Diário Contemporâneo realiza palestra sobre colecionismo

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza nesta semana a palestra “Quanto impacta o colecionismo, o mercado, as galerias de arte e as políticas de Estado na carreira de artistas?”, que será apresentada por Nei Vargas da Rosa, fruto da sua pesquisa de doutorado em Artes Visuais no PPGAV/UFRGS. O encontro com o público será no dia 14, quarta-feira, às 19h, no Museu da UFPA, com entrada franca.

Segundo Nei, “o sistema da arte tem sofrido inúmeras alterações em sua lógica interna de desenvolvimento nas últimas décadas, apresentando atores antigos que renovam suas formas de atuação e práticas obsoletas são substituídas por novas estratégias que reorientam a produção, a circulação, a legitimação e o consumo da produção das artes visuais. O Estado, com suas políticas públicas, reorganiza e interfere no funcionamento e nas especificidades do mercado de arte”.

Amazônia, de Rodrigo Correia, premiado nesta edição.

O pesquisador irá analisar como que ficam os artistas dentro deste cenário marcado por um ambiente de hierarquias, interesses e disputas nem sempre artísticas. Além de observar questões como políticas públicas, mercado da arte e colecionismo.

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COLEÇÃO DIÁRIO CONTEMPORÂNEO DE FOTOGRAFIA

O Diário Contemporâneo formalizou, em 2016, a coleção de fotografias que vinha reunindo desde a sua primeira edição. São trabalhos em fotografia, vídeo, instalação e outras linguagens; aproximadamente 160 obras de mais de 40 artistas. Belém recebeu, através da ação do projeto, uma coleção de fotografia contemporânea que está sob a guarda das duas instituições públicas parceiras: o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas e o Museu da UFPA.

A ação do Diário Contemporâneo, no sentido da formação de acervo, vai ao encontro das questões que serão debatidas a partir de pesquisas conduzidas por Nei. São elas: “Institucionalização de coleções privadas de arte contemporânea no Brasil”, na qual ele analisa a passagem do contexto privado para o público/privado de coleções de arte contemporânea; e “Perspectivas do Colecionismo de Arte Contemporânea”, inédita em âmbito nacional, onde ele faz uma imersão no procedimento colecionista de arte contemporânea, incluindo entrevistas com colecionadores de 17 estados do país.

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NEI VARGAS DA ROSA

Doutorando em Artes Visuais no PPGAV/UFRGS, com pesquisa sobre a institucionalização de coleções privadas de arte contemporânea. Em paralelo, conduz a pesquisa Perspectivas do Colecionismo de Arte Contemporânea no Brasil, com Bolsa Pesquisador do Instituto de Cultura Contemporânea. Curador do ciclo de debates Dinâmicas do Colecionismo de Arte Contemporânea, na A Casa do Parque/SP. Organizou o dossiê Sistema da Arte no Brasil da Revista Ouvirouver/UFU. Compõe a Comissão Organizadora do Simpósio Internacional de Relações Sistêmicas da Arte. É associado ao The Internacional Art Market Association, pelo subcomitê Mercado de Arte e Colecionismo: Portugal, Espanha e Brasil.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

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SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza palestra com Nei Vargas da Rosa. Data: 14 de agosto, às 19h. Local: Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. Entrada franca. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br

A criatividade nas lutas da arte em palestra de Isabel Gouvêa

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Abrindo formalmente a programação da 10ª edição, a fotógrafa Isabel Gouvêa realizou a palestra “Lutas criativas no campo da arte: As experiências da Bahia no Prêmio Pierre Verger e no Programa Kabum! de Arte e Tecnologia”. O encontro com o público ocorreu na última segunda-feira (24), no Museu da UFPA.

Foto: Irene Almeida

O público lotou o espaço para ouvir as experiências da artista com as duas diferentes instituições culturais. Ela apresentou a ONG CIPÓ-Comunicação Interativa e o seu desejo de transformação social. “Além de desenvolver os jovens, a gente sempre trabalhou a produção. Tudo o que a gente produzia, nós demos em retorno para a escola pública”, disse.

Sentimento de pertencimento e transformação dos sentidos. Foi o que ocorreu durante os 12 anos em que a Cipó realizou o Programa Kabum! de Arte e Tecnologia, para a formação de jovens de comunidades populares. Ela contou que “quando os jovens chegavam para iniciar uma nova turma, parecia que eles não tinham nenhuma identificação com o lugar de onde eles vinham”. Assim, uma das primeiras ações foi torná-los pesquisadores e conhecedores da sua cultura.

O mapeamento dos carrinhos de café, tradicionais na Bahia, foi um projeto de sucesso. Design, cultura e sustentabilidade estavam presentes em um objeto que simbolizava a criatividade e a inventividade dos anônimos em oposição ao design industrial. “É a necessidade versus o desejo forçado”, afirmou.

Outro tópico abordado foi o Prêmio Pierre Verger, nascido de uma lei e que não dialogava com a comunidade fotográfica local e nem dava retorno artístico, social e cultural ao estado. O Prêmio passou por diversas reformulações que foram fruto das lutas constantes. Em um certo momento existiu a possibilidade da sua não realização e Isabel contou que “mesmo a gente tendo críticas ao modelo, a gente lutou por ele”.

Ao fazer um paralelo entre a fotografia da Bahia e a do Pará ela não deixou de notar que só recentemente a articulação e o trabalho em grupo dos artistas do seu estado se fortaleceu.

Público vendo as publicações trazidas por Isabel. Foto: Irene Almeida

Criatividade, bom humor e persistência foram as ferramentas usadas, o que resultou, inclusive, na adesão da população à luta. “A gente usa pouco, a gente podia usar mais esse potencial criativo de se comunicar com o imaginário da população”, ressaltou.

Sua fala deu uma revigorada nos artistas locais ao comentar sobre os aspectos da luta do movimento em defesa da Casa das 11 Janelas. “Essa coisa de ninguém larga a mão de ninguém tem que reverberar na nossa energia para trazer a virada neste momento crítico em que nós vivemos”, comentou o fotografo Miguel Chikaoka.

Isabel também trouxe publicações que foram resultados de diferentes projetos que ela participou e deixou a disposição do público para conhecer.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

Isabel Gouvêa abre a programação de palestras do Diário Contemporâneo

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Integrante da comissão de seleção do 10º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, a fotógrafa Isabel Gouvêa aproveita a sua passagem pela capital paraense para realizar a palestra “Lutas criativas no campo da arte: As experiências da Bahia no Prêmio Pierre Verger e no Programa Kabum! de Arte e Tecnologia”. O bate-papo com o público será no dia 24 de junho, às 19h, no Museu da UFPA, com entrada franca.

Movimento Carta das Laranjeiras. Foto: Adelmo Santos

Paralelo ao seu trabalho pessoal de documentação antropológica do homem e da cultura das regiões Norte e Nordeste, com atenção especial para as festas populares, a artista também atua em colaboração com diferentes instituições culturais.

Na palestra, Isabel apresentará duas dessas experiências, o histórico do Prêmio Pierre Verger, criado em 2002 e que passou por mudanças e aperfeiçoamentos sempre como fruto de lutas da comunidade fotográfica local, através do Fórum de Fotografia da Bahia e do Movimento Carta das Laranjeiras. Serão compartilhados os aspectos criativos da luta desta última etapa do movimento.

Além disso, a fotógrafa abordará o Programa Kabum! de Arte e Tecnologia, desenvolvido por 12 anos pela ONG CIPÓ-Comunicação Interativa para a formação de jovens de comunidades populares. Segundo ela, “o programa trabalhou de forma transdisciplinar entre as linguagens de fotografia, vídeo, design e computação gráfica e alcançou resultados significativos na produção artística e em transformações socioeducativas”.

ISABEL GOUVÊA

Mestre em Artes Visuais pela UFBA, em 2008 e fotógrafa formada pela ECA/USP, em 1976. Atuou na comissão Prêmio Pierre Verger nos anos de 2006 e 2007 e como curadora da exposição e publicação da 6ª edição do Prêmio em 2017. Em 1980 começou a trabalhar na Fundação Cultural do Estado da Bahia, onde coordenou a pesquisa fotográfica do Projeto História dos Bairros de Salvador. Desenvolve trabalhos em arte e comunicação junto à ONG CIPÓ-Comunicação Interativa, com mostras realizadas em Salvador, São Paulo, Barcelona e Milão. Coordenou a Oi Kabum! Escola de Arte e Tecnologia de Salvador. Atualmente coordena a implantação do LabCIPÓ, espaço inovador de formação e produção em arte e tecnologia. Integra o Fórum dos Produtores Culturais da Fotografia Baiana e compõe a Diretoria Nacional da Gestão 2017-2019 da Rede de Produtores Culturais da Fotografia no Brasil – RPCFB.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza palestra com Isabel Gouvêa. Data: 24 de junho, às 19h. Local: Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. Entrada franca. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. Confirme presença no Evento do Facebook.

Ana Lira participa de roda de conversa pelo 9º Diário Contemporâneo

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia encerra sua programação de encontros com os artistas com uma roda de conversa com Ana Lira, fotógrafa e artista visual. “Narrativas em presentificação: um diálogo com o projeto Terrane” ocorrerá no dia 04 de julho, às 19h, no Museu do Estado do Pará. A entrada será franca.

Terrane. Foto: Ana Lira

A artista integra a mostra “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” com “Terrane”, um diálogo com a trajetória das cisterneiras do semiárido brasileiro. “Homens migravam para outras regiões em busca de trabalho e não retornavam. Ficavam comunidades formadas por mulheres e crianças à mercê de um imaginário que alimentava relatos de dor e violência, sem oferecer outras perspectivas; e uma cultura que dificultava a atuação de mulheres em profissões de construção, carpintaria, transporte, etc.”, conta

Ana Lira acompanhou o trabalho da Casa Mulher do Nordeste, uma reação à essa cultura que as estagnava em trabalhos que não condiziam com o cenário socioeconômico da região. Centenas de cisterneiras foram formadas. Porém, a falta de espaço no mercado de trabalho e os silenciamentos seguidos produziram um hiato de 10 anos sem formações até o retorno em 2017.

“A roda de conversa abordará as experiências do projeto Terrane como práticas de discussão e abandono do conceito de representação, dialogando sobre outras possibilidades de pensar a imagem como resultado de uma vivência coletiva”, finaliza.

SOBRE

Ana Lira é fotógrafa e artista visual que vive e trabalha em Recife. Seus trabalhos se debruçam sobre relações de poder e implicações nas dinâmicas de comunicação. Os projetos articulam narrativas visuais, material de imprensa, mídias impressas, publicações independentes, intervenções urbanas, textos e projetos educacionais especiais. É especialista em Teoria e Critica de Cultura e, nos últimos anos, também desenvolveu trabalhos de pesquisa independente, curadoria e projetos educacionais articulados com projetos visuais.

SERVIÇO: Roda de Conversa com Ana Lira. Data: 04 de julho de 2018, às 19h. Local: Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo debate Imagem, Política e a Sobrevivência do Desejo

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Imagem e testemunho. A fotografia é uma ferramenta para evidenciar situações sociais e trazer questionamentos sobre a complexidade do contexto vivido. Pensando nisso, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia convidou o professor Leandro Lage para debater “Imagem, Política e a Sobrevivência do Desejo”. A conferência será realizada no dia 28 de junho, às 19h, no Museu da UFPA, com mediação de Mariano Klautau Filho. A entrada será franca.

Dinho, da série Experiência do Erro, de Armando Sobral

A imagem promove mudanças e também é afetada por elas, assim, a fotografia foi se adaptando ao longo dos anos. Hoje o digital, o online e a portabilidade já são características intrínsecas suas. Mas além do cunho acelerado e altamente compartilhável, existe na imagem o desejo pela demora do olhar e pela reflexão crítica. Estética e política chamam, juntas, a atenção para o desequilíbrio e tensões do mundo.

“São as imagens capazes de transfigurar poeticamente as dinâmicas sensíveis que atravessam a luta política? De que modo essas operações no visível conseguem manifestar, esteticamente, o caráter político do desejo de emancipação e do poder de resistência?”, questiona Leandro que em sua conferência abordará imagem, política e a confrontação do humano com seu exílio inspirado nas perspectivas de J. Rancière e Didi-Huberman.

SOBRE

Leandro Lage é professor do Programa de Pós-Graduação em Comunicação, Linguagens e Cultura (PPGCLC-UNAMA). É doutor e mestre em Comunicação e Sociabilidades Contemporâneas pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Especialista em Comunicação: Imagens e Culturas Midiáticas também pela UFMG.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conferência com Leandro Lage. Data: 28 de junho de 2018, às 19h. Local: Museu da UFPA. Endereço: Av. Governador José Malcher – esquina com Generalíssimo Deodoro. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo promove Conversa com os Residentes

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Em 2017, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia concedeu dois dos seus prêmios no formato de residência artística. A aposta em uma experiência de formação e reflexão foi tão positiva que, em 2018, o conceito foi mantido. Os artistas premiados nesta edição, Ionaldo Rodrigues e Ricardo Ribeiro, além de Lívia Aquino e Marisa Mokarzel, suas respectivas tutoras, conversarão com o público de Belém sobre todo o processo. O encontro será no dia 21 de junho, às 19h, no Museu do Estado do Pará, com mediação de Mariano Klautau Filho. A entrada será franca.

O paraense Ionaldo Rodrigues foi para São Paulo e teve a artista e pesquisadora, Lívia Aquino, como tutora. Ele conquistou o Prêmio Residência Artística São Paulo com a sua pesquisa “C Nova Feira”, na qual apresenta um material fotográfico que conta um pouco da história local.

Edição de imagens na residência artística em São Paulo. Foto: Ionaldo Rodrigues

Durante o seu período de residência ele, a partir do convite de Lívia, participou de atividades formativas como aulas, curso e encontros de grupos de acompanhamento de produção e pesquisa. “Nesses encontros eu pude falar e mostrar um pouco o ‘C Nova Feira’ e outros trabalhos meus. Tive uma mediação crítica muito produtiva sobre os trabalhos e também escuta e troca sobre a produção de outros artistas”, conta.

Paralelo a esses momentos, o artista iniciou um trabalho a partir do arquivo/biblioteca da Empresa Paulista de Planejamento Metropolitano S.A – EMPLASA, fonte de pesquisa e referência a qual chegou ainda durante a produção de ‘C Nova Feira’. “No acervo físico da EMPLASA pude trabalhar com a reprodução fotográfica em macrofotografia de relatórios e planos diretores como fonte documental e espaço de investigação de sentidos entre palavra/imagem. A pesquisa desse material me levou a outro acervo, aos números da revista semanal Visão publicados durante a década de 1970, e disponibilizados pela biblioteca da ECA/USP. O acompanhamento desse trabalho e a edição em curso (nas fotos) está sendo feito com a participação da Lívia. A ideia que combinamos para conversa no Prêmio é o compartilhamento desse processo de produção/edição com as primeiras cópias de trabalho dispostas em uma mesa”, explica.

VIVÊNCIA EM BELÉM

Já o paulista Ricardo Ribeiro levou o Prêmio Residência Artística Belém e atuou na capital paraense tendo como tutora a curadora e pesquisadora, Marisa Mokarzel. Seu trabalho vencedor, “Puxirum”, tem lugar em São Pedro, uma comunidade de 120 famílias nas margens do rio Arapiuns, oeste do Pará.

Processos de reflexão na residência em Belém. Foto: Ricardo Ribeiro

“A residência foi excepcional e para mim veio num momento especial. Tendo concluído dois anos de trabalho de campo de ‘Puxirum’, eu precisava de tempo e foco para investigar o material produzido. Além disso, Belém se mostrou para mim uma cidade incrivelmente ativa do ponto de vista cultural. Vi e ouvi muita coisa boa e conheci pessoas incríveis, sempre dispostas a dar sua contribuição ao meu trabalho. Marisa Mokarzel, Paula Sampaio, Luiz Braga, Orlando Maneschy, José Viana e Marcone Moreira, meu ‘vizinho de residência’, são apenas algumas dessas pessoas que me ajudaram com o meu processo de criação. Isso sem falar, claro, no Mariano Klautau Filho, na Irene Almeida, no meu anfitrião, Milton Kanashiro, e todos na Fotoativa – eles verdadeiramente me conduziram pelas artes de Belém ao longo destes 40 dias”, comenta.

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A residência é uma forma de se apoiar e incentivar o desenvolvimento e a reflexão a partir das artes. “A troca entre artistas é fundamental. A arte não é uma ciência exata, não há certo e errado, nem verdades absolutas, é impossível aprender só pelos livros. A troca de experiências, percepções, conceitos e o ‘fazer’ são partes essenciais na formação de um artista e por isso a residência é tão importante – acredito muito nisso. Espero que o Diário Contemporâneo se fortaleça cada vez mais como um incentivador da formação de artistas comprometidos e que outras iniciativas semelhantes se espalhem pelo Brasil”, finaliza.

BANDEIRAS

Antes da conversa sobre a residência artística Lívia Aquino falará sobre “Viva Maria”, trabalho com o qual ela integra a exposição do MEP como convidada. Ele é uma citação direta à obra homônima de Waldemar Cordeiro, exposta na Bienal de Artes da Bahia de 1966, período da ditadura militar e que foi retirada pelo então governador Antônio Carlos Magalhães. “Cinquenta anos depois ela torna-se imagem frequente nas redes sociais associada a ‘canalhocracia’ escancarada no Brasil. O meu esforço é para mobilizar grupos distintos dispostos a costurar e conversar acerca de assuntos relevantes para os presentes, aquilo que pode ser de todos. Coser a palavra e ao mesmo tempo falar sobre quando somos feridos por ela – quando a canalhice é estrutural a ponto de respingar em todos nós”, explica a artista.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com os Residentes. Data: 21 de junho de 2018, às 19h. Local: Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

O pretexto da fotografia em conversa com Flavya Mutran

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A noite da última sexta-feira (18) foi marcada por uma “Conversa com Flavya Mutran”, artista convidada no 9º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, dentro da sua mostra individual “Lapso”, no Museu da UFPA. A programação teve mediação de Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Flavya Mutran na exposição “Lapso”. Foto: Irene Almeida

A artista iniciou sua fala contando sobre o contexto do seu trabalho nos anos 90 e no grupo Caixa de Pandora (formado por Cláudia Leão, Flávia Mutran, Mariano Klautau Filho e Orlando Maneschy). Ela destacou a importância do trabalho fundamental da Associação Fotoativa já naquela época. “Na primeira oficina da Fotoativa eu já senti uma atração muito forte pelo trabalho de laboratório”, disse.

Porém, seu interesse sempre foi para além da fotografia, esta era apenas o pretexto das suas investigações. Daí que o trabalho do grupo com a “fotografia construída” veio ao encontro das suas buscas. “Eu sentia vontade de fazer montagens que não fossem só fotográficas, queria experiências com a fotografia para além do suporte dela”, explicou. O grupo produzia trabalhos que não cabiam no que estava sendo produzido naquela época em Belém. Usavam o vídeo, a fotografia construída e manipulações de formatos. “Cada um tinha sua linha individual, seu processo de pensamento, mas a gente compartilhava muito um com o outro”, lembrou.

Flavya atuou muito com a fotografia no jornalismo, pois trabalhou como editora de imagens para assessorias de comunicação pública e privada. Segundo ela, “a série Quase Memória, por exemplo, é muito feita das sobras do filme jornalístico e de fotos minhas de família que estavam apodrecendo. Então, de certa forma, a jornalista sustentava a artista”. Após muitos anos na área da comunicação, o surgimento da especialização em artes visuais na UFPA a fez retornar o olhar para a pesquisa acadêmica e para o seu trabalho pessoal.

Na ocasião também foi distribuído o catálogo da coleção. Foto: Irene Almeida

O pretexto da fotografia e a necessidade de reflexão foram essenciais para a realização da exposição “Lapso”, que já vem das pesquisas de mestrado e doutorado da artista. “Na abertura da exposição eu vi coisas que, nas outras vezes que apresentei esses trabalhos, não havia percebido. Eu nunca havia mostrado desta forma, inclusive”, observou.

Ela apresentou as séries que compõem a mostra e trouxe os questionamentos: “como que as imagens estão circulando?”, “as imagens estão sempre associadas ao seu autor?”, “como que as pessoas se apropriam disso?”. Flavya comentou sobre o desaparecimento e o apagamento natural da história. A artista abraça a efemeridade e a obsolescência das imagens. “Lapso é assumir o erro, é um tempo de respiro”, finalizou.

VISITAÇÃO

A exposição “Realidades da Imagem, Histórias da Representação” exibe os trabalhos premiados, selecionados e participações especiais da 9ª edição do Diário Contemporâneo. As obras ficam no Museu do Estado do Pará – MEP. Além disso, o Museu da UFPA recebe a mostra individual “Lapso”, com trabalhos de Flavya Mutran, artista convidada e a mostra de videoarte “Audiovisual Sem Destino”, projeto de Elaine Tedesco. A visitação segue até dia 15 de julho.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

Diário Contemporâneo realiza Conversa com Rosely Nakagawa na próxima terça

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Com décadas de trabalho dedicadas à curadoria em fotografia a paulista Rosely Nakagawa desembarca em Belém para um encontro com o público paraense. Com entrada franca, a programação “Trajetória da curadoria de fotografia brasileira – uma conversa com Rosely Nakagawa” será realizada nesta terça (15), às 19h, no Museu do Estado do Pará. A mediação será de Mariano Klautau Filho, curador do projeto.

Corredor Casa Bruno de Menezes, 1998. Foto: Luiz Braga

No encontro serão debatidos temas como curadoria, mercado, coleções fotográficas e como tudo isso se relaciona com aqueles que produzem as imagens.

A associação entre curador e artista é fundamental no cenário artístico atual. Mais do que um editor, o curador se mostra como alguém que trabalha em conjunto, ativando a percepção do fotógrafo, além de propor situações e questionamentos que façam ele refletir sobre o trabalho desde o seu conceito até a apresentação final.

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Rosely conversará com o público sobre seu trabalho com os artistas da fotografia e sobre a valorização da atividade curatorial como um campo de reflexão sobre arte.

COLEÇÃO DE FOTOGRAFIAS

A formação de coleções fotográficas é uma atividade que vem crescendo junto da discussão sobre curadoria. Uma vez que ao optar por fazer a guarda de fotografias, o colecionador torna-se alguém que guarda também a memória.

Com esse pensamento, em 2016 o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia apresentou ao público a coleção de fotografia contemporânea que vem construindo desde o início do projeto ainda em 2010. Uma coleção compartilhada sob a guarda do Museu da UFPA e do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Uma coleção em constante processo de atualização e que conta com trabalhos de artistas de todas as regiões do país em diferentes suportes e linguagens.

Foto: Luis Alves, Fortaleza/CE.

ROSELY NAKAGAWA

É arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP/SP, com especialização em Museologia (USP) e em Semiótica da Comunicação (PUC/SP). Sócia fundadora das edições João Pereira (1974), curadora fundadora da galeria Fotoptica de 1979 até 1986, foi curadora da Casa da Fotografia Fuji e das galerias FNAC. Atua como curadora independente. Realizou exposições em capitais brasileiras e em São Paulo atua nos espaços culturais SESC, Caixa Cultural, MASP, Pinacoteca do Estado, Centro Cultural Vergueiro, Cinemateca Brasileira, Itaú Cultural, Fundação Bienal, entre outras galerias particulares. No exterior foi curadora de mostras nos Estados Unidos, Japão, França, Portugal, Argentina, México, Montevideo, além de ter sido cocuradora, com Guy Veloso, da mostra Extremos, na Europalia, em Bruxelas.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Museu do Estado do Pará, Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e colaboração da Sol Informática.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Conversa com Rosely Nakagawa. Data: 15 de maio de 2018, às 19h. Local: Museu do Estado do Pará. Endereço: Praça D. Pedro II, s/n. – Cidade Velha. Entrada franca. Informações: (91) 3184-9310;98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Site: www.diariocontemporaneo.com.br.

Palestra com John Fletcher encerra a programação da 8ª edição

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A visitação das mostras da 8ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia teve seu encerramento no último domingo (02), mas antes disso o projeto realizou a última ação da sua agenda de convidados, com a palestra “Diálogos sobre Artes Visuais e Amazônia(s)”, do professor e pesquisador John Fletcher. A programação que foi realizada no dia 30 de junho, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, contou com a mediação de Marisa Mokarzel.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Diálogos Sobre Artes Visuais e Amazônia(s) com John Fletcher Nas Onze Janelas. 30/06/2017.  Foto: Irene Almeida.
Fotos: Irene Almeida

John fez um panorama da história artística de Belém, apresentando espaços expositivos que contribuíram para o fortalecimento do circuito artístico local, além de eventos marcantes como o 1º Seminário sobre as Artes Visuais na Amazônia, organizado pelo Instituto Nacional de Artes Plásticas (INAP), sob a direção de Paulo Herkenhoff.

Nomes como Valdir Sarubi, Claudia Leão, Luiz Braga, Octavio Cardoso, Miguel Chikaoka, Mariano Klautau Filho, Luciana Magno, entre outros, foram citados por ele ao traçar os contornos da cena paraense que estava de fortalecendo.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Diálogos Sobre Artes Visuais e Amazônia(s) com John Fletcher Nas Onze Janelas. 30/06/2017.  Foto: Irene Almeida.

Apresentando tudo isso, John questionou, “como a arte pode comunicar ou atingir melhor os sujeitos para promover uma transformação política nos dias de hoje? ”. A arte comunica questões que fazem parte do cotidiano amazônico, mas o que seria a visualidade amazônica e como ela permanece hoje? “Nós devemos a todo instante problematizar a arte e seus lugares”, acrescentou.

Os anos 70 e 80 foram marcantes para a arte paraense e atualmente, no contexto de crise política e econômica, o processo criativo e critico encontra-se cada mais necessário para manifestar uma resposta a isso e a uma espécie de modus operandi artístico que é refém do mercado.

Belém, Pará, Brasil. Cultura. Diálogos Sobre Artes Visuais e Amazônia(s) com John Fletcher Nas Onze Janelas. 30/06/2017.  Foto: Irene Almeida.

“Os artistas têm que estar abertos a perceber os furos nas suas próprias metodologias. Se não estamos questionando a produção artística, então o que estamos fazendo? ”, finalizou John.

SERVIÇO: O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da Universidade Federal do Pará, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

8º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia promove palestra com John Fletcher

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia encerrará a sua agenda de convidados da 8ª edição com a palestra “Diálogos sobre Artes Visuais e Amazônia(s)”, do professor e pesquisador John Fletcher. A programação será realizada no dia 30 de junho, às 19h, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, com entrada franca. A mediação será de Marisa Mokarzel.

Ponta d’areia, 1988. Foto: Luiz Braga

Segundo John, “a palestra buscará elencar eventos, artistas e obras para propor uma compreensão sobre modos de vida e estéticas articuladas na e para as Amazônias. Para tanto, vamos discutir algumas das bases conceituais da produção artística em Belém, como se deu o desenvolvimento, maturação e desconstrução destas bases conceituais, para, então, fornecer alternativas de compreensão sobre regimes de historicidades próprios, com seu fluxo de visibilização de culturas, de suas autenticidades e vitalidades”.

Investigações e um olhar crítico sobre as transformações artísticas nas múltiplas Amazônias será o foco do encontro com o público. A palestra antecederá o encerramento da mostra VIII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no dia 02 de julho, que tem como tema as “Poéticas e Lugares do Retrato”, e exibe desde o retrato tradicional até as experimentações que expandiram os significados dessa representação artística. Além disso, a mostra “Interiores” apresentou, nas fotografias de Geraldo Ramos, artista convidado, as diversas paisagens e pessoas que formam a região Amazônica.

SOBRE

John Fletcher é Doutor em Antropologia pelo PPGA/UFPA e Mestre em Artes pelo PPGArtes/UFPA. Durante o Doutorado, realizou estudos e pesquisas na Universidad del Cauca, em Popayán, Colômbia, com extensão nas cidades de Santiago de Cali e de Medellín (primeiro semestre de 2015). Possui pesquisa a qual envolve Arte Contemporânea Paraense, Teoria Antropológica, Antropologia Visual e Pós-Colonialismo. Atualmente é Professor da Universidade Federal do Pará/UFPA, vinculado a Faculdade de Artes Visuais.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Palestra com John Fletcher. Data: 30 de junho de 2017, às 19h. Local: Espaço Cultural Casa das Onze Janelas. Endereço: Praça Frei Caetano Brandão s/n – Cidade Velha. Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Museu da UFPA, Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/SECULT-PA e apoio da Sol Informática. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.