O livro como território de criação em workshop com Rosely Nakagawa

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trouxe para Belém a curadora independente e pesquisadora, Rosely Nakagawa, para ministrar um workshop. “O livro como território de criação” foi realizado em dois dias no auditório do Museu de Arte Sacra.

Na ação formativa, Rosely conversou sobre o encadeamento de imagens e as suas formas de leitura, bem como a origem do papel. “O livro é uma possibilidade de difusão de pensamento, de ideias. Foi assim que ele nasceu”, disse.

Foto: Debb Cabral

Ao apresentar as formas de se construir o livro e como como o seu surgimento foi possível, a pesquisadora ressaltou que suportes de registro já existiam muito antes do livro e da própria escrita. Desde as pinturas rupestres até o papel, os participantes puderam perceber a demanda crescente por portabilidade e difusão de informações.

A produção do livro é um processo de construção de narrativa. “Quando a gente fala de ‘livro de artista’, é muito difícil encontrar na história do livro quando ele nasceu, porque fazer um livro já é uma arte. O livro já é uma obra daquele que a fez”, explicou. Envolve uma pratica consciente do projeto pelo artista que sente, planeja e busca conhecer as limitações e possibilidades desse suporte de trabalho.  “O que caracteriza um livro de artista não é ser um exemplar único, o que o caracteriza é o entendimento do processo de construção de sentido naquele suporte”, acrescentou.

Rosely debateu as dúvidas dos participantes sobre o que deve ser visto e o que deve ser preservado, além de questionar por quais motivos um projeto merece ser pensado no suporte do livro.

O segundo dia de atividades foi marcado por práticas manuais com papel, desde fazer um tsuru de origami até técnicas de costura de livros, leituras de portfólio, edição e criação de narrativas.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo promove conversa sobre videoarte no Brasil

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A artista e professora, Elaine Tedesco, desembarca de Porto Alegre em Belém para a conversa “Audiovisual Sem Destino – um projeto de vídeo no Brasil”. A programação ocorre no dia 08 de junho (sexta-feira), às 19h, no Museu da UFPA, com entrada franca.

Iniciada em 2014, a mostra Audiovisual Sem Destino – AVSD vem sendo uma oportunidade de apreciação da produção jovem de videoarte no Brasil. Ela é um dos tripés da pesquisa de mesmo nome coordenada por Elaine na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre.

A saga do Herói (2016), de Lívia Pasqualli, que integra a mostra AVSD

Segundo a artista, o encontro no MUFPA terá um “relato sobre a concepção e estruturação da pesquisa AVSD, projeto que propõe o compartilhamento de poéticas audiovisuais entre artistas e pesquisadores e que tem como objetivo estudar processos de criação e reflexão em videoarte. A pesquisa aborda as diferentes possibilidades de apresentação da imagem-vídeo, bem como as porosidades entre fotografia, vídeo, instalação e performance, perpassadas pela tecnologia e por técnicas rudimentares de produção de imagem”.

Assim como o Diário Contemporâneo, a mostra Audiovisual Sem Destino abre um edital nacional para receber trabalhos de diferentes cantos do país e não encerra suas ações na exposição. Mostras paralelas, seminários de pesquisa e performances compõem os eventos do projeto.

Sem título, de Fernanda Pujol, que integra a mostra AVSD

EXPOSIÇÃO

Em Belém, o segundo andar do Museu da UFPA recebe a retrospectiva dos trabalhos selecionados nas três edições anteriores (2014, 2015 e 2016). São 68 vídeos de diferentes temáticas e estilos apresentados sequencialmente em looping contínuo. Além disso, dentro da AVSD também existe a sessão “Ao lado dela, do lado de lá”, trazendo vídeos contemporâneos de mulheres artistas. A mostra é dividida em quatro partes: vetores de outros trabalhos; registros de ações cotidianas; videoperformances e narrativas em vídeo.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com Elaine Tedesco. Data: 08 de junho de 2018, às 19h. Local: Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

O pretexto da fotografia em conversa com Flavya Mutran

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A noite da última sexta-feira (18) foi marcada por uma “Conversa com Flavya Mutran”, artista convidada no 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, dentro da sua mostra individual “Lapso”, no Museu da UFPA. A programação teve mediação de Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Flavya Mutran na exposição “Lapso”. Foto: Irene Almeida

A artista iniciou sua fala contando sobre o contexto do seu trabalho nos anos 90 e no grupo Caixa de Pandora (formado por Cláudia Leão, Flávia Mutran, Mariano Klautau Filho e Orlando Maneschy). Ela destacou a importância do trabalho fundamental da Associação Fotoativa já naquela época. “Na primeira oficina da Fotoativa eu já senti uma atração muito forte pelo trabalho de laboratório”, disse.

Porém, seu interesse sempre foi para além da fotografia, esta era apenas o pretexto das suas investigações. Daí que o trabalho do grupo com a “fotografia construída” veio ao encontro das suas buscas. “Eu sentia vontade de fazer montagens que não fossem só fotográficas, queria experiências com a fotografia para além do suporte dela”, explicou. O grupo produzia trabalhos que não cabiam no que estava sendo produzido naquela época em Belém. Usavam o vídeo, a fotografia construída e manipulações de formatos. “Cada um tinha sua linha individual, seu processo de pensamento, mas a gente compartilhava muito um com o outro”, lembrou.

Flavya atuou muito com a fotografia no jornalismo, pois trabalhou como editora de imagens para assessorias de comunicação pública e privada. Segundo ela, “a série Quase Memória, por exemplo, é muito feita das sobras do filme jornalístico e de fotos minhas de família que estavam apodrecendo. Então, de certa forma, a jornalista sustentava a artista”. Após muitos anos na área da comunicação, o surgimento da especialização em artes visuais na UFPA a fez retornar o olhar para a pesquisa acadêmica e para o seu trabalho pessoal.

Na ocasião também foi distribuído o catálogo da coleção. Foto: Irene Almeida

O pretexto da fotografia e a necessidade de reflexão foram essenciais para a realização da exposição “Lapso”, que já vem das pesquisas de mestrado e doutorado da artista. “Na abertura da exposição eu vi coisas que, nas outras vezes que apresentei esses trabalhos, não havia percebido. Eu nunca havia mostrado desta forma, inclusive”, observou.

Ela apresentou as séries que compõem a mostra e trouxe os questionamentos: “como que as imagens estão circulando?”, “as imagens estão sempre associadas ao seu autor?”, “como que as pessoas se apropriam disso?”. Flavya comentou sobre o desaparecimento e o apagamento natural da história. A artista abraça a efemeridade e a obsolescência das imagens. “Lapso é assumir o erro, é um tempo de respiro”, finalizou.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo abre exposições da 9ª edição

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As mostras da 9ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia foram oficialmente abertas nos dias 16 e 17 deste mês no Museu do Estado do Pará e Museu da UFPA, respectivamente. Estiveram presentes artistas e pesquisadores locais e de outros estados do país, além de representantes dos realizadores e parceiros do projeto.

Entrega dos prêmios aos vencedores da 9ª edição. Fotos: Irene Almeida

No MEP, a exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da nona edição. “O tema tem a ver como o papel da arte e a necessidade da expressão livre. É uma provocação que nós deixamos aos artistas para que pensem qual o seu papel dentro da sociedade e qual é o papel do seu trabalho, especificamente, em relação ao contexto de onde ele vem”, disse Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

O Diário Contemporâneo é uma oportunidade de descentralização do debate sobre fotografia. Assim, muitos dos artistas selecionados vêm, de maneira espontânea, para a capital paraense afim de estarem presentes nas aberturas das mostras e nas conversas sobre arte. Mariano ressaltou também que esta foi a primeira vez em que a comissão de seleção esteve totalmente presente na abertura da mostra para poder ver, na parede, os trabalhos por ela escolhidos. Walda Marques, Rosely Nakagawa e Flavya Mutran formaram o jurí deste ano. “Uma comissão feminina de grande poder”, frisou o curador.

Visitação aberta

Lívia Amaral, Gerente de Comunicação da Vale, disse que “temos muito orgulho de fazer parte desse prêmio desde a sua primeira edição. Ao longo dos anos essa iniciativa consagrou artistas, revelou novos talentos em todo o Brasil e eternizou a produção fotográfica desses profissionais”.

Camilo Centeno, diretor do Grupo RBA, agradeceu a acolhida no MEP e o apoio da Vale nestes nove anos. Em sua fala ele observou que o projeto se tornou um dos maiores prêmios de fotografia do Brasil e ressaltou a programação formativa do Diário Contemporâneo. “O projeto tem um outro sentido que é o sentido social e que a gente sempre preserva. Diariamente as turmas escolares vem conhecer as exposições. No ano passado nós tivemos mais de cinco mil crianças conhecendo as mostras e os museus. Este ano a nossa meta é ultrapassar isso”.

Visitação segue até 15 de julho.
Trabalho de Ionaldo Rodrigues (PA), artista premiado.

Sobre o MEP, Mariano destacou que “este museu nos ajuda muito a pensar a narrativa da exposição e a gente conseguiu construir muito as obras em conjunto”. Sergio Melo, diretor do espaço, ressaltou que “o museu é uma casa permanente de diálogo. Ele é um espaço que pertence a todos e deve ser aproveitado da melhor maneira possível para dar conta da diversidade de expressões”.

NO MUFPA

No dia seguinte foi inaugurada no Museu da UFPA a mostra “Lapso”, de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto da artista e professora Elaine Tedesco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Na ocasião foi lançado o catálogo da coleção de fotografias do projeto, “uma reunião das obras e artistas que compõem a coleção que o projeto instituiu em 2016”, explicou Mariano.

Danielle Redig, Mariano Klautau Filho, Flavya Mutran e Marcelle Maruska Marçal. Foto: Irene Almeida

Jussara Derenji, diretora do MUFPA, destacou em sua fala a continuidade da parceria. “São nove anos. O projeto começou aqui neste museu e continua aqui nele. É uma parceria que nos é muito cara”. Ela ainda observou sobre as dificuldades que a cultura vive no país e louvou iniciativas como o Diário Contemporâneo que atuam em prol dela.

Em uma fala emocionada, Flavya disse que “para mim, foi um prêmio duplo poder participar do grupo que fez a seleção e ser a convidada desta edição. Aqui tem um projeto totalmente novo. Para mim, é o meu prêmio de residência pois foi desenvolvida toda uma dinâmica do olhar. Este projeto tem uma característica diferente de outros formatos, que é não ser um fim e sim, um meio de valorizar a produção e a reflexão de fotografia a partir de Belém. Os desdobramentos que ocorrerão nos próximos meses com os artistas, os visitantes e as escolas são importantíssimos”.

Visitação no MUFPA. Foto: Wagner Santana/Diário do Pará

O segundo andar do MUFPA é sempre dedicado à projetos e mostras convidadas. Ao ver o projeto de Elaine Tedesco, Mariano não teve dúvidas. “O projeto tem catalisado uma produção em vídeo vinda de todas as regiões do Brasil. Eu achei muito interessante trazer essa produção porque lá é um edital no extremo Sul e nós estamos aqui no extremo Norte”.

VISITAS

A visitação das mostras segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Conversa com Rosely Nakagawa iniciou a programação de abertura do 9º Diário Contemporâneo

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Antes das aberturas oficiais das mostras, a programação da nona edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia já estava ocorrendo a todo o vapor. A curadora independente e pesquisadora, Rosely Nakagawa, que integrou a comissão de seleção deste ano, participou de um encontro com o público de Belém. “Trajetória da curadoria de fotografia brasileira – uma conversa com Rosely Nakagawa” foi realizada no último dia 15, no Museu do Estado do Pará com mediação de Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Conversa com Rosely Nakagawa

Rosely contou que seu encontro com a fotografia se deu na faculdade de arquitetura, a partir de onde teve contato com nomes como Maureen Bisilliat e Cristiano Mascaro. Entre os momentos importantes do seu trabalho, foi ressaltado o convite da Funarte para participar da Semana Nacional de Fotografia, em Belém (1985). Naquela época a fotografia ainda estava muito ligada ao jornalismo, uma aliada ao texto que sofria censura. Exposições e leituras de portfólio eram novidades, inclusive para os fotógrafos. Assim, a curadora esperava encontrar na capital paraense fotógrafos carentes de informação sobre isso. “Organizar portfólio era uma coisa nova. Quando eu vim aqui para Belém, achava que seria uma coisa básica, mas, na verdade, foi uma inversão de expectativas. Belém já era muito articulada, então eu achava que ia ensinar, mas aprendi muito aqui”, lembrou.

Quando questionada sobre sua trajetória, disse “eu nunca parei para pensar no que eu fazia. Eu fazia exposições e ajudava os fotógrafos. Eu ainda não me considero uma curadora, me considero muito mais uma representante de alguns fotógrafos”. Rosely se coloca como uma intermediadora, alguém que traz à tona um trabalho que não é conhecido. “É um trabalho muito delicado, porque você não pode induzir o artista ou direcionar ele num caminho. Por isso que eu me chamo de comissária, porque o meu trabalho é conduzir o artista em um caminho que não é o meu”, refletiu a pesquisadora que acrescentou, “a visão do outro em relação ao trabalho é muito determinante e eu tomo muito cuidado para que essa visão não seja a minha e sim, a do fotógrafo”.

Ela conversou com o público sobre a diferença entre estruturação do trabalho e visibilidade da fotografia, destacando que uma visibilidade rápida nem sempre significa uma perenidade ou manutenção da relevância daquela imagem. Foi questionado até que ponto a fotografia deve servir às grandes agendas e sobre isso Rosely destacou que “o trabalho do artista deve sempre trazer uma questão histórica de uma maneira atemporal e não literal”, para que continue relevante mesmo após a pauta já ter dado espaço para outros debates.

“Realidades da Imagem, Histórias da Representação” é a temática desta nona edição do Diário Contemporâneo. A pesquisadora comentou que ele “é um projeto interessante, porque é uma construção e não somente uma seleção. O projeto dá condições, inclusive, do artista se estruturar”. Ela interrogou Mariano sobre a sua trajetória até chegar ao lugar de curador deste projeto de destaque nacional. Segundo ele, “o meu eu artista tem ficado em segundo plano em função do meu interesse pelo trabalho do outro e isso levou à minha função de pesquisador. Os meus trabalhos curatoriais vêm pelo meu interesse pela pesquisa”. O curador afirmou que “a posição paraense é trazer essa discussão para cá”, proporcionando à fotografia e aos artistas uma mudança de eixo e de percepção.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Conversa com Flavya Mutran ocorre hoje (18)

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A artista convidada deste ano é Flavya Mutran, que exibe no Museu da UFPA a mostra “Lapso” com trabalhos como EGOSHOT, BIOSHOT e DELETE.use apresentados em um recorte inédito. A artista participa hoje (18) de uma conversa com o público. A programação será às 19:30h, no MUFPA, com entrada franca.

As pesquisas de Flavya sobre arquivos fotográficos e compartilhamentos de imagens via web dialogam diretamente com “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”, temática da 16ª Semana Nacional de Museus, que traça paralelos entre a nossa realidade digital e os desafios e oportunidades trazidos por ela para dentro do espaço museal.

No encontro ela compartilhará com os presentes a sua trajetória bem como seus estudos mais recentes.

Convite virtual

SOBRE A ARTISTA

Mestre e doutora em Artes Visuais pelo PPGAVI do Instituto de Artes da UFRGS, com pesquisas sobre arquivos fotográficos e compartilhamentos de imagens via web, Flavya Mutran, atualmente é professora do Departamento de Design e Expressão Gráfica na Escola de Arquitetura da UFRGS, em Porto Alegre (RS), onde vive desde 2009.

Flavya integrou a comissão de seleção do 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

O PROJETO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

SERVIÇO: Conversa com Flavya Mutran ocorre hoje. Data: 18 de maio, às 19:30h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Selecionados para o workshop com Rosely Nakagawa

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“O livro como território de criação”, que será ministrado pela curadora independente e pesquisadora, Rosely Nakagawa, é uma ação do 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia que tem como objetivo incentivar e fomentar a educação e a pesquisa no campo da fotografia e da arte contemporânea.

Livro/Caderno de viagem de Rubens Matuck

Confira a lista dos selecionados:

  1. Maria Madalena Felinto Ramos
  2. Gabriela Massote Lima
  3. Myrna Castelo Reis
  4. Melissa Barbery
  5. Taygoara Aguiar do Carmo Sousa
  6. Ionaldo Rodrigues da Silva Filho
  7. Camila Nascimento Fialho
  8. Octavio Cardoso
  9. Lia Vaquer Cunha
  10. Fernanda Martins
  11. Emídio Contente
  12. Maurício Igor Neves Almeida de Almeida
  13. Deia do Socorro Pinheiro Lima
  14. Lara Perl
  15. Flavia Bassalo

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

A realidade e a representação no minicurso que formou a equipe da Ação Educativa

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O último final de semana foi dedicado à formação da formação da equipe de mediadores culturais do 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Intitulada “Tempo para duvidar: por uma formação de espíritos livres”, a ação educativa, com coordenação de Rodrigo Correia, convidou a fotógrafa e pesquisadora Cinthya Marques para realizar a curadoria educativa do projeto.

Minicurso de formação de de mediadores. Fotos: Irene Almeida

Rodrigo iniciou o encontro apresentando a trajetória do Prêmio, a temática escolhida para esta edição e destacando questões relevantes para os participantes, como estarem sempre atentos às iniciativas trazidas pelos artistas e às possibilidades de diálogo que surgem durante o processo de mediação cultural.

A ação educativa é uma conversa entre a obra, o público, o artista e o mediador.  “Deve-se sempre ter em mente que o mediador não está lá para entregar o conhecimento, mas sim para mediar esse conhecimento, essa relação do público com as obras”, ressaltou Cinthya.

Realidade e representação. Verdade universal e verdade construída. Foi adotado como tessitura entre os trabalhos a formação de espíritos livres, adaptação do conceito de Friedrich Nietzsche em sua obra “Humano, demasiado humano” (1878), onde ele afirma que “… não existem fatos eternos, assim como não existem verdades absolutas”.

Foi proposta uma dinâmica de apresentação na qual cada participante desenhou uma outra versão de si, revelando um pouco de sua realidade a partir dessa representação.

As obras que integram as mostras da 9ª edição foram apresentadas aos participantes, bem como as atividades que compõem o tabloide anual do projeto. Diversos pontos de vista e sensibilizações a partir dos trabalhos foram trazidos, já adiantando um pouco do que será a experiência da mediação, na qual se entra em contato com o olhar do outro. “Cada um de nós é um ser cheio de sonhos, de complexidades”, lembrou Cinthya. Assim, cada um os participantes, com o seu conhecimento especifico da área de estudos e vivência individual, pôde acrescentar algo no debate.

O grupo discutiu conceitos como liberdade, acesso, impacto, livre arbítrio, motivação, expressão, empatia, tolerância e intenção. Tudo isso para um trabalho de mediação guiado pelo viés da dúvida, do questionamento, do pensamento crítico e nunca do de uma verdade absoluta.

Mauricio Igor, que participa da exposição deste ano como artista selecionado, foi da equipe da ação educativa no ano passado. Ele compareceu ao segundo dia de formação e conversou com os participantes sobre o seu projeto escolhido, pesquisas atuais, além da vivência que teve como mediador na edição anterior.

A equipe formada está apta para receber os mais diversos públicos nos espaços dos museus. Professores e educadores que queiram levar suas turmas já podem, inclusive, agendar sua visita no site do projeto.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo promove workshop com Rosely Nakagawa

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A nona edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abriu inscrições para o workshop “O livro como território de criação”, que será ministrado pela curadora independente e pesquisadora, Rosely Nakagawa. A programação ocorrerá nos dias 16 e 17 de maio, das 09 às 13h, no Auditório do Museu de Arte Sacra. As inscrições, que são gratuitas, serão realizadas até 12 de maio via ficha de inscrição disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br. O público-alvo da ação formativa são os artistas visuais e as vagas são limitadas.

Livros das edições João Pereira, fundada por Rosely Nakagawa e Rubens Matuck em 1979.

O livro de artista, como é conhecido, não se limita a ser apenas a reprodução de trabalhos, ele é a própria obra. Sua portabilidade permite a maior difusão das imagens, além de uma relação mais próxima com aquele que vê e lê a arte em seu ritmo, no seu tempo.

Segundo Rosely, “o livro tem sido usado como suporte nas artes visuais, revelando-se uma plataforma artística acessível.  Algumas questões e exercícios de reflexão serão propostos neste workshop para apresentar alternativas e possibilidades aos artistas interessados neste formato”.

SOBRE

Rosely Nakagawa é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP/SP, com especialização em Museologia (USP) e em Semiótica da Comunicação (PUC/SP). Sócia fundadora das edições João Pereira (1974), curadora fundadora da galeria Fotoptica de 1979 até 1986, foi curadora da Casa da Fotografia Fuji e das galerias FNAC. Atua como curadora independente. Realizou exposições em capitais brasileiras e em São Paulo atua nos espaços culturais SESC, Caixa Cultural, MASP, Pinacoteca do Estado, Centro Cultural Vergueiro, Cinemateca Brasileira, Itaú Cultural, Fundação Bienal, entre outras galerias particulares. No exterior foi curadora de mostras nos Estados Unidos, Japão, França, Portugal, Argentina, México, Montevideo, além de ter sido cocuradora, com Guy Veloso, da mostra Extremos, na Europalia, em Bruxelas.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo promove workshop com Rosely Nakagawa. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br até 12 de maio. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

IX Diário Contemporâneo abre exposições na Semana Nacional de Museus

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A programação de abertura da 9ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia converge com a 16ª Semana Nacional de Museus. No dia 15, às 19h, no Museu do Estado do Pará, ocorrerá a conversa “Trajetória da curadoria de fotografia brasileira”, com a curadora e pesquisadora, Rosely Nakagawa. Ela conversará com o público sobre seu trabalho com os artistas da fotografia e sobre a valorização da atividade curatorial como um campo de reflexão sobre arte. Na sequência as mostras serão inauguradas no dia 16 de maio, às 19h, no MEP e no dia seguinte (17), às 19h, no Museu da UFPA. Todas as programações têm entrada franca.

Terrane, de Ana Lira, artista selecionada

Com o tema “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”, o Projeto selecionou e premiou obras que propuseram reflexões amplas sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão histórica.

>>> Confirme presença no evento AQUI

A mostra do MEP exibirá os trabalhos premiados de Ionaldo Rodrigues (PA), Ricardo Ribeiro (SP) e Edu Marin (SP), os dois primeiros contemplados com residências artísticas em São Paulo e Belém, respectivamente. Além dos selecionados Ana Lira (PE), André Penteado (SP), Camila Falcão (SP), Élcio Miazaki (SP), Emídio Contente (PA), Fernando Schmitt (RS), Fernando de Tacca (SP), Gabriela Lima (RJ), Ivan Padovani (SP), João Castilho (MG), João Paulo Racy (RJ), José Diniz (RJ), Marcelo Kalif (PA), Marcílio Caldas Costa (PA), Marco Antonio Filho (RS), Maurício Igor (PA), Natasha Ganme (SP), Paulo Baraldi (SP), Pedro Clash (SP), Roberto Setton (SP), Sérgio Carvalho (PI), Thiéle Elissa (RS) e Tiago Coelho (RS). A convite da curadoria do projeto os artistas Armando Sobral (PA), Brenda Brito (PA), Lívia Aquino (CE) e Renata Aguiar (AM) também exibirão seus trabalhos no museu.

Dá série EGOSHOT. Foto: Flavya Mutran

NO MUFPA

A artista convidada deste ano é Flavya Mutran, que exibirá no Museu da UFPA a mostra “Lapso” com trabalhos como EGOSHOT, BIOSHOT e DELETE.use apresentados em um recorte inédito. Suas pesquisas sobre arquivos fotográficos e compartilhamentos de imagens via web dialogam diretamente com “Museus hiperconectados: novas abordagens, novos públicos”, temática da 16ª Semana Nacional de Museus, que traça paralelos entre a nossa realidade digital e os desafios e oportunidades trazidos por ela para dentro do espaço museal. Na abertura da exposição também será lançado o catálogo da coleção de fotografias do projeto.

A novidade desta edição será a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto da artista e professora Elaine Tedesco, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Dentro da exposição há a sessão “Ao lado dela, do lado de lá”, trazendo vídeos contemporâneos de mulheres artistas. Segundo Elaine, a oportunidade de circulação trazida pelo Diário Contemporâneo “permite a difusão da obra dos artistas, amplia a possibilidade de inserção do audiovisual em diferentes contextos culturais e favorece o ambiente para a reflexão sobre o vídeo feito por artistas na atualidade”. Os vídeos serão exibidos no andar superior do Museu da UFPA.

Sem título, de Fernanda Pujol, que integra a mostra AVSD

PROGRAMAÇÃO

Na sequência, o Projeto realizará no dia 18 de maio, às 19:30h, no MUFPA, uma “Conversa com Flavya Mutran”. A entrada será franca.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre exposições na Semana Nacional de Museus. Datas: 16 de maio, às 19h, no Museu do Estado do Pará (Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha) e 17 de maio, às 19h, no Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.