Paula Sampaio é a artista convidada do 11º Diário Contemporâneo

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Nascida em Belo Horizonte, Paula Sampaio migrou para a Amazônia ainda criança com a família. Formou-se em Jornalismo pela UFPA e atuou como fotojornalista por muitos anos.

Seu olhar atento registrou diversas transformações ocorridas na região, seja no dia a dia como repórter fotográfica ou em seus ensaios documentais.

Seus projetos de fotografia falam sobre as migrações na Amazônia, bem como as comunidades e vivências que são atravessadas por grandes estradas abertas na região, como as rodovias Belém–Brasília e Transamazônica.

Ocupação, colonização da região, memórias orais e patrimônio imaterial são alguns dos temas recorrentes em seu trabalho. Suas séries são reflexões sobre a natureza e a fragilidade dos seres.

Foto: Paula Sampaio

Atualmente é responsável pelo Núcleo de Fotografia do Centro Cultural Sesc Ver-o-Peso e continua desenvolvendo seus projetos. No momento, dedica-se a organizar seu arquivo pessoal.

Paula Sampaio é a artista convidada da 11ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

Confira a entrevista:

Você é alguém que migrou, que saiu de Belo Horizonte e veio para Belém. Seus trabalhos têm muito desse olhar sobre os trajetos, os percursos. Acredita que há uma ligação com a sua própria vivência?

Pois é, sou parte de uma família migrante. Quando viemos para a Amazônia nos anos de 1970, já partimos de Rio Preto/SP, só nasci em Minas. Passei a minha infância mudando de lugar. Moramos em vários municípios ao longo das rodovias Belém-Brasília (nos estados do Maranhão, Pará e Goiás) e perto de Carolina, na Transamazônica. Então, trago em mim essa vivência e também esse espírito viajante. As estradas são a minha casa.

Você atuou por muitos anos como repórter fotográfica. Pode falar um pouco dessa rotina? Sente falta?

Foram quase 30 anos de um cotidiano intenso. Fotografando praticamente todo dia, uma ação visceral, onde tive a chance de atravessar em questão de horas muitas existências, além do prazer de ver essa produção chegar na vida de milhares pessoas, – às vezes bem, e em outras mal – o que também é um grande aprendizado. Essa partilha foi um exercício incrível e eu aproveitei e me entreguei a esse ofício com muita intensidade sempre, aprendi muito e utilizo essa experiência para tudo que faço. Se sinto falta? Da prática sim, mas a forma como isso se dá cotidianamente nas redações atualmente, que foram o espaço das minhas experiências, não. Com certeza fiquei muito mais exigente. Claro que o jornal impresso me fascina, até faço os meus (risos). Criei um projeto, o ‘Folhas Impressas”, que é o reflexo da minha paixão.

O fotojornalismo tem uma pressa em comunicar o agora. No fotodocumentarismo o tempo é um pouco mais generoso com os projetos. É isso mesmo?

Muitas vezes me perguntaram isso e eu sempre respondia que sim, o tempo era um diferencial determinante. Mas hoje, ando desconfiada desse senhor “O Tempo”, ele tem revelado novas faces para mim. Então, talvez seja o espaço e a dinâmica da prática e como isso se resolve no” tempo da comunicação”, a grande questão. E também porque esses conceitos de fotojornalismo, documentarismo, vão sendo acrescidos de muitas camadas no curso da história. Deixo essa provocação e não uma resposta.

Virgínia Feitosa atravessando atoleiro no momento em que desiste de viver na Transamazônica. Foto: Paula Sampaio

Seus ensaios e pesquisas falam muito sobre memória, migração, natureza e ocupação. Quanto tempo leva uma pesquisa como a da Transamazônica ou do Lago do Esquecimento?

Esses trabalhos todos estão na minha vida, então o tempo é a duração da minha própria existência. É curioso isso, mas de verdade não sinto que tenha terminado nada, estou sempre encontrando um novo começo dentro de cada uma dessas temáticas e também uma nasce da outra. “O Lago do Esquecimento” é um bom exemplo, é “filho” do trabalho nas estradas (Transamazônica e Belém-Brasília, que realizo desde 1990 e nunca acabei). Nasceu das minhas viagens em busca de comunidades alagadas no trecho da Transamazônica, no município de Novo Repartimento, que desapareceu com a inundação provocada pelo represamento do Rio Tocantins durante a construção da Hidrelétrica de Tucuruí. Na busca pelos atingidos pela barragem acabei encontrando outros seres, as árvores fossilizadas, que formam essa paisagem trágica e todo o mundo que vive nesse lugar inacreditável e suas histórias.  E do “Lago do Esquecimento” nasceu a fotoinstalação “Árvore” e por aí vai. Então, para mim, o tempo de um trabalho é enquanto eu viver e sentir vontade de revisitar esses espaços todos, reencontrar as pessoas…. Assim, a única coisa que finalizo são as etapas, batizo com um nome e sigo com tudo no meu coração. Nesse aspecto a fotografia é uma linguagem muito generosa porque ela sempre nos oferece a possibilidade de renascimento.

Há muito da relação com o outro em seus ensaios, com as pessoas e as comunidades. Como que se dão essas relações?

Sempre foi natural. Trabalho em áreas de migração onde encontro pessoas com quem me identifico. Tem muito mineiro, baiano, maranhense, então, é como se eu estivesse frequentando a casa de conhecidos e o ambiente também. Desde criança vivo na amazônia, tudo é familiar.

Há também a denúncia. Qual o peso da responsabilidade em comunicar as desigualdades e ocupações que vêm acontecendo?

A responsabilidade é tentar tratar essas questões a partir da experiência de quem está mergulhado nelas: os protagonistas dessas histórias. Buscar meios para que eles mesmos falem sobre sua condição, por isso trabalho com relatos, memórias. Foi a forma que encontrei de tentar comunicar tudo isso de forma partilhada e com relação às imagens, elas se impõem, eu só tenho que estar disponível. Agora, nos últimos três anos tenho me dedicado a estudar e rever meu arquivo que está se perdendo, então, não estou presente na cena. Ocorre que essas temáticas que são a base do trabalho que faço estão no nosso presente, assim acabam servindo de referência para pesquisas (TCCs, teses, dissertações, livros didáticos) e outras criações como, por exemplo, o filme “O Reflexo do Lago” do Fernando Segtowick, baseado no livro “O Lago do Esquecimento” que tem tido uma ótima repercussão. E assim as responsabilidades vão sendo divididas. Aliás, o movimento fotográfico em Belém sempre teve essa característica meio híbrida e partilhada, isso é uma sorte, nunca estamos sozinhos.

PAULA SAMPAIO

Nascida em 1965, em Belo Horizonte (MG), veio ainda menina para a Amazônia com sua família e em 1982 escolheu viver e trabalhar em Belém (PA). Durante o curso de Comunicação Social, na UFPA, descobriu a fotografia e, em seguida, foi aluna de Miguel Chikaoka, na Associação Fotoativa. Optou, então, pelo fotojornalismo. A sua principal referência nessa área foi o Jornal O Liberal, onde trabalhou como repórter fotográfica entre 1988 e 2015. Desde 1990 desenvolve projetos de documentação fotográfica e ensaios autorais sobre o cotidiano de trabalhadores, em sua maioria, migrantes que vivem às margens dos grandes projetos de exploração e em estradas na Amazônia, principalmente nas rodovias Belém-Brasília e Transamazônica. Além de imagens, também guarda sonhos e histórias de vida (escritos e/ou contados) de pessoas que fotografa nesses caminhos.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo divulga premiados e selecionados da 11ª edição

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Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia se reinventou mais uma vez. No decorrer dos últimos meses, com a realidade do coronavírus, foi preciso se reconfigurar. As inscrições já são realizadas online e, desta vez, a seleção dos trabalhos também foi. Os dois júris trabalharam nos últimos dias em reuniões virtuais para definir os escolhidos entre os 414 dossiês enviados no total.

“Foi um processo diferente. Nos reunirmos virtualmente, mas trabalhamos coletivamente com muito espaço para troca e para escuta do outro. Foram es escolhidos projetos com poéticas e falas potentes, o que vislumbro uma residência bem interessante, efervescente”, disse a artista Keyla Sobral, integrante da comissão da Residência Farol.

Comissão de seleção da Residência Farol. Foto: Irene Almeida.

Novas dinâmicas que aproximaram, por meio da internet, aqueles que há muito não se viam e puderam, então, se reunir para se debruçar sobre a arte. “O encontro virtual com Lívia e Keyla foi muito produtivo. Tivemos reuniões em alguns dias onde, primeiramente, líamos as proposições, as cartas de intenções e analisávamos trabalhos já realizados pelos artistas inscritos. Tomamos alguns princípios norteadores para nossas escolhas. Essencialmente consideramos que, apesar das pesquisas pessoais e das questões motivadoras de cada proponente, as propostas deveriam se colocar suficiente abertas ao contato com o lugar e com os outros participantes para efetivamente ‘ganhar corpo’. Isso por vezes era perceptível nas propostas de trabalho propriamente ditas mas, outras vezes, se evidenciava na carta de intenções – uma busca por diálogo, por troca, por ser afetadx pelo lugar. Ficamos felizes por chegar a um grupo, ao nosso ver, plural e rico de possibilidade de trocas, colaborações e aprendizados“, contou o professor e artista Alexandre Sequeira, do mesmo júri.

ABRAÇOS E ENCONTROS VIRTUAIS

“Para mim, foi uma experiência gratificante para esse período de quarentena, quando estava, de certa forma, emocionalmente desestruturada. Senti que são novas formas trabalho que chegaram para ficar. A seleção ocorreu tranquila, sem mudanças do presencial. Apenas, sem os abraços! Agradeço a oportunidade de conhecer trabalhos de muitos artistas”, disse a galerista Makiko Akao, que esteve na seleção dos trabalhos para a mostra Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos.

Comissão se seleção da mostra 2020:
Luiz Braga (Foto: Juliany Ledo),
Rosely Nakagawa (Foto: Lana Soares) e
Makiko Akao (Foto: Irene Almeida)

A arte vem como uma resposta ao que se vive, mas ela também traz os seus próprios questionamentos. “A seleção deste ano foi muito peculiar e surpreendente. A primeira surpresa foi o número de inscritos. Por conta da pandemia eu esperava menos trabalhos. Mas o número foi uma média dos últimos prêmios. A segunda surpresa foi a qualidade dos trabalhos e a abrangência nacional dos inscritos. O processo de seleção, graças à tecnologia não foi difícil. Os arquivos dos projetos sempre são enviados por PDF e os aplicativos de comunicação permitiram e facilitaram as diversas reuniões dos curadores e jurados. Foi peculiar a avaliação dos projetos diante da disposição e energia dos envolvidos. A pandemia e o desgoverno estiveram presentes o tempo todo nas discussões, contextualizando as nossas escolhas. Não tinha como ser indiferente”, analisou Rosely Nakagawa que este ano é curadora convidada da mostra.

O Diário Contemporâneo reorganizou seu calendário trazendo a realização das mostras e residências para o segundo semestre, nos meses de outubro e novembro, garantindo assim mais cuidado com a saúde de todos.

“O ato de se prosseguir com a realização do prêmio este ano é um ato de resistência e de valorização da arte e dos artistas. O conjunto de trabalhos escolhidos é uma teia que reforça o papel da arte em trazer esperança ao mundo. A presença da Rosely, como primeira curadora convidada, é também mais um elemento importante e positivo. Ela é uma pessoa muito acolhedora que certamente vai conduzir isso muito bem”, finalizou o fotógrafo Luiz Braga.

Confira o resultado da seleção:

PREMIADOS E SELECIONADOS 2020

  • Anna Ortega (RS) – PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM
  • Suely Nascimento (PA) – PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE
  • Alline Nakamura (SP)
  • Andreev Veiga (PA)
  • Arthur Seabra (BA)
  • Beto Skeff (CE)
  • Cecília Urioste (PE)
  • Élcio Miazaki (SP)
  • Fernando Jorge (CE)
  • Hans Georg (RJ)
  • Henrique Montagne (PA)
  • Iezu Kaeru (PE)
  • José Diniz (RJ)
  • Karina Motoda (SP)
  • Lara Ovídio (RJ)
  • Melvin Quaresma (PR)
  • Miriam Chiara (MG)
  • Tetsuya Maruyama (RJ)
  • Vanessa Ramos Carvalho (CE)
  • Zé Barretta (SP)

RESIDÊNCIA FAROL

  • Janaina Miranda Lima Silva (DF)
  • Ícaro Moreno Ramos e Gabriela Sá (MG)
  • Jessica Lemos (BA)
  • Giovanna Picanço Consentini (PA)
  • Marcílio Benedito Caldas Costa (PA)

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo inscreve até hoje

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Não reagente, de Priscilla Buhr, selecionada em 2019

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia encerra hoje as inscrições para sua 11ª edição. O candidato interessado tem só até a meia-noite para enviar o seu dossiê por meio da ficha de inscrição disponível no site www.diarioconteporaneo.com.br. Serão concedidos três prêmios de residência artística a serem realizadas entre os meses de outubro e novembro deste ano, mesmo período das exposições. Ao todo, participarão da mostra 20 artistas, entre os premiados individuais e selecionados.

O tema escolhido “Vastas emoções e pensamentos imperfeitos” é uma referência direta ao romance de Rubem Fonseca. Uma provocação literária para uma interpretação do real.

“Propomos aos artistas, seja pelo impacto poético do título do livro, ou por um mergulho investigativo nas nuances do romance, que se deixem tomar por estratégias diversas em que as linguagens sejam um modo lírico, ficcional de interpretar as experiências concretas”, explicou Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Dois dos prêmios desta edição são na forma de residências individuais divididas entre as cidades de Recife/PE (com orientação de Ana Lira) e Belém/PA (com orientação de Alexandre Sequeira), e a Residência Artística Farol, uma experiência coletiva para cinco artistas que será realizada na Ilha de Mosqueiro (sob a coordenação de Lívia Aquino). Esta última residência é uma atividade autônoma, não integrada à mostra expositiva.

JURÍ

Para selecionar os premiados com as residências em Belém e Recife e participantes da mostra coletiva foi formada uma comissão integrada por Rosely Nakagawa, que também é a curadora convidada para a mostra principal da edição de 2020; Luiz Braga, fotógrafo paraense; e Makiko Akao, sócia da Agência Kamara-Kó de Fotografias.

A Residência Artística Farol tem uma comissão própria composta pela coordenadora da ação, Lívia Aquino; a artista visual Keyla Sobral; e Alexandre Sequeira, artista visual e professor da UFPA.

O PROJETO

Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia propõe atividades mais compartilhadas nas suas experiências curatoriais e programação.

Criado em 2010, é aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país. Trata-se de um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

SERVIÇO: 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até hoje. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Lívia Aquino fala sobre a Residência Artística Farol

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Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas, uma delas será coletiva com as suas atividades realizadas na llha de Mosqueiro. Serão cinco premiados, dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada por Lívia Aquino, artista e professora. As inscrições para a 11ª edição do Diário Contemporâneo terminam nesta segunda-feira (25) e são realizadas somente pelo site do projeto www.diarioconteporaneo.com.br.

Uma residência na Praia do Farol será o atelier e local para hospedagem do grupo em ações como encontros, conversas e atividades de experimentação e criação sob a orientação de Lívia. Essa residência tem um caráter autônomo, não sendo integrada à mostra expositiva. Os interessados em participar da atividade deverão inscrever-se exclusivamente para ela. O dossiê com carta de intenção/proposição para residência, currículo e portfólio de trabalhos será anexado na ficha de inscrição devidamente preenchida no link: http://bit.ly/InscricaoResidenciaFarol.

Amazônia, de Rodrigo José, premiado em 2019

Confira a entrevista com a coordenadora da ação:

Como foi o convite para coordenar a Residência Artística Farol? Como que surgiu a ideia? Ela foi construída a muitas mãos?

Numa das vezes que estive em Belém fui presenteada por Alexandre (Sequeira) com uma ida a Ilha do Mosqueiro, foi um dia muito especial, de muita conversa e afetividade. Conheci parte da ilha, da praia, dos casarios históricos e da ponta do Farol. Na volta, comentei com Mariano (Klautau Filho) sobre algumas impressões e lancei uma proposta de ocupar uma casa específica apresentada a mim com uma residência artística. Isso foi há uns dois anos e vez ou outra ainda retomávamos a ideia da residência. Nesse ano, Mariano aventou essa possibilidade de alargarmos as experiências de residências individuais, das quais participei duas vezes como orientadora, para um grupo que ocupasse a casa e imediatamente topei. Quando acontecer será um momento muito especial para o projeto, de expansão da residência.

Estamos vivendo um momento em que o distanciamento social é necessário. Como você imagina que será esta vivência coletiva depois de tanto tempo de isolamento?

Imagino que ela só poderá acontecer no momento em que estivermos todas e todos seguros para isso, temos uma previsão mas vamos respeitar o que for necessário para a manutenção das vidas. Não sei o que virá, quais experiências os residentes selecionados terão tido nos seus isolamentos, suas perdas, mas imagino que tudo isso atravessará nosso período de convivência conjunta. Estaremos vivos e juntos, lidando com nossas histórias e com a história do entorno que iremos habitar temporariamente.

Você já participou do Diário Contemporâneo de diferentes maneiras, como artista, tutora e agora coordenadora da residência. Fale um pouco sobre a sua percepção do projeto.

Eu sou imensamente grata a receptividade que tenho nesse projeto, participando como você assinalou, de diferentes maneiras. É um projeto que acontece há muitos anos e que se permite avaliações, revisões, novas perceptivas. Isso é muito rico, mantém viva a perspectiva de que um projeto cultural e artístico pode ser revisto ao longo de sua existência.

LÍVIA AQUINO

Pesquisadora do campo das artes visuais é professora e artista. Doutora em Artes Visuais e Mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é coordenadora da pós-graduação em Fotografia e professora da pós-graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas e no Tecnólogo em Produção Cultural da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Ministra oficinas em diversas instituições culturais.

SERVIÇO: 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas até dia 25/05. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

11º Diário Contemporâneo oferece três prêmios de residência artística

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alexaaleEm 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia se abriu ainda mais para as possibilidades das experiências compartilhadas e trouxe todos os seus três prêmios deste ano no formato de residências artísticas. Elas e as mostras estão previstas para serem realizadas entre os meses de outubro e novembro deste ano. As inscrições para esta 11ª edição seguem abertas até 25 de maio, sendo realizas somente pelo site do projeto www.diariocontemporaneo.com.br.

Em 2018, o paraense Ionaldo Rodrigues ganhou no Diário Contemporâneo o então Prêmio Residência Artística São Paulo. Na capital paulistana ele foi acolhido por sua tutora, Lívia Aquino, parceira do projeto e que este ano volta como coordenadora da Residência Artística Farol, uma premiação coletiva com atividades a serem realizadas na Ilha de Mosqueiro. Esta foi a segunda experiência de Ionaldo que anos antes, em 2013, participou de outra vinculada a um edital da FUNARTE.

Baquirivu, de Ionaldo Rodrigues

“Passado algum tempo da realização dessas duas residências, acredito que o momento atual pede que a gente reflita sobre a possibilidade do formato de residência artística, mais do que favorecer a pesquisa e a experimentação, talvez sombreie dificuldades estruturais que enfrentamos na formação do artista e na crítica de arte. Considerando os ataques políticos e a mercantilização das universidades, assim como a precarização de instituições públicas que atuam no acesso à educação pelo sensível e na formação dos artistas, o espaço da residência artística pode ser um formato que mesmo valorizando o processo de trocas, acabe pondo na conta do “em processo” a grave crise que enfrentamos na base educacional e na consolidação da arte como instância relevante pra vida”, observou o artista.

Como observado por Ionaldo, não só a arte vem sofrendo grandes ataques, mas também o artista e todo aquele que busque as provocações e reflexões que a arte traz. Em tempos de coronavírus e isolamento social, o consumo de livros, filmes, músicas e outras produções culturais aumentou, mas isso não significa que os problemas foram superados. Muitas destas obras estão dentro de grandes plataformas de mídia e há pouca ou nenhuma intenção destas de promoverem debates sobre as obras. A lógica toda é baseada no consumo.

“Na prática, o que quero dizer é que o formato de residência artística pode facilmente se ajustar ao funcionamento da agenda de projetos, mesmo que esses projetos cada vez mais se fragilizem com o definhamento das instituições e dos artistas. O perigo é concentrar na agitação cultural um processo mais amplo e que deve ter cada elemento respeitado em sua natureza e temporalidade”, acrescentou Ionaldo mostrando que é preciso fortalecer o campo artístico com estratégias que incluem o pensar, o fazer e o debate não só do que é produzido, mas em que contexto que está inserido.

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ISOLAMENTO E INTROSPECÇÃO

Neste momento, estamos todos distantes uns dos outros visando a saúde da população. Alguns artistas estão produzindo muito, outros não conseguem produzir nada. Cada um tem um tempo, um processo e uma forma de reagir a tudo isso que está acontecendo. É possível pensar que residência artística pode ser potencializada mais ainda como um momento de encontros e trocas depois de tanto tempo de distanciamento e introspecção?

“Vejo no momento atual uma grande concentração de indefinições. A possibilidade colocada pela pergunta é uma visão esperançosa. Nela, depois do isolamento, o residente tem no deslocamento uma possibilidade de se distanciar ainda mais. Eu quero me juntar a essa visão otimista esperando que a gente, depois de tudo isso, ainda encontre uma forma de escutar melhor o que esse artista tenha para narrar”, finalizou.

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AS RESIDÊNCIAS

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM – Destinado a um artista domiciliado fora do Pará. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade, sob a orientação do artista e pesquisador Alexandre Sequeira, por meio de seu projeto de pesquisa “Residência São Jerônimo”.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE – Destinado a um artista paraense atuante e/ou domiciliado no Pará por pelo menos três anos. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade de Recife/PE, sob a orientação da artista visual Ana Lira.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA FAROL – Destinado a cinco artistas, dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três de outros estados. Os premiados receberão uma bolsa para residirem e produzirem na Ilha fluvial de Mosqueiro/PA. Eles terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol, além da orientação da artista Lívia Aquino.

SERVIÇO:  11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia recebe inscrições até 25 de maio. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo estende inscrições até 25 de maio

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A pandemia do novo coronavírus teve impacto em todos os segmentos, incluindo o da cultura que mostra agora a sua capacidade de reinvenção e adaptação. Assim, como medida preventiva e visando resguardar a saúde de todos, a organização do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia decidiu estender as inscrições para a sua 11ª edição. O  prazo final para o envio de dossiês é 25 de maio de 2020. A ficha e as informações sobre a edição estão disponíveis no site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br.

Bruxos e Curandeiros: A Magia Bantu entre África, Cuba e Maranhão. Foto: Márcio Vasconcelos, selecionado em 2019

Os interessados que submeterem os seus trabalhos concorrerão a um dos três prêmios de residência artística. Além disso, 20 artistas serão escolhidos para integrar a mostra com curadoria convidada de Rosely Nakagawa.

A organização do Diário Contemporâneo afirmou que “ainda não é possível definir com exatidão no edital um novo cronograma detalhado para a execução do projeto, no entanto, garantimos a disponibilidade de pauta com os museus parceiros para as exposições e residências artísticas para os meses de outubro e novembro deste ano”.

Além disso, a nota oficial acrescenta que “este período poderá sofrer alterações de acordo com os futuros informes oficiais sobre a pandemia, no sentido de criarmos mecanismos que nos permita realizar uma 11ª edição com segurança para todos os artistas e profissionais envolvidos em nosso projeto”.

“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, referência direta ao romance do escritor brasileiro Rubem Fonseca, falecido no mês passado, é o tema da 11ª edição. Assim, no prêmio de fotografia, vem da literatura a provocação e o ponto de partida para uma reflexão sobre a realidade do mundo atual.

“Este é o momento de recolhimento, prevenção, cuidado com a saúde e com o coletivo”, finaliza a organização do Diário Contemporâneo.

O PROJETO

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um edital aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país.

Em sua 11ª edição, ele propõe atividades mais compartilhadas desde as suas residências artísticas até as experiências curatoriais e programação formativa.

SERVIÇO:  11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até 25 de maio. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Comunicado

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Rubem Fonseca: a despedida daquele que inspira

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-> Inscrições prorrogadas até 25/05. Saiba mais AQUI.

Em 2020, no ano de sua 11ª edição, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia buscou inspiração na literatura, mais especificamente na literatura de Rubem Fonseca. “Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, título de um dos seus romances, tornou-se a proposição feita pelo projeto aos artistas. Na última quarta-feira (15), faleceu o escritor que é um dos maiores nomes da literatura nacional. O Diário Contemporâneo, que segue com inscrições abertas até 30/04 pelo site www.diariocontemporaneo.com.br, busca manter a inquietação do autor sempre presente.

Romancista, contista, ensaísta e roteirista, Rubem Fonseca nasceu em Minas Gerais, mas foi no Rio de Janeiro que construiu sua carreira. “Feliz ano novo”, “A Coleira do Cão”, “O caso Morel”, “Lucia McCartney”, “O Buraco na Parede” e “Agosto” são algumas das suas obras mais famosas e que tornaram-se clássicos da literatura nacional, principalmente as de viés policial.

“É com profundo pesar que o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia recebeu a notícia do falecimento do escritor Rubem Fonseca. Aos 94 anos, ele parte deixando um legado gigantesco como um dos maiores autores do país”, disse a nota oficial do Diário Contemporâneo.

A obra “’Vastas emoções e pensamentos imperfeitos’ fala essencialmente das fronteiras da ficção, em que a narrativa é constantemente atravessada pela presença do cinema na vida mental do protagonista e, portanto, tornando-se uma ferramenta de deslocamento poético para a vida real. Fica aqui a homenagem do projeto e as condolências aos amigos e familiares”, finaliza o texto.

Em 2020, ano marcado por tantas incertezas e tão vastas emoções, as palavras de Rubem servem de pontos de partida para reflexões sobre sociabilidade e dinâmicas de vida contemporâneas. Existência, solidão, vivência e tensão também estão presentes na obra que traz como protagonista um cineasta-narrador-flâneur que em seu anonimato conduz o leitor para dentro da multidão.

“Estava sozinha em casa quando sentira, no meio da noite, uma vontade irrefreável de ver gente. Entrou no primeiro lugar que viu aberto”, em tempos de introspecção e distanciamento social, a passagem da personagem Ellen é o desejo de todos.

A inquietação do habitante urbano presente em “Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, de Rubem Fonseca é, mais do que nunca, viva na atualidade.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Nota de Pesar – Rubem Fonseca

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É com profundo pesar que o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia recebeu a notícia do falecimento do escritor Rubem Fonseca.

Aos 94 anos, ele parte deixando um legado gigantesco como um dos maiores autores do país. São romances, contos, roteiros e ensaios.

Uma destas obras foi escolhida, neste ano de 2020, para ser o tema da 11ª edição do Diário Contemporâneo.

“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos” fala essencialmente das fronteiras da ficção, em que a narrativa é constantemente atravessada pela presença do cinema na vida mental do protagonista e, portanto, tornando-se uma ferramenta de deslocamento poético para a vida real.

Fica aqui a homenagem do projeto e as condolências aos amigos e familiares.

Diário Contemporâneo segue com inscrições abertas

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-> Inscrições prorrogadas até 25/05. Saiba mais AQUI.

O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas aos artistas e fotógrafos brasileiros. A ficha e as informações sobre a edição estão disponíveis no site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br. O prazo foi estendido e 30 de abril é o último dia para os interessados submeterem o seu dossiê e concorrerem a um dos três prêmios de residência artística. Além disso, 20 artistas serão escolhidos para integrar a mostra com curadoria convidada de Rosely Nakagawa.

“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, referência direta ao romance de Rubem Fonseca, foi o tema escolhido para esta edição. Uma provocação que parte da ficção para que o artista a interprete no mundo real.

Pequeno ritual do tempo, de Coletivo Amapoa, selecionado em 2019.

“Gostava de perambular pelas ruas, para ver as pessoas” diz o narrador e protagonista da história. O quanto isso mudou para todos nos dias atuais de isolamento social e reclusão doméstica? Que mundo se vê pelas janelas das casas, das TVs, das telas de celulares e computadores?

O projeto toma de empréstimo “o impacto poético que o belo e significativo título de Fonseca é capaz de causar sobre o artista a ponto de, por meio de sua múltipla significação, lhe oferecer ferramentas possíveis para a expressão de um mundo contemporâneo que, a um só golpe, avança e recua no limite das distopias; se movimenta entre conquistas da liberdade e o fracasso das políticas; ou que ‘simplesmente’ é arrebatado por fortes emoções que tornam por vezes os caminhos erráticos como alternativas poéticas de resistência”, explica Mariano Klautau Filho, curador do Diário Contemporâneo.

Todos os anos os artistas devolvem os questionamentos do projeto com outros questionamentos, outras inquietações. Este ano não será diferente, talvez isso seja até potencializado. Este é o poder da arte de fazer comunicação, de dar forma ao que é apenas pensamento.

Ficção e vida real. Experiências do cotidiano são transformadoras e, por isso, este ano o projeto aposta nas potencialidades da residência artística em suas premiações.

São elas: 

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM

Destinado a um artista domiciliado fora do Pará. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade, sob a orientação do artista e pesquisador Alexandre Sequeira, por meio de seu projeto de pesquisa “Residência São Jerônimo”.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE

Destinado a um artista paraense atuante e/ou domiciliado no Pará por pelo menos três anos. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade de Recife/PE, sob a orientação da artista visual Ana Lira.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA FAROL

Destinado a cinco artistas, dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três de outros estados. Os premiados receberão uma bolsa para residirem e produzirem na Ilha fluvial de Mosqueiro/PA. Eles terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol, além da orientação da artista Lívia Aquino.

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O PROJETO

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um edital aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país.

Em sua 11ª edição, ele propõe atividades mais compartilhadas desde as suas residências artísticas até as experiências curatoriais e programação formativa.

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SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.