A obsolescência das instituições em debate na 11ª edição

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No último dia (05), o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia realizou a sua segunda programação de encontros com o público. As pesquisadoras Keyna Eleison (MAM/RJ), Rosely Nakagawa (Diário Contemporâneo/PA) e Heldilene Reale (Candeeiro/PA) participaram da conversa com o tema “Estarão as instituições de arte obsoletas?”, integrante do eixo “Curadorias compartilhadas e arte hacker: pensando os limites da instituição de arte”, proposto por Ceci Bandeira que fez a mediação da conversa. 

Rosely Nakagawa, Heldilene Reale, Keyna Eleison, Ceci Bandeira e Mariano Klautau Filho na live no YouTube

Mariano Klautau Filho, curador do projeto, iniciou o encontro apresentando a ideia do Comitê Científico e dos eixos propostos por Ceci Bandeira, Heldilene Reale e Sávio Stoco.

Na conversa, Rosely Nakagawa, curadora convidada desta edição, observou que “há uma necessidade de renovação nos espaços dos museus. As performances, as produções de arte contemporâneo provocam essa necessidade de renovação dentro das instituições”.

Muitos destes espaços ainda sofrem com a sazonalidade política. “É muito frustrante porque a gente depende de uma vontade política que muitas vezes não corresponde a importância daqueles museus”, acrescentou.

Para quem são feitas as instituições? Elas são para todos ou para uma pequena parcela da sociedade? A quem serve um museu? Para quais interesses? “​Uma instituição pertence a quem? Aos indivíduos ou ao Estado/empresas privadas que as gerencia?”, indagou Val Sampaio.

Precarização, obsolescência e renovações foram alguns dos temas abordados. “Esses espaços são espaços públicos, eles precisam encontrar maneiras de se comunicar com a sociedade”, enfatizou Heldilene Reale. 

A arte contemporânea vem para questionar a obsolescência para a qual as instituições caminham.“É importante falar sobre essas propostas artísticas que provocam e atingem as instituições”, acrescentou Ceci Bandeira.

“Trazer uma prática independente para dentro de uma institucionalidade” faz a diferença conforme relatado por Keyna. “É interessante ter uma dinâmica coletiva porque as certezas vão caindo”, disse ela sobre sua experiência no MAM/RJ.

Paralelo a toda a luta para manter as instituições tradicionais relevantes, atuantes e em diálogo com a população ainda é possível observar o surgimento de espaços independentes. “Esses espaços são respiro que a gente precisa ter quando o circuito das instituições os invisibilizam”, finalizou Heldilene. 

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, patrocínio da ALUBAR e patrocínio master da VALE.

Diário Contemporâneo promove conversa sobre instituições de arte

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com sua programação formativa. As pesquisadoras Keyna Eleison (MAM/RJ), Rosely Nakagawa (Diário Contemporâneo/PA) e Heldilene Reale (Candeeiro/PA) participam de um encontro com o público às 19h desta quinta-feira (05). A conversa com o tema “Estarão as instituições de arte obsoletas?” integra o eixo “Curadorias compartilhadas e arte hacker: pensando os limites da instituição de arte”, proposto por Ceci Bandeira que fará a mediação da conversa. O encontro será transmitido ao vivo pelo canal do YouTube do Diário Contemporâneo.

Rosely Nakagawa (Foto: Lana Soares), Keyna Eleison (Foto: Fabio Souza) Ceci Bandeira (Foto: Divulgação), e Heldilene Reale (Foto: Natan Garcia)

Segundo o curador do projeto, Mariano Klautau Filho, “a proposta é criar um diálogo entre as três pesquisadoras e suas experiências no circuito de arte dentro e fora das instituições, considerando as necessidades de transformação das funções que desempenham os museus, além de fomentar novas possibilidades para a relação do fazer artístico com a comunidade”.

O eixo proposto por Ceci Bandeira busca, em suas palavras, “pensar quais maneiras de superarmos os limites dos museus, progressivamente, construindo pontes onde ainda existem muros, ou melhor, fazer com que o museu, fortalecido como bem público e como instituição dinâmica exerça o seu papel comunitário”.

Como medida de prevenção e saúde, toda a programação desta 11ª edição do Diário Contemporâneo será realizada de forma virtual. Isso também possibilita que pessoas de outros lugares do Brasil e do mundo possam participar dos debates promovidos pelo projeto.

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BIOGRAFIAS

Keyna Eleison é mestre em História da Arte e especialista em História da Arte e da Arquitetura pela PUC-Rio. É curadora, escritora e pesquisadora e ensina na Escola de Artes Visuais do Parque Lage. Recentemente assumiu, ao lado de Pablo Lafuente, a diretoria artística do Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro (MAM/RJ).

Rosely Nakagawa é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP/SP, com especialização em Museologia (USP) e em Semiótica a Comunicação (PUC/SP). Atua como curadora independente, tendo realizado exposições no Brasil e no exterior. Ela é a curadora convidada da 11ª edição do Diário Contemporâneo.

Heldilene Reale é doutora em Artes (UFMG) e mestre em Comunicação, Linguagem e Cultura (UNAMA). Atualmente atua como artista, pesquisadora e realiza curadoria na galeria do espaço cultural Candeeiro.

Ceci Bandeira é mestra em Artes pela UFPA. Possui experiência em arte-educação e mediação cultural de exposições em museus e galerias de arte.  Integra o coletivo Nacional TROVOA como curadora independente e articuladora do estado do Pará.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo promove conversa sobre instituições de arte. Data: 05 de novembro de 2020. Horário: 19h. Local: canal do YouTube do projeto. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, patrocínio da ALUBAR e patrocínio master da VALE. Informações: (91) 98367-2400,  diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

A curadoria da 11ª edição em encontro com Rosely Nakagawa

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Na última sexta-feira (30), a curadora convidada desta edição, Rosely Nakagawa, participou de uma conversa ao vivo no canal do YouTube do Diário Contemporâneo. O encontro teve como tema “Curadoria e expografia do 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia” e contou com a mediação de Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto.

Rosely Nakagawa e Mariano Klautau Filho na live no YouTube

Quase 70 pessoas estiveram assistindo ao vivo a primeira transmissão do Diário Contemporâneo. Este ano, como medida de prevenção e segurança ao novo coronavírus, toda a programação formativa será realizada online. Este formato também possibilita que pessoas de fora da capital paraense possam acompanhar em tempo real os debates.

Na ocasião, Rosely falou da sua relação com Belém e de como isso faz parte da sua trajetória. “Belém não só produz fotografia, mas também produz reflexão sobre o ato fotográfico”, observou ela ao citar nomes como Miguel Chikaoka e Alexandre Sequeira. “Belém é uma potência na fotografia do Norte do Brasil”, comentou Márcio Vasconcelos durante a live.

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Sobre o Diário Contemporâneo, a curadora ressaltou a dinâmica própria do projeto que não se restringe a premiação e tem ações como palestras, oficinas e a visitação escolar (suspensa este ano em virtude da pandemia), tudo isso desdobrado a partir da temática escolhida para a edição. “Vocês trabalham o tema como uma provocação e não como algo fechado”, analisou ela que ainda destacou que o tema Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, inspirado no romance homônimo de Rubem Fonseca, é pertinente ao momento em que estamos vivendo.

Rosely Nakagawa apresentando a expografia desta edição

Rosely falou sobre o papel do curador, sobre a seleção de trabalhos desta edição e sobre as soluções encontradas para realizar a mostra com segurança dentro do atual contexto.

Ela mostrou o projeto expográfico, destacando sala por sala e os artistas presentes nelas. “Um belo diálogo curatorial entre arquitetura, literatura e as imagens”, observou Jorge Eiró nos comentários da live.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, patrocínio da ALUBAR e patrocínio master da VALE. 

Diário Contemporâneo realiza Encontro com Rosely Nakagawa

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O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inaugura sua programação formativa nesta sexta-feira (30). Rosely Nakagawa, curadora convidada da mostra Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos participa de um encontro com o público às 19h. A conversa, com o tema “Curadoria e expografia do 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia”, terá a mediação de Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto, e será transmitida ao vivo pelo canal do YouTube do Diário Contemporâneo.

Foto: Lana Soares

Rosely Nakagawa é arquiteta pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP/SP, com especialização em Museologia (USP) e em Semiótica da Comunicação (PUC/SP). Atua como curadora independente, tendo realizado exposições no Brasil e no exterior. Rosely coordenou a comissão formada por Luiz Braga e Makiko Akao que selecionou os trabalhos da mostra coletiva deste ano.

“A fala da Rosely será um relato sobre a concepção curatorial da mostra e seu processo de produção e realização”, explicou Mariano Klautau Filho. A ideia curatorial de Rosely trouxe novidades estéticas, como o uso de concreto e madeira, além da criação de um ambiente acolhedor e seguro para o visitante.

Rosely acentuou que apresentará no encontro “como foi o processo de projetar o espaço no museu com a equipe de designers e o curador geral, diante do tema e dentro do período excepcional em que vivemos”. A mostra Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos trabalha o conceito de um percurso único, com entrada e saída definida, além da criação de espaços de distanciamento dentro do próprio museu, tudo isso em harmonia com as obras e dialogando com a proposta dos artistas selecionados.

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Como medida de prevenção e saúde, toda a programação desta 11ª edição será realizada de forma virtual. Isso também possibilita que pessoas de outros lugares do Brasil e do mundo possam participar dos debates promovidos pelo projeto.

SERVIÇO: Diário Contemporâneo realiza Encontro com Rosely Nakagawa. Data: 30 de outubro de 2020. Horário: 19h. Local: canal do YouTube do projeto. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar. Informações: (91) 98367-2400,  diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

Diário Contemporâneo abre exposições em novo ciclo do projeto

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A 11ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia está pronta para receber o público a partir desta quarta-feira (21), no Museu do Estado do Pará. O visitante poderá conferir de perto a mostra coletiva Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos, com curadoria convidada de Rosely Nakagawa, e O Lago do Esquecimento, individual de Paula Sampaio, com curadoria de Mariano Klautau Filho. O agendamento é feito pelo site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br. Ontem (20), alguns dos artistas participantes desta edição e os realizadores se encontraram para uma abertura reservada. 

Rosely Nakagawa, Mariano Klautau Filho, Camilo Centeno, Armando Sobral e Nilton Lobato na abertura da 11ª edição. Foto: Irene Almeida

Insistir e não desistir. Na ocasião, Mariano Klautau Filho, curador geral do projeto, ressaltou a importância das exposições estarem acontecendo, mesmo com todas as dificuldades impostas pelo ano de 2020. “Eu acredito que esta 11ª edição só está acontecendo hoje devido ao Camilo Centeno, ele não desistiu e batalhou para que ela se realizasse ainda este ano. Hoje iniciamos o que eu chamo de a ‘segunda década do projeto’, onde estamos experimentando algumas novidades para que nós tenhamos um fôlego mais interessante. Pela primeira vez, nós temos uma curadora convidada para trabalhar o tema na mostra principal, a Rosely Nakagawa, uma pessoa que já colabora há muitos anos com a produção do Pará. Eu a escolhi para inaugurar essa curadoria e, a partir daqui, vamos imprimir no projeto uma série de discussões sobre curadoria compartilhada”, disse.

Karina Motoda, Henrique Montagne, Zé Barretta, Melvin Quaresma, Suely Nascimento e Anna Ortega são alguns dos artistas desta edição. Foto: Irene Almeida

Rosely coordenou o júri que fez a seleção dos trabalhos da mostra coletiva e, a partir do tema proposto para 2020, fez a curadoria das obras. Ela contou com a assistência e o projeto expográfico de Flávio Franzosi e com o desenho de luz de Lucia Chedieck. “Eu queria ressaltar algumas coisas, a primeira é a importância do Prêmio, que não é apenas um prêmio que seleciona os melhores trabalhos, mas ele tem a preocupação com a formação. Assim, o Prêmio da forma como ele se estrutura, não me surpreende que seja estabelecida, então, como a primeira ação realizada neste período desastroso que estamos vivendo. Nós estamos vivendo um período convalescente e se não fossem ações como a nossa, eu penso que a cultura não sobreviveria, já que ela está sendo constantemente ameaçada. A ação de abrir uma exposição dessa envergadura neste momento é da maior importância, é para ajudar que a nossa convalescença seja mais rápida e mais saudável”, refletiu.

Mariano Klautau Filho e Paula Sampaio apresentam ao grupo a mostra O Lago do Esquecimento. Foto: Irene Almeida

Camilo Centeno, diretor geral do Grupo RBA, ressaltou que o Diário Contemporâneo é um projeto que se desdobra pelo ano todo, não somente na época das exposições e que, com a pandemia, todo o planejamento feito para esta edição teve que ser reestruturado. Assim, soluções foram estudadas para realizar o Prêmio com segurança e qualidade. “Tivemos que repensar tudo, tudo foi diferente este ano. É a 11ª edição e, como o Mariano disse, este é o primeiro ano de uma nova década. Foram muitas reuniões, planejamentos e eu acredito que a cultura paraense e a arte da fotografia mereciam este esforço todo. Assim, foi algo totalmente novo e pela primeira vez nós estamos inaugurando a visitação virtual, nós vamos permitir que as pessoas, de onde elas estejam, acompanhem tudo o que foi montado aqui. Isso é maravilhoso e é um legado que este momento vai nos deixar”, finalizou.

Mariano Klautau Filho e Paula Sampaio observam a publicação da artista que saiu encartada no Jornal Diário do Pará. Foto: Irene Almeida

Mariano e Rosely fizeram pequenas visitas guiadas pelas exposições nas quais são curadores. Paula Sampaio, que teve uma publicação especial sobre o seu trabalho encartada no Jornal Diário do Pará, também conversou sobre suas obras com os presentes e Rosely ainda aproveitou para conversar com os mediadores do projeto.

Dairi Paixão e Flávio Franzosi acompanhados dos mediadores culturais desta edição. Foto: Irene Almeida

VISITAÇÃO

Até 20 de dezembro de 2020.

📌Terça a sexta: 10 às 16h

📌 Sábado e domingo: 09 às 14h

🗓 AGENDAMENTO

É necessário o agendamento prévio da visitação no site: www.diariocontemporaneo.com.br

😷 VISITA SEGURA

Para visitar as exposições com maior segurança, o visitante deverá cumprir com os procedimentos de prevenção ao contágio do novo coronavírus.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar. Informações: (91) 98367-2468 e educativopremiodiario@gmail.com.

11º Diário Contemporâneo está com agendamento de visitas aberto

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A 11ª edição do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia traz diversas novidades ao público. Seja pelas soluções encontradas para a sua realização diante do atual contexto, seja pelos trabalhos que serão apresentados e/ou pelo recorte escolhido, 2020 ficará marcado na memória do projeto. O público poderá conferir de perto as mostras Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos e O Lago do Esquecimento a partir das 10h desta quarta-feira (21), no Museu do Estado do Pará. Como medida de prevenção e segurança, as visitas devem ser agendadas com antecedência no site www.diariocontemporaneo.com.br. A visitação seguirá aberta até 20 de dezembro, de terça a sexta, das 10 às 16h, sábado e domingo, das 09 às 14h.

A temática desta edição partiu do livro de Rubem Fonseca que dá nome a exposição coletiva. Rubem faleceu neste mesmo ano de 2020, enquanto o Brasil estava começando a vivenciar a intensidade do que é a pandemia do Coronavírus. Assim como o resto do mundo, o Diário Contemporâneo também foi impactado pelo que vem acontecendo. O calendário do projeto mudou, a realização da mostra foi transferida para este segundo semestre, a seleção dos trabalhos foi feita online e a formação dos mediadores culturais que irão atuar no museu também. Uma comissão cientifica foi formada e, de forma virtual, está estruturando a programação desta 11ª edição. “Apesar de toda a contracorrente que o ano de 2020 está nos impondo, creio que estamos reagindo bem em não só decidir produzir a 11ª edição, mas produzi-la com as transformações e experiências necessárias ao novo ciclo que o projeto inaugura, sua segunda década. Pela primeira vez iniciamos a experiência da curadoria convidada, Rosely Nakagawa, para a grande mostra e também instituímos um comitê científico para pensar a programação de encontros e palestras constituído por Heldilene Reale, Ceci Bandeira e Savio Stoco, convidados pela curadoria”, afirma o curador geral, Mariano Klautau Filho.

Currais das Almas, de Beto Skeff, selecionado em 2020.

As novas tecnologias foram incorporadas ao processo para que o projeto não deixasse de ocorrer. Com todo isso, até a primeira curadora convidada, Rosely Nakagawa, vem atuando a distância. Os encontros virtuais com a produção e a curadoria do projeto seguem ocorrendo. De São Paulo, Rosely preparou a expografia desta edição, tendo ao seu favor o fato de que é profunda conhecedora da fotografia paraense e dos espaços museais de Belém.

Virtualmente, as salas do Museu do Estado do Pará foram reproduzidas e até a iluminação já veio estudada. Blocos de concreto e ripas de madeira invadiram o museu e o que o público irá ver a partir do dia 21 será uma montagem distinta do tratamento tradicional que normalmente é dado ao MEP, propondo o museu como um espaço mais cênico em que a iluminação, a cargo de Lúcia Chediek, dialoga mais diretamente com as obras. A estética se aliou a necessidade de encontrar soluções para realizar a exposição de maneira adequada diante da atual realidade. “A minha preocupação foi a de colocar os trabalhos na exposição de um jeito que a pessoa que visita se sinta acolhida, se sinta bem-vinda”, disse Rosely.

A mostra Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos exibirá os trabalhos de Alline Nakamura (SP), Andreev Veiga (PA), Arthur Seabra (PA), Beto Skeff (CE), Cecília Urioste (PE), Élcio Miazaki (SP), Fernando Jorge (CE), Hans Georg (RJ), Henrique Montagne (PA), Iezu Kaeru (PE), José Diniz (RJ), Karina Motoda (SP), Lara Ovídio (RJ), Melvin Quaresma (PA), Miriam Chiara (MG), Tetsuya Maruyama (RJ), Vanessa Ramos Carvalho (BA) e Sérgio Carvalho (PI) e Zé Barretta (SP).

Anna Ortega (RS), premiada com a Residência Artística Belém, e Suely Nascimento (PA), premiada com a Residência Artística Recife, também participarão da mostra. As duas embarcam para as suas residências no início de 2021, assim como o grupo formado por Janaina Miranda (DF), Ícaro Moreno Ramos (MG) e Gabriela Sá (RN), Jessica Lemos (BA), Giovanna Picanço Consentini (PA) e Marcílio Caldas Costa (PA), vencedores da Residência Farol, que irão para a residência coletiva na Ilha de Mosqueiro sob a coordenação de Lívia Aquino.

O Lago do Esquecimento, de Paula Sampaio, artista convidada nesta edição.

ARTISTA CONVIDADA

A fotógrafa Paula Sampaio é a artista convidada desta edição. Seu trabalho tem forte cunho documental e se debruça sobre temas como ocupação, memória, migração e colonização na região amazônica.

Em 2013, ela lançou o livro O Lago do Esquecimento, fruto de sua pesquisa sobre o impacto do represamento das águas do rio Tocantins para a quarta maior hidrelétrica do mundo: Tucuruí.

Na paisagem transformada pela inundação, Paula encontrou restos de árvores, animais e de histórias afogadas nesse lago de esquecimentos. Também encontrou as pessoas que vivem em torno das águas represadas, antigos moradores que viram a sua vida transformada pela força das águas e da ação humana.

O Lago do Esquecimento nunca havia sido apresentado no formato de uma exposição individual e este foi o recorte escolhido por Mariano Klautau Filho na curadoria desta mostra. “Estou muito contente em poder contar com o trabalho da Paula Sampaio como convidada desta edição, uma artista cuja obra já acompanho desde o final dos anos 1980 e que venho estudando, mais especialmente desde o início dos anos 2000. E creio que a série O Lago do Esquecimento é um trabalho inquietante e bastante atual porque trata do desprezo pela natureza e pelas comunidades que vivem na Amazônia, além de nos provocar um impacto visual que está relacionado diretamente ao aspecto trágico do tema”, finalizou o curador da exposição.

>>> BAIXE AQUI O ENCARTE ESPECIAL DE PAULA SAMPAIO

SERVIÇO: 11º Diário Contemporâneo abre agendamento de visitas. Local: Museu do Estado do Pará. O agendamento de visitas é feito pelo site www.diariocontemporaneo.com.br. A visitação seguirá aberta até 20 de dezembro, de terça a sexta, das 10 às 16h, sábado e domingo, das 09 às 14h. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar. Informações: (91) 98367-2468 e educativopremiodiario@gmail.com.

As dinâmicas virtuais do minicurso de formação de mediadores

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Como, em tempos de distanciamento social, possibilitar as aproximações que a arte demanda? Este e outros dilemas foram debatidos no minicurso de formação de mediadores culturais ocorrido na última semana. Com o tema “Como mediar emoções e ficções? A formação do mediador cultural na contemporaneidade”, a ação educativa deste ano refletiu sobre o papel do mediador neste e em diferentes contextos.

Dairi Paixão, coordenadora da ação educativa, trouxe as práticas, poéticas e dinâmicas para o virtual e em um chat online os participantes se encontraram por quatro dias. “Para mim, é muito importante esse momento de troca”, disse Dairi.

Já no momento da apresentação, os inscritos dividiram suas experiências anteriores e também aquilo que os motivou a atuarem na mediação cultural. “A arte não tem paredes, ela é um espaço aberto para todo mundo”, lembrou Andreza Machado, participante do minicurso.

Nas conversas, o grupo buscou entender o que é a mediação cultural e a sua importância para a parte pedagógica da arte. “A gente vê o museu como um espaço para o turista, mas, como alguém da área do turismo, eu entendo que primeiro a gente tem que aproximar esse espaço das pessoas daqui”, destacou a participante Ana Flávia Feijó.

Para quem é o museu? Muitos participantes relataram como foi a experiência inicial que tiveram com os espaços museais e como isso os marcou. Que imagens nos acompanham? Dairi debateu com os participantes o fato de que as pessoas já têm seus próprios repertórios visuais e visitam os museus munidos deles. Assim, a mediação amplia a visão educativa nessa atividade onde o visitante é e deve ser estimulado a participar diretamente da troca de conhecimentos. “Esse encontro com o outro sempre vai ser um diálogo, uma escuta, uma provocação”, observou a coordenadora.

Pertencimento foi uma das palavras mais debatidas. “A maior dificuldade entre o público e a exposição é a cultura da elite. A sociedade criou uma cerca sobre os museus que definia quem pertencia e quem não. Tanto em relação ao público quanto em relação ao artista”, destacou o participante Davi Rodrigues.

Em duplas, os participantes tiveram o exercício de apresentar que imagens os acompanham em imagens imaginárias e imagens narradas. Na sequência, conheceram os trabalhos e artistas que compõe a exposição e conversaram sobre cada um deles.

O último dia de curso foi marcado pela presença de Rosely Nakagawa. A curadora convidada desta edição interagiu com os participantes, falou sobre o processo de seleção dos trabalhos, sobre a temática escolhida e sobre a montagem e a curadoria realizadas a distância. “Eu acho muito interessante a relação da literatura com a linguagem visual, porque ela também tem seus sujeitos, seus predicados”, disse Rosely.

As perguntas foram muitas e a conversa seguiu com Rosely abordando seus processos de trabalho e as soluções encontradas para realizar a exposição de maneira adequada diante da atual realidade. “A minha preocupação foi a de colocar os trabalhos na exposição de um jeito que a pessoa que visita se sinta acolhida, se sinta bem-vinda”, frisou a curadora.

Dairi encerrou a ação formativa informando o protocolo de saúde e segurança estabelecido para esta edição, além de tirar as dúvidas dos participantes. Após estes quatro dias de encontros, a coordenadora escolheu a equipe de mediadores que atuará no projeto.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo divulga premiados e selecionados da 11ª edição

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Em 2020, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia se reinventou mais uma vez. No decorrer dos últimos meses, com a realidade do coronavírus, foi preciso se reconfigurar. As inscrições já são realizadas online e, desta vez, a seleção dos trabalhos também foi. Os dois júris trabalharam nos últimos dias em reuniões virtuais para definir os escolhidos entre os 414 dossiês enviados no total.

“Foi um processo diferente. Nos reunirmos virtualmente, mas trabalhamos coletivamente com muito espaço para troca e para escuta do outro. Foram es escolhidos projetos com poéticas e falas potentes, o que vislumbro uma residência bem interessante, efervescente”, disse a artista Keyla Sobral, integrante da comissão da Residência Farol.

Comissão de seleção da Residência Farol. Foto: Irene Almeida.

Novas dinâmicas que aproximaram, por meio da internet, aqueles que há muito não se viam e puderam, então, se reunir para se debruçar sobre a arte. “O encontro virtual com Lívia e Keyla foi muito produtivo. Tivemos reuniões em alguns dias onde, primeiramente, líamos as proposições, as cartas de intenções e analisávamos trabalhos já realizados pelos artistas inscritos. Tomamos alguns princípios norteadores para nossas escolhas. Essencialmente consideramos que, apesar das pesquisas pessoais e das questões motivadoras de cada proponente, as propostas deveriam se colocar suficiente abertas ao contato com o lugar e com os outros participantes para efetivamente ‘ganhar corpo’. Isso por vezes era perceptível nas propostas de trabalho propriamente ditas mas, outras vezes, se evidenciava na carta de intenções – uma busca por diálogo, por troca, por ser afetadx pelo lugar. Ficamos felizes por chegar a um grupo, ao nosso ver, plural e rico de possibilidade de trocas, colaborações e aprendizados“, contou o professor e artista Alexandre Sequeira, do mesmo júri.

ABRAÇOS E ENCONTROS VIRTUAIS

“Para mim, foi uma experiência gratificante para esse período de quarentena, quando estava, de certa forma, emocionalmente desestruturada. Senti que são novas formas trabalho que chegaram para ficar. A seleção ocorreu tranquila, sem mudanças do presencial. Apenas, sem os abraços! Agradeço a oportunidade de conhecer trabalhos de muitos artistas”, disse a galerista Makiko Akao, que esteve na seleção dos trabalhos para a mostra Vastas Emoções e Pensamentos Imperfeitos.

Comissão se seleção da mostra 2020:
Luiz Braga (Foto: Juliany Ledo),
Rosely Nakagawa (Foto: Lana Soares) e
Makiko Akao (Foto: Irene Almeida)

A arte vem como uma resposta ao que se vive, mas ela também traz os seus próprios questionamentos. “A seleção deste ano foi muito peculiar e surpreendente. A primeira surpresa foi o número de inscritos. Por conta da pandemia eu esperava menos trabalhos. Mas o número foi uma média dos últimos prêmios. A segunda surpresa foi a qualidade dos trabalhos e a abrangência nacional dos inscritos. O processo de seleção, graças à tecnologia não foi difícil. Os arquivos dos projetos sempre são enviados por PDF e os aplicativos de comunicação permitiram e facilitaram as diversas reuniões dos curadores e jurados. Foi peculiar a avaliação dos projetos diante da disposição e energia dos envolvidos. A pandemia e o desgoverno estiveram presentes o tempo todo nas discussões, contextualizando as nossas escolhas. Não tinha como ser indiferente”, analisou Rosely Nakagawa que este ano é curadora convidada da mostra.

O Diário Contemporâneo reorganizou seu calendário trazendo a realização das mostras e residências para o segundo semestre, nos meses de outubro e novembro, garantindo assim mais cuidado com a saúde de todos.

“O ato de se prosseguir com a realização do prêmio este ano é um ato de resistência e de valorização da arte e dos artistas. O conjunto de trabalhos escolhidos é uma teia que reforça o papel da arte em trazer esperança ao mundo. A presença da Rosely, como primeira curadora convidada, é também mais um elemento importante e positivo. Ela é uma pessoa muito acolhedora que certamente vai conduzir isso muito bem”, finalizou o fotógrafo Luiz Braga.

Confira o resultado da seleção:

PREMIADOS E SELECIONADOS 2020

  • Anna Ortega (RS) – PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM
  • Suely Nascimento (PA) – PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE
  • Alline Nakamura (SP)
  • Andreev Veiga (PA)
  • Arthur Seabra (PA)
  • Beto Skeff (CE)
  • Cecília Urioste (PE)
  • Élcio Miazaki (SP)
  • Fernando Jorge (CE)
  • Hans Georg (RJ)
  • Henrique Montagne (PA)
  • Iezu Kaeru (PE)
  • José Diniz (RJ)
  • Karina Motoda (SP)
  • Lara Ovídio (RJ)
  • Melvin Quaresma (PA)
  • Miriam Chiara (MG)
  • Tetsuya Maruyama (RJ)
  • Vanessa Ramos Carvalho (BA) e Sérgio Carvalho (PI)
  • Zé Barretta (SP)

RESIDÊNCIA FAROL

  • Janaina Miranda Lima Silva (DF)
  • Ícaro Moreno Ramos (MG) e Gabriela Sá (RN)
  • Jessica Lemos (BA)
  • Giovanna Picanço Consentini (PA)
  • Marcílio Caldas Costa (PA)

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo estende inscrições até 25 de maio

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A pandemia do novo coronavírus teve impacto em todos os segmentos, incluindo o da cultura que mostra agora a sua capacidade de reinvenção e adaptação. Assim, como medida preventiva e visando resguardar a saúde de todos, a organização do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia decidiu estender as inscrições para a sua 11ª edição. O  prazo final para o envio de dossiês é 25 de maio de 2020. A ficha e as informações sobre a edição estão disponíveis no site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br.

Bruxos e Curandeiros: A Magia Bantu entre África, Cuba e Maranhão. Foto: Márcio Vasconcelos, selecionado em 2019

Os interessados que submeterem os seus trabalhos concorrerão a um dos três prêmios de residência artística. Além disso, 20 artistas serão escolhidos para integrar a mostra com curadoria convidada de Rosely Nakagawa.

A organização do Diário Contemporâneo afirmou que “ainda não é possível definir com exatidão no edital um novo cronograma detalhado para a execução do projeto, no entanto, garantimos a disponibilidade de pauta com os museus parceiros para as exposições e residências artísticas para os meses de outubro e novembro deste ano”.

Além disso, a nota oficial acrescenta que “este período poderá sofrer alterações de acordo com os futuros informes oficiais sobre a pandemia, no sentido de criarmos mecanismos que nos permita realizar uma 11ª edição com segurança para todos os artistas e profissionais envolvidos em nosso projeto”.

“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, referência direta ao romance do escritor brasileiro Rubem Fonseca, falecido no mês passado, é o tema da 11ª edição. Assim, no prêmio de fotografia, vem da literatura a provocação e o ponto de partida para uma reflexão sobre a realidade do mundo atual.

“Este é o momento de recolhimento, prevenção, cuidado com a saúde e com o coletivo”, finaliza a organização do Diário Contemporâneo.

O PROJETO

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um edital aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país.

Em sua 11ª edição, ele propõe atividades mais compartilhadas desde as suas residências artísticas até as experiências curatoriais e programação formativa.

SERVIÇO:  11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inscreve até 25 de maio. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.

Diário Contemporâneo segue com inscrições abertas

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-> Inscrições prorrogadas até 25/05. Saiba mais AQUI.

O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas aos artistas e fotógrafos brasileiros. A ficha e as informações sobre a edição estão disponíveis no site do projeto: www.diariocontemporaneo.com.br. O prazo foi estendido e 30 de abril é o último dia para os interessados submeterem o seu dossiê e concorrerem a um dos três prêmios de residência artística. Além disso, 20 artistas serão escolhidos para integrar a mostra com curadoria convidada de Rosely Nakagawa.

“Vastas emoções e pensamentos imperfeitos”, referência direta ao romance de Rubem Fonseca, foi o tema escolhido para esta edição. Uma provocação que parte da ficção para que o artista a interprete no mundo real.

Pequeno ritual do tempo, de Coletivo Amapoa, selecionado em 2019.

“Gostava de perambular pelas ruas, para ver as pessoas” diz o narrador e protagonista da história. O quanto isso mudou para todos nos dias atuais de isolamento social e reclusão doméstica? Que mundo se vê pelas janelas das casas, das TVs, das telas de celulares e computadores?

O projeto toma de empréstimo “o impacto poético que o belo e significativo título de Fonseca é capaz de causar sobre o artista a ponto de, por meio de sua múltipla significação, lhe oferecer ferramentas possíveis para a expressão de um mundo contemporâneo que, a um só golpe, avança e recua no limite das distopias; se movimenta entre conquistas da liberdade e o fracasso das políticas; ou que ‘simplesmente’ é arrebatado por fortes emoções que tornam por vezes os caminhos erráticos como alternativas poéticas de resistência”, explica Mariano Klautau Filho, curador do Diário Contemporâneo.

Todos os anos os artistas devolvem os questionamentos do projeto com outros questionamentos, outras inquietações. Este ano não será diferente, talvez isso seja até potencializado. Este é o poder da arte de fazer comunicação, de dar forma ao que é apenas pensamento.

Ficção e vida real. Experiências do cotidiano são transformadoras e, por isso, este ano o projeto aposta nas potencialidades da residência artística em suas premiações.

São elas: 

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA BELÉM

Destinado a um artista domiciliado fora do Pará. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade, sob a orientação do artista e pesquisador Alexandre Sequeira, por meio de seu projeto de pesquisa “Residência São Jerônimo”.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA RECIFE

Destinado a um artista paraense atuante e/ou domiciliado no Pará por pelo menos três anos. O premiado receberá uma bolsa para residir e produzir na cidade de Recife/PE, sob a orientação da artista visual Ana Lira.

PRÊMIO RESIDÊNCIA ARTÍSTICA FAROL

Destinado a cinco artistas, dois paraenses e/ou residentes no Pará por pelo menos três anos e três de outros estados. Os premiados receberão uma bolsa para residirem e produzirem na Ilha fluvial de Mosqueiro/PA. Eles terão como atelier e local para hospedagem uma residência na Praia do Farol, além da orientação da artista Lívia Aquino.

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O PROJETO

Criado em 2010, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um edital aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país.

Em sua 11ª edição, ele propõe atividades mais compartilhadas desde as suas residências artísticas até as experiências curatoriais e programação formativa.

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SERVIÇO:  O 11º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia segue com inscrições abertas. Contatos: (91)98367-2468 e diariocontemporaneodfotografia@gmail.com. Edital e inscrições no site:  www.diariocontemporaneo.com.br. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus, SECULT e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática e patrocínio da Alubar.