A fotografia e o contemporâneo: Entrevista com Rosely Nakagawa

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Em um mundo de constantes transformações, que imagens a fotografia escolhe? Por que? De que maneira? O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia acompanha essas inquietações visuais há mais de uma década.

Nesta 11º edição, ele decidiu propor experiências do pensar e do fazer artístico mais compartilhadas. São três prêmios de residência artística, uma delas coletiva, inclusive. Compartilhada também foi a curadoria da mostra principal que traz, neste ano, Rosely Nakagawa como curadora convidada.

O prazo para as inscrições foi estendido até 30 de abril e elas são realizadas pelo site http://www.diariocontemporaneo.com.br/inscricoes/.

Rosely Nakagawa. Foto: Miguel Gonçalves Mendes

Rosely Nakagawa é curadora e editora de artes visuais. Formada em Arquitetura pela FAU-USP, fundou a Galeria Fotóptica em 1979, coordenou a Casa da Fotografia FUJI e foi curadora das galerias FNAC de 2003 a 2009. Atua como curadora independente, tendo realizado mostras de arte em instituições nacionais e internacionais. Em Belém, foi curadora do Projeto Fotografia Contemporânea Paraense – Panorama 80/90 no Museu Casa das Onze Janelas.

Confira a entrevista com ela:

P: O tema desta 11ª edição parte da literatura. Para a fotografia, qual a importância deste diálogo com as outras linguagens?

R: Eu faria uma inversão na sua questão, falando da importância da fotografia para as outras linguagens. E ainda reforçaria que a palavra “fotografia” deve ser revista, hoje ela é mais “imagem”. Ela é tecnologia de grafia de pontos sensíveis à energia, ondas eletromagnéticas, pontos algorítmicos que produzem imagens.

Hoje ela está presente na criação desde o princípio. O processo de criação se dá a partir de imagens, antes de qualquer anotação, leitura ou pensamento.

P: Qual é o papel do curador na arte contemporânea? 

R: O curador felizmente tem mudado de papel rapidamente, ocupando um lugar mais adequado, menos protagonista do que nos últimos anos. Ele deve voltar a ocupar o seu lugar, o de estar atualizado nos processos de criação dos artistas, acompanhando-os em toda sua dimensão, e trabalhando na fatia que lhe cabe: a de estimular, difundir e provocar a reflexão sobre os processos de criação diante da expectativa do artista e do público.

P: O curador de arte tem uma atuação que busca provocar reflexões, mas também precisa lidar com questões de ordem prática, como montagem, escolha de suportes e o relacionamento com as instituições. Como isso se dá?

R: A discussão destes elementos são parte do processo de criação e é obrigação do curador saber onde eles são necessários e quais os aparatos mais adequados. A relação Institucional nem sempre.  Cabe ao curador criar um espaço para a arte e para o público junto as Instituições, abrindo novos olhares, pontos para discussão, interação e formação.

Mas longe da administração destes espaços. Dentro deles, se houver um curador, ele deveria atuar ao lado de um comitê mais amplo e imparcial.

P: Você vem acompanhando a fotografia paraense há anos. Que transformações ocorreram com ela?

R: A fotografia assim como outros processos criativos é orgânica, permeável e mutante. Desde 1980, no encontro da Semana de Fotografia da FUNARTE, quando estive em Belém pela primeira vez, até o ano 2000 quando acompanhei mais de perto uma gama maior de profissionais para o Panorama da Fotografia Contemporânea, a fotografia sofreu uma mudança radical do ponto de vista de tecnologia, com a introdução da plataforma digital. A técnica ainda em 1990 era um fator estrutural para a construção da fotografia e responsável pelo seu resultado. O equipamento e os acessórios eram uma escolha que determinava a aproximação com o objeto do trabalho. A cor, ou o preto e branco, o grão, a mudança sutil de luz do céu da Amazônia, a velocidade da ação diante do fotógrafo. A resolução ou a falta dela no registro das paisagens.

De 2000 para 2020, as mudanças se notam mais críticas no âmbito sociocultural, ambiental, ético, humano. Várias questões presentes nas fotografias nos anos 1980 e 1990, se exacerbaram, e se mostram presentes como imagens contemporâneas; a marginalidade, o gênero, os desastres naturais, a ética. A diferença de abordagem não se limita mais ao equipamento, mas à elaboração crítica do imaginário prévio à captação. A imagem produzida pela câmera exige uma sofisticação de pensamento e conceituação para ser uma imagem do universo da arte contemporânea.

P: E nestes anos de atuação do Diário Contemporâneo, no que você acredita que ele contribuiu para estas transformações?

R: O Diário Contemporâneo criou e ocupa um espaço para acompanhar e documentar a produção neste período de mudanças. Mais que um edital ou prêmio, ele estimula desde o princípio, a reflexão, a pertinência, o processo, os itens mais importantes para o fazer artístico, que incluem a leitura, o roteiro, a fundamentação de um conceito e percepção muito próximos da literatura. O que justifica mais uma vez esta ligação entre imagem e literatura.

No início, tudo era imagem e verbo, sem separação, um só ideograma.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até o dia 30 de abril. Informações: (91) 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Os movimentos e fluxos da Residência Artística Farol

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-> Inscrições prorrogadas até 30/04. Saiba mais AQUI.

Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas. Duas delas serão realizadas em Belém e Recife, a terceira será na llha de Mosqueiro. Cinco artistas serão premiados nesta última, sendo selecionados dois paraenses e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada pela artista, pesquisadora e professora Lívia Aquino. Os interessados em participar deverão inscrever-se exclusivamente para esta categoria de residência coletiva. O dossiê deve ser anexado na ficha de inscrição. Todas as informações estão no site http://www.diariocontemporaneo.com.br/.

Os residentes, durante o período de 21 de junho a 10 de julho de 2020, terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol.  Eles participarão de encontros, conversas e atividades de experimentação e criação artística.

Por seu caráter coletivo, o Prêmio Residência Artística Farol é uma atividade autônoma, não integrada à mostra expositiva. Pensando nisso, o projeto formou uma comissão específica para realizar a seleção dos candidatos que realizarão essa atividade. Ela é formada por Alexandre Sequeira, Keyla Sobral e Lívia Aquino.

Viva Maria, intervenção de Lívia Aquino na fachada do MEP, no 9º Diário Contemporâneo. Foto: Irene Almeida

MOVIMENTOS E DINÂMICAS

A residência artística é uma proposta voltada à formação e experimentação do artista. “O deslocamento de seu círculo de relações sociais habituais e com a perspectiva de estar em convívio com o outro, instiga o artista a reorientar sua dinâmica de trabalho, pautada agora pela incorporação de outras linhas de força”, observou Alexandre Sequeira.

O artista paraense já recebeu dois residentes do Diário Contemporâneo em edições anteriores através do seu projeto Residência São Jerônimo. Isso vai ocorrer em 2020 de novo, quando um novo premiado de fora de Belém vier para cá.

A experiência da residência não tem impacto somente no artista, mas em todo o seu entorno e naquele que o acolhe, como é o caso de Alexandre.

“A Residência São Jerônimo mantém em sua estrutura, ainda a figura de um morador, no caso eu que, além de trabalhar como artista, atuo em outro contexto (o da universidade) como professor. Mas quando incorporei essa forma de utilização de meu espaço residencial, buscava, acima de tudo, a possibilidade de ativar encontros e trocas de ideias”, acrescentou.

Sem título, da série “Residência São Jerônimo”. Foto: Alexandre Sequeira.

PRÁTICAS COLETIVAS

A Residência Farol se diferencia das outras duas residências deste ano pelo seu aspecto coletivo. Serão cinco artistas que conviverão, realizarão trocas e terão experiências em comum.

Para isso, Lívia Aquino elaborou atividades especialmente pensadas para esta ação. “São conversas e trocas de processo entre os artistas residentes; ativações e ações partilhadas e/ou coletivas que podem ser construídas pelos residentes; encontros com artistas e pesquisadores que vivem e produzem em Belém; rodas de leituras que partem da experiência da ilha do Mosqueiro, sua história e da praia do Farol, bem como da casa onde acontece a residência”, contou ela.

Lívia também já recebeu dois residentes do Diário Contemporâneo antes. Desta vez, ela também se desloca, torna-se alguém em movimento, fora do seu ambiente cotidiano. Isso tudo tem impacto, inclusive, nas dinâmicas que ela realizará em Mosqueiro.

Retrato Falado 1, de Keyla Sobral, selecionada em 2017.

A LIBERDADE DO FAZER

As residências do Diário Contemporâneo não têm o compromisso com a apresentação de um resultado expositivo. O projeto propõe liberdade para que os artistas criem, pensem e se dediquem aos seus procedimentos. Ao fazer isso, investe na formação e mostra que a arte não está presa a um produto final, mas sim, ao processo. É por isso que o projeto entende a importância de dar todo o suporte e estrutura para que os artistas desenvolvam seus trabalhos.

“É extremamente enriquecedor essa troca de experiências, esse diálogo, que faz você pensar no seu próprio trabalho. Você não fica preocupado com um resultado imediato, acaba possibilitando uma aproximação mais minuciosa com o seu projeto, a sua pesquisa. É um momento de trocas e reflexões, e, que pode culminar num trabalho fechado ou em andamento. Para mim, o importante é o processo, a própria experiência desse encontro”, finalizou Keyla Sobral.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até o dia 29 de março. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Experiências mais compartilhadas: Entrevista com Mariano Klautau Filho

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-> Inscrições prorrogadas até 30/04. Saiba mais AQUI.

Três prêmios de residência artística e uma mostra coletiva com a curadoria convidada de Rosely Nakagawa. É assim que o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inicia a convocatória para a sua 11ª edição. Depois de completada uma década de atuação, o projeto decidiu propor experiências do pensar e do fazer artístico mais compartilhadas. As inscrições estão na reta final e seguem abertas só até o dia 29 de março, realizadas pelo site http://www.diariocontemporaneo.com.br/inscricoes/.

O tema deste ano vem buscar a provocação para o artista na literatura. “Vastas emoções e pensamentos imperfeitos” é uma referência direta ao título do romance de Rubem Fonseca.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Mariano Klautau Filho (Curador e coordenador Geral do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia). 27/02/2020. Foto: Irene Almeida.
Mariano Klautau Filho, curador e coordenador geral do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Foto: Irene Almeida

Um livro que, nas palavras de Mariano Klautau Filho, curador do projeto, “fala essencialmente das fronteiras da ficção, em que a narrativa é constantemente atravessada pela presença do cinema na vida mental do protagonista e, portanto, tornando-se uma ferramenta de deslocamento poético para a vida real”.

Literatura e cinema atravessam a fotografia e a levam para as possibilidades do contemporâneo em uma fluidez de linguagens e significações.

Confira a entrevista com o curador:

P: O livro de Rubem Fonseca é mencionado por muitos leitores como uma história frenética. Como você vê isso relacionado com a contemporaneidade, a arte e a comunicação imediatista dos dias atuais?

R: O livro e, especialmente o seu título, é uma provocação ao artista. Não é preciso ler o romance ou investigar profundamente seus significados. Se o artista puder fazer isso, ótimo. Se não, ele poderá ficar com o efeito imaginativo e plástico que o título pode evocar, pois ele é bastante intenso.

O romance tem uma narrativa de certa forma veloz, mas não é isso que importa muito e sim, o fato de que o protagonista é um cineasta que está o tempo todo vivendo imaginativamente no limite entre imagem e texto, roteiro cinematográfico e realidade, ou seja, alguém imerso na experiência da ficção.

P: O que seriam estas vastas emoções?

R: Prefiro que o artista reflita sobre e faça do seu trabalho uma experiência emocional intensa. Não sei o que significa exatamente “Vastas Emoções” mas a expressão me sugere intensidade, paixão ou até uma certa grandeza do sentimento humano.

Cada artista pode interpretar do seu jeito, assim como a ideia de um pensamento imperfeito é muito sedutora no sentido de que faz parte da humanidade pensar, refletir, errar, acertar, pensar, debater, refletir infinitamente como um exercício contínuo.

P: O protagonista sonha sem imagens. Hoje o nosso mundo é extremamente visual. Seria essa uma forma de neutralizar o que está ao redor e se concentrar nas imagens que estão dentro de nós apenas esperando para se materializar?

R: Essa é uma boa ideia. Pensar um mundo sem imagens, mas como pensá-lo sendo um artista visual? Por outro lado, o personagem imagina muitas coisas e foge de uma série de eventos em que a realidade se mistura com suas imaginações. Enfim, a provocação é bem aberta, é uma experiência com o caráter visual da palavra e das expressões.

P: Ano passado, o projeto completou uma década de atuação. Foram realizadas diversas experiências e formatos ao longo destes 10 anos. O que traz, então, este novo ciclo?

R: Traz basicamente uma curadoria convidada (Rosely Nakagawa) que irá assumir a construção e a narrativa da grande mostra. Traz também os prêmios dedicados exclusivamente às residências artísticas porque queremos centrar o foco na formação do artista sem precisar exigir dele um resultado, mas propor um processo.

E mais: uma comissão científica para pensar de modo organizado o conceito da programação de palestras, oficinas e encontros com pesquisadores, levantando alguns temas da arte em diálogo com outros campos.

P: O projeto está propondo experiências mais compartilhadas. Fale um pouco sobre as residências neste sentido.

R: Como falei anteriormente, é o sentido processual e de formação que nos interessa quando propomos as residências.

A conversa que os artistas residentes terão com o público ou todo o tipo de trabalho em processo que poderá ser gerado nos coloca em contato com a arte como pesquisa e conhecimento. É isso que queremos estimular no artista, que pense em seu processo, que pense sobre o que quer dizer no seu trabalho, que não só limite sua participação à exibição de trabalhos.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve só até o dia 29 de março. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Conheça a Residência Artística Farol

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-> Inscrições prorrogadas até 30/04. Saiba mais AQUI.

Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas. Duas delas serão realizadas em Belém e Recife, a terceira será na llha de Mosqueiro. O prêmio de 15.000,00 desta última será dividido entre cinco premiados que receberão uma bolsa no valor de R$ 3.000,00 cada. Serão selecionados dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada pela artista Lívia Aquino.

Os residentes, durante o período de 21 de junho a 10 de julho de 2020, terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol.  Eles participarão de encontros, conversas e atividades de experimentação e criação artística sob a orientação de Lívia.

Os interessados em participar da atividade deverão inscrever-se exclusivamente para ela. O dossiê com carta de intenção/proposição para residência, currículo e portfólio de trabalhos será anexado na ficha de inscrição devidamente preenchida no link: http://bit.ly/InscricaoResidenciaFarol

Fotos: Mariano Klautau Filho

O recurso financeiro da bolsa será destinado ao custeio de despesa com alimentação e locomoção na ilha e será pago três dias antes do início da residência. As passagens aéreas serão custeadas pelo projeto e não estão inclusas no valor da bolsa.

Por seu caráter coletivo, o Prêmio Residência Artística Farol é uma atividade autônoma, não integrada à mostra expositiva. Portanto, o projeto formará uma comissão específica para realizar a seleção dos candidatos que realizarão essa atividade.

RESIDÊNCIA FAROL POR LÍVIA AQUINO

Voltada para artistas e fotógrafos, a Residência Farol acontece no Mosqueiro, uma ilha fluvial localizada no rio Pará, a 70 km de Belém, em frente à baía do Marajó.

Lugar de veraneio, com praias de água doce, a ilha faz parte da história do ciclo da borracha no estado. Ao longo de três semanas os cinco residentes irão conviver numa casa situada na Praia do Farol na qual terão espaço para produzir, realizar encontros e conversas.

Atividades elaboradas para o período da residência:

  • Conversas e trocas de processo entre os artistas residentes;
  • Ativações e ações partilhadas e/ou coletivas que podem ser construídas pelos residentes;
  • Encontros com artistas e pesquisadores que vivem e produzem em Belém;
  • Rodas de leituras que partem da experiência da ilha do Mosqueiro, sua história e da praia do Farol, bem como da casa onde acontece a residência.

LÍVIA AQUINO

Pesquisadora do campo das artes visuais é professora e artista. Doutora em Artes Visuais e Mestre em Multimeios pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP). Atualmente é coordenadora da pós-graduação em Fotografia e professora da pós-graduação em Práticas Artísticas Contemporâneas e no Tecnólogo em Produção Cultural da Fundação Armando Alvares Penteado (FAAP), em São Paulo. Ministra oficinas em diversas instituições culturais.

Em 2015 foi contemplada com o Prêmio Funarte Marc Ferrez. Participou de exposições na Pinacoteca de São Paulo, no Centro Cultural São Paulo, na Oficina Cultural Oswald de Andrade, no Instituto Tomie Ohtake, na Fundação Joaquim Nabuco, no Museu de Arte de Ribeirão Preto, no Sesc São Carlos, na Fototeca de Cuba. Autora do livro Picture Ahead: a Kodak e a construção do turista-fotógrafo.

SERVIÇO:  11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. Inscrições abertas até 29 de março. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

[INSCRIÇÕES ENCERRADAS] Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até hoje

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As inscrições para a 10ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia estão prestes a acabar. O candidato interessado tem só até a meia-noite de hoje, 13 de junho, para submeter seu trabalho por meio da ficha de inscrição disponível no site www.diarioconteporaneo.com.br. Serão concedidos três prêmios no valor de R$10.000,00 cada.

Meu Brasil Varonil, de Gabriela Lima, selecionada em 2018.

Para esta edição comemorativa foi proposto um encontro renovado entre as experiências curatoriais dos anos de 2010 e 2014. Na estreia do projeto se pensou na multiplicidade da identidade brasileira, enquanto na edição de número cinco a temática livre refletiu as diversas possibilidades poéticas da fotografia.

Apesar de ser um prêmio de fotografia, o Diário Contemporâneo abre espaço também para propostas em vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes. Assim, o artista poderá inscrever-se livremente e concorrer a qualquer um dos prêmios de acordo com a sua linha de trabalho. Serão selecionados no máximo 18 artistas, incluindo os três premiados.

JÚRI

A comissão de seleção e premiação será formada por Isabel Gouvêa, mestre em Artes Visuais pela UFBA e fotógrafa formada pela ECA/USP, integrante do Fórum dos Produtores Culturais da Fotografia Baiana e da diretoria nacional da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil; Octavio Cardoso, graduado em Engenharia Civil pela UFPA e cuja trajetória profissional passou tanto pela publicidade quanto pelo jornalismo, aspecto que se reflete na sua obra, que vai do preto e branco ao colorido manipulado, além da documentação da paisagem e do vaqueiro marajoara; e Heldilene Reale, doutoranda do programa de pós-graduação em Artes da UFMG, mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura pela UNAMA, artista, pesquisadora e professora do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem da UNAMA.

PALESTRA

Aproveitando a passagem de Isabel Gouvêa por Belém, o Diário Contemporâneo abrirá com ela a sua programação de palestras da 10ª edição. “Lutas criativas no campo da arte: As experiências da Bahia no Prêmio Pierre Verger e no Programa Kabum! de Arte e Tecnologia” ocorrerá no dia 24 de junho, às 19h, no Museu da UFPA. A entrada será franca.

SERVIÇO:  10º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até hoje. Edital e ficha no site www.diariocontemporaneo.com.br. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com.

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até dia 26 de março

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As inscrições para a 9ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia foram prorrogadas até o dia 26 de março. O projeto concederá três prêmios no valor de R$10.000,00 cada, sendo dois deles na forma de bolsa para residência artística. O edital com a ficha de inscrição está disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br.

Autômatos, de Péricles Mendes, selecionado na 5ª edição.

Os trabalhos terão como ênfase a temática “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”. O tema escolhido tem como objetivo selecionar e premiar obras que proponham uma reflexão ampla sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão histórica. O Diário Contemporâneo abre espaço também para propostas em vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes.

Serão selecionados no máximo vinte artistas, incluindo os três premiados. O artista poderá inscrever-se livremente e concorrer a qualquer um dos prêmios de acordo com a sua linha de trabalho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional realizado pelo jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu do Estado do Pará – MEP, do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA e do Museu da UFPA.

SERVIÇO:  IX Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até dia 26 de março. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia prorroga inscrições até dia 17

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o 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia decidiu prorrogar suas inscrições até o dia 17 de fevereiro. Para os trabalhos enviados via Correios até a data limite (17), é imprescindível o uso de serviços de correio expresso (SEDEX), uma vez que a seleção está marcada para iniciar no dia 21.

A comissão de seleção e premiação desta edição será composta por Alexandre Sequeira (PA), artista plástico e fotógrafo; Camila Fialho (RS), pesquisadora independente em artes; e Isabel Amado (RJ), curadora e especialista em conservação.

SERVIÇO: Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia prorroga inscrições até dia 17 de fevereiro. Edital e Ficha de Inscrição no site http://www.diariocontemporaneo.com.br.  Realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com.

Conheça os locais de retirada do edital impresso

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O edital da 8ª edição está disponível no site http://www.diariocontemporaneo.com.br/ e na secretária do Projeto, que fica localizada na Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa), no bairro do Reduto.

Além disso, é possível encontrar o edital impresso nos seguintes locais: Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, Recepção do Jornal Diário do Pará, Belém Photos e Associação Fotoativa.

Retire o seu e inscreva-se até 15 de fevereiro!

Residência Artística é a grande novidade da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

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Por: Debb Cabral

As residências artísticas dão ao residente os suportes físico e financeiro que ele precisa, além da orientação e acompanhamento da sua produção artística. A 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem este formato de intercâmbio como grande novidade. Suas inscrições, que estão abertas, seguem até o dia 15 de fevereiro e os interessados podem encontrar no site www.diariocontemporaneo.com.br o edital e a ficha de inscrição.

As propostas artísticas para as residências terão como ênfase a temática “Poéticas e lugares do retrato” da 8ª edição. Por meio dessa prática colaborativa, o projeto, que se já consolidou entre os grandes editais do país, quer aprimorar o diálogo entre as produções local e nacional.

Foto de Alexandre Sequeira. Sem título, da série “Residência São Jerônimo” (2015)

Segundo Mariano Klautau Filho, curador do projeto, “uma residência artística permite que o artista desenvolva um trabalho em que o processo e a troca de experiências são tão importantes quanto os resultados finais. O Diário Contemporâneo sempre foi um projeto comprometido com a formação em arte e a pesquisa sobre fotografia como linguagem. Transformar dois prêmios em residência artística resulta do nosso interesse na experimentação, no fluxo de artistas entre Belém e outros lugares do Brasil. É claro que isso muda a dinâmica e as expectativas em relação aos sete anos do Prêmio, mas achamos que é melhor apostar numa experiência de intercâmbios do que repetir um mesmo padrão estabelecido há anos, por mais que tenha sido bem sucedido. Assim como o Prêmio criou uma coleção, podemos promover as residências porque envolvem o artista mais intensamente no projeto, suscitando uma relação de partilha com o público sobre o processo criativo”.

Nesta edição, um artista de Belém fará residência artística em São Paulo, sob a orientação da artista e pesquisadora Lívia Aquino, em parceria com o Atelier Condomínio Cultural; e um artista de fora da capital paraense fará em Belém, sob a orientação do artista e pesquisador Alexandre Sequeira, por meio de seu projeto de pesquisa “Residência São Jerônimo”, que surgiu a partir de seu projeto de doutorado na UFMG. Segundo Alexandre, a pesquisa busca “a partir da permanência de artistas em uma casa desgastada pelo tempo e prenha de memórias e histórias, suscitar discussões e reflexões poéticas acerca da memória e da sobrevivência de imagens”.

Sobre o encontro das propostas ele comentou: “considero a ideia do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, de incorporar a Residência São Jerônimo como um dos espaços de acolhimento de artistas premiados pelo evento, como uma possibilidade de um rico encontro, na medida em que a fotografia tem sua essência conceitual e filosófica intimamente relacionada à memória. Do mesmo modo, considero uma questão absolutamente pertinente e essencial de ações dessa natureza acontecerem em Belém, pelo fato de, a meu ver, ser uma cidade que demonstra certa resistência em lidar com suas heranças”.

Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trata-se de um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes. É uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, do Museu da UFPA e apoio da Sol Informática.

SERVIÇO: O VIII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia recebe inscrições até 15 de fevereiro. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Bairro: Reduto. Contatos: (91) 3355-0002, 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Acesse o edital desta 8ª edição

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 EDITAL e FICHA DE INSCRIÇÃO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realizará em 2017 a sua 8ª edição. Trata-se de um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade. Aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no País, o Prêmio é promovido pelo jornal Diário do Pará e conta com o patrocínio da Vale e com as parcerias do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA e do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

São três prêmios no valor de R$ 10.000,00 cada, sendo que dois deles serão concedidos na forma de bolsa para residência artística nas cidades de São Paulo e de Belém. Os selecionados e premiados participarão da Mostra VIII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, que ocorrerá no período de 04 de maio a 02 de julho.

Com o tema “Poéticas e lugares do retrato”, o objetivo dessa edição é abrir espaço para propostas em fotografia, vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes. O projeto selecionará e premiará obras que proponham um diálogo com as práticas e poéticas do retrato, desde a sua configuração tradicional até as experiências e representações que possam expandir os seus lugares e significados enquanto ação artística. Além disso, o projeto incentivará a educação e a pesquisa com uma programação de palestras, encontros com artistas, oficinas e atividade educativa com as escolas.

Participe!