Selecionados para oficina com Ana Lira

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“Entre-frestas”, oficina com a fotógrafa e artista visual Ana Lira, visa promover uma reflexão sobre os circuitos de criação, pensando no cotidiano como espaço de construção permanente.

Foto: Ana Lira

Confira a lista dos selecionados:

  • Andressa Rodrigues Dos Reis
  • Angelica Francisca De Araujo
  • Breno Luz Morais
  • Dairi Paixão
  • Débora Cinthia Rodrigues Monteiro
  • Heldilene Guerreiro Reale
  • Jorge David Ramos
  • Karina Da Silva Martins
  • Lorena Tamyres Trindade Da Costa
  • Mauricio Igor Neves Almeida De Almeida
  • Myrna Castelo Reis
  • Ramon Reis Souza
  • Raphael Da Luz Melo
  • Raphaella Marques De Oliveira (raphíssima)
  • Véronique Isabelle

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo abre inscrições para oficina com Ana Lira

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A fotógrafa e artista visual pernambucana Ana Lira foi uma das selecionadas na 9ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia e, a convite do projeto, ministrará uma oficina para o público de Belém. “Entre-frestas” visa promover uma reflexão sobre os circuitos de criação, pensando no cotidiano como espaço de construção permanente. A ação formativa ocorrerá de 03 a 07 de julho, das 16 às 20 horas, na Associação Fotoativa. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até dia 28 de junho pelo site www.diariocontemporaneo.com.br. As vagas são limitadas.

Foto: Ana Lira

A experiência de formação foi pensada para ser compartilhada com fotógrafos, artistas visuais, designers, ilustradores, arte-educadores, estudantes, pesquisadores e qualquer pessoa que tenha interesse em desenvolver seus processos criativos.

Segundo Ana, “por meio de vivências e discussões, o meu objetivo é colaborar na investigação de trajetórias criativas individuais e coletivas dos participantes. Isso inclui tanto debruçar um tempo sobre si mesmo e as iniciativas que consideram interessantes em suas caminhadas, quanto observar com mais cautela projetos sem conclusão, rascunhos, ideias vagas e outras formas de produção abandonadas. Revisão de processo criativo como estratégia para criar novas rotas”, explica.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO

  • Processo de criação I: uma reflexão sobre percursos individuais
  • Revisão de percurso como ferramenta de trabalho
  • Processos Inacabados I: identificando projetos possíveis
  • Processos Inacabados II: estratégias de articulação de projetos a partir de rascunhos de ideias
  • A produção de imagem como experiência de articulação de processo
  • Diário Gráfico e o espaço de elaboração da pesquisa
  • A criação como prática de reflexão territorial
  • Criação, redes e articulações
Processo da oficina. Foto: Ana Lira

SOBRE A ARTISTA

Ana Lira é especialista em Teoria e Critica de Cultura e, nos últimos anos, também desenvolveu trabalhos de pesquisa independente, curadoria e projetos educacionais articulados com projetos visuais. Atualmente desenvolve a pesquisa do projeto Terrane (selecionado no 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia), uma narrativa visual construída com as mulheres pedreiras do semiárido brasileiro, a partir da experiência da Casa da Mulher do Nordeste.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo promove oficina com Ana Lira. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br até 28 de junho. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo aproxima crianças e adolescentes da fotografia

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Desde a sua primeira edição, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem o objetivo de estimular reflexões e debates a partir do contato com a arte. Os museus que recebem as mostras têm uma ação educativa totalmente pensada para as turmas escolares que as visitam. Além disso, o projeto tem expandindo a sua atuação para fora dos espaços expositivos.

No último dia 03, o Mercado do Porto do Sal recebeu a exposição “Um convite para [o] olhar” resultado de uma oficina homônima realizada por meio de uma parceria entre Diário Contemporâneo, Associação Fotoativa e Projeto Aparelho.

José Rosenildo foi um dos jovens que integrou o projeto no Porto do Sal e no último domingo exibia todo orgulhoso a foto que produziu. Foto: Irene Almeida

As crianças da comunidade produziram fotografias daquilo que mais achavam bonito no lugar onde vivem e tudo foi exposto em uma fotoinstatalação com câmaras obscuras que abrigavam histórias dentro e fora delas. “Eu gostei muito de ver a minha foto na caixa. Ficou muito legal e eu fiz umas fotos bacanas”, contou Talisson Tavares que em suas imagens mostrava desde uma garça voando no porto até um grafite de onça-pintada no muro.

Quinze crianças participaram da oficina e um mural com o retrato de cada uma delas foi feito. Era divertido se ver e reconhecer os amigos. Os próprios pequenos guiavam para apresentar suas fotos assim como fizeram com as facilitadoras durante a oficina. Dandara Ataíde nunca tinha tido a experiência de fotografar as ruas que vê diariamente. A câmara obscura também foi uma divertida novidade para ela. “Eu gostei muito de ver as fotos que fiz junto da caixa. Gostei da oficina, da experiência, de tudo”, disse.

A comunidade estava aberta à ação artística e se mostrou interessada em todo o processo. Parentes, amigos e outros moradores apareciam para ver o que estava acontecendo no Mercado e se surpreendiam com as produções das crianças.

“Foi uma das melhores coisas que já aconteceu aqui. Quando tem oficina todo mundo gosta. Eles aprendem e eu aprendo também”, comentou Dona Graça, dona de uma fruteira no box 2 do Mercado e que acompanhou de perto todo o trabalho realizado com as crianças.

Imagem feita durante a oficina feita pelo Diário Contemporâneo, Fotoativa e Coletivo Aparelho. Foto: José Roberto

DENTRO DOS MUSEUS

As exposições da 9ª edição seguem abertas e desde a sua inauguração os mediadores culturais atuam diariamente recebendo o público visitante. “Felicidade é trabalhar com o que se gosta”, afirmou Denise Sá que pelo segundo ano consecutivo repete a experiência de atuar na ação educativa do projeto.

“Tempo para duvidar: por uma formação de espíritos livres” é a proposta educativa desta edição e tem o compromisso com a formação de cidadãos de pensamento crítico e abertos ao diálogo entre arte e sociedade. A partir das obras, temáticas contemporâneas são debatidas com alunos e professores.

Os educadores que queiram levar as suas turmas podem solicitar o agendamento das visitas pelo site ou no telefone 4009-8695, no horário de 10 às 15h. As solicitações estão sujeitas à disponibilidade de agenda. Após o cadastramento de informações no site, todos os pedidos serão respondidos por email ou telefone.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo participa de ação no Porto do Sal neste Circular

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia tem o objetivo de ir além das exposições, ele busca ser um meio de formação e reflexão a partir da arte. Pensando nisso, o Prêmio, em parceria com a Associação Fotoativa e o Projeto Aparelho, promoverá neste domingo (03), das 09 às 17h, uma programação especial no Mercado do Porto do Sal, integrando o Projeto Circular Campina Cidade-Velha. A entrada será franca.

Facilitadoras e crianças do Porto do Sal. Foto: Irene Almeida

No último final de semana foi realizada a oficina “Um convite para [o] olhar” com as crianças do Porto. Com giz de cera, canetinha, lápis de cor e papel, cada uma delas confeccionou um convite para que as facilitadoras do projeto aceitassem conhecer o Porto do Sal pelo seu olhar. “A dinâmica começou com as crianças produzindo o convite com o qual nos convidavam a olhar o seu lugar de vivência. Elas nos levaram para conhecer o lugar delas e o que mais gostavam ali”, explicou Irene Almeida, do Diário Contemporâneo.

Confecção de convites. Foto: Anne Dias

Com as câmeras nas mãos os pequenos foram guiando pelas ruas do entorno do Mercado e fotografando o que mais gostavam no lugar onde vivem. Duas saídas fotográficas foram realizadas, além de uma exibição particular do que foi produzido. Ao verem as imagens projetadas, reconheciam amigos e parentes, além de compartilharem histórias sobre os cenários e personagens que integram as fotos. Cassiane, uma das crianças do projeto, “mostrava por cada lugar que passava as pessoas de afeto e os locais onde costuma brincar e correr com os amigos” comentou Mireille Pic, da Fotoativa.

As crianças do Porto do Sal são muito autônomas e encontram na biblioteca no Projeto Aparelho um espaço de convivência. “Aqui as crianças são vistas pelos adultos como seres completos que participam da sociedade local opinando e discutindo os mais variados temas com liberdade”, acrescentou Mireille.

Convite para o olhar. Foto: Anne Dias

Anne Dias, do Coletivo Aparelho, destacou a importância da parceria entre com o Diário Contemporâneo e a Fotoativa para potencializar as ações artísticos/culturais que são desenvolvidas na comunidade, sobretudo relacionadas a linguagem fotográfica. “As crianças e adolescentes são muito sensíveis às belezas e fragilidades do território. Elas encontram na fotografia uma oportunidade para expressar e problematizar o que veem e vivem nesse contexto”, disse.

O clic não era aleatório, mas sim já direcionado aos seus lugares afetivos. O resultado será visto neste domingo em uma exposição dentro do espaço do Mercado, com fotografias impressas e em projeção. Além disso, haverá contação de histórias pela parte da manhã.

Foto: Anne Dias

EXPOSIÇÕES

No dia do Circular, o Museu do Estado do Pará tem entrada franca e horário de funcionamento das 09h às 13h. Lá pode ser vista a exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”, que exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. No domingo a visitação é de 10 às 14h.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo participa de ação no Porto do Sal neste Circular. Data: 03 de junho, das 09 às 17h, no Mercado do Porto do Sal (Rua São Boaventura, s/n – Cidade Velha). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Oficina do Diário Contemporâneo exercitou a relação entre “O Retrato e o Tempo”

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O 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia ofertou ao público, no período de 05 a 08 de junho, mais uma programação formativa. A oficina “O Retrato e o Tempo”, foi ministrada pelo professor de artes visuais, desenhista e fotógrafo, Valério Silveira e contou com uma metodologia que instigava o olhar para si e para o outro.

Valério Silveira selecionou todos as pessoas que se inscreveram, seu único critério era que o participante gostasse de fotografia. Dessa maneira, a oficina foi amplamente democrática e teve a participação desde fotógrafos experientes até os iniciantes, que encontraram na ação formativa do Diário Contemporâneo o seu primeiro contato com os exercícios do fazer e da reflexão fotográfica.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Oficina O Retrato e o tempo com Valério Silveira, realizado durante a programação da VIII edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. 08/06/2017. Foto: Irene Almeida.
Foto: Irene Almeida

O professor apresentou um pouco do princípio da fotografia, sua história, relação com as outras linguagens artísticas e com a sociedade, além da democratização do fazer fotográfico com o advento da imagem digital e a portabilidade das câmeras.

Questões éticas como intimidade e respeito com o fotografado também foram debatidas. A fotografia é uma maneira de se aproximar das pessoas, se comunicar com elas, pois “quem retrata, também coloca um pouco de si na foto”, afirmou Valério.

Memória e o medo da própria imagem. O homem persegue o tempo. “Nós temos uma série de retratos nossos feitos ao longo da vida e aqueles nas imagens não são que somos, mas quem um dia fomos”, refletiu. A máquina fotográfica seria então uma máquina do tempo? Qual é o tempo da fotografia? Muita coisa acontece antes e depois do instante do clique. “A fotografia retira do tempo o que o tempo retira do homem”, acrescentou.

Com todas essas questões em mente, Valério propôs aos participantes retratar um colega, mas também permitir que ele o fotografasse. O retrato envolve a pose e o consentimento, é uma frontalidade que comunica.

“A vivência foi muito boa. Foi interessante poder fotografar outros colegas, treinar outras técnicas e aprender mais. O que eu preciso agora é praticar as técnicas que eu não domino, pois algumas eu quero dominar com a excelência que o Valério faz. Acho que partir daí as coisas possam mudar”, contou Úrsula Bahia, fotógrafa com mais de 20 anos de experiência na área e que participou da oficina.

Além da primeira, dedicada aos debates sobre a temática da oficina, foram duas tardes de produção e uma de seleção, em uma espécie de curadoria coletiva, na qual todos compartilharam as imagens produzidas, suas dificuldades, surpresas e relatos de experiências. “Toda fotografia reconstrói seus lugares e personagens, mais que tudo, reconstrói suas memórias”, finalizou Valério Silveira.

Foto: Beatriz Araújo
Foto: Elisa Bentes

VISITAÇÃO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

 SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Selecionados para a oficina com Valério Silveira

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A oficina “O Retrato e o Tempo”, com Valério Silveira, é uma ação do 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia que tem como objetivo incentivar e fomentar a educação e a pesquisa no campo da fotografia.

Foto: Valério Silveira

Todos os inscritos receberam comunicação via email informado na ficha de inscrição. É imprescindível a confirmação do recebimento do email e a participação na oficina até segunda-feira (05) pela manhã. O não retorno será entendido como desistência.

Confira a lista dos selecionados:

  1. Alesson da Silva Barros
  2. Aline Carneiro Bezerra
  3. Aline da Silva Lima
  4. Amanda Barros Melo
  5. Antônio Augusto Ferreira
  6. Beatriz Araújo
  7. Bethania da Cunha Salgado
  8. Carla Augusta da Silva Barroso
  9. Chrystian Figueiredo
  10. Deia do Socorro Pinheiro Lima
  11. Diego de Queiróz Barbalho
  12. Eder Augusto Coutinho Proença
  13. Eduardo Magalhães de Castro
  14. Felipe Matheus conceição brito
  15. Felipe Samir Tavares Damasceno
  16. Fernando José Paranhos de Almeida
  17. Franciney Carvalho Palheta
  18. German Felipe Tapia Riveros
  19. Helisama Mercês Lobato de Abreu
  20. Jade Pureza Santos
  21. Janderson Costa Gonçalves
  22. João Daniel Ferraz Santos
  23. Karla Rocha de Farias
  24. Letícia Araujo Cordeiro
  25. Lucyeny Maria Carvalho de Abreu Rosa
  26. Luis Gustavo Barros Azevedo
  27. Marcélia Cristina Silva Rosário
  28. Marcelo Kalif
  29. Maria do Socorro Chuva Simonetti
  30. Maria Eliza Marçal Bentes
  31. Nina Daia Carvalho dos Santos
  32. Rafael Augusto Canelas Aguilera
  33. Rafael Fernando Serrão Chaves
  34. Rao Godinho
  35. Rogério Migdon Vieira da Silva
  36. Rosana Maria Rodrigues Crespo Teixeira
  37. Ruan Pinheiro Peçanha
  38. Ursula Bahia
  39. Vanessa Cardoso Gama
  40. Vanessa de Fátima Fernandes Vinagre
  41. Ylen Braga Brito

[ENCERRADO] “O Retrato e o Tempo” – Oficina com Valério Silveira está com inscrições abertas

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As mostras do 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia seguem com visitação aberta ao público. Além disso, o projeto inscreve até dia 02 de junho para a oficina “O Retrato e o Tempo”, ministrada pelo professor de artes visuais, desenhista e fotógrafo, Valério Silveira. A programação ocorrerá de 05 a 08 de junho, das 15 às 18h, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. As inscrições, que são gratuitas, são realizadas via ficha de inscrição disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br. As vagas são limitadas.

Foto: Valério Silveira

A temática desta 8ª edição do Projeto é “Poéticas e Lugares do Retrato” e a partir dela Valério irá trazer questões e exercícios usando outros sentidos da percepção visual. O tempo da fotografia é o instante do clique ou ele ocorreu antes, no momento do olhar? Ou depois, na fixação da imagem? Como medir o tempo da fotografia? E que tempo é esse que a fotografia mede?

“A fotografia é um recorte luminoso da vida, no tempo e no espaço. Sendo, na maioria das vezes, o tempo e espaço variáveis que têm níveis desiguais de nossas percepções. A fotografia suscita muitas questões sobre o espaço, e muitas vezes nos esquecemos de questionar o tempo, o seu tempo. Será que a captura fotográfica sempre representará um tempo passado? E no retrato, sempre será pretérito? O alguém que já passou e que já esteve? O que é o tempo no retrato? Sempre um clique será anterior a sua atualidade? Mas em relação a sua memória, o retrato pode ser posterior? Quais os tempos de um retrato? Execução, conservação e existência”, refletiu Valério Silveira.

O objetivo da oficina será proporcionar um diálogo sobre o retrato e suas práticas, usando a interpretação do tempo como elemento prioritário para a discussão e produção da imagem. “Alguns retratos trazem significados temporais que não veremos mais a não ser nele mesmo, e que vai variar de acordo com quem os observa. E é em busca desses significados que essa oficina se propõe a dialogar, exercitar e se materializar sobre o que nos diz ‘O Retrato e o Tempo’”, finalizou.

O FOTÓGRAFO

Valério Silveira é professor de artes visuais, desenhista e fotógrafo, aficionado por imagens e arte. Mestrado em educação na Universidade UFPA, com pesquisa na área da fotografia e da infância na cidade de Belém do Pará, na primeira metade do século XX. Em seu trabalho procura fugir do óbvio, e driblar as convenções da realidade. Sua produção fotográfica tende ao viés artístico.

AS EXPOSIÇÕES DO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo inscreve para oficina com Valério Silveira. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br até 02 de junho. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Oficina com Alex Oliveira faz a fotografia ocupar a cidade

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O fotógrafo e artista visual, Alex Oliveira, foi selecionado para participar da mostra “Poéticas e Lugares do Retrato”, do 8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. O Projeto aproveitou a passagem dele pela capital paraense para oferecer ao público uma programação formativa. “Fora do Lugar – Oficina de Fotografia Contemporânea”, foi realizada de 09 a 12 de maio e contou com uma metodologia que foi desde a história da fotografia até a exposição de imagens nas ruas do centro da cidade.

No primeiro dia de atividades, Alex conversou com o grupo, contou sobre sua trajetória e comentou trabalhos de outros artistas como Berna Reale, Edu Monteiro, Cindy Sherman, Alexandre Mury, Duane Michals, Francesca Woodman, Nan Goldin, Shirin Neshat, Ricardo Alvarenga, Nona Faustine e Michelle Mattiuzzi. “A metodologia da oficina é pensada a partir de aulas teóricas e práticas, buscando o compartilhamento de experimentações que derivam da história da fotografia até os diferentes trabalhos de fotógrafos e artistas contemporâneos, numa busca por ampliar as referências visuais dos participantes, apurando o olhar para os acontecimentos cotidianos capazes de nortear uma produção que mescla fotografia, performance e intervenção urbana”, explicou o fotografo.

Fotos: Irene Almeida

No dia seguinte a ação foi na rua. Os participantes saíram do auditório do Museu de Arte Sacra, onde foi realizada a oficina, e partiram rumo ao Ver-o-Peso e ruas da Cidade Velha. “Neste caso específico, a produção de imagens visou estabelecer uma relação direta com o espaço urbano, seja nos possíveis deslocamentos de objetos, pessoas e situações encontrados durante a saída a campo, como também em situações e acontecimentos criados pelos participantes, numa busca por uma atitude que visa dialogar e transmitir diferentes sentidos e informações”, acrescentou.

Quando se sai em busca de imagens deve se estar aberto ao imprevisível. A cidade é como uma grande performance que ocorre ininterruptamente. A fotografia é, então, o registro desse movimento frenético. Marcelo Brasil, professor, contou que “a oficina propôs uma abrangente discussão sobre a produção de imagens na contemporaneidade, passando pela história da fotografia, a relação desta com a performance, a intervenção urbana e o deslocamento de realidades”.

O espaço urbano é vivo e pulsante. “A cidade pode ser considerada a partir de um olhar, ou olhares, que passam a visualiza-la como uma ação que se desenrola sem roteiro pré-estabelecido, no qual cabe o fotógrafo/artista buscar desenvolver um corpo aberto e uma escuta ativa que possa ser atravessada por questões, pessoas e encontros ao acaso, que, de antemão, poderiam passar despercebidas”, disse Alex.

Em sua trajetória, Alex Oliveira tem um trabalho de performance bem extenso, mas a maior característica dele é o fato de que as suas diferentes séries só foram possíveis graças à relação com o outro, aos vínculos e às conexões pessoais estabelecidas. “Meu interesse com a oficina foi nortear um olhar apurado para estas relações, visando uma abertura para as experimentações e processos de criação que utilizem a cidade como um campo aberto, capaz de trazer e levantar questões que falem tanto de si, quanto do outro, ou até mesmo de como estas relações são construídas”, explicou.

Uma vez produzidas as imagens, o terceiro dia da oficina foi dedicado ao olhar conjunto, numa espécie de curadoria coletiva na qual foram compartilhadas impressões, críticas e sugestões.

A fotógrafa, Joyce Nabiça, contou que “o que eu mais gosto é dessa relação de troca de conhecimentos, porque eu sempre vou ter alguma coisa para colaborar e as outras pessoas também sempre terão alguma coisa para me doar. Quando o Alex apresentou o trabalho dele e de outras pessoas que interferem no meio urbano, de certa forma isso acabou abrindo a nossa mente para o lugar onde nós vivemos e que não reconhecemos. Nós começamos a ficar mais sensíveis, como eu, que percebi nas minhas imagens a questão forte dos rios, pois eles fazem parte do espaço urbano de Belém e da dinâmica natural da cidade”.

A fotografia foi, então, o vetor de comunicação direta com o entorno. Assim, retirar as imagens e não as devolver não fazia sentido para a proposta do artista. Segundo ele, a importância dessa ação “vem do interesse por pensar numa produção fotográfica que possa não somente captar, registrar e expor em museus e galerias, mas também no espaço urbano, estabelecendo assim, um ciclo criativo que envolve a produção, edição, curadoria e exposição fotográfica – que passa a ser materializada a partir do retorno das imagens para a cidade. Como estas fotografias são recebidas pelas pessoas que convivem diariamente naquele ambiente? Como as imagens podem despertar o imaginário e a memória dos transeuntes e passantes? Estas e outras questões perpassam as motivações e interesses da oficina”, afirmou Alex.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia expõe as suas obras em dois museus da capital paraense, o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e o Museu da UFPA, e desde a sua primeira edição tem investido no acesso à arte. A oficina de Alex Oliveira vem de encontro a esse propósito, pois o resultado da saída fotográfica e da curadoria compartilhada foi devolvido a cidade em imagens no formato “lambe-lambe”, afixadas próximas aos locais de sua realização.

“A exposição das imagens nas cidades visa democratizar o acesso à arte fotográfica para além dos museus e galerias, que geralmente é habitado por uma grande maioria do público especializado das artes, levando a fotografia para habitar, mesmo que de forma efêmera e temporária, a cidade e seus respectivos espaços. No caso da oficina, as fotografias serão expostas em contextos que são marcados por uma grande produção imagética, como o Ver-o-Peso, a Feira do Açaí e a Cidade Velha”, finalizou Alex.

VISITAÇÃO

A exposição “Poéticas e Lugares do Retrato” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 8ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam divididas entre o Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Além disso, o MUFPA recebe a mostra individual “Interiores”, com trabalhos de Geraldo Ramos, artista convidado. A visitação segue até dia 30 de junho, no MUFPA e 02 de julho, nas Onze Janelas.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com ewww.diariocontemporaneo.com.br.

O verbo e a fotografia na oficina de Lívia Aquino

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A fotógrafa e pesquisadora no campo da imagem, Lívia Aquino, já tem uma relação antiga com o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Em 2012 foi selecionada para participar da mostra e, em 2015, foi integrante da comissão de seleção, além de realizar uma fala sobre a sua pesquisa na época. Agora, em 2017, Lívia retornou ao Projeto para ministrar a oficina “Fotografar a Fotografia”, que foi realizada nos dias 05 e 08 de maio, no auditório do Museu de Arte Sacra.

Foto: Flávia Bassalo

A artista iniciou pedindo que cada participante escolhesse um verbo que mais o representasse para se apresentar. Escrever, arquivar, desenhar, pensar, estudar. “Eu gosto dessa apresentação com os verbos porquê, de certa maneira, eles nos sacodem para observar as nossas ações”, explicou.

A ideia era refletir sobre as práticas, sejam elas pessoais, acadêmicas ou artísticas, além de debater a lógica da fotografia e como ela circula em diferentes contextos das práticas sociais. Estudantes, pesquisadores, artistas e professores constituíram o público da programação.

Como viver em um mundo com tantas imagens? O que fazer com todas elas? Para onde elas estão nos levando? Estes foram alguns dos questionamentos trazidos à tona.

Lívia Aquino e os participantes da oficina. Foto: Irene Almeida

Lívia Aquino usou como base para a conversa os textos “Um passeio pelos monumentos de Passaic”, do artista Robert Smithson e “Aventura de um Fotógrafo”, de Italo Calvino, que foram lidos em voz alta. “Ler junto tem uma ação de presença que, a meu ver, é fundamental. A leitura partilhada e comentada é recorrente para mim”, afirmou.

Trabalho. Operação. Processo. Que tempo-espaço comporta a expressão “fotografar a fotografia”? Quando lido, o texto de Smithson ajudou a debater questões como ruína, patrimônio, memória e cidade. No convite ao deslocamento, a monumentabilidade das coisas e como elas dialogam conosco. “O momento da escrita já nos aparta dos acontecimentos e nos coloca em outro tempo”, observou Madalena D’o Felinto, participante da oficina.

Nos dois dias de encontro a partilha foi intensa e, ao se debruçarem sobre os textos, outras referências surgiram, em uma reflexão teórica sobre a imagem fotográfica.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Selecionados para o oficina com Alex Oliveira

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A programação Fora do Lugar – Oficina de Fotografia Contemporânea, que será ministrada pelo fotógrafo e artista visual, Alex Oliveira, é uma ação que tem como objetivo incentivar e fomentar a educação e a pesquisa no campo da fotografia.

Confira a lista dos selecionados:

  • Adan Bruno Costa da Silva;
  • Adrison Henrique Montagne;
  • Arthur Elias Silva Santos;
  • Beatriz Bezerra Morbach;
  • Breno Luz Morais;
  • Carla Augusta da Silva Barroso;
  • Caroline Miniskovski;
  • Desiree Costa Giusti;
  • Diego de Queiróz Barbalho;
  • Felipe Samir Tavares Damasceno;
  • Francisco Luiz Ribeiro Sidou;
  • German Felipe Tapia Riveros;
  • Heldilene Guerreiro Reale;
  • Helisama Mercês Lobato de Abreu;
  • Iza Girard;
  • Jaqueline da Cruz Dias;
  • Joyce Dias Nabiça;
  • Karla Rocha Farias;
  • Luíza Brilhante Bezerra;
  • Marcelo dos Santos Nascimento.
  • Marcelo Pereira Brasil;
  • Marise Maués Gomes;
  • Ursula Bahia;
  • Victor Moriyama;
  • Victor Peixe.

Aos selecionados solicitamos confirmar recebimento de email e participação.