Diário Contemporâneo divulga selecionados para curso com Tadeu Chiarelli

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O Pintor, Paulo Pasta, 1987

“Práticas curatoriais: fotografia e imagem fotográfica em exposição” será ministrado pelo curador e crítico, Tadeu Chiarelli.

O curso será constituído de quatro encontros em que Tadeu apresentará reflexões em torno de exposições e textos que produziu a partir de questões relativas ao uso da fotografia e da imagem fotográfica por parte de alguns artistas brasileiros.

Confira a lista dos selecionados:

  • Adan Bruno Costa da Silva
  • Ademilton Azevedo de Arruda Júnior
  • Alberto Bitar
  • Alberto da Silva Amaral
  • Ana Carolina Reis Farias
  • André Luis Lima Parente
  • Beatriz Rodrigues Rosas
  • Camila Ferreira Araujo Freire
  • Carolina Venturini Passos
  • Ceci Leal Bandeira
  • Debora Suely do Espírito Santo Souza
  • Deia do Socorro Pinheiro Lima
  • Ednaldo Nunes Britto
  • Elissuam do Nascimento Barros de Souza
  • Evna Mara Moura Gutierrez
  • Felipe Pamplona
  • Flávia Suanny Santana de Souza
  • Geraldo Teixeira
  • Glauce Patrícia da Silva Santos
  • Guido Couceiro Elias
  • Guy Benchimol de Veloso
  • Heldilene Guerreiro Reale
  • Ionaldo Rodrigues da Silva Filho
  • Iza Girard
  • Janice Shirley Souza Lima
  • Jean Ribeiro
  • Jessica Calandrine Vasques
  • João Polaro
  • John Fletcher Couston Junior
  • Joyce Dias Nabiça
  • Jorge Eiró
  • Juliana Padilha de Sousa
  • Karina da Silva Martins
  • Kely Roberia Teixeira da Silva
  • Keyla Cristina Tikka Sobral
  • Lilia Silvestre Chaves
  • Lucas da Silva Negrão
  • Luiz Leonardo Leão Modesto
  • Maria Madalena Felinto
  • Makiko Akao
  • Marcelo Kalif de Sousa
  • Marcia Cristina Pinho Gomes
  • Marcio Lins de Carvalho
  • Marisa de Oliveira Mokarzel
  • Marise Maués Gomes
  • Maurício Igor Neves
  • Mayara Louiza Amancio da Silva Lima
  • Melissa Barbery
  • Nilson Corrêa Damasceno
  • Nina Matos
  • Octavio Silva Cardoso
  • Otavio Henriques Nascimento Nepomucena
  • Pablo Mufarrej
  • Paloma Silva da Costa
  • Paula Daniela Alves
  • Paula Fernanda Giordano do Couto
  • Raphael da Luz Melo
  • Raimundo Paccó
  • Ronney Alano P. dos Reis
  • Samara de Oliveira Lima
  • Silvana Alfaia
  • Silvia Raquel de Souza Pantoja
  • Tayanne Peres Barbosa
  • Ubiraelcio da Silva Malheiros
  • Úrsula Celeste Tavares Bahia de Jesus
  • Valzeli Figueira Sampaio
  • Vânia Leal Machado
  • Yvana Cavalcante

 O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

[INSCRIÇÕES ENCERRADAS] Diário Contemporâneo abre inscrições para curso com Tadeu Chiarelli

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O Pintor, Paulo Pasta, 1987

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia abriu inscrições para o curso “Práticas curatoriais: fotografia e imagem fotográfica em exposição” que será ministrado pelo curador e crítico, Tadeu Chiarelli, de 27 a 30 de agosto, das 19 às 22h, na Casa das Artes. As inscrições são gratuitas e serão feitas somente pelo no site www.diariocontemporaneo.com.br. Os critérios de seleção são: formação nas áreas de Artes Visuais ou História da Arte considerando também áreas afins; minibio e carta de intenções com, no máximo, dez linhas cada. As vagas são limitadas.

O curso será constituído de quatro encontros em que Tadeu apresentará reflexões em torno de exposições e textos que produziu a partir de questões relativas ao uso da fotografia e da imagem fotográfica por parte de alguns artistas brasileiros.

Segundo o professor, “a proposta será, junto com o público, pensar a presença das tecnologias de reprodução de imagens na produção artística brasileira, do século XX até a atualidade”.

O objetivo é formar um panorama crítico de alguns dos caminhos percorridos pelo pesquisador durante as últimas décadas, “possibilitando ao público entrar em contato com questões inerentes ao processo curatorial, sempre amalgamando tal prática a questões de ordem crítica e histórica”.

 

 

TADEU CHIARELLI

Curador e crítico de arte. É professor titular no curso de Artes Visuais da USP. Foi diretor da Pinacoteca de São Paulo e do Museu de Arte Contemporânea da USP (MAC-USP). Também já atuou como curador-chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM-SP). Em 2011, foi membro da comissão de seleção do 2º Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

SERVIÇO: Diário Contemporâneo inscreve para oficina curso com Tadeu Chiarelli. As inscrições são feitas pelo site www.diariocontemporaneo.com.br. Vagas limitadas. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do Jornal Diário do Pará com apoio institucional do Museu do Estado do Pará, do Sistema Integrado de Museus, do Museu da UFPA e da Casa das Artes; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale. Informações: (91) 3184-9310; 98367-2400; diariocontemporaneodfotografia@gmail.com e www.diariocontemporaneo.com.br.

RETROSPECTIVA – 2011: A dinâmica do urbano

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A edição de número dois do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia ocorreu em 2011 com a temática de “Crônicas Urbanas” e, após refletir sobre as identidades brasileiras no ano anterior, o projeto trouxe o questionamento acerca da cidade como lugar de ação da cultura.

Da série “Ainda queria falar de flores”, de Anita Lima, selecionada em 2011.

Com o desenvolvimento da imagem fotográfica, o registro das cidades, pessoas e seus modos de vida foi crescendo junto. O cotidiano, seus desafios e representações foram, então, colocados como lugares de provocação para os artistas. Questões urbanas, ambientais, sociais e artísticas se sobrepõem nas cidades do século XXI e o contemporâneo é um tempo desafiador e crítico.

A cidade foi elemento fundamental para as narrativas fotográficas apresentadas. O tema de 2011 colocou o artista como parte importante do espaço urbano. Nele, o fotógrafo não é mero espectador atento para capturar o que salta ao seu olhar, mas sim um ator que vive suas próprias representações e expressões de identidade.

COMISSÃO DE SELEÇÃO

Os trabalhos foram julgados por uma comissão formada por Alexandre Sequeira, artista plástico e fotógrafo, mestre em Arte e Tecnologia pela UFMG, doutorando em Arte pela mesma instituição, professor do ICA/UFPA e que desenvolve trabalhos que estabelecem relações entre fotografia e alteridade social; Tadeu Chiarelli, curador e crítico de arte, professor titular no curso de Artes Visuais da USP, ex-diretor da Pinacoteca de São Paulo e do Museu de Arte Contemporânea da USP e que já atuou como curador-chefe do Museu de Arte Moderna de São Paulo; e Marisa Mokarzel, doutora em Sociologia pela Universidade Federal do Ceará e mestre em História da Arte pela UFRJ, professora e pesquisadora do Mestrado em Comunicação, Linguagens e Cultura e professora de História da Arte do curso de Artes Visuais e Tecnologia da Imagem, ambos da UNAMA.

Os três membros do júri também tiveram a oportunidade de encontrar e conversar com o público de Belém. Tadeu Chiarelli realizou o bate-papo “A Fotografia e o Museu Contemporâneo: curadoria e pesquisa” no qual debateu assuntos como a inserção cada vez mais forte da fotografia na arte contemporânea e o papel cultural que exerce o museu de arte hoje. Na ocasião, o crítico apresentou obras que fazem parte do acervo do MAC-USP e analisou como este acervo estava sendo repensado.

Marisa Mokarzel ministrou a palestra “Imagens e Afetos” na qual refletiu sobre o acumulo de imagens e a falta de afeto tendo como apoio “A arte da desaparição”, de Jean Baudrillard. Ela discutiu a arte no mundo contemporâneo observando os trabalhos de Luiz Braga, artista convidado da edição.

Já Alexandre Sequeira realizou a oficina “Diálogos Fotográficos”, na qual proporcionou diálogos entre as duplas formadas por participantes. Autores como Nelson Brissac Peixoto, filósofo e professor da PUC/SP e Ítalo Calvino, escritor italiano foram debatidos. As duplas também puderam sair para fotografar e pensar juntas, construindo narrativas através do diálogo e da poética do encontro.

Sabonete de bolinha, 1998. Foto: Luiz Braga

ARTISTA CONVIDADO

Luiz Braga foi o artista convidado da segunda edição. A mostra “Solitude”, apresentava fotografias coloridas e em preto e branco que indicavam a memória daquele que não está. O artista, que registrou boa parte das recentes transformações da cidade de Belém, sempre teve como marca forte a figura humana, mas nessas imagens somente o seu rastro está presente. Por meio das lembranças que se misturam, o público pôde passear por diversas casas, desde uma residência sua antiga até a do escritor paraense Bruno de Menezes, na Cidade Velha.

O convite para adentrar no ambiente do lar também pôde ser visto no vídeo “Do outro lado da rua” formado por cerca de 70 fotografias de uma novena feita na casa de Dona Zuleide, vizinha que morava em uma casa em frente ao seu estúdio fotográfico. Entre os cantos e ladainhas, a fé e a acolhida estão evidentes em uma pequena memória de quem foi aquela mulher e de como foi esta cidade.

Luiz Braga também realizou um bate-papo com o público. A ideia era aproximá-lo de sua trajetória e das motivações criativas que levaram o artista a produzir trabalhos que vão desde a fotografia clássica até a narrativa fragmentada em vídeo, como os que foram apresentados na edição de 2011 do projeto.

PREMIADOS E SELECIONADOS

A comissão analisou 287 obras e premiou os trabalhos de Silas José de Paula (CE), Leonardo Sette (PE) e Roberta Carvalho (PA).

Silas foi o vencedor na categoria “Crônicas Urbanas” com a série “Gente no Centro” na qual suas imagens quadradas registram um pouco da agitação urbana e de suas pessoas. Onde muitos enxergam caos e desordem, Silas viu o multicolorido das barracas e daquelas figuras humanas sem rosto que se misturam apressadas à paisagem da cidade.

Já Leonardo Sette, vencedor na categoria “Diário Contemporâneo” com sua instalação “As Luzes Inimigas”, apresentou sua técnica impecável alinhada com uma narrativa multimídia. As fotografias em preto e branco registram de um jeito documental clássico protestos de cunho político ocorridos na França. Já o vídeo com imagens registradas em um trem mostra seus passageiros transportados com pressa até seu destino, ao mesmo tempo em que leem com tranquilidade o jornal. Agitação e naturalidade na Cidade-Luz sob o olhar crítico do artista.

Sarkozy-Le Pen, Paris, 2007. Foto: Leonardo Sette

No Diário Contemporâneo a fotografia é o ponto de partida para as reflexões e isso pôde ser confirmado com a premiação de Roberta Carvalho na categoria “Diário do Pará” com o trabalho “Symbiosis”. Nele as árvores interagem com a cidade, pulsam e olham aqueles que passam pela rua. Projetadas nas copas das arvores, as imagens de rostos humanos tornam mais efetiva a relação entre homem e natureza. Experimentação e expressividade que falam daquilo que é orgânico e que liga todos os seres vivos.

Além disso, foram selecionados os trabalhos de 18 artistas, são eles Anita Lima (SP), Carlos Dadoorian (RJ), Coletivo Cia De Foto (SP), Everaldo Nascimento (PA), Fabio Okamoto (SP), Felipe Baenninger (SP), Fernanda Antoun (RJ), Fernanda Grigolin (PR), Francilins (MG), Haroldo Saboia (CE), Ionaldo Rodrigues (PA), José Diniz (RJ), Keyla Sobral (PA), Marina Borck (BA), Pedro David (MG), Péricles Mendes (BA), Ricardo Macêdo (PA) e Viviane Gueller (RS).

FOTOJORNALISMO NO MUSEU

Dentre as novidades da segunda edição estava “Diários da Cidade”, uma mostra especial com trabalhos de 18 fotógrafos do Jornal Diário do Pará. Adauto Rodrigues, Alex Ribeiro, Amaury Silveira, Anderson Coelho, Antônio Melo, Celso Rodrigues, Cezar Magalhães, Everaldo Nascimento, Keylon Feio, Marcelo Lelis, Marcos Santos, Mário Quadros, Mauro Ângelo, Ney Marcondes, Rogério Uchôa, Tarso Sarraf, Thiago Araújo e Wagner Almeida integraram a coletiva. A curadoria desta mostra foi de Mariano Klautau Filho, Alberto Bitar e Octávio Cardoso.

Os fotojornalistas são profissionais que vivenciam diretamente a dinâmica das cidades. Os trabalhos dos fotógrafos do Jornal Diário do Pará saíram, então, do acervo do jornal para as paredes do museu. Além disso, um bate-papo foi realizado com os fotojornalistas e o público. O encontro também contou com a presença de Octávio Cardoso, editor de fotografia do Diário do Pará e a mediação da jornalista Dominik Giusti.

AÇÕES

Além da ação formativa com Alexandre Sequeira, foram oferecidas mais duas oficinas. “Processos da Cianotipia”, com Eduardo Kalif, deu a oportunidade dos participantes se debruçarem sobre um dos primeiros processos de impressão fotográfica em papel.

Já em “Fotografia Documental”, Guy Veloso usou a sua pesquisa para o projeto “Penitentes” como ponto de partida para compartilhar com os participantes como elaborar um projeto de pesquisa e realização de um ensaio documental. Planejamento, mapeamento, técnicas de abordagem, exibição, redes de contatos e informações foram alguns dos temas abordados.

Ernani Chaves realizou o bate-papo “Fotografia, cidade e o retorno do flâneur”, no qual, a partir de Walter Benjamin e Franz Hessel, mostrou a possibilidade do flâneur na fotografia, esta como uma leitura da cidade e o fotografo como um narrador. O encontro teve a mediação de Ionaldo Rodrigues.

E Mariano Klautau Filho, curador do projeto, na palestra “Mutações do Fotográfico” analisou ideias como deslocamento, poética, narrativa e ação nas temáticas e trabalhos das duas edições então realizadas do Diário Contemporâneo.

O PROJETO

O Diário Contemporâneo contribuiu para a descentralização das questões sobre arte no país, pois há uma década vem lançando proposições e chamando os artistas para o debate, consolidando o Pará como um espaço de criação e reflexão em artes.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é uma realização do jornal Diário do Pará com apoio institucional do Espaço Cultural Casa das Onze Janelas, do Sistema Integrado de Museus e do Museu da UFPA; colaboração da Sol Informática, parceria da Alubar e patrocínio da Vale.

INSCRIÇÕES ABERTAS

Em 2019 o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia comemora 10 anos de atuação. As inscrições da edição especial de aniversário já estão abertas e seguem até dia 13 de junho sendo realizadas somente pelo site www.diariocontemporaneo.com.br

Pesquisa e memória nos catálogos do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia

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Por: Debb Cabral

Criado em 2010 pelo Jornal Diário do Pará, o Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia chega a sua 5ª edição em 2014. A cada ano é lançado um catálogo, que além de ser a memória do projeto, é também fonte de pesquisa sobre a fotografia e a arte contemporânea brasileira. Sua distribuição de forma gratuita permitiu que ele chegasse aos artistas participantes do projeto, curadores, pesquisadores, instituições da área, cursos de graduação e pós-graduação em artes, além das bibliotecas de todas as regiões do país. A disponibilização online no site do projeto de todas as edições já lançadas ajuda ainda mais na disseminação deste material e democratiza o seu acesso.

É um produto que tem seu lançamento como um dos momentos mais aguardados do projeto, pois compila os trabalhos dos premiados e selecionados, textos transcritos das conversas com os artistas convidados, além de artigos de pesquisadores atuantes na área de fotografia e arte contemporânea, que dão um teor ainda mais significativo enquanto referência para a pesquisa em fotografia.

Até agora foram lançadas quatro publicações que seguiram as temáticas Brasil Brasis em 2010; Crônicas Urbanas em 2011; Memórias da Imagem em 2012 e Cultura Natureza em 2013, norteadoras, em seus respectivos anos, das diversas mostras de artistas selecionados, premiados e convidados, palestras, encontros, cursos e oficinas. As publicações já reuniram até agora entre textos críticos, artigos, ensaios e depoimentos as participações de Eder Chiodetto, Patrick Pardini, Tadeu Chiarelli, Marisa Mokarzel, Heloisa Espada, Cláudia Leão, Ernani Chaves, Alexandre Sequeira, Val Sampaio, Maria Helena Bernardes e Andréia Feijó além dos textos de análise dos trabalhos selecionados assinados pelo curador do projeto. Entre os ensaios fotográficos e depoimentos de artistas convidados reunidos especialmente para o prêmio estão Luiz Braga, Miguel Chikaoka, Dirceu Maués, Cláudia Leão e Walda Marques.

.A produção paraense vem sendo reconhecida em todo país, porém ações como a publicação destes catálogos do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia ampliam o debate crítico em Belém sobre arte produzida no Brasil. Os catálogos são o resultado do encontro de pesquisadores de todas as regiões do país fazendo com que as fronteiras de acesso sejam extrapoladas. Além disso, ganhando visibilidade nacional e com esse retorno dado ao público, o número de participantes de outros estados tem aumentado a cada ano.

O projeto Diário Contemporâneo de Fotografia incentiva a cultura, a arte e a fotografia em toda a sua diversidade, aberto a todos os artistas brasileiros ou residentes no país, o qual oferece três prêmios no valor de R$ 10.000,00 cada. Este ano, ao contrário das edições anteriores, não será proposto nenhum tema específico, e as inscrições seguem abertas até o dia 18 de fevereiro. O Edital e a Ficha de Inscrição estão disponíveis no site www.diariocontemporaneo.com.br.

O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia é um projeto realizado em Belém, promovido pelo jornal Diário do Pará, em parceria com o Museu da Universidade Federal do Pará e o Espaço Cultural Casa das Onze Janelas da Secretaria de Cultura do Estado.

.SERVIÇO: Pesquisa e memória nos catálogos do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Inscrições para a 5ª edição até dia 18 de fevereiro. Os catálogos das edições anteriores, além do Edital e da Ficha de Inscrição deste ano podem ser acessados no site http://www.diariocontemporaneo.com.br.  Realização do jornal Diário do Pará, Rede Brasil Amazônia de Comunicação com patrocínio do Shopping Pátio Belém e Vale. Informações: Rua Aristides Lobo, 1055 (entre Tv. Benjamin Constant e Tv. Rui Barbosa) – Reduto. Contatos: (91) 3355-0002; 8367-2468 e premiodiario@gmail.com.

Entrevista: Tadeu Chiarelli

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> O crítico de arte, historiador e atual diretor do MAC-USP, Tadeu Chiarelli

“Ao sair de algumas exposições em museus, galerias e bienais, muitas pessoas experimentam certo amargor relacionado à sensação de que não são cultas. A razão desse sentimento reside no fato de que muito daquilo que observaram não possui conexão com aquilo que, durante anos, foram ensinadas a entender como arte”. Tadeu Chiarelli defende: talvez seja esta a grande razão para que muitos deixem de frequentar exposições de arte contemporânea. Apartada do grande público, portanto, a produção atual tende ao ininteligível, à falta de sentido, ao silêncio.

Crítico de arte, historiador e atual diretor do MAC-USP – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo, Chiarelli é considerado um dos mais atuantes curadores de arte brasileira contemporânea. Convidado do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, ele participa do bate-papo “A Fotografia e o Museu Contemporâneo: curadoria e pesquisa”, em que discutirá temas como a inserção cada vez mais forte da fotografia na arte contemporânea e o papel cultural que exerce o museu de arte hoje.

“Um museu de arte contemporânea pode ter um papel mais ativo do que aquele de simples armazém de obras e/ou de balcão para exposições que chegam de qualquer lugar”, apregoa. No encontro, conduzido pela curadora e professora Marisa Mokarzel, Chiarelli também apresentará obras que integram o acervo do MAC-SP e discutirá como este acervo está sendo repensado no novo projeto de mudança espacial do MAC – um dos maiores e mais ousados projetos de museu contemporâneo na América Latina. Confira a seguir o bate-papo.

1. Que papel cultural exerce o museu de arte na sociedade de hoje?

Penso que um museu de arte contemporânea pode ter uma papel mais ativo do que aquele de simples armazém de obras e/ou de balcão para exposições que chegam de qualquer lugar, sem conexão profunda com o acervo já existente e com a política própria do museu. Penso que o museu tem que ser um espaço não apenas de recepção e discussão da arte, mas também, no limite, pode ser também um espaço de produção artística.

2. Você defende que somente com base em um modelo museológico e museográfico atento será possível diminuir o abismo que há entre público e arte contemporânea. Como isso se dá, na prática?

Penso que o museu – e estou pensando em um museu de arte contemporânea – deve explicitar ao máximo sua estrutura, pois, assim, deixará claro os parâmetros que regem a produção contemporânea. Tornando essas estruturas mais cristalinas é possível tornar o museu e a arte que ele expõe em questões de interesse para a sociedade.

3. Não acha que a figura do curador também exerce um papel fundamental nessa conquista?

A figura do curador dentro do museu é fundamental para a sua política. Todo museu deve ter sua equipe de curadores, responsáveis por segmentos específicos da coleção. Repare que não me refiro a curadores independentes, mas a curadores de acervo. Será a equipe de curadores quem estabelecerá a política global da instituição e seus contatos com a sociedade.

4. A mudança no MAC-USP traz vários aspectos simbólicos. O que significa pra você essa fase? Olhando para o futuro, o que vê como seus desafios à frente do novo MAC?

O período que vivemos é muito importante para o MAC-USP: no final do ano passado foi votada a autonomia dos museus da USP e isso obrigará a todos os museus da Universidade a empreenderem mudanças significativas em seus respectivos regimentos. Tal necessidade de mudança estrutural coincide com o período de preparação de mudança física do MAC-USP que deverá em breve ocupar um espaço no Parque Ibirapuera. E o mais interessante é que todas essas mudanças vão ocorrer no início das comemorações dos 50 anos do MAC – que será em 2013. Dá para imaginar o que tudo isto significa e significará para a instituição.

5. Você é professor-doutor da USP há 27 anos, ajudou e ajuda a formar artistas. Que importância dá para a formação nessa área? Por que recomendaria a um aspirante a artista um curso formal?

Eu acredito que a universidade hoje em dia é um dos raros espaços em nossa sociedade em que o debate crítico continua fermentando. É neste sentido que recomendo aos aspirantes a artistas que frequentem a universidade porque ali, mais do que aprender técnicas e procedimentos (que poderiam ser aprendidos em outros estabelecimentos) ele complementará sua formação no diálogo franco e crítico com professores e colegas. Porque o artista hoje em dia – e já faz tempo! – deixou de ser um mero artesão. Ele é um intelectual fundamental para a sociedade e, portanto, sua formação deve conter não apenas as especialidades técnicas (se ele julgar necessário) mas, sobretudo, o estudo, o debate e a crítica.

6. Qual a sua opinião sobre a crítica fotográfica feita hoje no Brasil?

Penso que a crítica, de uma maneira geral, está em baixa. Nós, no Brasil estamos percebendo que, nos jornais, a crítica cedeu lugar para o release ou o “achismo” de repórteres nem sempre bem formados. A crítica migrou para a universidade e lá permanece em grande parte alijada de um contato mais produtivo com a sociedade. No campo específico da fotografia é interessante notar como grande parte do que se escreve parte de preconceitos e de opiniões meramente pessoais sem nenhuma densidade maior.

8. E qual o lugar da fotografia na arte contemporânea brasileira?

Eu não vejo um “lugar” para a fotografia na arte contemporânea. Creio que a arte contemporânea é fotográfica.

7. Você também integra a comissão de seleção do Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia. Qual a importância de projetos dessa natureza – que não se encerram enquanto prêmio e envolvem atividades de formação – na cadeia (produtiva, acadêmica, profissional) da fotografia brasileira?

Penso que toda iniciativa que busca pensar na formação profissional de jovens de talento deve ser valorizada. O Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia, a meu ver, redimensiona os aspectos meramente burocráticos que atividades como essas costumam ter, para buscar, de fato, intervir nos rumos profissionais da juventude ou daqueles que estão começando na carreira. Considero isso um valor positivo e que merece ser apoiado.

(Texto: Assessoria de  Comunicação)

A fotografia e o museu contemporâneo

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Na próxima quinta-feira, dia 10, o II Prêmio Diário Contemporâneo de Fotografia inicia o ciclo de bate-papos com “A Fotografia e o Museu Contemporâneo: curadoria e pesquisa”, trazendo a Belém o curador, pesquisador e crítico de arte Tadeu Chiarelli (foto). Considerado um dos mais atuantes curadores de arte brasileira contemporânea, Tadeu discutirá assuntos como a inserção cada vez mais forte da fotografia na arte contemporânea e o papel cultural que exerce o museu de arte hoje.

A conversa com o público, que inicia às 19h no Museu da UFPA, será conduzida pela crítica e curadora paraense Marisa Mokarzel. Tadeu Chiarelli também é professor do Departamento de Artes Plásticas da Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e esteve à frente do MAM-SP – Museu de Arte Moderna de São Paulo entre 1996 e 2000. Tem se dedicado nos últimos anos à pesquisa sobre fotografia na história da arte.

No encontro com o público, Chiarelli irá apresentar obras que fazem parte do acervo do Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC-SP) e como este acervo está sendo repensado no novo projeto de mudança espacial do MAC – um dos maiores e mais recentes projetos de museu contemporâneo no Brasil.

PARTICIPE

Bate-papo “A Fotografia e o Museu Contemporâneo: curadoria e pesquisa”, com Tadeu Chiarelli. Mediação: Marisa Mokarzel. Nesta quinta-feira (10), às 19h, no Museu da UFPA. Entrada Franca. Informações: 3224-0871. www.diariocontemporaneo.com.br. Twitter: www.twitter.com/premiodiario

(Texto: Assessoria de  Comunicação)