Diário Contemporâneo realiza Conversa com Geraldo Ramos

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O jornalista com formação em artes visuais, Geraldo Ramos, é o artista convidado da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e se destaca como um dos grandes documentaristas da região amazônica. O projeto realiza no dia 07 de junho, às 19h, no Museu da UFPA, uma conversa com o artista. A entrada é franca.

Foto: Geraldo Ramos

Geraldo Ramos exibe, na mostra individual “Interiores”, um passeio pelas suas paisagens da memória. Sobre o nome da exposição, o curador do projeto, Mariano Klautau Filho explicou que “o título partiu de uma característica muito forte no trabalho de Geraldo, que é sua incursão por décadas pela paisagem cultural, pelos rituais, festas e manifestações nas cidades do interior do estado. A Marujada, o Boi, as máscaras utilizadas nas festas de São Caetano de Odivelas, e a própria paisagem humana são cenas fotografadas de maneira muitas vezes intimista. Dessa forma, o sentido da palavra no plural dá a ideia de um interior geográfico, mas também de uma visão mais interiorizada sobre a paisagem humana”.

O Boi, de São Caetano, “é representante da cultura popular do município e, a mais ou menos vinte anos atrás, quando eu o fotografei, já notava que ele era a manifestação mais importante que se tinha lá”, lembrou Geraldo.

“Trata-se de um trabalho de cunho documental, que tem interesse pelo registro dos lugares e ritos, mas também muito refinado na composição e na observação sobre as representações culturais da nossa região. Fazem parte também uma série em preto e branco captada em Belém voltada para o retrato e a cultura visual dos mercados e feiras em bairros mais populares da cidade”, acrescentou Mariano.

Painéis em Cametá. Foto: Geraldo Ramos

Entre as imagens de Belém que integram a mostra o artista destacou as produzidas na Pedreira, desde um bar instalado no mercado, até a Festa de São Pedro, padroeiro do bairro. “O que eu gosto mesmo de fazer é o trabalho em cima da cultura popular. Ir para o interior ou mesmo aqui na cidade, nos bairros mais periféricos, onde ainda se encontram as tradições de um catolicismo popular”, finalizou Geraldo.

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No encontro com o artista, Geraldo falará sobre sua trajetória, processos e apresentará ao público alguns dos trabalhos quem vem desenvolvendo.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com Geraldo Ramos. Data: 07 de junho de 2017, às 19h. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo promoveu o compartilhamento das residências artísticas

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O último evento da programação da abertura das mostras da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia foi uma “Conversa com os Residentes”, da qual participaram Hirosuke Kitamura e Guido Couceiro Elias, além de seus respectivos tutores, Alexandre Sequeira e Lívia Aquino. O encontro ocorreu na noite de 06 de maio, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e teve a mediação de Mariano Klautau Filho.

A residência artística, novidade desta edição, surgiu da inquietude do Projeto. “A ideia da residência vem da necessidade de experimentação e do incomodo de poder estar numa espécie de piloto automático, repetindo um modelo. A residência é um procedimento cada vez mais importante para a arte contemporânea”, afirmou Mariano.

Foto: Irene Almeida

A figura de um tutor, ou um pesquisador para acompanhar esse residente foi essencial, pois promoveu o debate e a reflexão. Segundo Lívia Aquino, sua atuação foi de orientação e provocação do artista. “O meu processo com o Guido foi direcionar ele a lugares em que ele pudesse ativar a sua percepção, sempre levando em conta o seu desejo artístico e a sua pratica”, contou.

O que é possível praticar em uma experiência que te desloca para um outro campo de ação e ambiente? Guido Couceiro Elias se relacionou com a cidade de São Paulo através das palavras. Ele escreveu a fotografia. “Eu notei que dava para fazer as imagens que eu estava vendo através da escrita. Comecei a escrever para continuar o processo iniciado pela fotografia e, quando percebi, fiquei mais próximo das pessoas através das palavras”, lembrou o artista.

MERGULHAR NA CIDADE

Em Belém, Alexandre Sequeira recebeu Hirosuke Kitamura em sua casa. O tutor observou que “o Prêmio, através da residência, oportuniza ao artista entrar em contato com um outro território. Os trabalhos que eles inscreveram foram premiados e estão na parede expostos, isso proporcionou um não compromisso com o resultado e sim com a experiência. Para mim, isso é interessante, pois eu também reflito como artista”, disse.

Hirosuke veio a Belém e imergiu na cidade, absorveu dela o máximo que pode, mas sempre com um movimento de retorno e de estabelecimento de relações. Ele conviveu intensamente com pessoas que não costumam habitar o espaço dos museus, mas que também tinham muito a contribuir.

O artista produziu centenas de imagens durante o período da sua residência e disse, “gostei muito de ter vindo na época das chuvas, porque eu pude ver como as pessoas convivem com ela de maneira natural. Eu consigo ter acesso a uma relação mais aberta com as pessoas e com o ambiente, sem máscaras”, finalizou.

Algumas das imagens que Hirosuke fez foram devolvidas a cidade em formato lambe lambe, afixadas em locais próximos aos da sua produção e daqueles com que o artista se relacionou.

VISITAÇÃO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Sexta-feira de encontros com as poéticas dos artistas

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Por: Debb Cabral

Dando sequência à série de encontros promovidos pela programação “Poéticas, fotografia e mu seus”, do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, a varanda do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas recebeu na noite de sexta-feira (10) os artistas Véronique Isabelle, Ana Mokarzel, Sávio Stoco e Alexandre Sequeira para falar sobre suas trajetórias.

 Foto: Irene Almeida
Foto: Irene Almeida

Ana Mokarzel tem trabalhos nos dois espaços expositivos, o MUFPA e as Onze Janelas. Ambos os trabalhos se relacionam, ainda que não tenham sido pensados para isso. Destroços, escombros e abandonos estão presentes nas séries “Ausência” e “Permanência”. O primeiro é um trabalho muito casual, com processo bem intuitivo, como um mergulho. “Era uma total ausência, mas eu senti a necessidade de estar ali”, contou Ana. Já “Permanência” surgiu do convite para participar da mostra especial “Belém: ressacas, heranças”, que levou a fotógrafa à uma intensa pesquisa sobre a cidade e o seu passado.

Sávio Stoco veio a Belém para lançar a publicação “Fotografia Contemporânea Amazônica – Seminário 3×3”, premiada na 11ª edição do Programa Rede Nacional Funarte Artes Visuais, mas antes disso ele conversou com o público presente sobre sua produção e o processo que resultou no livro.

O transito de pessoas e a circulação entre os estados da região Norte são as bases para fazer com que a comunicação seja reforçada e eliminar uma fronteira que não é só geográfica. “Essa rede que a gente está fazendo, a gente não está inventando. Essa circulação que está acontecendo, e que a gente está intensificando, tem um lastro histórico”, explicou Sávio.

Véronique Isabelle apresentou um pouco do processo que levou a produção da obra “JEGUATA MBYA YVYJU’PE / A caminhada do povo Guarani Mbya”, que integra a coleção de fotografias do projeto. É um trabalho muito pessoal, que aprofundou as relações com as pessoas e com as paisagens. Uma fotografia relacional intuitiva, emocional e de entrega. “O trabalho da Véronique traz para a Coleção essa experiência de uma fotografia mais alargada”, finalizou o mediador Alexandre Sequeira.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

As poéticas dos artistas no encontro com Guy Veloso, Jorane Castro e Janduari Simões

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Por: Debb Cabral

A noite da quinta-feira (09) foi marcada pelo segundo dia de encontros promovidos pela programação “Poéticas, fotografia e mu seus”, do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O Museu da UFPA recebeu os artistas Guy Veloso, Jorane Castro e Janduari Simões para falar sobre seus trabalhos que integram a Coleção de Fotografias do projeto e suas trajetórias artísticas.

Guy Veloso comentou sobre a série “O Teatro do tempo”, exibida no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. “Eu sempre fotografei a religiosidade, mas percebi que também tem outras imagens que falam”, observou. Essa série era totalmente inédita até ser submetida ao júri do Diário Contemporâneo em 2015. Ele ainda não se reconhece plenamente nesse trabalho que enxerga como um ensaio amoroso, uma fotografia que vai para a abstração, não só da geografia, mas também da forma. As imagens da série não têm legendas e o forte caráter documental dos seus projetos anteriores.

Jorane Castro, Guy Veloso e Janduari Simões - Foto - Irene Almeida
Foto: Irene Almeida

Esse não-lugar, não identificado, não contextualizado também tem algo a dizer. “O lugar é o que carregamos dentro da gente”, observou o artista Alexandre Sequeira sobre o trabalho de Guy.

Já Janduari Simões trouxe fotografias do seu arquivo, feitas na época em que o fotografo baiano e chegou à capital paraense na década de 70. São pedaços de Belém, uma Belém que muitos não viram, mas que sentem saudades. Ao comparar com a cidade dos dias atuais o público presente viu imagens que militam contra a violência e o abandono.

Muita coisa mudou desde que o olhar estrangeiro capturou pelo primeiro impacto o pitoresco da cidade. Esse olhar de fora que conseguiu captar a cidade que se perdeu surpreende até mesmo o próprio artista. “Hoje eu fotografo em digital e não mais em preto e branco, então, quando eu olho uma imagem assim, eu ainda me surpreendo com o que eu fiz”, disse.

Jorane Castro, que é cineasta e começou seus experimentos na fotografia discutiu principalmente a nossa relação com a cidade. “Como é que a gente herda uma cidade como Belém e não cuida dela?”, questionou ao falar dessa cidade que adoece diante dos nossos olhos.

Jorane hoje dedica sua vida ao cinema, mas a fotografia e a sua lógica ainda se fazem presentes no processo criativo da artista. “Eu fotografo para ter e para guardar uma ideia. Eu faço a fotografia como um processo para chegar onde eu trabalho, que é no cinema”, explicou acrescentando que para ela as fotografias funcionam como “anotações visuais” e referências para futuros trabalhos.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

Encontro com Jussara Derenji debaterá a relação entre a arquitetura antiga e a arte moderna

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Por: Debb Cabral

O trabalho de preservação e difusão da arte realizado pela arquiteta Jussara Derenji, diretora do Museu da UFPA será tema de uma conversa intitulada “Velho ou antigo?”, como parte da programação de encerramento da 7ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo e Fotografia. O evento ocorre no dia 07 de junho, às 19h, no Museu da UFPA, com entrada franca.

O prédio que abriga atualmente o Museu da UFPA foi projetado pelo engenheiro Filinto Santoro por encomenda do então governador na época Augusto Montenegro. A arquitetura é eclética, resultado da diversidade cultural presente em Belém no Ciclo da Borracha, mas a forte inspiração no Renascimento Italiano é evidente, uma vez que Santoro era formado pela Real Escola de Nápoles.

Desenho da escada do Museu da UFPA
Desenho da escada do Museu da UFPA

Entre 1948 e 1950 o jardim foi incorporado à propriedade. A família que ocupava o prédio nessa época comprou residências vizinhas e as demoliu para construir o jardim neoclássico com estátuas e um chafariz central. A Universidade Federal do Pará comprou o imóvel com o objetivo de torná-lo a sede da Reitoria. Na época, nos anos 60, a ditadura militar retirou a maior parte de seus itens decorativos, por serem considerados inadequados. Em 1982 a Reitoria mudou-se para o Campus e o prédio foi destinado aio Museu da UFPA criado em 1983 e instalado em 1985.

Em 2013 o palacete Augusto Montenegro (nome oficial do espaço) foi tombado pelo Governo do Estado do Pará como Patrimônio Histórico e ficou sob a responsabilidade da diretora Jussara Derenji, que vem trabalhando desde então para sua conservação. Quando a arquiteta assumiu ele funcionava de maneira precária e sem direcionamento artístico definido.

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Hoje o prédio, que realiza exposições de arte regularmente, abriga uma Coleção de Fotografia Contemporânea e uma seção de livros de fotografia em sua biblioteca em parceria com o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Sua biblioteca é referência em Belém como fonte de pesquisa sobre o que foi produzido na Amazônia e/ou tendo esta como tema.

A fala de Jussara se articulará em dois eixos temáticos. No primeiro ela questionará “porque alguns objetos, móveis e imóveis se tornam velhos e podem ser esquecidos, abandonados ou destruídos e porque outros são considerados antigos, valiosos e dignos de ser zelosamente preservados?”. No segundo “quais relações educativas, artísticas e sociais se podem propor entre prédios antigos e arte moderna?”.

Isso se dará sempre destacando o seu lugar de atuação, o MUFPA como um Museu Universitário e de Arte Contemporânea. O prédio, por si só já é um objeto museal pelos aspectos construtivos e decorativos em relação ao acervo de arte contemporânea reunido nos últimos anos.

JUSSARA DERENJI

Possui graduação em Arquitetura pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1969), graduação em Urbanismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1972), especialização em Paisagismo pela Universidade de São Paulo (1980) e mestrado em História pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992). Tem experiência na área de Arquitetura e Urbanismo, com ênfase em Fundamentos de Arquitetura e Urbanismo. É professora aposentada da FAU e atual diretora do Museu da Universidade Federal do Pará:

AS EXPOSIÇÕES DO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO

A sétima edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é dedicada especialmente à constituição oficial da Coleção de Fotografias do Projeto, exibida no Museu da UFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas até 19 de junho, contando com 46 artistas todas as regiões do país. Também faz parte da programação desta edição a exposição “Belém: ressacas, heranças”, que reúne trabalhos de oito artistas atuantes em Belém, os quais apresentam um olhar mais crítico em relação à cidade.

SERVIÇO: Encontro com Jussara Derenji debate a relação entre a arquitetura antiga e a arte moderna. Data: 07 de junho de 2016. Horário: 19h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale; apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA, Sol Informática e Museu da UFPA. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; premiodiario@gmail.com, contato@diariocontemporaneo.com.br e www.diariocontemporaneo.com.br.

Encontro com Gui Mohallem e a fotografia na direção do medo

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Por: Debb Cabral

O artista mineiro Gui Mohallem participou de um encontro com o público paraense na noite de 13 de maio, na varanda do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Na ocasião falou sobre seu trabalho e como ele está mudando, com uma transição em processo. Se antes Gui era a pessoa que ia para longe e voltava para contar uma história, hoje ele é a pessoa que conta a história sobre o seu cotidiano.

Foto: Irene Almeida
Foto: Irene Almeida

O público estava muito interessado em saber sobre o seu processo criativo e o artista foi especificando seu modo de atuar em cada projeto. Sobre a produção da série Welcome Home ele destacou: “para mim a fotografia naquela época tinha uma relação muito forte com o desejo. Então eu ficava muito envergonhado quando alguém sabia da minha fotografia, por que assim ela sabia o meu desejo”.

A perda do medo e a aceitação da vulnerabilidade estão presentes em seus trabalhos, ora evidentes, ora mais ocultos. Diante disso ele se questionava “como uma experiência tão pessoal pode ser relevante para o outro?”. Suas inquietações pessoais provocavam inquietações no público que passava também a refletir sobre a sua atuação. “A fotografia, para mim, vem de uma necessidade, de precisar fotografar algo mesmo que eu não saiba o porquê”, observou.

Ao final, o fotógrafo encorajou o público a ir na direção de seus medos e a sair da sua zona de conforto, seja na técnica quanto no conceito. “Talento tem muito mais a ver com a pessoa celebrar os próprios erros do que com uma habilidade inata”, finalizou.

Encontro com Eugênio Sávio ocorre nesta quarta (18)

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Por: Debb Cabral

Eugênio Sávio falará sobre seu trabalho como fotojornalista, produtor cultural do projeto Foto em Pauta e curador do Festival de Fotografia de Tiradentes. O evento ocorre dia 18 de abril, às 19h, na Varanda do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. A entrada é franca.

Shenyang, China. Foto: Eugênio Sávio
Shenyang, China. Foto: Eugênio Sávio

O ARTISTA
Eugênio Sávio é professor de fotografia na PUC Minas. Jornalista pela UFMG. Mestre em Comunicação e Cultura pela UFRJ. Há 25 anos trabalha como fotógrafo na área editorial. Como fotojornalista, colaborou com diversas publicações, jornais, revistas, agências internacionais. Fez a cobertura das Olimpíadas de Pequim, 2008 e de cinco Copas do Mundo de Futebol. Como produtor cultural, atuou em 12 estados brasileiros com o projeto Foto em Pauta, lançado em 2004. É o produtor e curador geral do Festival de Fotografia de Tiradentes, realizado desde 2011.

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SERVIÇO: Encontro com Eugênio Sávio nessa quarta. Data: 18 de maio de 2016. Horário: 19h. Local: Varanda do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão s/n – Cidade Velha). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale; apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA, Sol Informática e Museu da UFPA. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; premiodiario@gmail.com, contato@diariocontemporaneo.com.br e www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo realiza Encontro com Gui Mohallem

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Por: Debb Cabral

Os trabalhos mais recentes de Gui Mohallem serão tema de uma conversa informal com o artista pela programação do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O evento ocorre no dia 13 de abril, às 19h, na Varanda do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, com entrada franca.

A série “Welcome Home”, foi selecionada na edição de 2013 do Projeto. Em 2012 ela já havia virado livro através de publicação independente. As fotos são o registro do “Beltane”, uma celebração ocorrida no interior dos Estados Unidos entre o equinócio da primavera e o solstício de verão. Nas palavras do curador Gabriel Bogossian, “em tudo o festival remete aos silenciosos ciclos naturais, desde o momento obscuro das sementes até a nova floração. Este é o lugar em que se festeja; é daí que vêm essas imagens. O fotógrafo se põe no meio da entrega sensual, da partilha da comida; se põe ali, com passos de libélula, contemplando a celebração (e portanto está fora) e participando da sua construção (e portanto está dentro), ao mesmo tempo”.

Welcome Home. Foto: Gui Mohallem
Welcome Home. Foto: Gui Mohallem

O trabalho “Tcharafna” vem da busca do artista pela história da família de seu pai, no Líbano. Segundo o artista, “o ponto de partida foi um poema que meu pai ouviu antes de sair do Líbano, em 1952. Repetiu três vezes para mim. Nos versos, a emigração se confunde com morte. O retorno à pátria se mistura com luto. Tcharafna é o que se diz quando se conhece uma pessoa, como um ‘prazer em conhecê-lo’. A tradução literal seria ‘estamos honrados’. Honra é um conceito ambivalente. Em seu nome, um homem pode matar”. Em 2014, “Tcharafna” se transformou também em um livro, publicado pela Pingado-prés.

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A série “Terra” segue uma investigação filosófica feita pelo artista. Gabriel Bogossian, que fui curador da individual em São Paulo, observou que “diferente das séries anteriores do artista, produzidas durante viagens para lugares específicos, o conjunto de fotos e vídeos exibidos aqui tem origem em contextos distintos. São obras que já não anunciam a descoberta de um lugar sagrado; não se trata mais da busca por um lugar de pertencimento – uma terra prometida. Estas paisagens surgem, ao contrário, de uma crise do território, ao mesmo tempo pessoal e política. São a terra que temos, fragmentos da busca pelos nossos lugares – de origem, de destino – insistentemente perseguidos”.

WORKSHOP INTEGRA A PROGRAMAÇÃO

Gui Mohallem também estará em Belém para ministrar o workshop “Na direção do Medo”, nos dias 14 a 15 de maio. A ação formativa, que já está com as inscrições encerradas, teve suas vagas amplamente disputadas. A proposta de Gui para o workshop é convidar os participantes a dar um mergulho interior em busca de suas dificuldades e medos e, por meio de uma produção imagética, se aprofundar em direção às suas questões mais internas. Autoras e autores de trabalhos viscerais, como Nan Goldin, Francesca Woodman, Lawrence Demaison, Robert Frank, também serão discutidos.

O ARTISTA

Gui Mohallem vive em São Paulo. É graduado em Cinema e Vídeo pela ECA/USP. Expôs pela primeira vez em uma individual em Nova York em 2008. Nos anos seguintes, teve exposições no MuBE, no Sesc Pompéia e nas galerias Olido, Babel, Baró Cruz, Luciana Carevello e Emma Thomas. Expôs também nos EUA, na Islândia e na Estônia, participou do programa “Descubrimientos”, do Photoespaña e do 18º Festival Sesc_Videobrasil. Em 2011 ganhou o 2º lugar no prêmio Conrado Wessel. Participou de programas de residência artística em São Paulo e em Beirute, no Líbano. Tem dois livros publicados, ‘Welcome Home’, 2012, publicado independentemente e ‘Tcharafna’, de 2014, publicado pela Pingado-prés. Foi palestrante nos principais festivais de fotografia do país, como Paraty em Foco e Foto em Pauta. Suas obras estão em importantes coleções como: Itaú Cultural, Luiz Chrysostomo, Nilo Cecco, Fernando Abdalla, Alfredo Setúbal, entre outros.

AS EXPOSIÇÕES DO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO

A sétima edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é dedicada especialmente à constituição oficial da Coleção de Fotografias do Projeto, exibida no Museu da UFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas até 19 de junho, contando com 46 trabalhos todas as regiões do país. Também faz parte da programação desta edição a exposição “Belém: ressacas, heranças”, que reúne trabalhos de oito artistas atuantes em Belém, os quais apresentam um olhar mais crítico em relação à cidade.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Encontro com Gui Mohallem. Data: 13 de maio de 2016. Horário: 19h. Local: varanda do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas (Praça Frei Caetano Brandão s/n – Cidade Velha). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale; apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA, Sol Informática e Museu da UFPA. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; premiodiario@gmail.com, contato@diariocontemporaneo.com.br e www.diariocontemporaneo.com.br.

Encontro com Fernanda Grigolin apresentará a biblioteca do Diário Contemporâneo

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Por: Debb Cabral

A parceria entre o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, o Museu da UFPA e Tenda de Livros, projeto da artista Fernanda Grigolin será tema de um encontro com a artista no dia 23 de abril, às 18h, no Museu da UFPA, com entrada franca. O resultado dessa parceria é o lançamento da biblioteca da Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia. Na ocasião, haverá também lançamento do livro “recôncavo”, um dos mais recentes trabalhos da artista e a distribuição do Jornal de Borda.

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Segundo Fernanda, a seleção, que será incorporada à Coleção, “é constituída por 50 livros de quase 40 autores, cujos critérios têm como parâmetros a diversidade de produções, artistas de origens distintas, livros do circuito de publicações independentes, livros de fotógrafos iniciantes e consagrados, livros produzidos por editoras, fotógrafos e artistas tanto mulheres quanto homens, livros de editores que atuam há tempos com livros e publicações de artista. Outro critério importante é o fato de alguns livros terem sido resultados de pesquisas dentro das universidades. A ideia é fomentar e promover o intercâmbio entre as múltiplas produções”. A Tenda de Livros atua como consultora e propositora da parceria.

Da esquerda para a direita: Adriel Visoto, Amanda Texeira, Lucia Loeb e Carine Wallauer
Da esquerda para a direita: Adriel Visoto, Amanda Texeira, Lucia Loeb e Carine Wallauer

Na mala da Tenda terão  desde de livros da plataforma Par(ent)esis da pesquisadora da UDESC Regina Melim (Santa Catarina), dos artistas Lúcia Loeb (São Paulo), Fábio Morais (São Paulo), de editoras independentes como Savant (Brasília), Azulejo Arte Impressa (Porto Alegre) e Pingado Prés (São Paulo), de fotógrafos como Ana Lira (Recife), Letícia Lampert (Porto Alegre), Francisco Costa Lima (Manaus), Guilherme Gerais (Londrina), Mariana David (Salvador) até livros que são resultados de pesquisas dentro da universidade, com destaque para Adriel Visoto (UNICAMP) e Franciele Favero (UDESC).

OFICINA RELACIONA O LIVRO E A FOTOGRAFIA

Fernanda Grigolin também estará em Belém para ministrar a oficina “A fotografia no livro em três ações: produzir, editar e circular”, de 21 a 24 de abril, no MUFPA, que também integra a programação do VII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia.

A proposta é realizar uma oficina de acompanhamento de projetos de livros com ênfase em fotografia. Serão quatro encontros de quatro horas, divididos entre exposição teórica (de sua pesquisa de mestrado sobre livro de artista) e acompanhamento de projetos individuais em livros. As etapas de produção, edição e circulação de livros, e a relação da fotografia com o livro de artista são os panos de fundo da oficina.

A TENDA

A Tenda de Livros é um projeto de circulação de livros que promove encontros, exposições, bate-papos, troca de livros e vendas.  O projeto nasceu do processo de pesquisado de mestrado e de sua atuação na área de publicações.  A primeira etapa do projeto ocorreu de junho de 2014 a junho de 2015 na Feira de Artesanato do Museu do Ipiranga, no Parque da Independência em São Paulo com o intuito de fazer circular livros de artistas e editores de várias regiões do Brasil.  Em seguida, o projeto passou a viajar e ser um lugar itinerante de curadoria e circulação de livros brasileiros, realizando atividades na Oficina Cultural Oswald de Andrade (São Paulo), Biblioteca Aeromoto (México) e ESAD (Caldas da Rainha, Portugal). No segundo semestre deste ano, a Tenda começará suas atividades como propositora editorial: lança a coleção Pretexto, voltada à escrita em arte, tanto de artistas quanto de pesquisadores. O primeiro número é sobre livro de fotografia.

Livro de Lucia Loeb
Livro de Lucia Loeb

EXPOSIÇÕES DO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO

A sétima edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é dedicada especialmente à constituição oficial da Coleção Diário Contemporâneo Fotografia, exibida no Museu da UFPA e no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas até 19 de junho, contando com 46 trabalhos todas as regiões do país.  Também faz parte da programação desta edição a exposição “Belém: ressacas, heranças”, que reúne trabalhos de oito artistas atuantes em Belém que apresentam um olhar mais crítico em relação à cidade. A seção de livros do Projeto Tenda de Livros será incorporada à Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia por meio da inserção da biblioteca do Museu da Universidade Federal do Pará.

Lista de participantes da biblioteca da Coleção Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

01. Abrasiva (Rio de Janeiro/RJ)

02. Adriel Visoto (Campinas – SP/Brasópolis – MG)

03. Alberto Bitar (Belém/PA)

04. Amália Barrio e Cuadra (Campinas-São Paulo/SP)

05. Ana Lira (Recife/PE)

06. Andre Penteado (São Paulo/SP)

07. Amanda Texeira (Porto Alegre/RS)

08. Azulejo Arte Impressa (Porto Alegre / RS)

09. Camila Otto e André Hauck (Belo Horizonte/MG)

10. Carine Wallauer (Porto Alegre/RS)

11. Carolina Cattan (Rio de Janeiro/RJ)

12. Claudia Zimmer (Florianópolis/SC)

13. Edições Tijuana (São Paulo/SP)

14. Elaine Pessoa (São Paulo/SP)

15. Fabio Morais (São Paulo/SP)

16. Felipe Russo (São Paulo/SP)

17. Fernanda Grigolin (Campinas – São Paulo /SP)

18. Franciele Favero (Florianópolis/SC)

19. Francisco Costa Lima (Manaus/AM)

20. Guilherme Gerais (Londrina/PR)

21. Ionaldo Rodrigues (Belém /PA)

22.João Castilho (Belo Horizonte/MG)

23. José Diniz (Rio de Janeiro/ RJ)

24. Jonathas de Andrade (Recife/PE)

25.Pingado Prés (São Paulo/SP)

26. Plataforma Par(ent)esis/ Regina Melim (Florianópolis/SC)

27. Kamikaze (São Paulo/ SP)

28. Laura Del Rey e Alziro Barbosa (São Paulo/ SP)

29. Letícia Lampert (Porto Alegre/RS)

30. Lila Botter e Rafaela Jemmene (São Paulo/SP)

31. Luana Navarro (Curitiba, PR)

32. Lucia Mindlim Loeb (São Paulo/SP)

33. Mariana David (Salvador/ Bahia)

34. Paula Sampaio (Belém/PA)

35.Rafael Adorján (Rio de Janeiro/RJ)

36. Rony Maltz (Rio de Janeiro/RJ)

37. Savant Editora (Brasília/DF)

38. Silvino Mendonça (Brasília/DF)

39. Walda Marques (Belém/PA)

A ARTISTA

Fernanda Grigolin, é artista visual, editora e pesquisadora.  Por dez anos foi ativista de movimentos sociais no Brasil e na América Latina. Possui especialização em Direitos Humanos (USP) e é mestra em artes visuais na UNICAMP. É idealizadora do Jornal de Borda e da Tenda de Livros.  Vive e trabalha entre Campinas e São Paulo.

SERVIÇO: Encontro com Fernanda Grigolin apresentará a biblioteca do Diário Contemporâneo. Data: 23 de abril de 2016. Horário: 18h. Local: Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale; apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA, Sol Informática e Museu da UFPA. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; premiodiario@gmail.com, contato@diariocontemporaneo.com.br e www.diariocontemporaneo.com.br.