja equilibrado ao que se propõem pelo projeto.

Dessa maneira. “Olhos de Assombro” surge com a intenção de olhar cada participante como experiência, afeto, caminho, sujeito. Para isso, foi planejado um percurso que se cruza ao da própria experiência fotográfica que precisa de diferentes tempos, como o de observação, envolvimento, click, expectativa, resultado, desdobramentos e de reinício infinito desse ciclo. Assim como o cruzamento com a fotografia enquanto objeto teórico, pois o Prêmio não está apenas preocupado em executar uma ação educativa sobre obras fotográficas, mas preocupado, inclusive, com as possíveis inferências provindas das experiências com o público e com as obras de forma única ou coadunadas entre as diferentes partes.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre inscrições para oficina “Olhar de Brinquedo”. Turma 1: 08 de maio, das 08 às 12h | Turma 2: 08 de maio, das 14 às 18h | Turma 3: 09 de maio, das 08h às 12h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Inscrições gratuitas pelo site http://www.diariocontemporaneo.com.br. Vagas limitadas. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.

O tempo, o fluxo e a ação em workshop de fotografia com Fernando Schmitt

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Por: Debb Cabral

Corrida contra o tempo. Dar tempo ao tempo. Áureos tempos. No tempo do onça. Fechar o tempo. Lapso de tempo. Matar o tempo. Não ter tempo a perder. O tempo é cruel. O tempo não para. O tempo voa. Amarelados pelo tempo. É só uma questão de tempo. Só o tempo dirá. Tempo é dinheiro.

Quantos tempos tem o tempo?

Essa e outras questões nortearam a dinâmica do workshop “A fotografia no limite do tempo”, com Fernando Schmitt, que aconteceu no período de 22 a 25 de abril, no Instituto de Artes do Pará, pelo 5º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

Workshop "A fotografia no limite do tempo". Foto: Debb Cabral

“Cercar o tempo é uma tarefa inglória, vamos transitar acerca do tempo”, explicou Fernando logo no primeiro encontro com os participantes. Professor e alunos coletaram referências (textos, imagens, questões) acerca da relação pessoal e fotográfica com o tempo. A fotografia no seu limite buscou extrapolar as fronteiras entre as linguagens.

Fotógrafo paulista que teve a série “O menino” selecionada nesta edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, Pedro Clash, que também participava do workshop, observou: “o tempo pra mim é uma mutação. O meu tempo, a minha preguiça, o meu clima, são determinantes na minha fotografia”.

O resultado do workshop foi uma coleção de projetos de experiências fotográficas. Desta vez, na ação formativa, buscou-se alinhar as ideias de um projeto fotográfico já existente, que cada participante trouxe e compartilhou com o grupo. Mais do que produzir as fotografias, a intenção foi a de olhá-las com mais calma e buscar compreender onde elas queriam nos levar. “Você pode pensar a fotografia como uma espera, de algo que se transforme em ato”, concluiu Fernando. Uma relação de fluxo e potência, de existir no tempo e nunca fora dele.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

Bate-papo com Janduari Simões terá nova data para acontecer

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Devido a forte chuva da última quinta-feira (24), muitas pessoas ficaram impedidas de comparecer ao Museu da UFPA, para o bate-papo com Janduari Simões, artista convidado do 5° Prêmio Diário Contemporânea de Fotografia. O evento será remarcado e a nova data será divulgada em breve.

Lembramos a todos que a “Mostra dos artistas premiados e selecionados”, no Espaço Cultural Casa das 11 Janelas; e as exposições “Cidade Invisível”, de Janduari Simões; e “Pequenas cartografias (e duas performances)”, com trabalhos de Marise Maués, Michel Pinho, Cinthya Marques, Rodrigo José, Marco Santos e Luciana Magno; no MUFPA, seguem com visitação até o dia 22 de junho de 2014. A entrada é franca.

Bate-papo com Janduari Simões nessa quinta-feira

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Por: Debb Cabral

Janduari Simões participa nessa quinta-feira (24) de um bate-papo com o público do Museu da UFPA, lugar que abriga uma exposição individual de seus trabalhos. Ele é o artista convidado da 5ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O evento acontece às 19h e tem entrada franca.

Nascido em 1949, em Itabuna, no interior da Bahia, Janduari Simões chegou a Belém em 1975, querendo viver a vida. Naquela época tinha uma câmera Pentax SP a tiracolo, era fotógrafo autodidata e aprendia muito do que sabe hoje devorando livros e revistas de fotografia. Entre as muitas indas e vindas de sua trajetória, se fixou na cidade, trabalhou para o Museu Paraense Emílio Goeldi e viajou muito pela Amazônia, pelas capitais e pelos interiores.

Seu trabalho autoral se desenvolve na área de pesquisa da cultura popular brasileira, as músicas, danças e atividades presentes nos múltiplos desdobramentos de nossa cultura.

Foto: Janduari Simões

Ele constituiu um grande acervo de imagens, de onde se destacam as produzidas no estado do Pará, que chamaram a atenção de Mariano Klautau Filho, curador do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, e resultou em um convite para ter uma mostra individual nesta edição. O encontro, nas palavras do fotógrafo “será um relato de experiência, falando sobre o começo de trajetória em Belém, ilustrado com fotos e paginas das publicações nas quais foi veiculado meu trabalho jornalístico, sem muita teoria acadêmica”.
A exposição reúne 50 fotografias. Em uma parte um recorte pontual de sua sensibilidade sobre o espaço urbano e as mutações que ocorrem na arquitetura, com um olhar atento para a estrutura formal das moradias, e as semelhanças que anulam o limite entre centro e periferia; do outro lado, um trabalho muito significativo e tocante: o registro da destruição da quadra que abrigava a Fábrica Palmeira, no final dos anos 70. A destruição marca também o nascimento de uma das maiores cicatrizes urbanas que Belém já produziu e que hoje tem o nome de “Buraco da Palmeira”.

Foto: Janduari Simões

Segundo Mariano, “as pessoas preferem ver os desenhos, rótulos, marcas dos antigos catálogos da Palmeira como se fossem bibelôs românticos e com isso poderem suspirar exercitando seu gozo nostálgico, mas não querem enxergar que houve um massacre de uma quadra inteira e que isso está relacionado hoje com o poder das construtoras e incorporadoras que continuam destruindo a cidade diante de gestões e institutos de patrimônio subservientes. As fotografias de Janduari vão muito além disso, e recolocam nesse contexto a invisibilidade de uma cidade, uma cidade que a gente não quer ver ou não consegue mais ver”.

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade.

SERVIÇO: Bate-papo com Janduari Simões nessa quinta-feira. Data: 24 de abril de 2014. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468; premiodiario@gmail.com e http://www.diariocontemporaneo.com.br.