Os movimentos e fluxos da Residência Artística Farol

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-> Inscrições prorrogadas até 30/04. Saiba mais AQUI.

Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo concederá todos os seus prêmios no formato de residências artísticas. Duas delas serão realizadas em Belém e Recife, a terceira será na llha de Mosqueiro. Cinco artistas serão premiados nesta última, sendo selecionados dois paraenses e três artistas de outros estados. A Residência Artística Farol será coordenada pela artista, pesquisadora e professora Lívia Aquino. Os interessados em participar deverão inscrever-se exclusivamente para esta categoria de residência coletiva. O dossiê deve ser anexado na ficha de inscrição. Todas as informações estão no site http://www.diariocontemporaneo.com.br/.

Os residentes, durante o período de 21 de junho a 10 de julho de 2020, terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol.  Eles participarão de encontros, conversas e atividades de experimentação e criação artística.

Por seu caráter coletivo, o Prêmio Residência Artística Farol é uma atividade autônoma, não integrada à mostra expositiva. Pensando nisso, o projeto formou uma comissão específica para realizar a seleção dos candidatos que realizarão essa atividade. Ela é formada por Alexandre Sequeira, Keyla Sobral e Lívia Aquino.

Viva Maria, intervenção de Lívia Aquino na fachada do MEP, no 9º Diário Contemporâneo. Foto: Irene Almeida

MOVIMENTOS E DINÂMICAS

A residência artística é uma proposta voltada à formação e experimentação do artista. “O deslocamento de seu círculo de relações sociais habituais e com a perspectiva de estar em convívio com o outro, instiga o artista a reorientar sua dinâmica de trabalho, pautada agora pela incorporação de outras linhas de força”, observou Alexandre Sequeira.

O artista paraense já recebeu dois residentes do Diário Contemporâneo em edições anteriores através do seu projeto Residência São Jerônimo. Isso vai ocorrer em 2020 de novo, quando um novo premiado de fora de Belém vier para cá.

A experiência da residência não tem impacto somente no artista, mas em todo o seu entorno e naquele que o acolhe, como é o caso de Alexandre.

“A Residência São Jerônimo mantém em sua estrutura, ainda a figura de um morador, no caso eu que, além de trabalhar como artista, atuo em outro contexto (o da universidade) como professor. Mas quando incorporei essa forma de utilização de meu espaço residencial, buscava, acima de tudo, a possibilidade de ativar encontros e trocas de ideias”, acrescentou.

Sem título, da série “Residência São Jerônimo”. Foto: Alexandre Sequeira.

PRÁTICAS COLETIVAS

A Residência Farol se diferencia das outras duas residências deste ano pelo seu aspecto coletivo. Serão cinco artistas que conviverão, realizarão trocas e terão experiências em comum.

Para isso, Lívia Aquino elaborou atividades especialmente pensadas para esta ação. “São conversas e trocas de processo entre os artistas residentes; ativações e ações partilhadas e/ou coletivas que podem ser construídas pelos residentes; encontros com artistas e pesquisadores que vivem e produzem em Belém; rodas de leituras que partem da experiência da ilha do Mosqueiro, sua história e da praia do Farol, bem como da casa onde acontece a residência”, contou ela.

Lívia também já recebeu dois residentes do Diário Contemporâneo antes. Desta vez, ela também se desloca, torna-se alguém em movimento, fora do seu ambiente cotidiano. Isso tudo tem impacto, inclusive, nas dinâmicas que ela realizará em Mosqueiro.

Retrato Falado 1, de Keyla Sobral, selecionada em 2017.

A LIBERDADE DO FAZER

As residências do Diário Contemporâneo não têm o compromisso com a apresentação de um resultado expositivo. O projeto propõe liberdade para que os artistas criem, pensem e se dediquem aos seus procedimentos. Ao fazer isso, investe na formação e mostra que a arte não está presa a um produto final, mas sim, ao processo. É por isso que o projeto entende a importância de dar todo o suporte e estrutura para que os artistas desenvolvam seus trabalhos.

“É extremamente enriquecedor essa troca de experiências, esse diálogo, que faz você pensar no seu próprio trabalho. Você não fica preocupado com um resultado imediato, acaba possibilitando uma aproximação mais minuciosa com o seu projeto, a sua pesquisa. É um momento de trocas e reflexões, e, que pode culminar num trabalho fechado ou em andamento. Para mim, o importante é o processo, a própria experiência desse encontro”, finalizou Keyla Sobral.

SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até o dia 29 de março. Informações: Rua Gaspar Viana, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310, 98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

A criatividade nas lutas da arte em palestra de Isabel Gouvêa

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Abrindo formalmente a programação da 10ª edição, a fotógrafa Isabel Gouvêa realizou a palestra “Lutas criativas no campo da arte: As experiências da Bahia no Prêmio Pierre Verger e no Programa Kabum! de Arte e Tecnologia”. O encontro com o público ocorreu na última segunda-feira (24), no Museu da UFPA.

Foto: Irene Almeida

O público lotou o espaço para ouvir as experiências da artista com as duas diferentes instituições culturais. Ela apresentou a ONG CIPÓ-Comunicação Interativa e o seu desejo de transformação social. “Além de desenvolver os jovens, a gente sempre trabalhou a produção. Tudo o que a gente produzia, nós demos em retorno para a escola pública”, disse.

Sentimento de pertencimento e transformação dos sentidos. Foi o que ocorreu durante os 12 anos em que a Cipó realizou o Programa Kabum! de Arte e Tecnologia, para a formação de jovens de comunidades populares. Ela contou que “quando os jovens chegavam para iniciar uma nova turma, parecia que eles não tinham nenhuma identificação com o lugar de onde eles vinham”. Assim, uma das primeiras ações foi torná-los pesquisadores e conhecedores da sua cultura.

O mapeamento dos carrinhos de café, tradicionais na Bahia, foi um projeto de sucesso. Design, cultura e sustentabilidade estavam presentes em um objeto que simbolizava a criatividade e a inventividade dos anônimos em oposição ao design industrial. “É a necessidade versus o desejo forçado”, afirmou.

Outro tópico abordado foi o Prêmio Pierre Verger, nascido de uma lei e que não dialogava com a comunidade fotográfica local e nem dava retorno artístico, social e cultural ao estado. O Prêmio passou por diversas reformulações que foram fruto das lutas constantes. Em um certo momento existiu a possibilidade da sua não realização e Isabel contou que “mesmo a gente tendo críticas ao modelo, a gente lutou por ele”.

Ao fazer um paralelo entre a fotografia da Bahia e a do Pará ela não deixou de notar que só recentemente a articulação e o trabalho em grupo dos artistas do seu estado se fortaleceu.

Público vendo as publicações trazidas por Isabel. Foto: Irene Almeida

Criatividade, bom humor e persistência foram as ferramentas usadas, o que resultou, inclusive, na adesão da população à luta. “A gente usa pouco, a gente podia usar mais esse potencial criativo de se comunicar com o imaginário da população”, ressaltou.

Sua fala deu uma revigorada nos artistas locais ao comentar sobre os aspectos da luta do movimento em defesa da Casa das 11 Janelas. “Essa coisa de ninguém larga a mão de ninguém tem que reverberar na nossa energia para trazer a virada neste momento crítico em que nós vivemos”, comentou o fotografo Miguel Chikaoka.

Isabel também trouxe publicações que foram resultados de diferentes projetos que ela participou e deixou a disposição do público para conhecer.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

Inscrições para a nona edição entram na sua reta final

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As inscrições para a 9ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia foram prorrogadas até o dia 26 de março. O Projeto concederá três prêmios no valor de R$10.000,00 cada, sendo dois deles na forma de bolsa para residência artística nas cidades de São Paulo e Belém. O edital com a ficha de inscrição está disponível no link.

“Vivaz”, série premiada de Guido Couceiro Elias

A greve dos correios adiou em alguns dias o encerramento das inscrições. Mariano Klautau Filho, curador do Projeto, considera que “uma prorrogação sempre funciona a favor do artista, para que ele possa se organizar mais e mandar o seu material. Portanto, sempre terá um lado positivo apesar de mexer no nosso cronograma geral. Acredito que o resultado é termos muito mais opções e diversidade de trabalhos para selecionar”.

Os trabalhos terão como ênfase a temática “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”. O tema escolhido tem como objetivo selecionar e premiar obras que proponham uma reflexão ampla sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão histórica.

Sobre o que espera para esta nona edição de um projeto que já se firmou como um dos grandes editais de fotografia e arte do país, Mariano acrescenta que suas expectativas são “as melhores possíveis, além da curiosidade em como os artistas vão interpretar a proposição temática este ano. Digo isso porque a fotografia sempre estabeleceu com a vida social uma relação muito intensa, e as questões da representação da realidade estão sempre em pauta quando falamos do signo fotográfico”, explica.

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

Pelo segundo ano consecutivo o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia concede dois de seus prêmios na forma de bolsa para residência artística. Sobre isso, Mariano comenta que “é importante continuar a experiência das residências, porque estamos desenvolvendo uma experiência nova, aprendendo a lidar com essa dinâmica. É um aprendizado que abre a possibilidade de o artista estabelecer relações com outros ambientes distintos de seu lugar de origem. A residência no Diário Contemporâneo é um laboratório para todos nós”, afirma.

Fotografia produzida por Guido Couceiro Elias durante a residência em São Paulo

Em 2017, da Bahia, Hirosuke Kitamura veio para Belém e o paraense Guido Couceiro Elias foi para São Paulo. “Depois de quase um ano da residência, percebi que ela foi um marco na minha vida, não apenas pela importância do prêmio, mas pela experiência em si, pelo o que ela mexeu comigo. Não foi fácil para mim ir a São Paulo com 18 anos, ainda não tendo iniciado os estudos na faculdade de Artes Visuais. Foi uma espécie de pulo, me colocou em uma realidade que eu não estava pronto ainda, mas se não fosse a residência, talvez eu não estivesse pronto para essa realidade hoje. Foi um momento muito especial”, lembra Guido.

Serão selecionados no máximo vinte artistas, incluindo os três premiados. O artista poderá inscrever-se livremente e concorrer a qualquer um dos prêmios de acordo com a sua linha de trabalho. O edital abre espaço também para propostas em vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional realizado pelo jornal Diário do Pará, com apoio da Vale, apoio institucional do Museu do Estado do Pará – MEP, do Sistema Integrado de Museus/Secult-PA e do Museu da UFPA.

SERVIÇO:  O IX Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até dia 26. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Realidades da Imagem, Histórias da Representação é a temática do 9º Diário Contemporâneo

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza em 2018 a sua 9ª edição. “Realidades da Imagem, Histórias da Representação”, temática escolhida, tem como objetivo selecionar e premiar obras que proponham uma reflexão ampla sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão histórica. As inscrições estão abertas e seguem até 13 de março de 2018. O edital com a ficha de inscrição está disponível no site www.diariocontemporaneo.com.br.

Da série Fora do Lugar, de Alex Oliveira, selecionada em 2017.

Toda produção artística está ligada ao seu tempo e aos seus autores, sendo assim uma expressão histórica desde já. Por mais que a fotografia tenha alcançado o patamar de arte, abraçando a ficção, ela nunca deixou de ter relação com o mundo real. O que mudou foi a forma de se relacionar. O que antes tinha a obrigação de ser a cópia fiel da realidade, hoje se apresenta como um recorte dela, um olhar, uma possibilidade sensível que convida para ao diálogo.

Mariano Klautau Filho, curador do projeto, propõe vários questionamentos acerca do tema, “quais os mecanismos da arte diante do contexto social? Quais os papéis que desempenham as imagens fotográficas na arte em face de realidades tão concretas? Quais reflexões podemos construir sobre a prática social por meio da arte e o fazer artístico como expressão social? Qual o lugar do artista nas representações históricas e nas histórias da representação? A fotografia oferece, desde seu surgimento, vários desafios. É o que o IX Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia propõe para o ano de 2018”.

Que obras representariam esta nossa realidade tão complexa? A crise de representação atual tem a ver com a falta de reconhecimento político, questões de raça, classe social, gênero e sexualidade.

Os artistas narram o mundo em que vivem. Ao acolher as diversas ideias, grupos e debates o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia reforça a potência da arte em resistir e de se fazer presente no que estar por vir.

Da série Cracolândia, de Tuca Vieira, selecionada em 2012

O PRÊMIO

Serão concedidos três prêmios no valor de R$10.000,00 cada, sendo dois deles na forma de bolsa para residência artística nas cidades de São Paulo e Belém. Os selecionados e premiados participarão da 9ª Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Museu do Estado do Pará – MEP, que ocorrerá no período de 08 de maio a 09 de julho de 2018.

O Diário Contemporâneo abre espaço também para propostas em vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes. O artista poderá inscrever-se livremente e concorrer a qualquer um dos prêmios de acordo com a sua linha de trabalho. Serão selecionados no máximo vinte artistas, incluindo os três premiados.

Aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trata-se de um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional. É uma realização do jornal Diário do Pará com apoio da Vale, apoio institucional do Museu do Estado do Pará – MEP, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA e do Museu da UFPA.

SERVIÇO:  IX Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia já está com inscrições abertas. Informações: Rua Gaspar Vianna, 773 – Reduto. Contatos: (91) 3184-9310; 98367-2468; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Acesse o edital desta 8ª edição

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 EDITAL e FICHA DE INSCRIÇÃO

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realizará em 2017 a sua 8ª edição. Trata-se de um projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade. Aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no País, o Prêmio é promovido pelo jornal Diário do Pará e conta com o patrocínio da Vale e com as parcerias do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA e do Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA).

São três prêmios no valor de R$ 10.000,00 cada, sendo que dois deles serão concedidos na forma de bolsa para residência artística nas cidades de São Paulo e de Belém. Os selecionados e premiados participarão da Mostra VIII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, na Casa das Onze Janelas, que ocorrerá no período de 04 de maio a 02 de julho.

Com o tema “Poéticas e lugares do retrato”, o objetivo dessa edição é abrir espaço para propostas em fotografia, vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes. O projeto selecionará e premiará obras que proponham um diálogo com as práticas e poéticas do retrato, desde a sua configuração tradicional até as experiências e representações que possam expandir os seus lugares e significados enquanto ação artística. Além disso, o projeto incentivará a educação e a pesquisa com uma programação de palestras, encontros com artistas, oficinas e atividade educativa com as escolas.

Participe!

Diário Contemporâneo abre inscrições para a 8ª edição

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Por: Debb Cabral

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza em 2017 a sua 8ª edição. Depois de se voltar para a Coleção de Fotografias este ano, o projeto retorna ao formato de edital. “Poéticas e lugares do retrato”, temática escolhida, tem como objetivo selecionar e premiar obras que proponham um diálogo com as práticas e poéticas do retrato, desde a sua configuração tradicional até as experiências e representações que possam expandir os seus lugares e significados enquanto ação artística. As inscrições estão abertas e seguem até 15 de fevereiro de 2017. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.diariocontemporaneo.com.br.

Belém, Pará, Brasil. Cidade. Palacete Faciola, Martín Pérez, UY e Cecilia Moreno, RN. Artista convidado da 7ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. 10/03/2016. Foto: Martín Pérez.
Palacete Faciola. Foto: Martín Pérez

O retrato é uma das mais tradicionais formas da fotografia. Segundo Mariano Klautau Filho, curador do projeto, “a proposta desse tema é trabalhar sobre o gênero retrato, ampliar a sua significação para além da figura humana, ou seja, pensar os espaços em que ocorrem as identificações e identidades e olhar os lugares no quais ocorrem os diálogos”. O Diário Contemporâneo abre espaço também para propostas em vídeo, instalações, projeções e trabalhos que misturam suportes.

São três prêmios no valor de R$10.000,00 cada, sendo que dois deles serão concedidos na forma de bolsa para residência artística nas cidades de São Paulo e Belém. Os selecionados e premiados participarão da 8ª Mostra Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, no Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, que ocorrerá no período de 04 de maio a 02 de julho de 2017.

O artista poderá inscrever-se livremente e concorrer a qualquer um dos prêmios de acordo com a sua linha de trabalho. Serão selecionados no máximo vinte e cinco artistas, incluindo os três premiados.

RESIDÊNCIA ARTÍSTICA

A grande novidade desta 8ª edição são os dois prêmios no formato de intercâmbio. Um artista de Belém fará residência artística em São Paulo, sob a orientação da artista e pesquisadora Lívia Aquino, em parceria com o Atelier Condomínio Cultural; e um artista de fora da capital paraense fará em Belém, sob a orientação do artista e pesquisador Alexandre Sequeira, por meio de seu projeto de pesquisa “Residência São Jerônimo”. A premiação destes será usada como recurso para a realização de sua proposta poética no período de até 45 dias e o resultado será apresentado na mostra junto aos selecionados. “A residência é uma forma de fazer com que os artistas se envolvam mais na formação do projeto”, explicou Mariano.

O JURI

Alexandre Sequeira (PA) é artista plástico e fotógrafo. Mestre em Arte e Tecnologia pela UFMG, doutorando em Arte pela mesma Instituição e professor do Instituto de Ciências da Arte da UFPA. Desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social.

Camila Fialho (RS) é pesquisadora independente em artes. É colaboradora da Associação Fotoativa, na coordenação do Núcleo de Pesquisa e do Laboratório de Projetos. Formada em Letras e Mestre em Literatura Francesa, tem especialização em Práticas Curatoriais e Gestão Cultural. Em suas pesquisas, transita entre reflexões sobre o território da Amazônia contemporânea, tensões entre palavra e imagem, práticas colaborativas e gestão em espaços híbridos independentes.

Isabel Amado (RJ) é curadora e especialista em conservação. Desde 2000 dirige a empresa Anima Montagens, especializada na organização e na manutenção de arquivos e acervos de fotografia. É sócia da Galeria da Gávea, especializada em fotografia brasileira contemporânea, inaugurada em agosto de 2009, no Rio de Janeiro e mantêm um escritório em São Paulo especializado em fotografias vintage.

Aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia trata-se de um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional. É uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, do Museu da UFPA e apoio da Sol Informática.

SERVIÇO: VIII Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia já está com inscrições abertas. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; premiodiario@gmail.com, contato@diariocontemporaneo.com.br e www.diariocontemporaneo.com.br.

Edição de 2016 será lançada nesta terça

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Por: Debb Cabral

A edição de 2016 do Diário Contemporâneo tem como destaque a constituição oficial da Coleção Diário Contemporâneo de Fotografia. O lançamento ocorre no dia 02 de fevereiro (terça-feira), às 19h, no Museu da UFPA.

Banner 2016

A política de acervo pensada desde a concepção, foi ampliada a partir de 2012, passando a se desenvolver de modo sistemático. O Museu da UFPA e o Espaço Cultural Casa das 11 Janelas, parceiros do projeto, recebem obras de artistas convidados e premiados, respectivamente. Além disso, outros artistas que participaram do Prêmio ao longo de sua existência também doaram obras. Em 2016 o público poderá ver o resultado do processo de unificação desse conjunto de trabalhos sob a guarda das instituições parceiras.

Entre os fotógrafos paraenses que integram a Coleção, podemos destacar alguns nomes como Luiz Braga, Emídio Contente, Wagner Almeida, Ionaldo Rodrigues e Ana Mokarzel. E já no âmbito nacional, artistas como Tuca Vieira, Pedro Clash, Mateus Sá, Renan Teles e Ivan Padovani são alguns dos 46 fotógrafos que possuem obras no acervo.

Confirme presença no evento AQUI.

Criado em 2010, o Diário Contemporâneo chega a sua 7ª edição em 2016. A cada ano um tema foi escolhido, exceto em 2015, cuja temática livre foi permitida. Nesta edição será visto algo totalmente novo.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto nacional, que em seus anos de atuação contribuiu para a consolidação do Pará como lugar de reflexão e criação em artes, além de proporcionar o diálogo entre a produção local e nacional.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo lança edição de 2016. Data: 02 de fevereiro de 2016. Horário: 19h. Local:Museu da UFPA (Av. Governador José Malcher (esquina com Generalíssimo Deodoro). Entrada franca. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará, com patrocínio da Vale, apoio institucional da Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus/ Secult-PA, Sol Informática e Museu da Universidade Federal do Pará (MUFPA). Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 98367-2468; contato@diariocontemporaneo.com.brpremiodiario@gmail.com .

Edição de 2016 será lançada em fevereiro

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capa evento lançamento

Em 2016 o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realiza sua 7ª edição. O projeto nacional que incentiva a cultura, a arte e a linguagem fotográfica em toda a sua diversidade, contará com uma extensa programação de palestras, encontros com artistas, oficinas e atividades educativas com as escolas.

O lançamento da edição de 2016  está marcado para o dia 02 de fevereiro, às 19h, no Museu da Universidade Federal do Pará – MUFPA. Após essa data o público encontrará no site www.diariocontemporaneo.com.br mais detalhes sobre a edição.

Olhares sobre a cidade

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> Imagem da série Projeto Symbiosis, de Roberta Carvalho (PA)

> Imagem da série Gente no Centro, de Silas José de Paula (CE)

> Imagem da série Luzes Inimigas, de Leonardo Sette (PE)

O alargamento das relações possíveis com a fotografia é a principal marca dos trabalhos selecionados ao II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Silas José de Paula (CE), Leonardo Sette (PE) e Roberta Carvalho (PA) foram escolhidos nas categorias “Crônicas Urbanas”, “Diário Contemporâneo” e “Diário do Pará”, respectivamente. Três olhares particulares sobre o espaço e o tempo da cidade, proposto pelo tema “Crônicas Urbanas”.

> Confira aqui a lista completa de participantes

“Além da diversidade dos trabalhos, nos chamou atenção o potencial na representação da imagem fotográfica aliada a outras esferas da imagem na tecnologia”, destaca o curador geral do prêmio, Mariano Klautau Filho. A comissão julgadora – formada pelo curador, historiador e crítico de arte Tadeu Chiarelli; a curadora e professora Marisa Mokarzel; e o fotógrafo e professor Alexandre Sequeira – analisou 254 trabalhos vindos de todas as regiões do Brasil. Participaram da seleção artistas de São Paulo (SP), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ), Florianópolis (SC), Fortaleza (CE), Curitiba (PR), Salvador (BA), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), São Luiz  (MA), Cuiabá (MT), Brasília (DF), Aracajú (SE), Macapá, (AP) e Manaus (AM).

Cada vencedor receberá um prêmio de R$ 10 mil, além uma ajuda de custo para a produção dos trabalhos, no valor de R$ 1.200 – que será conferida a todos os 21 artistas selecionados. Os trabalhos serão reunidos em uma mostra aberta no dia 15 de março no MUFPA.

DIVERSIDADE

“É um conjunto de trabalhos que desmonta um entendimento mais conservador. Mais do que escolher os melhores, reunimos um grupo que aponta questões muito relevantes para a discussão da linguagem fotográfica hoje, da sua amplitude”, diz Alexandre Sequeira. “Premiados e selecionados circunscrevem um campo de discussão extenso, reflexões maduras, que precisam ser observadas”.

Marisa Mokarzel concorda. “O júri ficou atento para o fato de que não se trata de um salão, ou seja, a discussão vai muito além do caráter puramente competitivo. Temos, afinal, um grupo de 21 premiados, entre artistas iniciantes e experientes. São crônicas urbanas sob os mais variados pontos de vista, o exercício da fotografia em suas múltiplas possibilidades, sem distinções”, complementa.

Premiado na categoria “Crônicas Urbanas”, destinada a trabalhos de abordagem documental voltada ao cotidiano ou originados de um projeto autoral de documentação, o cearense Silas José de Paula conferiu uma atmosfera onírica a cenas aparentemente triviais na série “Gente no Centro”, em que registra o movimento diário no centro da cidade, com sua suas ruas movimentadas, seus camelôs e sua pressa característica.

O prêmio “Diário Contemporâneo”, destinado a trabalhos cujo conceito se relaciona com instalação, vídeo, objetos ou performances, foi conquistado pelo pernambucano Leonardo Sette, que impressionou o júri com a instalação “Luzes Inimigas”, em que articula o rigor da fotografia urbana em preto e branco e a fluidez do vídeo, em uma narrativa em tom confessional.

Roberta Carvalho venceu na categoria Diário do Pará, prêmio que abrange todas as poéticas e propostas conceituais, destinado somente a fotógrafos paraenses ou residentes atuantes no Pará. “Projeto Symbiosis”, desenvolvido pela artista desde 2009, constrói-se de projeções multimídia em copas de árvores, discutindo a interação entre homem e natureza.

Além da premiação e da mostra, a programação prevê ciclo de palestras, bate-papos, encontros com artistas, oficinas e atividades de arte-educação. Hoje o projeto abre inscrições para a oficina “Fotografia Documental”, que será ministrada por Guy Veloso, experiente foto-documentarista, que teve seu projeto mais recente, “Penitentes”, exposto na 29ª Bienal de São Paulo. Todas as atividades são gratuitas.

(Texto: Assessoria de  Comunicação)

Em imagens, a complexidade urbana

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II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia propõe olhares sobre a cidade

“A técnica está sempre a serviço de uma ideia”, defende o fotógrafo Alexandre Sequeira. A afirmação, segundo ele, serve para conduzir o trabalho fotográfico, que exige compreensões poéticas e sensíveis acima de quaisquer conhecimentos tecnicistas. É claro que com o domínio técnico o fotógrago amplia suas possibilidades de expressões estéticas, mas Alexandre, que integra a comissão de seleção do II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, garante que o conceito também é parte primordial da fotografia. Ele e os professores e curadores Marisa Mokarzel e Tadeu Chiarelli ficarão atentos para a capacidade de reflexão dos trabalhos inscritos. A partir do dia 03 de janeiro, artistas do Brasil inteiro poderão inscrever trabalhos no concurso, que tem como tema “Crônicas Urbanas”.

O projeto pressupõe pensar sobre a cidade como elemento fundamental para a constituição da linguagem fotográfica. Os artistas selecionados serão avaliados quanto à diversidade do pensamento e da linguagem, no campo das imagens e histórias geradas e vividas nos espaços urbanos. “A fotografia é um elemento provocador, indutor da reflexão. O tema está ligado à crise das cidades, que buscam suas soluções para problemas do meio ambiente. As artes plásticas em geral são mais herméticas, mas a linguagem fotográfica é mais fácil para propor, pois é uma linguagem artística imbricada com a nossa vida, já que consumimos imagens”, explica Alexandre.

NOVIDADES

Para a segunda edição, algumas novidades foram estabelecidas, ressaltando o aperfeiçoamento do projeto. A primeira delas é a apresentação de Luiz Braga como artista convidado, com uma parte de sua pesquisa e produção fotográfica expostas em mostra particular, em harmonia com o tema do projeto. Pelo incontestável registro da urbanidade da cidade Belém, de maneira peculiar, desde os seus primeiros ensaios na década de 1970, Luiz Braga vai dialogar com a equipe de organização do projeto a fim de decidir, dentro de seu extenso trabalho, o que poderá compor a mostra. “Serão selecionadas de oito a dez fotografias, que vão ocupar uma das salas do museu, como parte da exposição dos trabalhos selecionados. A fotografia do Luiz tem uma atmosfera urbana de um ponto de vista inusitado”, explica Mariano, que destaca o mais recente trabalho do fotógrafo, “Verde-Noite, 11 Raios na Estrada Nova – Fotografia Night Vision”, no qual ele volta a fotografar a Estrada Nova, em Belém.

Além disso, será montada também uma exposição paralela, no Museu Casa das Onze Janelas, com fotografias dos repórteres fotográficos do jornal Diário do Pará. Mariano conta que a ideia foi lançada pela fotógrafa Irene Almeida, que também compõe a equipe de organização do projeto, e foi proposta justamente porque aqueles fotógrafos estão diretamente relacionados com a dinâmica da cidade, registrando-a diariamente. Agora, as fotografias de 14 profissionais sairão dos arquivos e acervos para o museu. “Eles possuem um trabalho que não é mostrado. Vamos aproximar esse universo, trazer o dia-a-dia da cidade para a fotografia contemporânea. É a maneira de chegar até esses arquivos”, explica o curador. É mais um espaço que abarca o Premio Diário Contemporâneo de Fotografia, que este ano terá mais um mês disponível para as visitações, o que vai viabilizar a ampliação das ações educativas. A exposição ocorre de 15 de março a 15 de maio do ano que vem.

LANÇAMENTO

Durante a solenidade de lançamento da segunda edição, ocorrida no último dia 16, alguns pontos fundamentais foram lembrados, como, por exemplo, o pioneirismo do prêmio, o primeiro no estado pensado exclusivamente para a linguagem fotográfica e seus desdobramentos. O diretor-presidente do Diário do Pará, Jader Barbalho Filho, disse que esse foi o motivo fundamental para a realização do projeto, que foi criado para valorizar ainda mais a já reconhecida importância da produção e reflexão acerca da fotografia desenvolvida ao longo dos últimos anos. “Nós idealizamos esse prêmio com a ideia de valorizar a fotografia. Faltava um prêmio exclusivamente para essa linguagem. Com isso, esperamos elevar o reconhecimento da fotografia paraense”, disse.

Ainda durante o lançamento, foi realizada a entrega simbólica da série “Lugares Imaginários”, de Octávio Cardoso, premiada na primeira edição do prrojeto, ao acervo do MUFPA.

A professora Jussara Derenji, diretora do MUFPA, afirmou que nesta segunda edição a parceria com o grupo RBA se consolida. “Esperamos continuar esta e outras parcerias. Queremos resgatar o papel de vanguarda que a Universidade possuía para as artes visuais na Amazônia, que se perdeu um pouco ao longo dos anos”, explicou.

Karla Melo, representante regional da Vale, patrocinadora do projeto, enfatizou a parceria com o grupo RBA e destacou o compromisso com a valorização e estímulo para a arte. “Nós comemoramos essa parceria. O prêmio está sendo realizado com paixão por vencer desafios e para valorizar a cultura local. Nesta segunda edição o projeto está ainda mais belo, com grandes artistas, que procuram olhar para a cidade com outra perspectiva”.

INSCRIÇÕES

O período de inscrição é de 03/01 a 05/02 de 2011. Para os trabalhos enviados por correio, a data limite para postagem será o dia 5/2/2011. Informações: 3224-0871 / 3242 – 8340.

(Texto: Assessoria de  Comunicação)