Diário Contemporâneo abre exposição comemorativa hoje

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia comemora, em 2019, uma década de atuação e inaugura hoje, às 19h, no Museu do Estado do Pará, a primeira parte da mostra “Interseções, 2010/2019”, que reúne trabalhos dos artistas premiados, selecionados e convites da curadoria. A programação tem entrada franca.

Geografia de nós dois, de Daniele Cavalcante, artista premiada na X edição do Diário Contemporâneo

A mostra exibirá os trabalhos premiados de Daniele Cavalcante (CE), Júlia Milward (RJ) e Rodrigo José (PA). Além dos selecionados André Parente (PA), Bruno Zorzal (ES), Ceci Bandeira (PA), Claudia Tavares (RJ), Coletivo Amapoa (SP), Daniela de Moraes (RS), Felipe Fittipaldi (RJ), Francine Lasevitch (RS), Gui Christ (RJ), João Paulo Guimarães (PA), Márcio Vasconcelos (MA), Maria Baigur (BA), Maria Vaz (MG), Paulo Coqueiro (BA), Pedro David (MG), Priscilla Buhr (PE), Rodrigo Pinheiro e Ton Zaranza (RJ).

Os artistas Ana Mokarzel, Danielle Fonseca, Fernanda Grigolin, Flávio Araújo, José Diniz, Keyla Sobral, Letícia Lampert, Marise Maués, Mateus Sá, Paula Sampaio, Renan Teles, Tiago Coelho e Tuca Viera também exibirão seus trabalhos no espaço como convites da curadoria.

Júlia Milward, Renomes. Artista premiada na 10ª edição.

As inscrições para a edição comemorativa bateram o recorde. Foram 585 dossiês enviados de diferentes partes do país. Os trabalhos foram analisados por Heldilene Reale, Octavio Cardoso e Isabel Gouvêa. 

 

PREMIADOS

Nascida em Fortaleza, Daniele Cavalcante levou o Prêmio Diário de Fotografia com o projeto “Geografia de nós dois”, uma investigação que ocorre na cidade de Caucaia, no Ceará, após a construção da Companhia Siderúrgica do Pecén. São fotografias e um vídeo que nos levam a refletir sobre cultura e distâncias. “A trajetória pretendida tem como alvo, aspectos que ecoam na construção de um pensamento não apenas de caráter etnográfico mas também na experiência sensível, onde além de observar as relações sociais, espaços urbanos e arquitetônicos da região, são levados em conta signos que indicam fenômenos da globalização, internacionalização e transnacionalidade”, explicou a artista.

A carioca Júlia Milward venceu o Prêmio X Diário Contemporâneo. Em “Renomes”, a artista nos mostra que existem inúmeras formas de fazer uma mulher desaparecer e uma delas é através do sobrenome. “Na série apresento fotografias retiradas das colunas sociais brasileiras dos anos 50 e 60, onde os rostos estampados das abastadas mulheres aparecem acompanhados das legendas que as nomeiam: Sra. Embaixador Luiz Bastian Pinto, Sra. Conselheiro Paulo Paranaguá. Trocam o nome próprio pelo status do bom casamento, se curvam para o outro perdendo, assim, a própria identidade”, contou.

O paraense Rodrigo José conquistou o Prêmio Diário do Pará com seu ensaio “Amazônia”, no qual traz questionamentos acerca do imaginário e das relações mediadas por imagens. “A partir de uma perspectiva urbana de um ser que habita a cidade, e que a partir de uma experiência de deriva dentro de um contexto da Amazônia contemporânea, busco ir na contraprodução das imagens que exaltam o ‘belo’ e ‘exótico’ sobre o tema Amazônia para assim questionar e desconstruir um imaginário prévio”, disse.

 

ARTISTAS CONVIDADOS

No ano em que comemora uma década de atuação, o Diário Contemporâneo traz de volta todos os artistas convidados das edições anteriores em uma coletiva que não se apresenta como retrospectiva, mas como uma outra leitura das suas visualidades. Esta é a segunda parte da mostra “Interseções, 2010/2019” que será aberta amanhã (07), às 19h, no Museu da UFPA.

Amazônia, de Rodrigo José Correia, premiado nesta edição

ENCONTROS COM ARTISTAS

Os artistas premiados nesta edição Danielle Cavalcante, Julia Milward e Rodrigo José participarão de uma conversa com o público no dia 08 de agosto (quinta-feira), às 19h, no MEP. Já no dia seguinte (09), o encontro será com os selecionados Bruno Zorzal e Claudia Tavares, no mesmo horário e local. Ambas as programações têm entrada franca.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre exposição hoje. Data: 06/08, às 19h, no Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Visitação escolar têm opção de agendamento prévio

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Intitulada “Leituras conscientes, nas entrelinhas do Brasil”, a ação educativa deste ano atua nas exposições da 10º edição, que têm visitação aberta até setembro no Museu do Estado do Pará e Museu da UFPA. Os professores que queiram levar as suas turmas podem solicitar o agendamento das visitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br ou nos telefones 4009- 8695 e 98146-2506, de segunda a sexta, no horário de 10 às 15h. As solicitações estão sujeitas à disponibilidade de agenda. Após o cadastramento de informações no site, todos os pedidos serão respondidos por email ou telefone.

Visitação escolar. Foto: Irene Almeida

Qualquer grupo que se organize pode realizar um agendamento prévio da sua visita. Além disso, todo e qualquer visitante também encontra suporte na equipe de mediadores.

A ação educativa é de grande necessidade dentro da democratização cultural. E é de suma importância para o projeto a formação do olhar crítico a partir da arte.

Anualmente, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem um cuidado na hora de formar a sua equipe de educadores, pois são eles que recebem os mais diversos públicos nos espaços dos museus. Com coordenação de Dairi Paixão, a equipe é constituída por estudantes universitários de diversas áreas. Eles participaram de um minicurso com dinâmicas de encontro, leituras sobre arte-educação em espaços culturais e mediação cultural, além do conhecimento das obras e artistas desta edição. Antes de terem a oportunidade de colocar o público em diálogo com os trabalhos, “eles foram convidados a inventar as suas próprias narrativas de mediação e refletir sobre o lugar da mediadora e do mediador nessa interlocução com os diversos públicos”, explicou Dairi.

A ação educativa tem compromisso com a formação de cidadãos de pensamento crítico, abertos ao diálogo, diversidade e colaboração. Temáticas contemporâneas debatidas na formação de mediadores “trouxeram, à luz da consciência, a reflexão sobre os temas que estão nas entrelinhas do país, além dos atravessamentos proporcionados pelas imagens e trabalhos selecionados. Tudo isso para conhecer as histórias que não são contadas e questionar um imaginário prévio diante de questões como feminicídio, racismo, territórios, identidade e Amazônia, por exemplo”, acrescentou.

Foi a partir desses questionamentos que foram preparadas as propostas educativas para a composição do tabloide anual do projeto. Este material servirá de suporte durante as visitas e acompanhará os professores na volta a sala de aula.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

X Diário Contemporâneo inaugura exposições em agosto

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O mês de agosto inicia com a abertura da 10ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O vernissage será no dia 06, às 19h, no Museu do Estado do Pará e no dia seguinte (07), às 19h, no Museu da UFPA, será aberta ao público a segunda parte das exposições. A visitação da mostra Interseções, 2010/2019 segue até 29 de setembro.

O projeto se tornou um dos grandes editais de competição do país, além de consolidar o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

Bruxos e Curandeiros_ A Magia Bantu entre África, Cuba e Maranhão. Foto: Marcio Vasconcelos

A décima edição é um encontro renovado das experiências curatoriais dos anos de 2010 e 2014. Na edição de estreia o mote foi Brasil, Brasis e o projeto fez o convite para pensar o país e as identidades contemporâneas que o constituem. Já em 2014 a temática livre trouxe a maior diversidade de trabalhos e propostas artísticas.

Heldilene Reale, Octavio Cardoso e Isabel Gouvêa foram os integrantes da comissão de seleção deste ano e juntos viram 585 dossiês com trabalhos de diferentes partes do país.

NO MEP

A mostra do Museu do Estado Pará exibirá os trabalhos premiados de Daniele Cavalcante (CE), Júlia Milward (RJ) e Rodrigo José (PA). Além dos selecionados André Parente (PA), Bruno Zorzal (ES), Ceci Bandeira (PA), Claudia Tavares (RJ), Coletivo Amapoa (SP), Daniela de Moraes (RS), Felipe Fittipaldi (RJ), Francine Lasevitch (RS), Gui Christ (RJ), João Paulo Guimarães (PA), Márcio Vasconcelos (MA), Maria Baigur (BA), Maria Vaz (MG), Paulo Coqueiro (BA), Pedro David (MG), Priscilla Buhr (PE), Rodrigo Pinheiro e Ton Zaranza (RJ).

A convite da curadoria do projeto, os artistas Ana Mokarzel, Danielle Fonseca, Fernanda Grigolin, Flávio Araújo, José Diniz, Keyla Sobral, Letícia Lampert, Marise Maués, Mateus Sá, Paula Sampaio, Renan TelesTiago Coelho e Tuca Vieira também exibirão seus trabalhos no espaço.

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NO MUFPA

No ano em que comemora uma década de atuação, o Diário Contemporâneo traz para uma exposição todos que foram artistas que foram os convidados das edições anteriores.

Cláudia Leão, Dirceu Maués, Miguel Chikaoka, Luiz Braga, Walda Marques, Janduari Simões, Jorane Castro, Geraldo Ramos e Flavya Mutran retornam em uma coletiva que não se apresenta como retrospectiva, mas como uma outra leitura das suas visualidades.

PROGRAMAÇÃO

Os artistas premiados nesta edição Danielle Cavalcante, Julia Milward e Rodrigo José participarão de uma conversa com o público no dia 08 de agosto, às 19h, no MEP. Já no dia seguinte (09), o encontro será com os selecionados Bruno Zorzal e Claudia Tavares, no mesmo horário e local.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo abre exposições em agosto. Datas: 06/08, às 19h, no Museu do Estado do Pará e 07/08, às 19h, no Museu da UFPA. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

NOTA – Mudança para o Museu do Estado do Pará

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A Mostra X Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, com realização prevista para ocorrer no Museu de Arte Contemporânea Casa das Onze Janelas, conforme edital da 10ª edição, será transferida para o Museu do Estado do Pará – MEP.

As obras no sistema de refrigeração da Casa das Onze Janelas não ficarão prontas a tempo da abertura da mostra do projeto. Informamos aos artistas que o MEP, museu histórico da capital paraense, possui excelentes salas expositivas e que manteremos a mesma qualidade da montagem realizada em 2018.

O projeto pede desculpas e a compreensão dos artistas, uma vez que todos se inscreveram no edital propondo trabalhos para a Casa das Onze Janelas.  Empenharemos esforços para garantir espaço apropriado para a realização da nossa programação e contaremos com o total apoio da diretoria do Sistema Integrados de Museus – SIM/SECULT e, em especial, da direção do MEP.

Ana Lira participa de roda de conversa pelo 9º Diário Contemporâneo

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia encerra sua programação de encontros com os artistas com uma roda de conversa com Ana Lira, fotógrafa e artista visual. “Narrativas em presentificação: um diálogo com o projeto Terrane” ocorrerá no dia 04 de julho, às 19h, no Museu do Estado do Pará. A entrada será franca.

Terrane. Foto: Ana Lira

A artista integra a mostra “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” com “Terrane”, um diálogo com a trajetória das cisterneiras do semiárido brasileiro. “Homens migravam para outras regiões em busca de trabalho e não retornavam. Ficavam comunidades formadas por mulheres e crianças à mercê de um imaginário que alimentava relatos de dor e violência, sem oferecer outras perspectivas; e uma cultura que dificultava a atuação de mulheres em profissões de construção, carpintaria, transporte, etc.”, conta

Ana Lira acompanhou o trabalho da Casa Mulher do Nordeste, uma reação à essa cultura que as estagnava em trabalhos que não condiziam com o cenário socioeconômico da região. Centenas de cisterneiras foram formadas. Porém, a falta de espaço no mercado de trabalho e os silenciamentos seguidos produziram um hiato de 10 anos sem formações até o retorno em 2017.

“A roda de conversa abordará as experiências do projeto Terrane como práticas de discussão e abandono do conceito de representação, dialogando sobre outras possibilidades de pensar a imagem como resultado de uma vivência coletiva”, finaliza.

SOBRE

Ana Lira é fotógrafa e artista visual que vive e trabalha em Recife. Seus trabalhos se debruçam sobre relações de poder e implicações nas dinâmicas de comunicação. Os projetos articulam narrativas visuais, material de imprensa, mídias impressas, publicações independentes, intervenções urbanas, textos e projetos educacionais especiais. É especialista em Teoria e Critica de Cultura e, nos últimos anos, também desenvolveu trabalhos de pesquisa independente, curadoria e projetos educacionais articulados com projetos visuais.

SERVIÇO: Roda de Conversa com Ana Lira. Data: 04 de julho de 2018, às 19h. Local: Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo promove Conversa com os Residentes

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Em 2017, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia concedeu dois dos seus prêmios no formato de residência artística. A aposta em uma experiência de formação e reflexão foi tão positiva que, em 2018, o conceito foi mantido. Os artistas premiados nesta edição, Ionaldo Rodrigues e Ricardo Ribeiro, além de Lívia Aquino e Marisa Mokarzel, suas respectivas tutoras, conversarão com o público de Belém sobre todo o processo. O encontro será no dia 21 de junho, às 19h, no Museu do Estado do Pará, com mediação de Mariano Klautau Filho. A entrada será franca.

O paraense Ionaldo Rodrigues foi para São Paulo e teve a artista e pesquisadora, Lívia Aquino, como tutora. Ele conquistou o Prêmio Residência Artística São Paulo com a sua pesquisa “C Nova Feira”, na qual apresenta um material fotográfico que conta um pouco da história local.

Edição de imagens na residência artística em São Paulo. Foto: Ionaldo Rodrigues

Durante o seu período de residência ele, a partir do convite de Lívia, participou de atividades formativas como aulas, curso e encontros de grupos de acompanhamento de produção e pesquisa. “Nesses encontros eu pude falar e mostrar um pouco o ‘C Nova Feira’ e outros trabalhos meus. Tive uma mediação crítica muito produtiva sobre os trabalhos e também escuta e troca sobre a produção de outros artistas”, conta.

Paralelo a esses momentos, o artista iniciou um trabalho a partir do arquivo/biblioteca da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A – EMPLASA, fonte de pesquisa e referência a qual chegou ainda durante a produção de ‘C Nova Feira’. “No acervo físico da EMPLASA pude trabalhar com a reprodução fotográfica em macrofotografia de relatórios e planos diretores como fonte documental e espaço de investigação de sentidos entre palavra/imagem. A pesquisa desse material me levou a outro acervo, aos números da revista semanal Visão publicados durante a década de 1970, e disponibilizados pela biblioteca da ECA/USP. O acompanhamento desse trabalho e a edição em curso (nas fotos) está sendo feito com a participação da Lívia. A ideia que combinamos para conversa no Prêmio é o compartilhamento desse processo de produção/edição com as primeiras cópias de trabalho dispostas em uma mesa”, explica.

VIVÊNCIA EM BELÉM

Já o paulista Ricardo Ribeiro levou o Prêmio Residência Artística Belém e atuou na capital paraense tendo como tutora a curadora e pesquisadora, Marisa Mokarzel. Seu trabalho vencedor, “Puxirum”, tem lugar em São Pedro, uma comunidade de 120 famílias nas margens do rio Arapiuns, oeste do Pará.

Processos de reflexão na residência em Belém. Foto: Ricardo Ribeiro

“A residência foi excepcional e para mim veio num momento especial. Tendo concluído dois anos de trabalho de campo de ‘Puxirum’, eu precisava de tempo e foco para investigar o material produzido. Além disso, Belém se mostrou para mim uma cidade incrivelmente ativa do ponto de vista cultural. Vi e ouvi muita coisa boa e conheci pessoas incríveis, sempre dispostas a dar sua contribuição ao meu trabalho. Marisa Mokarzel, Paula Sampaio, Luiz Braga, Orlando Maneschy, José Viana e Marcone Moreira, meu ‘vizinho de residência’, são apenas algumas dessas pessoas que me ajudaram com o meu processo de criação. Isso sem falar, claro, no Mariano Klautau Filho, na Irene Almeida, no meu anfitrião, Milton Kanashiro, e todos na Fotoativa – eles verdadeiramente me conduziram pelas artes de Belém ao longo destes 40 dias”, comenta.

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A residência é uma forma de se apoiar e incentivar o desenvolvimento e a reflexão a partir das artes. “A troca entre artistas é fundamental. A arte não é uma ciência exata, não há certo e errado, nem verdades absolutas, é impossível aprender só pelos livros. A troca de experiências, percepções, conceitos e o ‘fazer’ são partes essenciais na formação de um artista e por isso a residência é tão importante – acredito muito nisso. Espero que o Diário Contemporâneo se fortaleça cada vez mais como um incentivador da formação de artistas comprometidos e que outras iniciativas semelhantes se espalhem pelo Brasil”, finaliza.

BANDEIRAS

Antes da conversa sobre a residência artística Lívia Aquino falará sobre “Viva Maria”, trabalho com o qual ela integra a exposição do MEP como convidada. Ele é uma citação direta à obra homônima de Waldemar Cordeiro, exposta na Bienal de Artes da Bahia de 1966, período da ditadura militar e que foi retirada pelo então governador Antônio Carlos Magalhães. “Cinquenta anos depois ela torna-se imagem frequente nas redes sociais associada a ‘canalhocracia’ escancarada no Brasil. O meu esforço é para mobilizar grupos distintos dispostos a costurar e conversar acerca de assuntos relevantes para os presentes, aquilo que pode ser de todos. Coser a palavra e ao mesmo tempo falar sobre quando somos feridos por ela – quando a canalhice é estrutural a ponto de respingar em todos nós”, explica a artista.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com os Residentes. Data: 21 de junho de 2018, às 19h. Local: Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

Conversa com Rosely Nakagawa iniciou a programação de abertura do 9º Diário Contemporâneo

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Antes das aberturas oficiais das mostras, a programação da nona edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia já estava ocorrendo a todo o vapor. A curadora independente e pesquisadora, Rosely Nakagawa, que integrou a comissão de seleção deste ano, participou de um encontro com o público de Belém. “Trajetória da curadoria de fotografia brasileira – uma conversa com Rosely Nakagawa” foi realizada no último dia 15, no Museu do Estado do Pará com mediação de Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Conversa com Rosely Nakagawa

Rosely contou que seu encontro com a fotografia se deu na faculdade de arquitetura, a partir de onde teve contato com nomes como Maureen Bisilliat e Cristiano Mascaro. Entre os momentos importantes do seu trabalho, foi ressaltado o convite da Funarte para participar da Semana Nacional de Fotografia, em Belém (1985). Naquela época a fotografia ainda estava muito ligada ao jornalismo, uma aliada ao texto que sofria censura. Exposições e leituras de portfólio eram novidades, inclusive para os fotógrafos. Assim, a curadora esperava encontrar na capital paraense fotógrafos carentes de informação sobre isso. “Organizar portfólio era uma coisa nova. Quando eu vim aqui para Belém, achava que seria uma coisa básica, mas, na verdade, foi uma inversão de expectativas. Belém já era muito articulada, então eu achava que ia ensinar, mas aprendi muito aqui”, lembrou.

Quando questionada sobre sua trajetória, disse “eu nunca parei para pensar no que eu fazia. Eu fazia exposições e ajudava os fotógrafos. Eu ainda não me considero uma curadora, me considero muito mais uma representante de alguns fotógrafos”. Rosely se coloca como uma intermediadora, alguém que traz à tona um trabalho que não é conhecido. “É um trabalho muito delicado, porque você não pode induzir o artista ou direcionar ele num caminho. Por isso que eu me chamo de comissária, porque o meu trabalho é conduzir o artista em um caminho que não é o meu”, refletiu a pesquisadora que acrescentou, “a visão do outro em relação ao trabalho é muito determinante e eu tomo muito cuidado para que essa visão não seja a minha e sim, a do fotógrafo”.

Ela conversou com o público sobre a diferença entre estruturação do trabalho e visibilidade da fotografia, destacando que uma visibilidade rápida nem sempre significa uma perenidade ou manutenção da relevância daquela imagem. Foi questionado até que ponto a fotografia deve servir às grandes agendas e sobre isso Rosely destacou que “o trabalho do artista deve sempre trazer uma questão histórica de uma maneira atemporal e não literal”, para que continue relevante mesmo após a pauta já ter dado espaço para outros debates.

“Realidades da Imagem, Histórias da Representação” é a temática desta nona edição do Diário Contemporâneo. A pesquisadora comentou que ele “é um projeto interessante, porque é uma construção e não somente uma seleção. O projeto dá condições, inclusive, do artista se estruturar”. Ela interrogou Mariano sobre a sua trajetória até chegar ao lugar de curador deste projeto de destaque nacional. Segundo ele, “o meu eu artista tem ficado em segundo plano em função do meu interesse pelo trabalho do outro e isso levou à minha função de pesquisador. Os meus trabalhos curatoriais vêm pelo meu interesse pela pesquisa”. O curador afirmou que “a posição paraense é trazer essa discussão para cá”, proporcionando à fotografia e aos artistas uma mudança de eixo e de percepção.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.